Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
Não confies no teu olhar para o céu, para saberes se vai chover. Precisas estar atento às informações dos meteorologistas.
No Rio Grande do Norte
Vi uma luz arretada
Eram relâmpagos no céu
Prevendo a invernada
Logo a chuva comecou
E o agricultor se animou
Vendo sua terra molhada.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
10/04/2024
Ninguém consegue explicar
Como é que um pinto novo.
Se gera dentro do ovo,
Sem ter entrada de ar.
Sem poder se alimentar
Nem tão pouco se mover.
Chega a hora de nascer,
Quebra a casca e sai piando.
E a natureza mostrando
Como é grande o seu poder.
Eu admiro a semente
Na superfície do chão.
Fazer a germinação
No leito da cova quente.
Na hora conveniente,
Morre pra depois nascer.
Quando nasce vai crescer,
Com a chuva lhe regrando.
E a natureza mostrando
Como é grande o seu poder.
Poeta Xexéu
Santo Antônio do Salto da Onça RN Terra dos Cordelistas
Em todas as suas tempestades estarei ao seu lado segurando seu guarda-chuvas, mesmo que furado e que você não queira olhar para o lado, Eu estarei lá.
Picos da Eternidade
Torna-me tão límpida quanto um mar sereno
E em água me tornar para que eu possa me banhar
Que o Sol possa se entregar dentro de mim
E que eu sinta o calor escorrer entre meu corpo.
Torna-me pura e transparente como a água da chuva
Que transborda a cachoeira
Assim, poderei me desfazer em sopro e alcançar
Os mais altos picos da eternidade.
Ombros da Saudade
Naquele instante que os olhos percebem
A envergadura do mistério da noite,
O silêncio vela por aqueles que descansam.
Nos ombros da saudade o frescor dos dias
De chuva de verão cavalga em direção do nada
A vida passa rapidamente acenando e sorrindo.
Assim, fica apenas a sensação de que alguma coisa
Ficou para trás e nós apenas observamos.
Aqui não é só o ensaio
O silêncio da noite se dispersou.
O silêncio silenciou.
O dia amanheceu.
O sol apareceu.
Todas as formas aparecem nitidamente com essa claridade que inunda este lado de cá do globo.
A cidade mansamente acorda.
O cheiro do café.
Os passos apressados.
Coisas a se fazer de novo.
Porque ontem foi tudo igual...
Um dia normal.
O sol passeou sobre o céu.
Os pássaros cantaram.
As ondas do mar foram e vieram.
As plantinhas cresceram um pouquinho mais.
Frutas amadureceram nos quintais.
Nuvens grossas cobriram o céu.
Vento forte por aqui passou.
Água do céu desaguou.
As ruas da cidade lavou.
Dos telhados o pó tirou.
Depois... depois a chuva foi chover em outro lugar.
Toda a terra precisa florescer.
A água do céu parece isso nunca esquecer.
Pra que essa mania de tanto se preocupar.
Cada coisa sabe exatamente a hora de estar em seu lugar.
Vamos viver e aproveitar.
Até o fim
Nuvens plúmbeas no céu.
Gaivotas em voos rasantes.
Vem as ondas beijar a praia.
Nada mais agora é como era antes.
O sol não madruga mais.
O vento sopra ou não sopra... tanto faz.
A chuva cai alaga ruas, campos, jardins.
Ou não cai... seca tudo.
Racha-se em pedacinhos a terra seca.
Não há alma que não se esmoreça.
Tudo tanto faz... como tanto fez...
Quem foi que assim fez?
Somos só e somente só um contorno nas mãos de um escultor que os criou do pó.
O que tem de vida dentro de mim
Conseguirá respirar até o fim?
Farrapos do tempo
O tempo... ah!!! O tempo.
Se parasse por um momento.
Eu juntaria os farrapos...
Teria tempo pra olhar pro lado...
Degustar com meu olhar as flores que estão no meu caminhar...
Sentir das borboletas o leve flutuar...
Ouvir dos pássaros o alegre cantar.
Olhar pra cima... pro céu que me cobre com suas nuvens escuras, pesadas...
Pro céu azul... puro anil.
Pras estrelas... nas noites de céu estrelado
Noites em que a chuva foi chover em outro lugar.
Se o tempo fosse um pouquinho mais gentil...
Teria tempo pra me aprimorar como ouro no cadinho.
Mas o tempo... corre apressado.
Com meu aperfeiçoamento não está preocupado.
Preocupa-se apenas em seguir seu próprio caminho.
Farrapos de tempo.
É o que tenho visto pra todo lado.
Introspectiva
Hoje não me levantei da cama.
Me deixei ficar.
Meio acordada... meio adormecida.
Pensando em nada.
De não ser estar convencida.
Respirei, é óbvio...
É involuntário.
Se assim não fosse, seria o contrário.
Não respiraria.
Mal e mal existiria.
Chuva e sol...
Frio e calor.
Lá fora, aqui dentro.
Não dá pra tudo parar..
But... eu tento.
Tenha fé
Está presa.
Pés grudados no chão.
Qualquer luta é lutar em vão.
Num beco sem saída...
A vida deixou de ser colorida.
Chuva forte se aproxima.
Uma porta empenada range.
Os retratos nas paredes olham pra ela com um olhar indiferente.
Um dia foram gente.
Hoje não passam de um pedaço de papel a amarelar no tempo.
O tempo passa.
O relógio tiquetaqueia na sala de jantar.
A toalha ainda segura aquela mancha de café...
Parece estar a dizer: tenha fé... tenha fé... tenha fé.
Ardente paixão
Uma ardente paixão.
Sentimentos explodem em meu coração.
Lá fora brumas se juntam como um denso véu.
Escuro e triste está o meu céu.
Chuva virá.
As flores do jardim irá regar.
A terra molhar.
Em meu rosto lágrimas minha visão irão mais embaçar...
Choveu o dia todo
Choveu o dia todo.
Agora chove ainda.
Espessas nuvens cobrem o céu.
O vento se transformou em tempestade.
A chuva bate forte na minha janela.
Meu corpo treme.
É frio?
É medo?
É tristeza?
É saudades?
Tudo isso é dor…
É falta do teu amor.
Fuligem
Chove um chuvisco de nada.
Partículas diminutas...
Quase parecem enxutas.
Caem no mar...
Pra lá, pra cá...
Às ondas salgadas vão se incorporar.
Labaredas de fogo no meu coração...
Gotinhas miúdas me deem a salvação.
Lavem minha tristeza.
Mostrem-me que há beleza
no mundo de fuligem
que insiste em me acompanhar.
-Se me chove saudades
de coisas passadas...
Delicio-me com as gotículas de lembranças coloridas ou cinzentas...
Não importa!
Momentos raros, felizes ou não...
Lampejos mentais de uma mocidade vestal.
Haredita Angel
08.03.15
"Sou linfa a escorrer dos olhos
E mesmo assim não me vês.
Me entristeço,
Mas não saberás quem eu sou
Pois nada em mim é visível
Ao teu olhar comum.
Antes de compreender a chuva e o sol,
Antes de me saber e de me amar,
Não permitirei que me conheças
Porque sou linfa a escorrer dos olhos
E mesmo assim não me crês."
Lori Damm ("Enigma")
"Chove lá fora,
Cinzento arrebol
Rua lavada,
Aqui dentro, sol.
Coração tranquilo
Mente vivaz,
Chove lá fora
Aqui dentro, paz.
Vento assovia
Cantando sua dor.
Chove lá fora,
Aqui dentro, amor."
Lori Damm
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