Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
Se tivesse eu o dom de expressar o inexpressável.
Escreveria sob as lágrimas, talvez quem sabe, sobre a Saudade.
Gosto de gente de alma bonita, de bom gosto, de essência. Gosto de quem é Amor, é Transparente… consigo mesmo e com os outros.
Cartas Dicotômicas
Quem comigo navega deve saber: meu mar interior é tormenta, ventos, raios e trovões, e minhas palavras calmaria.
“Quem na vida não sofreu traumas no passado? O pior é que muitos deles, nos acompanham até hoje, estragando o nosso presente. Apague de sua vida todos os traumas de ontem e dê lugar a uma nova vida, hoje ainda.”
“O dinheiro só faz parte da felicidade, quando o utilizamos para o nosso bem e para o bem de quem nos faz bem. A usura de juntar dinheiro, ao contrário de proporcionar alegria, só serve para alimentar o medo da falta.”
Difícil não reparar.
Está explícito no meu olhar.
Você sempre será um perigo, com quem quero-me arriscar.
O que aconteceria de pior ou de extraordinário, se eu abraçasse plenamente quem eu sou?
O medo de ser julgada, o peso da expectativa alheia, a solidão de ser verdadeira em um mundo de máscaras?
Explorar quem sou, poderia revelar caminhos desconhecidos ou afastar aqueles que não estão prontos para ver além das aparências.
Mas, talvez, a maior tragédia seria negar a mim mesmo, sufocando a chama única que arde dentro de mim, minha essência.
Louco? Quem? Eu?
Quem disse que sou louco?
Edmar Alvares Ribeiro
Segundo o Dicionário de Aurélio, louco é:
Que está fora de si; contrário à razão ou ao bom senso; insensato.
Não tenho mágoas, não tenho rancor.
Às vezes choro, também por amor.
Não sou compreendido, por uma população,
Que às vezes mata sem ter compaixão.
E ainda me chamam de louco,
Baseado em que razão?
Vivo na rua a vagar,
Procurando o meu lugar,
Se choro, quem vai me olhar?
Logo digo, vou daqui me mandar,
Quem vai se importar?
O que devo pensar?
Serei apenas mais um louco,
Que vai deixar de oportunar.
Morres por um cão ou um gato,
E de mim vives a te afastar,
Só me tens como um chato,
Não me tens nenhuma compaixão,
Só me resta chorar.
Talvez seja melhor ser louco,
Talvez seja melhor nem pensar,
Pois em meu pensamento de louco,
Não existe a vontade de matar.
Vivo neste mundo para aprender e ensinar,
Aprendi que não devo morrer nem matar,
Ensino que na minha loucura,
Não existe espaço pra magoa guardar,
Vivo sofrendo, talvez por não ter a quem amar.
Sentir o que sinto, sofrer o que sofro,
Chorar como eu choro,
Se vivesses o que vivo,
Talvez deixasse você louco,
Não teria forças pra agüentar,
Na certa serias mais um louco na rua a perambular.
Sou louco por não pensar em matar?
Sou louco por não pensar em guerra?
Então, como me chamas de louco?
Eu não invento guerras,
Pois, em nada disso vivo a pensar.
Pergunto eu, porque dizes que sou louco?
Só por que vivo ao relento, sem com nada a me importar?
Porque vivo levando vento, sem ter ninguém pra me amar?
O louco também ama, também chora, também quer bem.
Hoje acho que sou louco, por não pensar igual a vocês,
Não penso em abandonar ninguém, mais fui abandonado,
Não penso em maldade com ninguém, mais sou magoado,
Então, tenho certeza, sou louco, pois não penso igual a vocês.
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