Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
QUEM SOU EU?
Eu olho e não consigo me ver,
eu vejo e não consigo me olhar,
porque o que sou não é o que mostro ser,
não é o que quero que os façam acreditar.
Eu digo o que me dizem,
sem querer entender,
o que resolvo divulgar, apenas pelo prazer
de poder impressionar.
Eu acredito no que me fazem acreditar,
mesmo sem duvidar,
pois o que importa questionar,
se o que eu quero apenas é participar?
Eu absorvo as verdades que chegam,
por meio da minha tela ocular,
pois ela é a janela do mundo,
que me faz enxergar.
Afinal, quem eu sou?
Sou o o homem digital do mundo moderno,
que se apresenta na formal idealizada,
formatada dentro uma realidade fragmentada,
onde nem mesmo eu sei quem sou.
Incluir por incluir, simplesmente, na educação
é legitimar a exclusão formalizada,
onde quem é incluído,
sente-se excluídos pelas práticas igualitárias.
A rotina é imperceptível
para quem simplesmente vive,
mas uma angústia profunda
para quem busca compreender esse viver.
A educação é uma relação cultural
onde quem faz a intermediação
e quem é o alvo dela
trocam experiências vividas,
de realidades distintas,
havendo uma ruptura de velhos saberes,
para a construção do novo conhecer.
QUEM EU SOU?
Sou fruto da natureza
e estando nela, transformo-a
para satisfazer meu bem estar.
Ao transformá-la, transformo-me,
mas a minha racionalidade
não é suficientemente consciente,
para fazer-me enxergar
que esse meu bem estar, é mal estar para ela,
que não se cansa de reclamar.
Quem pode dizer:
Estou feliz?
Provavelmente aquele
que estar em capacidade de enxergar
o importante nas suas limitações
e a possibilidades em seus desejos.
O erro na busca pela felicidade
Está no fato de quem a busca,
busca para ser feliz, enquanto que
A felicidade não é uma qualidade do
Ser, mas um estado, logo não podemos ser feliz e sim: ESTAR FELIZ.
Amar não é ceder sempre,
pois quando se cede sem se impor
nega-se ao seu próprio amor.
E quem não tem amor-próprio,
não pode ter o próximo como seu amor.
O pior da ansiedade da busca
é a cegueira que impede,
a quem dela se empreende,
perceber o que se perde
enquanto se busca.
Quem eu educo?
Será que educo?
E se educo, para que educo?
Ou faço apenas a mediação
entre aquele que penso educar
e um processo de ensino que
não vincula o discurso
com a prática?
Não! Não sei!
Não sei se sou um educador
que não se coaduna
com o sistema de ensino
da minha época,
ou se é este que não faz
sentir-me um educador,
mas um mero representante
de uma instituição social
que enxerga o tempo como
acinésico.
Na angústia de quem fica
reside a esperança do regresso
de quem parte, onde a ansiedade
do reencontro pode ser apenas
a triste ilusão de não aceitar
o que a verdade não pode ocutar.
Ser significativa é o propósito de toda ação,
o problema é saber o que é significante
para quem a executa.
A partida é sempre dolorida, para quem fica, mas a grande questão é: quem fica? Pois considerando a relatividade que há na definição de “quem parte” e “quem fica”, a dor pode ser também compreendida como relativa.
Amar não é se anular, mas saber compreender que seu espaço está sendo dividido por quem você ama e, ao mesmo tempo, ter o seu respeitado pela pessoa amada.
Quem enxerga a excelência na educação olhando para os resultados, obtidos pelos alunos, em avaliações externas, não consegue ver que em uma única sala de aula, exite uma enorme diversidade e ignora a forma particular que cada um possui no processo de aprendizagem.
Quem apenas foca no ensino, não educa,
por isso o educar não se limita
na transmissão de conteúdos,
mas de ir para além do que a família
não foi capaz de construir.
A vida é uma passagem,
por isso, quem busca entendê-la, utilizando de
todos os seus esforços,
perde a oportunidade de viver as experiências
que ela tem a oferecer.
Quem passa o seu tempo
em busca de um sentido para a vida
esquece de viver sentindo
o que ela pode lhe oferecer,
logo, ele não passa pelo tempo,o perde.
Não preciso! ...Necessito!
Não preciso dizer quem sou.
Não preciso divulgar o meu amor, muito menos, aonde vou.
Não preciso postar o que me amargou, nem tão pouco, a minha dor.
Mas...
Necessito viver o que sou.
Necessito compartilhar o amor.
Necessito enfrentar o que me incomodou e aprender com a dor.
Porque...
Não preciso ser o que não sou, mas reconhecer como estou, para poder conquistar o esplendor de me ver como realizador de um sonho que me renovou.
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