Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
O Fardo do Deslumbramento
Não há coisa mais triste, mais cansativa,
Que quem só enxerga a si e à sua vida.
Com filhos em volta, poses sem calor,
Vestem a cafonice como um manto de valor.
Imaginam que tudo ao seu redor conspira,
Que o mundo inteiro ao seu ego respira.
Falam de si na primeira pessoa,
Mas o vazio por dentro é o que ecoa.
Dependem dos outros, sem sequer perceber,
E pensam que todos precisam os merecer.
Ouvem a si mesmas, em seu tom altivo,
Mas são cegas ao que é realmente vivo.
A boca fala mais do que os olhos veem,
Os sentidos menores, as palavras não têm.
Esquecem do mundo, da beleza que é real,
Prendem-se num ciclo de um brilho artificial.
Acham-se o centro, o eixo, o tudo,
Mas vivem num sonho pequeno e miúdo.
E enquanto o universo respira e avança,
Ficam imóveis, perdendo a dança.
Ah, como é triste essa prisão de espelhos,
Onde o único reflexo é o próprio conselho.
O mundo é vasto, mas não podem ver,
Pois acreditam que giram sem nada a aprender.
Quem é você? Você sabe?
Você já parou para refletir sobre o que está fazendo neste mundo? Qual é o seu propósito aqui? Você sabe que não levará nada desse lugar para o próximo? Tudo o que acumulamos — bens, poder, status — será deixado para trás. Mas e depois? O que virá? O que sobrará de nós além de memórias e ações? Você já se perguntou como era antes de você chegar aqui? Será que você tem vivido como um ser humano genuinamente humano?
Essas perguntas nos convidam a olhar para dentro. Quem somos de verdade? Somos justos ou injustos? Fazemos o bem ou o mal? Vivemos de forma correta ou enganamos a nós mesmos e aos outros? Neste ano que passou, o que você fez de significativo? O que você construiu em sua vida e na vida daqueles ao seu redor? O que você ofereceu ao próximo, à sua comunidade, ao planeta? Você contribuiu para um mundo melhor ou apenas passou por ele?
Pense na sua rua, no seu bairro, na sua cidade, no seu país, no mundo. Como você interagiu com tudo isso? Que impacto você deixou? A sua presença tem feito diferença para alguém? Você tem ajudado a cuidar da natureza, do ambiente que te sustenta?
Agora olhe para dentro. A sua vida tem valido a pena? Você sente que está vivendo com propósito? Seu coração está leve? Sua alma flutua em paz? Ou você carrega pesos que te prendem e dores que te angustiam? Quem é você, no fundo? Você sabe?
Essas são perguntas que apenas você pode responder. Elas nos desafiam, mas também nos guiam. Refletir sobre elas pode ser o primeiro passo para viver com mais verdade, mais compaixão, mais humanidade. Quem é você, verdadeiramente? E quem você quer ser?
O Herói Que Nunca Foi
Há quem precise de um herói,
mesmo que seja de mentira,
mesmo que a capa esconda ruínas
e a máscara disfarce a ira.
Fecham os olhos para o óbvio,
adoram o brilho do falso altar,
não importa o que ele destrua,
desde que os faça sonhar.
Talvez jamais foram crianças,
daquelas que acreditam no bem.
Talvez a infância lhes foi negada,
e agora não confiam em ninguém.
Talvez viveram na ausência
de ternura, de luz, de calor —
e agora se alimentam do medo
e de um discurso sem amor.
O herói que seguem é o avesso,
não salva, não cura, não guia.
Onde pisa, deixa rastros de cinza,
de dor, desamor e agonia.
Mas eles aplaudem, defendem,
com fervor quase irracional.
Sabem que é tudo mentira,
mas preferem o mal ao real.
Porque dentro de si há um vazio
que o tempo não soube curar.
E ao verem alguém feliz,
fazem de tudo pra derrubar.
Dizem “Deus” com a boca suja,
com a alma vendida à vaidade.
Usam o nome do sagrado
pra espalhar crueldade.
E assim seguem cegos, de joelhos,
bajulando quem só destrói.
Acreditam num falso profeta
que prometeu, mas não constrói.
E o mundo assiste, calado,
a essa farsa com cheiro de dor.
Enquanto os verdadeiros heróis
seguem em silêncio — com amor.
Com Deus, até o deserto floresce.
A dor ensina. O amor perdoa. A fé sustenta.
Quem caminha com Cristo jamais está só.
A soberba cai. Deus permanece.
Ontem, hoje e sempre.
Com Deus não se brinca
Há quem se ache dono do mundo,
Que pisa o sagrado, profana o profundo.
Zomba da fé, do pobre, do frágil,
Mas esquece: tudo isso é passageiro e frágil.
O Titanic, gigante de aço e vaidade,
Afundou na primeira viagem, sem piedade.
John Lennon, com voz de multidão,
Disse ser maior que Cristo — caiu na escuridão.
Trump empunhou a Bíblia como troféu,
Zombou do Papa, do céu e do papel.
Mas a justiça divina não tarda, não falha,
Chega certeira, sem espada ou navalha.
E hoje vemos Elon Musk no trono da invenção,
Tratado por muitos como nova salvação.
Mas sua Tesla balança, perde o chão,
Pois nem a tecnologia segura a mão da ilusão.
Homem nenhum é Deus, por mais que tente,
Por mais que brilhe, se ache influente.
A soberba sobe alto, mas cai sem aviso,
O fim do arrogante nunca é conciso.
A vida cobra, o tempo revela,
A verdade aparece, por mais que se vela.
Deus não se zomba, nem se ignora,
A justiça Dele vem — mais cedo ou mais hora.
Quem brinca com o santo, tropeça no fim.
Quem despreza o humilde, colhe seu próprio jardim.
Somos pó, vento, poeira da estrada…
Mas Deus é eterno — e sua palavra é sagrada.
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