Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
Quem sou eu?!!! Sou simplicidade em caminhada, percorro trilhas onde muitos perderam seus talentos raros e brilhantes, sou paciente e vou seguindo com a certeza de que a cada instante posso ser ainda bem melhor. Sou raiz firme na correnteza! Ou apenas uma pequena lamparina na escuridão de muitos....
roswyta ribeiro
O exterior reflete apenas uma image que esta em constante mudança por conveniência. Quem eu realmente sou? Sou no meu interior.
Se confiarmos com a mesma confiança de quem desconfia viveremos em grande tormenta... Mas ainda assim parece-me o caminho menos doloroso.
Saber deixar partir
Saber deixar partir. Há quem defenda que o amor é isso mesmo.
Respeitar a liberdade do outro é um acto de amor. Dou o exemplo dos pais que vêem crescer os filhos e que depois os vêem sair de casa para viverem as suas próprias vidas.
Saber deixar partir é ter a convicção intrínseca de que tudo é efémero, ou de que nada é eterno; a consciência plena de que todas as histórias tem um princípio e um fim, até mesmo as de amor. Pena é que a maior parte das pessoas não possua a maturidade emocional necessária para “saber deixar partir”. São essas pessoas com “mau perder” que exterminam muitas vezes o amor, apagando todas as recordações dos momentos bons e tornando a vida do outro num verdadeiro inferno.
Por outro lado, aquilo que me é dado a observar numa grande parte dos casais que mantêm um relacionamento de aparências é o seu sentimento de posse no lugar onde deveria existir o sentimento de cumplicidade.
Ninguém pertence a ninguém, cada pessoa é única e basta-se a si mesma, tentar moldar a personalidade do outro é limitar a sua própria oportunidade de amar na sua essência; ninguém pode sentir-se feliz ou fazer outrem feliz se não poder expressar livremente o seu eu.
Saber deixar partir requer tanta preparação como saber partir. Quase sempre quem não sabe deixar partir e quem não sabe partir é movido pelos mesmos motivos: o medo de ficar só, a incapacidade de sentir-se independente, o medo de não ser socialmente aceite...
Uma relação de amor é como uma intervenção cirúrgica onde os sinais vitais deverão prevalecer sobre todas as coisas. Deve lutar-se sempre pela sobrevivência de uma relação, mas quando se chega à conclusão de que já se tentou com todas as forças e não se conseguiu, há que ter a coragem de deixar partir ou mesmo de partir, caso contrário, corre-se o risco de culpar o outro pela nossa infelicidade.
Muitos de nós, assistem assim, impávidos e serenos à morte do amor, muitas vezes camuflada por um casamento. Ofuscados pelo brilho da taça içada bem alto, muitos esquecem-se que a mesma está, não raras vezes, erguida sobre um monte de cinzas.
VÍRGULAS, ESPAÇO E PONTO FINAL
Quem não cede, não pode exigir que o outro se abdique de algo, mas quem recua, sempre espera que o outro também o faça, contando que, mesmo não lhe parecendo justo, o importante seja o respeito mútuo, não invadindo o espaço alheio sem que ele assim o permita, e isso não significa que não exista amor, apenas o conceito que a liberdade é a melhor maneira de prender verdadeiramente alguém no coração.
"Quem espera, sempre cansa. Por isso não fico sentado e sempre corro atrás do que eu quero. Mas com o passar dos anos, descobri que a última bolachinha do pacote sempre vem quebrada, esfarelada ou murcha."
Da série copiando e reinventando ideias.
Batucando pela alma de quem comenta "tá linda" na foto de amiga feia e ainda diz que não gosta de falsidade."
A Marcuo Feijó
Teus pés miúdos mal tocam o chão.
Tu vês as dores como quem mais nada enxerga.
Choras e deixa de observar a pétula
E achas que a vida não é mais que uma triste canção.
Deixa para trás toda a cidade,
Olha para os montes distantes
E quando teu espírito alcançar este horizonte,
Verás que as paixões não são mais que uma saudade.
Colocaram bandeiras nas nuvens
à santa. E nem céu havia...
Colocaram as bandeiras,
Como quem marca espaço nas nuvens,
Como quem crê numa reencarnação celeste.
Colocaram as bandeiras nas nuvens
Para uma santa que fazia neve.
E nem santa era,
Nem a neve se fez das Neves.
E nem céu havia...
Só as bandeiras.
Só perde quem não quis achar ou o que não soube aproveitar. Perdeu quem tinha um palhaço de estimação e não soube dar risadas. Perdeu quem tinha um Avô na sala e não soube ouvir histórias. Perdeu quem tinha um vira lata no pátio e não saiu latindo pela praça correndo atras dos passarinhos. Perdeu quem teve tempo de ser feliz e ficou contando lágrimas.
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