Quem sou eu nesse Mundo Tao Confuso
Sexta-feira Santa
A cada Sol que nasce
e se põe tenho percebido
que no giro do mundo
o julgamento, a paixão,
a crucificação, morte
e sepultura de Jesus Cristo
se renovam a cada
instante e com a desumanidade
de quem se cala e concorda
com as guerras da Humanidade.
Tenho andado a cada Lua
que surge e se despede
só o pó da Terra Santa misturado
com bombas de fósforo branco,
e mesmo assim de maneira sobrenatural
em cada ser ainda me esperanço
apesar de não ter tantos motivos para crer
de que haverá na consciência o alvorecer.
Chamamé
O gaúcho neste Sul
do mundo compartilha
os ritmos tal como sabe
muito bem compartilhar
o sagrado Chimarrão,
Assim é com o Chamamé
que faz bater o coração.
Seja aqui, no Afeganistão ou em qualquer lugar do mundo devemos ser o milagre da vida uns para os outros.
Pensamentos, palavras e atos de brandura constroem a sua bravura existencial num mundo fragilizado por tantos episódios de radicalismo e agressão.
Convergir em prol da vida onde quer que ela se encontre é ser herói de si mesmo. O mundo dá voltas.
Sempre que um país hostilizasse o outro e os céus do mundo fossem fechados para a Nação hostil. As guerras seriam a cada dia mais diminuídas e poderiam até acabar.
Não tem feito diferença
se tem feito noite ou dia,
estamos encerrados
pelo mundo afora
e na América Latina.
Não tem feito diferença
nem a indiferença,
o desprezo pelo povo
tem sido a sentença.
Pelas ruas de Guayaquil,
corpos de mortos
incendiados
e os quê estão vivos
foram todos abandonados.
Não tem feito diferença
nem a indiferença,
o desprezo pelo povo
tem sido a sentença.
Pelos mares do Caribe
o Império com o seu
Comando do Sul
prometem uma tempestade
neste momento de desastre.
Não tem feito diferença
nem a indiferença,
o desprezo pelo povo
tem sido a sentença.
Nesta minha terra
onde a ambição política
nos tumultua e impera,
o fantasma da fome
que é o mesmo o do mundo
tem sido a diária quimera.
Não tem feito diferença
nem a indiferença,
o desprezo pelo povo
tem sido a sentença.
Pelos sótãos e calabouços
existem homens e mulheres
respondendo pelo peso
de uma livre consciência,
e ninguém sabe se o General
preso injustificadamente
há mais de dois anos
está sendo tratado
com um mínimo de decência.
Um jornalista foi preso
porque foi equivocado
neste momento que
o mundo está atordoado
pela maldita pandemia,
Não condeno o outro
lado porque entendo
que há quem passe
do limite inventando
falsas notícias
e festas corona como
não houvesse o amanhã;
E infelizmente para
manter a ordem às vezes
dependendo do caso
não resta outra opção.
Dependendo do caso
o modelo pode ser
superado em nome
da liberdade de imprensa
porque não é fácil
lidar com informação,
é só dar justo e são
o direito de resposta
ou pedir a retratação.
Foi acesa a Cruz
de Waraira Repano
e os corações estão
unidos para vencer
a pandemia e o bloqueio
imperial que foi espalhado,
Os bloqueios em dias
normais causam estragos,
E num momento
como este só
aumentam a devastação,
não dá para fechar os olhos
porque estes bloqueios
são como esgotos a céu aberto.
Assistindo a tudo isso
que passa pela minha
janela para o mundo:
a história do General
que está preso
injustamente há dois anos
segue me comovendo,
e pelo jeito ninguém sabe
se ele e outros em igual
situação estão
recebendo alimentação.
O mundo
todo está
de fato
colapsando
por causa
de uma
pandemia,
não é poesia
e nem
virtualidade,...
O físico
do General
se encontra
em total
fragilidade,
O General
é inocente
como todo
mundo sabe:
Cada verso
que tenho
escrito
são da minha
exclusiva
responsabilidade.
O pânico
pandêmico
quebrou
a dieta
do General,
e agora
ele está
sem comida
que sirva
de verdade;
Não deixar
ele seguir
a dieta é
um veneno,
Não é
exagero
da minha
parte reclamar
também por isso:
Onde o General
está preso
e por outros
lugares onde
estão outros presos
políticos militares,
não há janelas,
as visitas também
para eles
foram suspensas,
e o quê aqui está
escrito é fato
que todo mundo sabe.
Não se fala em outro assunto:
é sobre os quadrantes de paz,
não acho o fim do mundo.
Reconhecem sem admitir:
que na História lá no fundo,
que o General tem razão.
Não trocaram o nome,
sinal de alguma virtude,
não vejo nenhum mal.
Só não entendo como
insistem em manter
preso o General.
Há poucos dias
de completar
dois anos de injusta
prisão falam
em defender a democracia,
mas prenderam o General
por pensar diferente
no meio de uma
reunião pacífica.
Desde a criação
do mundo o Sol
da Venezuela
nasce no Esequibo
por obra do Senhor
e pelo Acordo
de Genebra que
deve ser cumprido,
e jamais esquecido.
Ontem o Astro Rei
gentil nasceu por lá,
hoje nasceu
de novo e amanhã
também nascerá,
ninguém captura
a vontade d'Ele;
a minha voz faz
a história espalhar.
Aprenda de uma
vez por todas
que é de direito
e dever não se furta,
você goste ou não
e de maneira igual
ao rumo que foi
dado ao destino
dos generais
e do Coronel que
ninguém sabe mais.
Contando tudo isso
e tentando poetizar
sobre os destroços
deste continente,
rememoro quase
que diariamente:
o General foi preso
em março há
quase dois anos
e não há previsão
do pesadelo terminar.
O Império colocou
o Deus da Guerra
para rodopiar o blues
do fim do mundo
e assassinou
o General Soleimani;
Podem desacreditar
a qualquer um que
deste fato reclame,
Mas não há como
ficar em paz
sem a verdade falar.
O Império reeditou
a sua película de
mau gosto no
nosso continente,
Não há como ficar
fingindo que ando
feliz e contente,
Nem o tempo há
de deter tudo
o quê preciso falar.
O Império golpeou
a Bolívia e o direito
de se expressar
foi solapado,
E se ninguém
nada fizer com
devida insistência
não haverá
mais nem
guerreiros digitais
para a história contar.
O Império bloqueou
a base do sustento
da Pátria de Bolívar,
Não acho certo
mesmo sabendo que
ali a justiça precisa
aprender a ser correta;
A família e vizinha
do Capitão foragido
serem devolvidas
merecem para a vida,
O Capitão-de-Navio
que está desaparecido
deve ser reencontrado,
E a tropa e o General
que foram castigados
sem nenhum motivo:
urgem receber
um capítulo novo
de vida e reconciliado.
A insistência
cochala agrediu
Cochabamba,
E o mundo que
já conhecia
este filme fingiu
que não viu,
Quase fizeram
com quem teve
a casa revirada
e não estava
para os seus
pertencer defender,
porque foi forçado
ao exílio para a sua
própria vida proteger.
É golpe! É golpe!
Não me canso
do golpe na Bolívia
ao mundo denunciar,
O povo indígena
nas mãos
desses terroristas
correm perigo,
Se o continente
não se mobilizar.
Algo de pesado
ronda o continente,
Que mantém soltos
os culpados e presos
muitos inocentes
como a tropa
e o General que foi
preso há quase
dois anos no meio
de uma reunião
pacífica no dia
treze de março,
E todo o dia não
me canso de por
cada um deles
continuar a me queixar.
Um bocado de calor
e amor na alma
para aliviar a pena
de um mundo frio
e castigado
por poderosos que
quase não dão chance
da gente desfrutar
daquilo o quê
é feito para sossegar.
Olhando para o Ipê-rosa
busco o meu refúgio
para que nada neste mundo
destrua por dentro
o quê guardo em Versos Intimistas
e a cada surgimento
de novas inspirações e poesias.
07/11
Quando os senhores
do mundo não proporcionam
sossego suficiente,
O melhor que se tem
a fazer é usar a cabeça
em busca da paz simplesmente.
Todo mundo se esquece
que antes da saideira
tem sempre a abrideira,
Um alguém há de
amar uma vez na vida
queira ou não queira
(Poema da sexta-feira)
Que continuemos nos esforçando para tornar o mundo um lugar melhor, onde as palavras ganham vida nos gestos de amor, e que cada dia seja belo e abençoado pelo Todo-Poderoso.
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