Quem sou eu nesse Mundo Tao Confuso
Tenho que acalmar meus monstros para que eles não me devorem, alimentar os leões e dragões. Não sou uma fênix, mas já voltei do inferno várias vezes.
Não sou uma máquina de xerox para ficar copiando a vida dos outros.
Sou uma impressora colorida desconectada do computador e conectado por wi-fi com Deus.
"Para viver na Terra, sou obrigado a conquistar o máximo possível de diplomas e o máximo possível de bens materiais, explorando ao máximo minha capacidade, para viver no Céu, preciso desapegar de tudo."
"Com tantas pessoas inteligentes, provar que não sou um idiota, não é fácil."
Ou
""Com tantos idiotas, provar que sou inteligente, não é fácil."
Não sou muito de expressar sentimentos, mas há sete anos cometi o maior erro da minha vida. Você tinha sido preso, e eu fui atrás, conversei com o policial, implorei para que o soltasse. Fizemos um acordo verbal: eu cuidaria de você.
Você foi solto, e eu praticamente obriguei que fosse direto dormir. Mas o vício falou mais alto.
Desceu para comprar um cigarro. Quando o trouxeram de volta, já estava todo espancado. Tinham sido seus próprios amigos — os mesmos que compartilhavam da sua miséria.
Levamos você ao hospital, mas por estar tatuado, sujo, fora dos padrões sociais, foi totalmente negligenciado. Nem exame fizeram.
Você estava com traumatismo craniano. Mas, por causa da droga no seu corpo, parecia lúcido. Voltou para casa, deitou para descansar… e entrou em coma. E ninguém percebeu.
O dia amanheceu, e você seguia “dormindo”. Mas estava convulsionando. Chamamos a ambulância. Quando chegaram e viram seu estado, pediram logo a UTI móvel. Mas quando ela chegou, era tarde demais.
Naquele dia, um remorso profundo se instalou dentro de mim. Me perguntei, e ainda me pergunto, se ao tirar você da prisão, não assinei — sem saber — sua sentença final.
Lembro das vezes que você aprontou com a minha mãe. Te busquei até na boca de fumo. Te agredi dentro da Cracolândia. A dona da boca me conhecia há anos, e me ligou:
— Vem buscar ele, ou eu mesma vou dar uma surra.
Mas meu ódio falou mais alto. Fui pessoalmente te agredir. Muitas vezes mandei o pessoal te dar um corretivo, na esperança de que você tomasse juízo. Mas Deus não quis assim. E muito menos você.
Hoje, tudo isso virou lembrança. E remorso.
E o remorso é o pior sentimento que um homem pode carregar.
Em 2018, deixei de ser ateu. Depois de vinte e três anos sem acreditar em nada, fui parar numa igreja. Padre Cairo me viu e disse:
— Vejo que você está atribulado… e com ódio no coração.
Pediu para rezar por mim. Colocou a mão sobre minha cabeça, e orou. Pediu a Deus e a Santa Luzia que arrancassem aquele ódio, aquela vingança silenciosa que me corroía.
Naquele dia, nasceu uma chama minúscula de fé dentro de mim — quase invisível, mas real. E até hoje ela luta para não ser apagada.
Peço muito a Deus, à Nossa Senhora e à Santa Luzia que eu nunca perca essa fé. Que meus caminhos não se cruzem mais com o homem mau.
E que Deus, sempre, possa estar ao meu lado.
Estou na fornalha ardente, mas as chamas não me queimam,
No abismo escuro, sou chama viva e intensa.
Na cova dos leões, resisto, forte e presente,
Na prisão do tempo, minha alma se renasce e pensa.
Desço ao pó, qual Nabucodonosor,
Esmagada, sem forma, sem rumo ou chão.
Mas, em meio à dor, ao frio, ao torpor,
Sinto Suas mãos me moldando, em oração.
Madrugada fria, clamo e espero,
Na voz que me guia, encontro abrigo e calor.
Mesmo na escuridão, sigo e persevero,
Pois Sua luz é o fogo que testemunho com fervor.
Renuncio a mim, que Ele viva em mim,
Não sou mais eu, sou Seu mover e existir.
Se preciso andar sem ver o fim,
Confiarei, sem hesitar, sem temer, sem fugir.
Que se cumpra o que ainda não vi,
Que floresça o que foi plantado em silêncio.
Pois no tempo certo, enfim,
Serei vaso, ouro purificado, em Seu precioso ensejo.
E quando o fogo cessar sua labareda,
E a noite se render ao amanhecer,
Saberei que a dor foi herança predileta,
Para em Sua glória, eternamente viver.
Distrito Federal
Não sou um Estado
Mas reúno todos eles
Na linda poesia
Cultura, paz e nação
Amor, pessoas e religião
Reunidos na magia
Reunidos em Brasília
VIGILANTE
Sou apenas um Vigilante
Que escreve poesia
Sempre protegendo e observando
As pessoas no dia a dia
Eu estou aqui
Mas vocês não me ver
Enviado por Deus e Jesus Cristo
Sempre atento no posto de serviço
Um Vigilante, uma pessoa, um amigo
Tenho tantas cicatrizes na Alma que ultimamente quando sou ferida a dor não incomoda tanto e a recuperação é rápida
SOU BICHO SOUTO
Cheguei na farra pra beber
A turma toda vai conhecer
O boizim da pregação
Onde eu chego eu agito
As mina se amarra
Com champanhe e meu carrão
Ela dão de graça
Na balada sou boizim
Gastando meu din din
É tudo no cartão
Cartão sem limites
No meio das mulher eu viro bicho
Sou bicho souto
sou bicho Souto
Catando a mulherada
Com carro e dinheiro,
Pego dez na balada
Uma me pucha e me beija
Outra me agarra e deseja
A terceira e Quinta
Paro no motel lá na esquina
Sou bicho souto
sou bicho Souto
Catando a mulherada
Com carro e dinheiro.
Pego dez na balada
Poeta Antônio Luis
12:05 AM 22 de fevereiro de 2015
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