Quem sou eu nesse Mundo Tao Confuso
Não importa o que pensam de mim, importa o que Jesus já fez por mim. Nele sou forte, digno e preparado para um novo tempo!
Sou aquele que foge tanto dos vivos como dos mortos. Caçado por saqueadores. Assombrado por aqueles que não pude proteger. Assim eu vivo nessa terra. Reduzido a um único instinto: sobreviver.
A cada dia, sou forçado a interpretar um papel, a usar uma máscara que não me pertence.
Sou feita de pétalas de rosa
Cheirosa, delicada e bela
Transmito paz, harmonia e bondade
Mas também carrego um pingo de maldade
Como todo mundo, sou um pouco sensível
Mas o mundo não sabe ser compreensível
Meus espinhos podem lhe machucar
Mas calma, isso vai passar
Posso parecer um pouco grossa
Porém, todos têm uma mossa
Entendem como o mundo é injusto?
Por isso fico escondida num arbusto.
Sou escancarada. Falo muita bobagem, muita brincadeira. Não dá para me policiar. Sou uma pessoa que, se eu tentar me vigiar, vou estar me matando. Vou estar matando a espontaneidade da vida em mim.
Vida após armário intelectual
Sou uma mulher, negra e servidora pública que sempre buscou fazer o melhor trabalho na instituição. Por anos, vivi em um "armário intelectual", escondendo parte de quem eu era.
Trabalhar na educação pressupõe que as pessoas sejam mais instruídas, menos preconceituosas e mais afetuosas. Mas, no início, ouvir comentários homofóbicos direcionados a colegas abertamente gays ou lésbicas na instituição me causou medo, me fazendo voltar ao "armário" em que fui criada em minha casa. Por muitos anos, foquei apenas no meu trabalho. Pouco importava o que pensavam, pois o que prevalecia era minha dedicação profissional.
Com o tempo, fui reconhecida pelo meu trabalho e, ao conhecer novos grupos dentro da organização, aprendi a me impor e a me respeitar, vivendo de forma independente da minha identidade de gênero ou sexualidade.
Participei de meus primeiros eventos sobre sexualidade e diversidade. Essa experiência foi transformadora, a ponto de eu passar a defender publicamente temas relacionados à diversidade no ambiente educacional. Isso não significa que o preconceito tenha acabado, mas hoje não sou mais aquela que vivia no "armário social".
Aos poucos, o armário virou um guarda-roupa de roupas coloridas e dedicadas à diversidade, à verdade e à escolha de ser quem sou. Hoje, vivo para mim, por mim e para a sociedade, com a beleza e a liberdade de ser quem sou, independentemente do que digam ou pensem.
Hoje, sou a protagonista da minha própria história e da minha personalidade forte, nordestina, feminista e diversa. O mundo em que vivemos é construído por nós. Mesmo que alguns acreditem que vida pessoal e profissional sejam coisas diferentes, temos todo o direito de sermos felizes com quem desejarmos. Somos livres para sermos profissionais e, ao mesmo tempo, homossexuais, bissexuais, lésbicas, transexuais ou qualquer pessoa da sigla LGBTQIA+PN.
Minha realização moral me permitiu entender que não me importo mais com a opinião dos outros. O que sou e quem sou depende apenas de mim.
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Não sou mais uma menina...
Minha pele não é mais de porcelana e nem meu cabelo a cor natural.
Meus olhos necessitam de ajuda e meu corpo não obedece mais a disposição cerebral.
Não sou mais uma menina...
Conheci muita gente,
Poucas vieram e ficaram.
Outras deixei ir e outras passaram.
Não sou mais uma menina...
Prefiro enxergar detalhes.
Apreciar momentos com louvor.
Valorizar o presente, o futuro não me pertence e lembrar do passado como grande professor.
Não sou mais uma menina...
Vivi alegrias e realizações.
Vivi também tristezas e decepções.
Disse : Obrigada! Quando acertei.
Disse : Perdão! Das inúmeras vezes que errei.
Não sou mais uma menina, pois tenho aprendido a contar meus dias para alcançar sabedoria
Amadureci e se Deus me permitir, continuarei neste processo progressivo dia a dia.
“Sou um paradoxo vivo: louco e lúcido, tímido e ao mesmo tempo ousado, frio como o silêncio da noite e caloroso como um sorriso inesperado. Carrego a gentileza nos gestos, mas também o peso do silêncio que me acompanha; sou amante da natureza em cada detalhe, das flores ao vento, e ainda assim me encontro vazio em boa parte do tempo. Sou de lua, mutável, um maluco apaixonado que sabe se desapegar sem perder a intensidade. Não compreendo plenamente meus próprios sentimentos — ora me afogo neles, ora os deixo escapar — mas talvez seja exatamente nesse mistério que resida a essência do que sou.”
Águia não sou, meu Senhor
Dela trago tão somente o olhar
E também, no coração
A aspiração do Seu voar,
Quero em meu posto ficar
A fitar o sol do amor,
Passarinho é o que eu sou nas mãos do meu Senhor
Sou pessimista em relação à humanidade, mas otimista em relação ao planeta. O planeta vai se recuperar. Está cada vez mais fácil para o planeta nos eliminar.
Quando sou atingido pela dor, procuro ocultá-la na minha aljava, para usá-la na alegria sem me machucar.
“Não se trata apenas de existir, mas de reconhecer no que se vive. Meu corpo é real ou sou prisioneiro do próprio sonho?”
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