Quem sou eu nesse Mundo Tao Confuso
Eu tenho o costume de sofrer muito por esperar dos outros uma atitude que não vem. Pode ser da mãe, do pai, do amigo, do colega de trabalho, do namorado, do mosquito que faz barulho chato no ouvido no meio da noite. Eu espero porque eu faço. Me dou de bandeja, mas nem sempre consigo me perdoar. E preciso entender que as coisas não vão ser como eu quero.
Com você e todo esse amor, eu consigo apenas me largar pelos cantos
assustada. Isso é vida? Eu não quero andar duas quadras no sol com você.
Porque te amar assim, me dá medo de enfartar ou da minha pressão cair. Não
sei. Eu quero deitar e esperar passar tudo. Eu quero te olhar deitada
enquanto seguro um copo com água de coco geladinha. Porque você não
sabe, mas tenho corrido maratonas e vencido monstros gigantescos para
conseguir sentir tudo isso sem arrancar minha cabeça fora. E quando você,
ao invés de me esperar no pódio de chegada com pomadas e isotônicos, me
olha desconfiado ou entediado de tudo, eu quase desejo que dessa vez eu
morra no meio da corrida. Porque é ridículo achar que você faz tudo valer a
pena, mas, no fundo, acabo achando que você faz tudo valer a pena. Isso é
vida?
Todos os dias são iguais, eu me levanto, rego minhas plantas, faço exercícios, mas estou lutando. Não é ruim. Vivo como se lutasse todos os dias e esperasse os melhores dias.
Saudade eu tenho do que não nos coube.
Você precisa entender que não podemos ficar juntos enquanto eu precisar incondicionalmente de você. Eu preciso recuperar a minha consciência, os meus sentidos e a minha razão. Eu preciso reconstruir o meu coração. Eu preciso estar segura e livre, sem necessidades, absolutamente livre para então ser tua. Para sempre.
Eu costumo dizer, comparado ao mensalão, a mesada de nossos colegas (...), com o que nós perdemos em minério, aquilo é (desculpe) mesada de trombadinha.
Eu me esqueci no armário.
Pensei estar vivendo,
estudando, trabalhando, sendo!
Pensei ter amado e odiado,
aprendido e ensinado,
fugido e lutado,
confundido e explicado.
Mas hoje, surpreso,
me vi no armário embutido
calado, sozinho, perdido, parado.
Sentado em um canto eu me encanto com as lembranças de um passado não tão distante e caio aos prantos.
Eu acredito na vida, no que ela pode trazer de melhor. Acredito em dias bons e ruins, mas esqueço essa coisa tola de destino. Se hoje eu estou bem, o mérito é todinho meu e não de uma força que encaminha a minha vida, o meu humor e o meu amor. O cruel disso é só saber que se a coisa anda feia, a culpa é também toda minha. Se não era pra ser e eu quis, devo acreditar que Deus me fez pra chegar nesse determinado momento e eu passar por isso? Seria ótimo jogar a culpa do fracasso em alguém, mas se não quero ninguém sendo responsabilizado pelo que faço de bom, não posso desejar ninguém pra ser a minha válvula de escape. Então, toda a minha mania de insistir demais, de não enxergar o prazo de validade, o sinal que já deu, de que eu aproveitei o que tinha pra aproveitar. A minha loucura de querer sempre um pouquinho mais das coisas, das pessoas, dos sabores e das cores. A besteira de não entender o aviso de caia fora, isso tudo é minha tão e única grande culpa. O que me resta disso é aprender a conviver com que há de melhor e pior em mim, não faz o menor sentido em procurar a perfeição, ela não existe.
O que é sensato é aprimorar os meus talentos e me reconhecer humana, limitada, e nem por isso deixar de ser incrível. Por isso, em respeito ao que chamo de meu limite, vou compreender que o nosso tempo acabou, vou partir pra algo melhor. Quero estar disponível pra única pessoa em quem devo realmente confiar: eu mesma. Eu sinto muitíssimo por tudo que ameaçou a ser e não foi, por tudo que poderia ter sido, se a gente tivesse tido um pouco mais de qualquer coisa. Mas, como tudo na minha vida são escolhas exclusivamente minhas, eu opto por desistir e entenda a nobreza desse gesto, nem sempre reconhecer que a coisa expirou pode ser considerado algo fraco, talvez seja o que há de mais bonito em um ser humano: a compreensão de que se deve ir sem determinada situação ou pessoa e continuar a ser feliz mesmo assim. Enfim, em paz, com leveza e sabendo que com ou sem arrependimentos, tudo isso não passa de escolhas que são somente minhas.
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