Quem sou eu nesse Mundo Tao Confuso
Sou sufocada diariamente pelas coisas que me incomodam e eu reprimo, vivo constantemente na carne a dor de calar o que quero gritar.
Não espere de mim atitudes extremas de romantismo, não sou uma pessoa muito de dizer eu te amo, só o faço quando é verdadeiro. Também não aceito facilmente uma declaração de sentimentos pois sempre vou duvidar se é verdadeiro ou não. Porém, pode ter a certeza que eu serei companhia certa em seus momentos de dificuldades, serei leal e te ajudarei a superar o seu momento difícil. Não me cobre nada pois eu só vou dá aquilo que eu julgar necessário. Tenho dificuldades de conviver com pessoas muito carentes que pedem abraço o tempo todo, atenção e consideração, se eu não estou dando isso, acredite, é porque não quero.
Eu sou aquela pessoa que anima o ambiente, que faz todos darem risadas, mas há momentos que sinto vontade de ficar na minha e nem sempre sou compreendida. Tenho sobre mim essa responsabilidade de não deixar o ambiente monótono. Por essa razão tenho a fama de ser bipolar ou inconstante. Eu só quero um momento aonde eu possa estar sozinha em completo silêncio, eu tenho uma necessidade voraz da minha própria companhia.
Eu não preciso da validação de ninguém para ter a certeza que sou uma mulher forte e proativa. Não preciso do aplauso da plateia para confirmar que sou capaz de grandes feitos. A partir do momento que preciso de tudo isso já estou me revelando frágil, pois para ser, preciso ser vista.
"Se tu não fosse musa, seria eu, por ventura, o poeta que sou" ?
De um poeta morto, sem mar , sem porto...
Assim deve se comportar alguém sensato diante da possibilidade de Deus:
Eu sou o que sou, e isso me basta. Nada que eu faça mudará fatos e verdades eternas. Ou somos origem do caos ou fruto de um desejo inteligente, obra de uma mente superior, algo que, como criatura não poderíamos compreender nem explicar.
Assim diz o homem, consciente da sua insignificante condição humana: Eu sou o que sou, e isso me basta.
"Não que eu seja rancoroso, não sou.
Nem tampouco consigo odiar meu semelhante.
Contudo, não consigo acariciar
mãos que me jogam pedras,
nem beijar a face
de quem persiste
em me olhar com desprezo."
O HOMEM DO RIO
Eu não quero ser Caetano,
não sou o gênio imitador
sou como sou
homem que entra no rio
e se transforma
em tantas formas de existir.
eu não quero ser Heráclito
pré-socrático ou Platão
eu sou a soma de todos eles.
Poetas são como são
puros e controversos
sem contradição.
Eu não quero ser Caetano
contudo sou Gil-berto sou João
sou Tom Zé, sou Tom Jobim
você nunca ouviu falar de mim?
"Eu sou flamengo,
o que é há?
Eu sou flamengo,
o octa.
Eu sou flamengo,
o que é há?
estou em outro
patamar."
Eu flamengo, o que é há...?
"Eu sou flamengo, o que é há?
Eu sou flamengo, o octa.
Eu sou flamengo, o que é há?
Estou em outro patamar."
Em fevereiro de 21
Mesmo isolado ganhei mais um.
Não houve festa nem abraço na torcida
Tão guerreira, e tão querida
A pandemia limitou
Com tudo isso jogo
Só poderia vencer o melhor.
Eu sou flamengo, o que é há?
Eu sou flamengo, o octa.
Eu sou flamengo, o que é há?
Estou em outro patamar."
Eu sou poeta, se você é poeta também, assim como eu, então sabe que a melancolia produz a centelha da poesia.
Se for poeta profundo, de alma larga, saberá descrever a dor angustiante que nos acomete sem nenhum propósito ou motivo.
Escrevi coisas profundas, de infinita beleza estética, que retirei do mais soturno abismo, para onde a melancolia imprevista me transporta.
Eu sou violento ao escrever, quando estou indignado, mas a minha caneta só emite tinta preta, não sangra.
Quem deve sangrar são os estúpidos fazendo força para entender o que digo..
Eu sou um poeta boêmio
E Ipanema é meu refúgio certo
Onde a musa carioca me inspira
E o ritmo Bossa Nova me encanta
Em meio às garotas douradas
Que caminham pela areia fina
Eu vejo a beleza da vida noturna
Lembrando de Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Com acordes dissonantes inconscientes
Minhas notas musicais se fundem
Com a brisa do mar e as ondas da saudade
Em uma Bossa Nova de amor e paixão
Ipanema é meu lar, minha morada
Onde a noite se torna minha amada
E a boemia transforma em poesia
Cada respirar desta bela cidade.
O cara de pau
Eu sou um cara de pau
Se falam em trabalho
Eu passo mal
Se me pedem um favor
Por amor de Deus
Eu digo não.
Falta-me disposição
Pra chutar a bola pro gol
Pra cobrar um escanteio
Nem o cabelo eu penteio
Nesta vida, o que anseio
É não ter obrigação
Nem defesa nem ataque
Nem barbeiro nem peão
Falta-me disposição
Para afiar a navalha
Pra mover com uma palha
Para amassar o pão..
Eu sou um cara de pau
Se falam em trabalho
Eu passo mal.
Se me pedem um favor
Por amor de Deus
Eu digo não.
Falta-me disposição
qualquer coisa apareça
Eu disfarço e digo não
Confissão de um artista incompreendido
Eu só sou artista quando escrevo.
Tocar, cantar — tudo isso, por mais que me habite, me degrada. Há um processo silencioso de deterioração da minha alma artística quando tento me expressar fora da palavra. Como se algo se perdesse no ar. Como se aquilo que eu sou, no fundo, não coubesse no gesto ou na voz.
Minhas melodias? Eu as crio em catarse. Elas nascem do abismo, do indizível, mas raramente alcançam quem ouve. Alguns me dizem, com um sorriso breve: “muito legal.” Outros me parabenizam — por educação, talvez. Mas eu percebo. Eu sei. A língua que falo, com minha arte, não chega audível aos seus ouvidos.
Eles não escutam o que eu ofereço. Escutam outra coisa. Um som qualquer. Um ruído bonito, talvez. Mas não escutam eu.
É por isso que, quando escrevo, me sinto inteiro. Porque sei que um — um só já basta — um leitor, em qualquer tempo, há de entender. Há de perceber. Há de aprender a língua secreta do meu ditirambo. Porque a palavra escrita não exige pressa, não pede aprovação imediata. Ela se deixa ler por quem for capaz de ouvir o silêncio entre as sílabas.
E é ali, nesse instante invisível, que eu sou artista por inteiro.
Eu sou burro, dizem.
Não aprendi a ser hipócrita.
Não sei sorrir com o fígado doendo,
nem elogiar quem me envergonha.
Nasci torto pra esse mundo liso,
onde a esperteza é se calar,
e a virtude é caber na média.
Não sei me vender.
Não sei bajular.
Não sei.
Só sei ser inteiro.
E isso, hoje, é burrice.
Vejo os que vencem —
sabem o tom, a pose, o disfarce.
Sabem dizer sim sem concordar.
Sabem pedir desculpas sem culpa,
elogiar sem respeito,
defender sem acreditar.
Eu não.
Eu sangro na frente de todos,
falo o que penso,
perco amigos,
perco oportunidades,
perco o conforto.
Mas durmo.
Durmo sabendo quem sou.
E isso, talvez, seja o que ainda me mantém
vivo — mesmo fora do rebanho.
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