Quem Nao da Audiencia Abre Concorrencia
Ainda Há Cacos Espalhados
Eu ando em pontas, lento e distraído,
Pois sei que a dor não foi de todo embora.
A ferida fechou, mas o chão, o meu chão querido,
Guarda o que foi quebrado, mesmo que lá fora
O mundo ache que o tempo já cumpriu o seu castigo.
Ainda há cacos espalhados no tapete,
Fragmentos de um espelho que não soube mentir.
Eu tento varrer, juntar no meu colete,
Mas há estilhaços que insistem em luzir,
Lembrando-me de cada passo que se repete.
A mão que tateia a escuridão é a mesma
Que um dia segurava o vaso inteiro.
Agora ela recolhe a dor, essa gema
Transparente e cortante, sem um paradeiro
Certo, apenas o peso de uma descrença extrema.
É preciso ter cuidado ao recomeçar,
Pois a pressa faz o pé sangrar de novo.
A cura não é um instante, é um lugar
Onde aprendemos a coexistir com o povo
De fantasmas que a memória teima em guardar.
E eu respiro fundo, sabendo que amanhã
O Sol vai nascer sobre os pedaços que restaram.
Não para uni-los, mas para que a manhã
Me encontre a caminhar, mesmo que me custaram
O peso e a prova de que nada é mais de lã.
"Como mãe, você é o solo, não o jardineiro da vontade deles. Regue a paz com o seu silêncio e deixe que o tempo, esse mestre paciente, ensine aos seus filhos que o nó que aperta só se desata com o toque da compreensão. Seja o porto onde as águas se acalmam, não o mar onde elas colidem."
Islene Souza
A cura das mágoas e profundas feridas, não se encontra no tempo, o tempo apenas passa, a cura encontra-se no falar.
A vida silenciosamente me ensinou que ter total discernimento e visão sobre o que é falado e não é feito, é uma grande proteção contra as ilusões. E quando se pensa fora da caixa e se tem autonomia mental sobre apenas o que nos diz respeito, é a melhor defesa, para sermos originais e não sermos apenas, mais um, no grande rebanho da matrix.
Os olhos daquele que eu insulto já não sei mais de que cor são (...) já não vivemos entre seres humanos, mas num mundo de silhuetas.
Bom, bem, é método de expressar severamente as nossas dificuldades não aparentes; na verdade, para que estejamos bem realmente, são necessárias outras coisas que são da própria existência, como, por exemplo, uma alma gêmea que nos faça sentir amados e respeitados. Estou quase lá, mas, devido aos precalços do destino, pode ser que demore dias ou até meses, mas chegarei, tenho fé. Estou amando e muito feliz com um novo amor preparado por Deus.
Nós somos livres
Seja livre —
e vem comigo.
Não te lamentes:
cria teu próprio destino.
Foge comigo agora,
vem sentir essa liberdade
correndo pelos campos verdes da vida,
onde o mundo parece leve
e a alma respira fundo.
“Nós somos livres.”
Há uma força suave
na liberdade que nos chama,
uma liberdade poderosa
que poucos conseguem compreender.
Terra rara, fascinante,
morada dos que ousam sentir.
Eu devia ter vivido mais assim,
mais solto, mais inteiro…
Mas não esqueço —
jamais esquecerei —
o instante em que senti tudo isso
tocar o meu coração.
Poderosa liberdade da alma.
E, ainda hoje,
repito contigo:
Nós somos livres.
A mudança acontece agora, mesmo quando não a vemos. Ela caminha junto do tempo, e quando aprendemos a perceber seu ritmo, ela deixa de ser lenta e se faz veloz. Passamos então a compreender a força da ação correta no instante exato, quando o ser humano se alinha às leis invisíveis que regem tudo o que vive.
Não sigo padrões formatados por sistemas arcaicos que aprisionam a alma com viseiras e rédeas. Há poderes que moldam mentes adormecidas, e talvez seja assim para evitar um colapso cuja verdade muitos não suportariam. Há seres humanos que caminham em círculos sem saber, culpando o mundo por não encontrarem saídas que existem apenas dentro de si.
Eu vi beleza onde não havia esforço, e por isso não tentei aprisionar o que tinha asas. Disse minhas palavras sinceras e deixei que o destino seguisse seu próprio movimento. Hoje entendo: a mudança que pedi talvez tenha chegado através daquela breve passagem. Porque ela me fez olhar para mim mesmo — para quem eu era e para quem posso vir a ser.
O Olhar Que Esperamos
O olhar que esperamos,
chega, mesmo que tarde,
como um segredo não dito,
como o vento que nos toca
sem pedir licença.
Quantas memórias,
o tempo roubou de nós,
sem que sequer soubéssemos?
O tempo, esse amante implacável,
caminha sem piedade,
nos arrasta,
mesmo quando resistimos.
E nos encontramos, então,
diante de anos perdidos,
diante de sonhos
que se afastam,
como estrelas fugidias
em um céu distante.
Como encontrar coragem para seguir,
quando o desejo é de ficar,
quando a alma implora por descanso
nas margens do que é seguro?
Oh, como se faz isso,
quando tudo parece tão distante,
quando a esperança se dissolve
no horizonte da incerteza?
O futuro não pertence a mais ninguém,
ele é nosso —
mesmo que o mundo tente nos convencer do contrário.
Você, que se sente esquecido,
é mais importante do que imagina.
A cada passo,
deixamos rastros invisíveis,
como marcas no vento,
tocando corações,
permanecendo
em silêncio, mas eternos.
Nos olhos guardamos memórias,
não escritas, mas profundas,
como ecos de um tempo que não se apaga.
E quando a dor tentar nos silenciar,
é nesse instante que devemos levantar,
seguir,
pois o futuro é nosso —
e ninguém, nunca,
poderá roubá-lo.
Lembre-se, sempre:
nada, nem ninguém,
pode silenciar a voz da sua alma.
Você é importante.
Faça-se ouvir.
“Não gosto da frieza nem da grosseria da vida, mas sei que a firmeza é um mal necessário. Ser firme não é ser grosso. É essencial distinguir firmeza de frieza: precisamos de firmeza para liderar, decidir, orientar e controlar situações em qualquer área da vida.”
Não desperdice a vida com o que não acrescenta.
Veja e ouça aquilo que o(a) fortalece e o(a) faz crescer — no corpo, na mente e no espírito.
Valorize o tempo com o que é bom. Simples assim.
Não entregue seu tempo ao que não floresce.
Alimente os olhos e os ouvidos com aquilo que faz crescer —
corpo, mente e espírito.
A vida agradece quando escolhemos o que é bom.
A força é apenas força. Não importa sua origem — se nasce do poder, do mando, do corpo ou da mente.
Quando usada sem consciência, a força apenas impõe, cega, dura e vazia.
Mas a verdadeira força não oprime: ela silencia, espera e abre caminhos.
Ser forte é também saber ceder, compreender o tempo das coisas e exercer a paciência como virtude.
O poder, as conquistas e tudo aquilo que se busca, vêm depois —como consequência, nunca como propósito.
O amor não conhece a dor
porque escolhe curar em vez de ferir.
Não se entrega ao desespero,
pois sabe que até a noite mais longa
se rende ao amanhecer.
A fúria furiosa não habita seu cronograma,
o amor não tem presa para machucar,
ele aprende o tempo do silêncio,
o valor da espera
e a coragem de permanecer.
O amor não abandona quem acolhe um abraço.
Ele fica quando tudo treme,
segura a mão cansada,
encosta o coração no outro
e diz, sem palavras: estou aqui.
Amar é resistir sem endurecer,
é ser abrigo em meio ao caos,
é escolher ficar inteiro
mesmo quando o mundo insiste
em partir as coisas ao meio.
O amor é verdadeiro
Sem mascara sem rótulo
A um propósito maior
O amor ama quando o amor chora.
E na inocência do amor,
Eu prefiro não pensar,
Apenas sentir, sentir o amar.
Porque saber é pensar.
E prefiro sentir,
Simplesmente amar.
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