Quem Ja Passou por essa Vida e Nao Viveu
Corpo, meu velho companheiro, nós pereceremos juntos. Como não te amar, forma a quem me assemelho, se é nos teus braços que abarco o universo.
Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra – a entrelinha – morde a isca, alguma coisa se escreveu.
Falhaste a vida, é evidente. Mas não o digas. Porque haverá logo quem venha proclamar em alvoroço que tu mesmo afinal confessas que falhaste para o cretino trombeteiro se julgar menos falhado e os cretinos como ele.
Carta aberta
Filho, você ainda tem muito a aprender.
Pode até sentir que já viveu demais, que a vida já lhe mostrou tudo o que tinha para mostrar… mas, na verdade, você ainda não percorreu nem um terço do caminho que está diante de você. Hoje, talvez acredite que conhece a vida. Mas o que você tem, por enquanto, são aprendizados sendo recolhidos um a um, como quem junta sementes para o amanhã.
Eu, como sua mãe, carrego um dever que não se cansa: orientar, direcionar, proteger, orar e interceder pela sua vida, para que seus passos sigam sempre pelo caminho do bem. Existe, porém, algo que tento evitar com todas as forças do meu amor. A vida ensina de duas formas: pela observação e pela vivência. Ambas ensinam, mas a segunda costuma ensinar com dor. E nenhuma mãe deseja que o filho precise aprender sangrando.
Por isso, quando falo, não é por controle, nem por desconfiança. É cuidado. Não receba minhas palavras como chatices de mãe, mas como conselhos de quem caminha alguns passos à frente e já conhece certos buracos, certas pedras escondidas no chão, capazes de fazer alguém tropeçar e cair. Tudo o que tento é afastar você dessas quedas, para que siga inteiro.
Desejo que você se torne um homem digno, responsável, maduro… e, sobretudo, humilde. Nunca se esqueça: o ego inflamado não constrói, não sustenta, não salva. Ele apenas conduz à soberba, ao desprezo e, mais cedo ou mais tarde, à ruína. Aprenda a dominá-lo. Quem governa o próprio ego caminha com sabedoria.
Com amor, sua mãe.
Você fala demais
Diz muitas besteiras da boca pra fora
Mas sei que se arrepende
Por jogar o que não era lixo fora
Você briga me ignora
Pisa na bola
Sente saudade e chora
Diz que é de raiva
Pra não assumir que me adora
Eu sei que um grande amor
Não é fácil de se encontrar
Mais difícil ainda é deixar de gostar
Se o clima ta pesado
Não existe pecado
Que não se possa perdoar
Vai ver a gente não conhece o amor direito
Prazer, eu sou um cara cheio de defeitos
Igualzinho aquele que você aprendeu amar
Mesmo que o sol se apague e venha a lua te trazer de volta aos sonhos meus
Pode passar mil anos você vai me amar
E eu vou ser pra sempre seu
Mesmo que o sol se apague e venha a lua te trazer de volta aos sonhos meus
Pode passar mil anos você vai me amar
E eu vou ser pra sempre seu
Revelação
Um dia vestido
De saudade viva
Faz ressuscitar
Casas mal vividas
Camas repartidas
Faz se revelar
Quando a gente tenta
De toda maneira
Dele se guardar
Sentimento ilhado
Morto, amordaçado
Volta a incomodar
Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?
Quero antes afiançar que essa moça não se conhece senão através de ir vivendo à toa.
A vida sempre coloca em nossa frente várias opções. A escolha é livre, mas, uma vez feita a opção, cessa nossa liberdade e somos forçados a recolher as consequências.
EU TE AMO
Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás só fazendo de conta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir
De que me adianta temer o que já aconteceu?
O tempo do medo já aconteceu, agora, começa o tempo da esperança.
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