Quem Ja Passou por essa Vida e Nao Viveu
Há uma beleza triste em quem aprende a aceitar limites. Não é rendição, é sabedoria que se disfarça de resignação. Quem aceita limites encontra mais espaço interior. Porque o que cedia a excesso, agora descansa em medida. E essa medida devolve a paz roubada pela ilusão do tudo.
O mundo só respeita quem se levanta mais rápido. A superação não está em não ter feridas, mas em ter a atitude implacável de continuar a luta.
A dor mais profunda não está em perdoar quem nos feriu, mas sim em carregar o peso corrosivo do ódio, que atua como um veneno lento na alma. Por isso, a escolha mais libertadora é sempre a do perdão, que nos permite não esquecer o caminho percorrido, pois a memória protege e ensina, mas que nos livra da prisão que construímos para nós mesmos. Esta é a resiliência que exige leveza para voar alto. Minha alma já foi um campo de batalha, um barulho caótico, mas hoje se transforma em uma melodia calma e afinada, um equilíbrio conquistado onde não me permito ser derrubado. Eu escolho a dor que me liberta e o autovalor que exige reciprocidade, aprendendo a diferenciar quem é apenas uma estação passageira de quem se torna um destino importante. Essa sabedoria nos traz a leveza da alma necessária para entender que a vida nos derruba para nos alinhar, nos desmonta para nos reorganizar, não é destruição, mas a lapidação que nos prepara para o ápice do nosso renascimento.
O futuro pertence a quem tem a audácia de recomeçar do zero quantas vezes for preciso, e quem não se apega à falência do passado.
O universo conspira a favor de quem não desiste de si mesmo, o maior alinhamento é a fé inabalável na sua própria jornada.
A força não está em gritar, mas na quietude de quem sabe o poder que carrega, o oceano é mais profundo que a onda.
Quem atravessa a noite com os olhos abertos aprende que a aurora não é escolha, é promessa escrita nas frestas da madrugada.
A noite guarda segredos que o dia não entende. Ela tem diplomacia de quem aceita contradições. Sento-me à sua mesa e aceito seu cardápio. Alguns pratos são amargos, outros, surpreendentemente doces. E eu como tudo com fome de entender.
A saudade não chega devagar,
ela atravessa a porta como quem tem direito. Não traz esperança, não oferece consolo, só deixa o impacto seco de quem já perdeu. É memória sem afeto, é amor sobrevivendo em forma de dor.
Sou o inventário de versões minhas que não sobreviveram ao inverno, carrego os restos como quem guarda relíquias de um incêndio.
Minha escrita não busca o aplauso da plateia, mas o reconhecimento silencioso de quem lê e pensa: "eu também habito esse deserto".
Exauriu-me a tarefa de legendar minha dor para quem não sabe ler sentimentos. Prefiro o silêncio de quem escreve.
Não me peça para ser inteiro todos os dias, pois aprendi a amar os meus fragmentos como quem cuida de cacos de vidro que ainda brilham sob o sol, a perfeição é uma mentira bonita, mas a minha imperfeição é a única verdade que me mantém humano e minimamente vivo.
Olhar para o espelho e não reconhecer quem nos tornámos é o preço mais cruel que pagamos pelas feridas que o mundo nos causou.
Carrego em mim versões que não resistiram ao tempo. São fragmentos de quem eu fui e precisei abandonar para seguir adiante. Às vezes sinto falta até das dores antigas. Elas, ao menos, eram conhecidas, este vazio novo ainda me nomeia.
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