Quem Gosta de Ouvir Nao quer Falar
"UMA DAS COISAS MAIS DIFÍCEIS É ADMINISTRAR UM PAÍS, SEM EXCESSÃO: "AS NECESSIDADES DA POPULAÇÃO É INFINITA E OS RECURSOS ARRECADADOS PARA ATENDER AS NECESSIDADES SÃO LIMITADOS (ESCASSOS)" Ademar de Borba
Um teste de DNA tem por finalidade revelar a paternidade de um pai ao filho.
Com o tempo, esse suposto filho revelará traços genéticos que fará com que ele se pareça com seu pai.
Através dos testes que passamos neste mundo, seja tribulações ou provações, os traços da paternidade definirá de quem somos filhos.
A frustração perderá espaço
quando entendermos que no palco
da vida, nem sempre seremos
protagonista, mas que em
determinados momentos
exerceremos um excelente papel
de coadjuvante.
Uma coisa inexplicável: no Brasil as pessoas são obrigadas a votar, pensam que têm direito ao voto e ainda falam que vivem em uma grande Democracia.
Deus fez o nosso vizinho; nós, porém, erguemos o muro.
Todavia, de uma coisa eu tenho certeza e me esperanço: não haverá cristãos no Céu.
O muro que hoje separa o judeu do grego, o católico do protestante, o crente do descrente desmoronará de uma vez por todas; pois todos serão um em Cristo Jesus.
Ninguém há de se submeter ao homem senão ao único detentor da perfeita paz, Aquele que ergue o estandarte da sublime harmonia e proclama:
“A mim, não há acepção de pessoas. Eis que uno judeu e grego, escravo e livre, santo e pecador, numa só carne. O que Eu uni, ninguém há de separar.”
- Igreja dos Mortos
Sol e Lua, fogo de amor e escuro de lado
Uma vez, a Lua olhou para o Sol e lhe perguntou:
— Ô, Sol, troque de lugar comigo uma vez e verá o inferno que eu sofro.
O Sol lhe respondeu:
— Ah, você nunca falou comigo antes. Na realidade, ninguém nunca falou comigo antes. Pois o planeta com vida mais próximo de mim é o planeta com vida mais longe de mim.
A Lua, inquietante, retornou sua pergunta:
— Sol, queres trocar de lugar comigo?
E o Sol respondeu:
— Não, estou bem em minha solidão vasta. Afinal, sou quente, diferente de você, que és gelada. Onde tem fogo, ninguém pisa. Onde tem mistério, todos querem desvendar.
A Lua não se enfureceu. Ela só disse seus problemas para o Sol:
— Meu amigo, ainda não sei como estou viva. Eles dizem que sou domínio deles. Eles brigam para pisar em mim, ameaçam-se matar uns aos outros. E eu vejo isso com olhos atentos, esperando que algo aconteça, mas nunca acontece. Outros proclamam a paz e muito a guerra.
O Sol lhe responde:
— Que bom, você tem algo a ver. O máximo que eu consigo enxergar são os asteroides passando por cima de mim e na minha frente. Na realidade, eles nunca passam por mim. Quando um está vindo, ele evapora. Meu calor é tão grande que o planeta mais próximo de mim se tornou pequeno.
A Lua se cala por exatamente doze anos humanos.
Se passou o tempo.
A Lua e o Sol não conversavam, até que a Lua retornou e fez a mesma pergunta que fez na primeira conversa:
— Sol, lhe suplico, por favor, troque de lugar comigo, pelo menos um único dia. Quero descansar de tudo isso.
E o Sol lhe responde:
— Oh, jovem, querias muito, mas, para aquele que viveu solitário por toda a sua vida, ver pequenos seres seria uma maravilha. Mas logo ficaria chato.
E a Lua retruca:
— Para quem vê eles todos os dias, pelo menos um dia seria bom.
E o Sol rebate:
— Os outros dias seriam inquietantes e você pensaria em voltar.
A Lua não se cala. Ela volta e pede novamente:
— Sol, por favor, se compadeça de mim e troque de lugar, pelo menos duas horas, três segundos. Quero respirar desses humanos. Eles pensam que sou objeto.
Riu o Sol:
— Jovem, queria ter esse direito de escolha que você tem. Se sair daqui, os planetas fogem. Imagine um homem malhado e caminhões amarrados por cordas que vão às mãos do moço. Se ele fizer um pouco mais de força, o caminhão mais próximo dele é devorado. Se ele levar a mão a ser leve, o mais distante foge. Aproveitas quando pode. Sua única missão é proteger criaturas.
Mas a Lua retruca:
— É melhor dar minha vida para proteger, digo, para segurar planetas, do que proteger criaturas que pouco a pouco vão me destruir.
O Sol responde:
— Não lhe entenda mal. Esses humanos fazem isso porque, bem, está em sua natureza. Quando eu fui criado, foi para uma missão. E quando tu foste criada, foi para outra missão. Lua, não se desfaça deles. Acreditas que é em eles, mesmo eles querendo lhe derrotar. Bem, voltando à sua pauta, se eu fosse aí, tudo o que estivesse em minha frente seria destruído.
A Lua então pede novamente:
— Por favor, Sol, troque de mim. Esse fado me deixa. Para mim parece mais tranquilo.
E o Sol lhe responde:
— Se eu fosse aí, este planeta seria minha Lua. Ou nem existiria. Para ele, eu sou como a menor das formigas olhando para uma baleia-azul, a maior de sua espécie.
— Nossa, o planeta dele é tão pequeno assim? — exclamou a Lua.
— Aos teus olhos, eles são grandes. Aos meus, eu nem enxergo.
A Lua cita:
— Mas aqui tu és tão pequeno. Se parece com meu tamanho.
E o Sol lhe diz:
— Veja como a vista engana. Eu sou um milhão de vezes maior do que a Terra, talvez um trilhão, um quilhão.
A Lua se surpreendeu. Talvez, naquele momento, ela tenha entendido que o Sol nunca foi abençoado com sua solidão.
Ela deu uma última olhada aos homens e, para que não aperreasse o Sol novamente, chorou sem que os pequeninos a vissem.
Ela girou seu rosto ao lado escuro do espaço.
E assim, as estrelas que brilhavam distantes perguntaram a ela:
— Ô, Lua, por que choras do lado mais obscuro do espaço? Do outro é melhor, tem luz.
E a Lua responde às estrelas:
— Se olhar para lá, vou ver a minha dor, que faz eu chorar. Vendo vocês, de certa forma consigo paz.
As estrelas olham para a Lua e dizem novamente:
— Estamos tão longe umas das outras. Somos tão grandes, mas ainda não conseguimos nos tocar. E conversamos como se não houvesse leis que proibissem nosso diálogo, de tão distante. Olha, Lua, se pudéssemos ver esses moços destruindo pelo menos uma lata, adoraríamos. Mas estamos distantes. Você deveria estar orgulhosa de ter na posse de seu território o único planeta com vida.
— E, na realidade, você chora. Entendemos, claro. Eles lhe destroem por fora. Mas lembre-se: tu és uma rocha brilhante à noite. E eles são carne e osso. Também somos luz, luz distante.
Mas a Lua exclama:
— É porque não são vocês no meu lugar. Se fossem, já teriam pedido a rico.
Então uma estrela velha lhe disse:
— Sabia que muitas de nós já estão mortas?
A Lua questiona:
— Por quê?
E responde a estrela:
— Para que a nossa luz chegasse a eles, demora milhões, até mesmo trilhões de anos. E, até lá, nosso fado já morre. Aqui lhe falo que minha vida se vai. O que começa contigo não é minha matéria, é minha luz. O espaço é tão vasto que qualquer planeta com vida deve ser vangloriado.
A Lua fala novamente:
— Sinto pena de vocês. Mas, se estivesse no meu lugar, preferiam ficar isoladas umas das outras?
E a estrela diz:
— Está vendo aquela grande estrela ali? Ela que mantém tudo vivo. Se ela pelo menos se mexer um pouco para trás ou um pouco para frente, tudo o que seu olho ver desaparece.
— Por quê? — disse a Lua.
— Consulte-lhe — diz a estrela.
E a estrela, com rapidez, lhe responde:
— Oras, não vê? Ela é grande porque ela tem tantas densidades que os outros planetas se acolhem nela. Imagine que ela é sua mãe ou seu pai. Ficará melhor como pai? Ele é o Sol, no caso. Quando tu estás triste, quem lhe levanta? Seu pai. Claro, às vezes, como, por exemplo, nós, asteroides, não temos pais. Temos criador.
A Lua pensa, agradece e retorna ao seu rosto aos humanos e dá-lhes novamente um bom dia ao Sol.
Fim.Sol e Lua, fogo de amor e escuro de lado
Uma vez, a Lua olhou para o Sol e lhe perguntou:
— Ô, Sol, troque de lugar comigo uma vez e verá o inferno que eu sofro.
O Sol lhe respondeu:
— Ah, você nunca falou comigo antes. Na realidade, ninguém nunca falou comigo antes. Pois o planeta com vida mais próximo de mim é o planeta com vida mais longe de mim.
A Lua, inquietante, retornou sua pergunta:
— Sol, queres trocar de lugar comigo?
E o Sol respondeu:
— Não, estou bem em minha solidão vasta. Afinal, sou quente, diferente de você, que és gelada. Onde tem fogo, ninguém pisa. Onde tem mistério, todos querem desvendar.
A Lua não se enfureceu. Ela só disse seus problemas para o Sol:
— Meu amigo, ainda não sei como estou viva. Eles dizem que sou domínio deles. Eles brigam para pisar em mim, ameaçam-se matar uns aos outros. E eu vejo isso com olhos atentos, esperando que algo aconteça, mas nunca acontece. Outros proclamam a paz e muito a guerra.
O Sol lhe responde:
— Que bom, você tem algo a ver. O máximo que eu consigo enxergar são os asteroides passando por cima de mim e na minha frente. Na realidade, eles nunca passam por mim. Quando um está vindo, ele evapora. Meu calor é tão grande que o planeta mais próximo de mim se tornou pequeno.
A Lua se cala por exatamente doze anos humanos.
Se passou o tempo.
A Lua e o Sol não conversavam, até que a Lua retornou e fez a mesma pergunta que fez na primeira conversa:
— Sol, lhe suplico, por favor, troque de lugar comigo, pelo menos um único dia. Quero descansar de tudo isso.
E o Sol lhe responde:
— Oh, jovem, querias muito, mas, para aquele que viveu solitário por toda a sua vida, ver pequenos seres seria uma maravilha. Mas logo ficaria chato.
E a Lua retruca:
— Para quem vê eles todos os dias, pelo menos um dia seria bom.
E o Sol rebate:
— Os outros dias seriam inquietantes e você pensaria em voltar.
A Lua não se cala. Ela volta e pede novamente:
— Sol, por favor, se compadeça de mim e troque de lugar, pelo menos duas horas, três segundos. Quero respirar desses humanos. Eles pensam que sou objeto.
Riu o Sol:
— Jovem, queria ter esse direito de escolha que você tem. Se sair daqui, os planetas fogem. Imagine um homem malhado e caminhões amarrados por cordas que vão às mãos do moço. Se ele fizer um pouco mais de força, o caminhão mais próximo dele é devorado. Se ele levar a mão a ser leve, o mais distante foge. Aproveitas quando pode. Sua única missão é proteger criaturas.
Mas a Lua retruca:
— É melhor dar minha vida para proteger, digo, para segurar planetas, do que proteger criaturas que pouco a pouco vão me destruir.
O Sol responde:
— Não lhe entenda mal. Esses humanos fazem isso porque, bem, está em sua natureza. Quando eu fui criado, foi para uma missão. E quando tu foste criada, foi para outra missão. Lua, não se desfaça deles. Acreditas que é em eles, mesmo eles querendo lhe derrotar. Bem, voltando à sua pauta, se eu fosse aí, tudo o que estivesse em minha frente seria destruído.
A Lua então pede novamente:
— Por favor, Sol, troque de mim. Esse fado me deixa. Para mim parece mais tranquilo.
E o Sol lhe responde:
— Se eu fosse aí, este planeta seria minha Lua. Ou nem existiria. Para ele, eu sou como a menor das formigas olhando para uma baleia-azul, a maior de sua espécie.
— Nossa, o planeta dele é tão pequeno assim? — exclamou a Lua.
— Aos teus olhos, eles são grandes. Aos meus, eu nem enxergo.
A Lua cita:
— Mas aqui tu és tão pequeno. Se parece com meu tamanho.
E o Sol lhe diz:
— Veja como a vista engana. Eu sou um milhão de vezes maior do que a Terra, talvez um trilhão, um quilhão.
A Lua se surpreendeu. Talvez, naquele momento, ela tenha entendido que o Sol nunca foi abençoado com sua solidão.
Ela deu uma última olhada aos homens e, para que não aperreasse o Sol novamente, chorou sem que os pequeninos a vissem.
Ela girou seu rosto ao lado escuro do espaço.
E assim, as estrelas que brilhavam distantes perguntaram a ela:
— Ô, Lua, por que choras do lado mais obscuro do espaço? Do outro é melhor, tem luz.
E a Lua responde às estrelas:
— Se olhar para lá, vou ver a minha dor, que faz eu chorar. Vendo vocês, de certa forma consigo paz.
As estrelas olham para a Lua e dizem novamente:
— Estamos tão longe umas das outras. Somos tão grandes, mas ainda não conseguimos nos tocar. E conversamos como se não houvesse leis que proibissem nosso diálogo, de tão distante. Olha, Lua, se pudéssemos ver esses moços destruindo pelo menos uma lata, adoraríamos. Mas estamos distantes. Você deveria estar orgulhosa de ter na posse de seu território o único planeta com vida.
— E, na realidade, você chora. Entendemos, claro. Eles lhe destroem por fora. Mas lembre-se: tu és uma rocha brilhante à noite. E eles são carne e osso. Também somos luz, luz distante.
Mas a Lua exclama:
— É porque não são vocês no meu lugar. Se fossem, já teriam pedido a rico.
Então uma estrela velha lhe disse:
— Sabia que muitas de nós já estão mortas?
A Lua questiona:
— Por quê?
E responde a estrela:
— Para que a nossa luz chegasse a eles, demora milhões, até mesmo trilhões de anos. E, até lá, nosso fado já morre. Aqui lhe falo que minha vida se vai. O que começa contigo não é minha matéria, é minha luz. O espaço é tão vasto que qualquer planeta com vida deve ser vangloriado.
A Lua fala novamente:
— Sinto pena de vocês. Mas, se estivesse no meu lugar, preferiam ficar isoladas umas das outras?
E a estrela diz:
— Está vendo aquela grande estrela ali? Ela que mantém tudo vivo. Se ela pelo menos se mexer um pouco para trás ou um pouco para frente, tudo o que seu olho ver desaparece.
— Por quê? — disse a Lua.
— Consulte-lhe — diz a estrela.
E a estrela, com rapidez, lhe responde:
— Oras, não vê? Ela é grande porque ela tem tantas densidades que os outros planetas se acolhem nela. Imagine que ela é sua mãe ou seu pai. Ficará melhor como pai? Ele é o Sol, no caso. Quando tu estás triste, quem lhe levanta? Seu pai. Claro, às vezes, como, por exemplo, nós, asteroides, não temos pais. Temos criador.
A Lua pensa, agradece e retorna ao seu rosto aos humanos e dá-lhes novamente um bom dia ao Sol.
Fim.
𝑂𝑢𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑖𝑎 𝑜 𝑃𝑎𝑝𝑎 𝑒𝑥𝑜𝑟𝑡𝑜𝑢 𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑙𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑎 𝐼𝑔𝑟𝑒𝑗𝑎 𝐶𝑎𝑡𝑜́𝑙𝑖𝑐𝑎 𝑎 𝑟𝑒𝑐𝑜𝑛ℎ𝑒𝑐𝑒𝑟 𝑎𝑠 𝑝𝑟𝑜́𝑝𝑟𝑖𝑎𝑠 𝑓𝑎𝑙ℎ𝑎𝑠 𝑒 𝑐𝑢𝑟𝑎𝑟 𝑠𝑢𝑎𝑠 𝑓𝑒𝑟𝑖𝑑𝑎𝑠 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟𝑛𝑎𝑠. 𝐸𝑙𝑒 𝑒𝑠𝑞𝑢𝑒𝑐𝑒 𝑞𝑢𝑒 𝑚𝑒𝑛𝑡𝑖𝑟 𝑒 𝑒𝑥𝑡𝑜𝑟𝑞𝑢𝑖𝑟 𝑛𝑎̃𝑜 𝑒𝑠𝑡𝑎́ 𝑛𝑜 𝑝𝑙𝑎𝑛𝑜 𝑑𝑒 𝐷𝑒𝑢𝑠 𝑛𝑒𝑚 𝑙𝑖𝑣𝑟𝑎 𝑎 𝑖𝑔𝑟𝑒𝑗𝑎 𝑑𝑜 𝐼𝑛𝑓𝑒𝑟𝑛𝑜.
Poema Jurídico - A Perseguição Política à Direita Brasileira
Douto STF, que em toga impõe,
O Autor, que na política se expõe,
Pede vênia para expor
A perseguição que em seu peito arde e dor.
Homens de bem, que amam a pátria,
São alvos de uma cruel insídia,
Onde o Tribunal, em seu fervor,
Decide com viés, sem rigor.
Bolsonaro, figura de luta e crença,
É tratado com intolerância, sem clemência,
Enquanto os juízes, em sua parcialidade,
Tentam silenciar a liberdade.
Sigilo em atos, sem transparência,
É arma que destroça a democracia em silencia.
Onde está a justiça, onde o direito?
Quando a Constituição se torna um defeito?
A acusação se fragiliza, sem sustentação,
Denúncias vazias, sem fundação.
Mas o povo sabe, a verdade clama,
Que a democracia nunca se inflama.
Em nome de um Estado justo e soberano,
Não se pode usar o poder de forma insana.
Os homens de bem, de direita e fé,
Não são criminosos, mas vítimas dessa maré.
Os tribunais devem ser guias da razão,
E não instrumentos de uma visão,
Que persegue, cala e condena sem provas,
Em nome de um jogo que só desova.
E o Autor, sem medo, ergue sua voz,
Exige que a lei seja feita para todos nós,
Que a justiça não se curve a um interesse,
Mas se erga, como a luz que jamais se esquece.
Que o povo, unido, clame por transparência,
E que o STF, em sua vigília de consciência,
Retorne à sua missão de ser justo e imparcial,
Porque a justiça só é justa quando é universal.
A ingratidão e desprezo são a maior tristeza de uma mãe que se anulou para viver para e pelos filhos, tudo ficou para o amanhã que nunca aconteceu,o futuro chegou e junto a frustração e tristeza em ver que nada valeu a pena, que viveram e cresceram em cima de mim, tiraram meus natais,nunca me deram um aniversário ou um bolo sequer,e apenas espero chegar o fim sem dor,sem medo e apenas Deus junto de mim. Que Deus me abençoe! 25/09/2026
O tirano deve sempre mostrar um zelo incomum no culto aos deuses; pois os cidadãos têm menos medo de sofrer injustiças de um governante se acham que ele é religioso e respeita os deuses, e conspiram menos contra ele, julgando que ele tem os próprios deuses ao seu lado. — ARISTÓTELES, Politica,Livro V
Existem milhares de tradições religiosas e textos considerados sagrados ou espiritualmente importantes em diferentes culturas. Bíblia, Torá, Alcorão, Vedas, Upanishads, textos budistas, textos jainistas, Guru Granth Sahib e muitos outros.
Eles não pregam exatamente as mesmas coisas.
Existem algumas semelhanças éticas muito interessantes, como a valorização da compaixão, disciplina, generosidade, honestidade ou responsabilidade em várias tradições.
Mas também existem diferenças fundamentais sobre:
quem é Deus;
se existe um Deus;
quantos deuses existem;
o que é a alma;
se existe reencarnação;
o que acontece depois da morte;
como ocorre a salvação ou libertação;
qual é o propósito da existência.
Portanto, dizer que “todas as religiões ensinam exatamente a mesma coisa” seria tão simplificador quanto dizer que todas as músicas são iguais porque utilizam som.
Não são.
Elas apresentam convergências, mas também discordâncias profundas.
A religião que encontramos primeiro parece naturalmente verdadeira
Isso acontece porque crianças não começam a vida comparando sistemas filosóficos.
Elas simplesmente aprendem.
Aprendem o idioma.
Aprendem costumes.
Aprendem o que é certo e errado.
Aprendem quem são os heróis.
Aprendem o que os adultos consideram sagrado.
Se uma criança cresce ouvindo que determinado livro é sagrado, é natural que aquilo se torne parte da sua realidade.
Por isso, considero muito importante separar duas afirmações:
“Minha fé é verdadeira para mim.”
e
“Minha fé é a única possibilidade legítima para toda a humanidade.”
A segunda é uma afirmação muito maior e exige uma justificativa muito maior.
E é exatamente aí que surgem os conflitos religiosos.
A crença religiosa de uma pessoa é fortemente influenciada pelo ambiente em que ela nasce.
E essa constatação é filosoficamente desconfortável.
Porque, se alguém acredita que recebeu a única verdade absoluta simplesmente porque nasceu dentro daquela tradição, deveria fazer uma pergunta bastante incômoda:
“Se eu tivesse nascido do outro lado do planeta, dentro de outra família, eu estaria igualmente convencida de que a religião que considero verdadeira hoje é verdadeira?”
Talvez sim.
Talvez não.
E nós simplesmente não temos como fazer esse experimento com a própria vida.
Se eu nascesse em uma família hindu na Índia, poderia crescer ouvindo histórias de diferentes divindades e aprendendo outra maneira de interpretar o universo. Se nascesse em uma família budista, provavelmente receberia outra estrutura espiritual. E, se crescesse em um ambiente profundamente secular, talvez religião sequer ocupasse espaço significativo na minha formação.
Até que ponto aquilo que chamamos de “verdade religiosa” é uma escolha livre e até que ponto é consequência do lugar, da família e da cultura em que nascemos?
Se Deus realmente é criador de toda a humanidade, então ele conhece aquilo que nós conhecemos, inclusive o lugar onde nascemos, a família que tivemos, a cultura que recebemos, as oportunidades que tivemos e as limitações que carregamos.
Um Deus onisciente não precisaria descobrir isso através de uma ficha cadastral.
E talvez seja justamente por isso que você não precise viver aterrorizado pela ideia de que existe uma pequena burocracia celestial esperando para conferir se você frequentou o templo correto, na denominação correta, durante o número correto de domingos.
Essa associação automática entre presença física no templo e presença de Deus na vida é questionável. Jesus criticou repetidamente pessoas que cumpriam práticas religiosas externamente enquanto o comportamento delas não correspondia ao que professavam. Em Mateus 23, por exemplo, ele faz críticas bastante duras aos religiosos que demonstravam aparência de piedade enquanto negligenciavam aspectos fundamentais da justiça, misericórdia e fidelidade.
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