Quem Gosta de Ouvir Nao quer Falar

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⁠O amor é como a morte, um dia chega e quando chegar deixa saudades.

Sobre o direito, Spinoza afirma que existe no mundo um ordenamento essencial, e dele vem o direito natural que tem por origem Deus. O direito natural é para o filósofo as normas que dirigem a natureza. As regras através das quais a natureza se ordena estendem-se até o limite do seu poder. Se o homem seguir as leis da natureza, estará seguindo também as leis de Deus. Se os homens seguirem as regras e ensinamentos recomendados pela razão, o direito natural irá se expressar através dessa razão, que é a natureza do homem.

(da filosofia de Spinoza)

⁠Soneto de Oitenta e Um

Em Tóquio, ergueu-se o sonho em chamas vivas,
Zico guiando o manto à imensidão,
Com passes, gols, jogadas tão altivas,
Fez do Brasil o dono da emoção.

Leandro, Júnior, Adílio — obra-prima,
Andrade, Nunes, raça sem pudor,
Na terra do sol, brilhou nossa rima,
Calou o Liverpool com seu fervor.

Foi mais que um jogo: foi libertação,
A taça do mundo em nossa mão,
A glória eterna em rubro-negro tom.

E desde então, a história eternizou,
O mundo viu o quanto o Mengo é bom,
Oitenta e um: o ano que não passou.

Edson Luiz ELO
Rio de Janeiro, Dezembro de 1981

Pula a janela
Visualiza
no buraco da agulha
o vestido das linhas
Vê no espelho
a falta vazia
de ausência e solidão
Sente o que contagia
Mergulha
receptivo e aberto
à utopia
e e a razão brilha bela
A carga se esvazia
e a alma, liberta,
pula a janela

" Tu morreste para viver. Eu estou vivendo para morrer."

Pensamento positivo é energia para o sucesso.

É muita goteira para pouco balde!

O mundo muda através daqueles que são corajosos o bastante para honrar sonhos aparentemente impossíveis.
Ou se aumenta o nível de dedicação ou se modera a ambição.

Gerar a vida é como a alquimia, transformando o chumbo da mortalidade no ouro da presença.

Parecer fazer yoga, nem sempre é fazer yoga.

Gerar a vida é outorgar a mortalidade.

Gerar um filho é dar início a uma contagem regressiva que termina, inevitavelmente, na dor da perda e no silêncio da ausência.

Dar a vida é abrir um crédito de tempo em uma conta que, por natureza, nasce programada para zerar.

Gerar a vida é outorgar uma sentença de morte, mas é justamente a sombra desse fim que ilumina a urgência de transformar cada instante em um tesouro irrepetível.

Registro de Voos
Levados nos braços do ar
foram-se a tranco e barranco
será que se cansaram de estar em branco?
Caíram no rio que os levou ao mar
o sol os secou, novo vento os levou a voar
e os papéis não são mais os mesmos
Fartos de experiência real
pois nessa aventura mundana
chegaram a tocar na lama
Seguem já não tão alvas
nos braços do tempo
as folhas sem palavras
Levam em seu corpo de celulose
registros de sua metamorfose
fruto de experiências
Sem letras, canetas e impressoras
parecem pessoas
sem lingua humana
Sabemos que podem voar
embora reconheçamos
diferenças de papéis dos humanos
Voam, levando ou levados
cada um do seu jeito, na cabeça ou no vento
e seus voos são registrados

A Pedra da Rotina


Botar mais liberdade na rotina
Coloca-nos o rosto no presente
nos faz mais sábios e inteligentes
Liberta-nos dos olhos a menina


Afasta o tédio que nos contamina
Altera o ritmo não envolvente
Motiva-nos sempre a olhar pra cima
Sem tropeçar na pedra que há na frente


Porque quando agimos sem pensar
Podemos entrar em anestesia
E mal acostumar nossa visão


Mas tudo pode ter mais alegria
Se mesmo ao repetir uma ação
Mudarmos nosso modo de olhar

O mundo segue cego...
Enquanto em pequenas comunidades de Salvador pessoas de bem são perseguidas!

A Dança da Caneta e da Tinta


​Eu quero muito escrever,
Quero poetizar o mundo.
E quando eu escrever versos,
Que a caneta seja eu.


​E que eu ouse juntar as linhas,
Sair delas sem rumo,
E que você seja a tinta fresca
Escorrendo sobre a direção,
O rumo tomado pela caneta.
​Que haja palavras e letras em revolução
No instante em que a tinta e eu
Estivermos em transe;
Que haja sopro de prazer e almas
Quando as linhas se chegarem
Diante das veredas dos traços livres.


​Que os livros velhos voem como pássaros,
Que o invisível tenha coragem
De se despir da couraça estúpida,
Do breu da ignorância e do medo,
Mostrando-se como tal e qual.


​E se as linhas voltarem à linearidade,
Que ousem se juntar, uma a uma:
Ponta a ponta, ponto a ponto.
Uma linha robusta, infinita, única,
Onde nada fica nas entrelinhas.
​Onde tudo cabe, inclusive nós:
A caneta e a tinta que somos.


E que se firme espiralado,
Do horizontal ao vertical, infinitamente,
Se abrindo na base o tanto preciso
Para que o broto esteja sempre vivo.


​E assim, a escrita fica mais flexível,
As palavras mais fluidas,
A caneta mais sensível à arte,
E a tinta com mais espaço para brincar
De escorregar das vias de regras.

O amor é uma construção diária e pura que envolve decisões, carinho, perdão, desejo e compreensão de ambas às partes.
A paixão é uma atração física ardente que se não for alimentada passa como os status do facebook.
A amizade é uma reciprocidade pura que envolve carinho, respeito e compreensão.

Eu tenho todos os sonhos do mundo, guardados dentro de mim.
Sonhos bons, de amor e paz.

E mais tudo aquilo que o dinheiro não traz.