Quem Gosta de Ouvir Nao quer Falar

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Aplausos vazios

Falar de você novamente pode até render aplausos, mas tudo me provoca vertigem, como se pudesse ruir a qualquer instante,
sem reacender, sem renascer.
Histórias antigas já não mimam mais o meu eu.

❝ ...Se olharmos primeiro antes de julgar.
Se pensarmos antes de falar.
Se ao acordar pedisse a Deus para
ver o mundo com bons olhos.
Se ao deitar agradecer a Deus, pelas
dificuldades e alegrias daquele dia...
Nunca teria um dia ruim.Deus é perfeito....❞

Você tem sido uma amiga muito especial para mim. Quando eu fico um bom tempo sem falar com você, a saudade bate e aperta no meu peito. Beijos carinhosos.

Às vezes temos que mudar o nosso jeito de falar e de agir, para que as coisas se ajeitem melhor! Abraços fraternos.

O Acumulador de Terras (Luiz Maria Borges dos Reis)

Provavelmente todos nós já ouvimos falar ou vimos muitas pessoas que são acumuladoras de terras, qual seja, adquirem propriedades constantemente querendo mais e mais, tornando-se às vezes latifundiários gananciosos que fazem de tudo por uma gleba de terra.
Assim, certa vez eu conheci um senhor muito trabalhador, porém, ganancioso e comprador de terras contumaz, agiota e apegado demasiadamente aos seus bens materiais, que não se importava com as roupas velhas e carcomidas pelo tempo com as quais se vestia no dia - a - dia, possuidor de muitos alqueires de terra, usuário de um veículo bastante surrado pelo tempo, com o qual visitava suas fazendas diariamente, sendo que, certo dia, dirigindo na contramão deparou-se de inopino com um outro veiculo que vinha no sentido contrário, causando um acidente ao bater no carro oponente, o que ocasionou uma discursão entre eles, sendo que o condutor do veículo que vinha na pista certa questionou o que estava na contramão de direção dizendo-lhe que o senhor não sabe que o seu lado é o da direita e não o da esquerda, sendo logo contestado pelo fazendeiro ignorante, pois fique sabendo que o senhor aqui não tem nada, da direita ou da esquerda aqui é tudo meu, essa propriedade é minha há tempos e eu ando do lado que eu quiser.
E assim esse fazendeiro afamado pelas terras e dinheiro acumulado que tinha, foi vivendo até que um dia veio a falecer, e ao ser sepultado, alguém disse assim em tom de ironia: “bota ao menos um alqueire de terra sobre o seu caixão já que ele gostava tanto de terra”.
Passados alguns dias, os seus herdeiros procuraram um bom advogado para fazer o inventário dos bens deixados pelo falecido, sendo que houve tanta confusão entre eles que quem levou a melhor foi o advogado da causa o qual ficou com a maior fatia do bolo, tornando-se um grande fazendeiro naquela região e os herdeiros continuam brigando até hoje, pois não conseguem entrar num acordo para facilitar a divisão dos bens deixados pelo acumulador de terras.
Que isso sirva de lição para todos nós!

Musa
(Quadra)


Mulher bonita sempre trás inspiração
Torna-se fácil falar dela a todo momento
É algo que já temos em nosso coração
E o que fazer com ela está no pensamento. ⁠

O Quase Perfeito do Amor

Eu perco o ar ao falar de amor.
Você deveria ceder antes.

Tivemos paz, vivemos um romance.
Nada que envolva o amor é supérfluo.

Aquele nosso quadro fala —
ele narra a sujeira do desamor
e mostra que só o amor prospera.

Era um laço que jamais sangraria.
De mãos dadas, éramos bem-amados.

Sou um homem, mas, às vezes,
carrego pensamentos que julgo femininos, talvez eu esteja tomado
por uma ideia de amor mais que perfeito.

Eu só quero ser amado.

E ainda me choca pensar
que alguém de confiança
possa estar te traindo.

"Dor guardada vira veneno.
Dor falada vira remédio.
E leoa que encontra onde falar...
encontra onde se salvar."

Van Escher

Quero ver você falar mal de mim… só sete palmos abaixo, quando for sua vez.

e hoje na boa eu começo a gostar. do teu olhar, do sorriso lindo jeito de falar é que eu te amo e não consigo me controla.

Era para eu te falar naquele dia, mas concentrei-me de, mais em você.

Adoráveis Mulheres — escrevo isso para você, mulher
Meninas, eu quero falar com vocês de um lugar muito honesto.
Adoráveis Mulheres não é só um filme bonito. Ele é um espelho curativo. Um daqueles que não acusa, não pressiona, não romantiza a dor — apenas revela.
Esse filme toca num ponto que muitas de nós carregamos em silêncio:
a ideia de que, para amar, precisamos diminuir.
De que, para sermos escolhidas, precisamos nos adaptar.
De que, para manter vínculos, precisamos desaparecer um pouco.
E não.
Amar não exige desaparecer.
Eu assisti esse filme sentindo cada camada do feminino sendo reorganizada por dentro. Porque ali não existe uma mulher “certa”. Existem mulheres inteiras, em processos diferentes, com desejos legítimos, sem competição, sem anulação.
Jo me lembra — e talvez lembre você — que é possível amar profundamente e ainda assim não negociar a própria alma.
Que querer criar, trabalhar, escrever, liderar, pensar… não nos torna frias.
Nos torna vivas.
Esse filme cura a culpa feminina.
Cura a ideia de que ambição é defeito.
Cura o medo de escolher um caminho diferente do esperado.
Cura a ferida de quem foi ensinada a ser “boazinha”, “agradável”, “fácil de lidar”.
Ele diz, sem dizer:
Você pode amar.
Você pode escolher.
Você pode ficar.
Você pode ir.
E tudo isso continua sendo feminino.
Também cura algo muito delicado entre nós: a comparação.
Cada mulher ali tem um destino possível — e nenhum invalida o outro.
Não existe uma única forma de ser mulher realizada.
Adoráveis Mulheres não vende conto de fadas.
Ele devolve consciência.
É um filme para assistir sem pressa.
Para sentir.
Para lembrar de si.
Para sair com uma certeza tranquila no peito:
- Você não precisa se apagar para ser amada.
- Seu talento não é excesso.
- Seu desejo de mais não é falta de gratidão.
Esse filme é um abraço firme que diz:
seja inteira. O amor que vale a pena sabe lidar com isso.

Entre falar e colocar em prática o que diz existe uma distância tão grande que, as vezes, a pessoa não consegue percorrer.

Queria Tanto

Queria tanto ter a oportunidade de te falar, com sinceridade, que eu amo você, apesar de me sentir incapaz.


Apesar de não me sentir suficiente, e ter crescido aprendendo que o amor tem que ser merecido, queria tanto ter coragem pra te dizer.


Queria tanto poder sentir que dentre todas, você me escolheria, o que não é impossível, mas não consigo acreditar que seria assim, não por sua culpa, mas por medo da rejeição.


Queria tanto sentir que sou capaz de fazer você ficar, e que eu seria o bastante para deixar mais feliz os dias comuns e te acolher nos dias mais dolorosos.

Me perdoe por não te falar o que eu sinto, e estar fadada a viver nessa constante insegurança e ilusão, de nunca saber o final, de não saber se eu ficarei, com quem eu queria tanto.

De: AH
Para: RR

Em terra de egos feridos, falar a verdade se tornou crime.

Tem coisas que devemos falar em silêncio.

Às vezes, o calar nos sufoca, de tal forma que evitamos falar, o que nos expõe a julgamentos infundados, gerando angústia e isolamento, como um sufocamento emocional. Precisamos discernir e ter a sabedoria para saber quem merece ouvir nossa voz e segurar nossas mãos.
Lu Lena

Falar do pecado dos outros te faz se livrar dos seus

Onde há silêncio, existe um mundo que aprende a falar por dentro.

Se eu fosse falar a verdade
Talvez você se comovesse.
Perdi meu pai aos onze anos — e com ele, o lar.
A casa deixou de ser abrigo, tornou-se lembrança.
O conforto e a segurança que uma infância promete
se desmancharam na poeira do tempo.

A vida se desenrolou como um fio invisível
que eu apenas seguia, sem saber aonde levava.
Mas não escrevo para comover ninguém.
Sou um homem realizado no pouco que premeditei:
ser poeta — não por escolha, mas por destino.

Desde menino, tive uma clarividência silenciosa
sobre o que viria a ser.
Uma voz interior me dizia
que havia um mandato das alturas:
cantar, mesmo que o canto fosse triste;
dar forma ao invisível;
soprar o fio de Ariadne
que me conduziria pelo labirinto da vida.

Entre fragmentos e quedas,
fui forjado por dores que não escolhi.
E nelas, descobri a necessidade inevitável
de escrever — sempre com lágrimas,
sempre com o sangue secreto da alma.

Não havia mapa, só o instinto e a necessidade.
E foi nas escolhas, muitas vezes cegas,
que aprendi a me reconhecer.

Hoje compreendo que minha existência,
apesar de comum, sempre esteve repleta de sentido:
era o ensaio do homem que eu me tornaria —
um ser moldado pela perda,
mas iluminado pela busca.