Quem Gosta de Ouvir Nao quer Falar
"Não gosto de quem fala mal dos outros, não gosto de fofocas, detesto mentiras sobre mim. Sou homem de não mandar recados a ninguém, se um dia tiver que dizer algo à alguém, faço questão que seja por minha boca, e assumo tudo aquilo que por ventura eu diga... A pior de todas as maleficências que um homem pode possuir é a fama de fofoqueiro... Hoje perdi um colega que ouviu uma fofoca sobre minha pessoa, como não me conhece preferiu acreditar em mentiras e se negou a ouvir a verdade...Um colega não poderia mesmo entender a minha posição, pois somente os amigos me abordariam para saber a verdade dos fatos, colegas são apenas colegas, apenas mais um que esta sempre pronto para ser o nosso próximo inimigo..."
Deus não está preocupado com quem cai, até porque Deus antes da queda do ser, Deus já sabe.
Deus também já sabe como será o seu comportamento perante a queda de alguém.
Porque quem um dia amou não precisa continuar presente, mas também não deveria transformar a ausência em ferida. Perder o amor dói. Perder a admiração dói diferente. É quando você entende que não perdeu alguém incrível, apenas alguém que não soube cuidar nem da despedida. O fim também mostra quem a pessoa é. Você não sofre mais por perder a pessoa, mas por perceber que a ideia que tinha dela não sobreviveria à realidade. Você passa a lamentar a imagem que construiu dela. Há um cuidado mínimo que permanece mesmo quando o amor acaba: o respeito pela história que existiu.
Fingir ser uma pessoa boa é como oferecer água a quem tem fome, é uma ação que não atinge quem recebe.
E isso não é sobre fome!
É preciso ter confiança no seu próprio potencial; se você não acreditar em si mesmo, quem vai acreditar em você?
“Quem anuncia o Evangelho não muda corações… nossa função é apenas informar a mensagem. Quem transforma é o Espírito; nosso papel é proclamar a verdade, não substituir Deus.”
Quem já atravessou o próprio abismo sabe: o equilíbrio não se alcança, se habita por instantes. É quando a alma pousa, o coração desacelera e a vida parece, por um segundo, caber nas mãos. Há quem confunda esse intervalo com vitória, mas quem vive intensamente entende: a calmaria é só o fôlego antes da próxima onda. É o espaço entre o desespero e o recomeço, o instante em que a alma recolhe o que sobrou para continuar.
(Douglas Duarte de Almeida)
Perder a confiança na única pessoa em quem se acreditou não é um rompimento comum. É um luto sem funeral, sem flores, sem testemunhas. Algo morre em silêncio e continua andando dentro de você por dias, às vezes anos. Não é a pessoa que se perde primeiro. É o chão. É a linguagem secreta que existia entre dois corpos. É a ideia de abrigo.
Há uma violência específica nisso: descobrir que o lugar onde você descansava também sabia ferir. Não por descuido, mas por escolha. A confiança, quando cai, não faz barulho. Ela se desfaz como vidro moído no peito. Tudo continua igual por fora. O mundo segue. Mas por dentro algo se reorganiza em estado de alerta permanente. O coração aprende uma nova gramática: amar sem fechar os olhos nunca mais.
O mais cruel não é a quebra. É o depois. É perceber que você ainda ama alguém que já não existe do mesmo jeito. Que a pessoa segue ali, com o mesmo rosto, a mesma voz, os mesmos gestos, mas o pacto invisível foi rompido. E pactos invisíveis, quando quebrados, não se refazem. Podem até ser substituídos por acordos mais frios, mais técnicos, mais seguros. Mas jamais por inocência.
Esse luto não pede vingança. Pede digestão. É um luto adulto, sem espetáculo. Você não chora alto. Você afina. Fica mais silencioso, mais seletivo, mais atento. Aprende que confiança não se concede, se constrói em camadas. Aprende também que quem te traiu não levou apenas algo de você. Levou uma versão tua que não volta mais. E talvez isso seja o que mais dói.
Anaïs Nin diria que crescer dói porque exige abandonar fantasias íntimas. Eu acrescento: perder a confiança em quem era casa é perceber que até os lares podem ruir por dentro antes de cair por fora. E ainda assim, seguimos. Não por força. Por lucidez. Porque viver sem confiar em ninguém é impossível, mas confiar como antes seria uma forma elegante de se abandonar.
No fim, não resta ódio. Resta uma espécie de luto lúcido, quase nobre. A tristeza de quem amou com coragem e pagou o preço. A dignidade de quem não se fecha, mas passa a escolher melhor onde pousa o coração. Porque confiar de novo não é repetir. É reaprender. E isso, apesar de tudo, ainda é uma forma de esperança.
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'A indesejada morte
É uma injustiça
Não contra quem morre
Mas contra quem fica'.
Eduardo de Paula Barreto
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"Quem não planta não colhe. Enquanto espera a colheita dos frutos, tem que apanhar as folhas que caem no chão."
Cidade pequena tem dono!
Quem não é dono, é parente...
Quem não é parente, é compadre...
E todos pescam no mesmo rio.
É no errar e reconhecer, que muitas vezes se encontra o norte da vida.
Quem julga que não erra, jamais o achará.
Quem partiu para o plano espiritual não pode retornar para viver entre nós, mas um dia nós também iremos para lá e nos encontraremos.
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