Quem Gosta de Ouvir Nao quer Falar

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Ouvir conselhos de quem tem 12
anos, só se for do velho Johnnie
Walker.

Eu fiz da minha dor melodia e cantei pra quem quisesse ouvir. Fiz poemas das angustias, bebi lágrimas e vomitei desespero, depois dormi querendo não acordar e quando acordei, quis viver para sempre, como se nunca mais fosse sofrer, chorar.

⁠Ouvir "EU TE AMO" de quem estamos apaixonados é maravilhoso e nos deixa nas nuvens... Mas ouvir essa mesma frase de um(a) amigo(a), é comovente por ter aquele sublime tempero de bem-querer desinteressado e autêntico.

E o tempo está passando, tic tac tic tac por vezes posso quem sabe ouvir um tac tic mas logo estamos de volta no tic tac tic tac...
pensar que num piscar de olhos não sou mais aquela garotinha que nada temia pode parecer clichê mas pra mim não passa de um enorme pesadelo
que só faz me atormentar a cada dia que abro os olhos pela manhã e me dou conta de que o café não está na mesa, que a roupa ainda está no varal
e que a louça ainda jaz na pia desde do jantar de segunda feira, do mês passado ! não sei se um dia vou me acostumar com isso. com a idéia de que ou me adapto
com a minha nova vida ou espero sentada no sofá por ela passar .

e a cada vez que eu penso, mais me desespero a prever que daqui pra frente eu não sou mais
aquela menininha que corria e pedia colo a cada medo e aflição, eu sou agora uma garotinha no meio de muita gente grande que me pede todos os dias que seja como
eles, que haja, pense, vista como os tais . uma vez que agora devo ser, e o que entristece mais é que eu não tive opção .
ninguém bateu na minha porta e perguntou se eu queria passar dos quinze, eu nunca quiz ter mais do que eu tenho agora, e sinceramente não gosto mais do meu aniversário
estou vendo que o tempo esta passando e o tic tac mostra-se cada vez mais acelerado e eu não consigo acompanhar as badaladas do relógio que está deixando
tudo tão depressa, tão rápido, tão rááááááááápido ... PAARAAAA !

espera, escuta, relaxa . ouve o meu coração, a minha vontade de ser criança, de depender daqueles que daqui mais uns tictac's dependerão de mim
só me resta chorar, e a cada lágrima derramada a dúvida de se é mesmo justa essa vida, se é mesmo válido viver já que daqui uns 60 anos ou mais, simplesmente acabará
eu tenho medo da morte, mas a morte não tem medo de mim . já que pra ela e pra todo o resto do mundo eu ainda sou aquela menina ingênua com verdadeiro PAVOR do futuro .

Felicidade é manifestar alegria,
E poder dizer eu te amo para quem se ama,
É ouvir ecoar uma palavra de amor do amado.

Quem dera se tudo que eu quisesse ver, ouvir e sentir dependesse apenas da minha percepção...

Você falava, e eu fingia ouvir
Então pensava, quem vai me tirar daqui?
E, a cada sopro do vento,
Eu sabia que o tempo curava, me ouvia

Banda Cine

Nota: Trecho da música Prometa.

Quem sabe silenciar, sabe ouvir mais e observar melhor.

Gosto de gente
que sai dando por aí...

palavras boas,
pra quem quiser,
ouvir.

A verdade é que eu gosto de ouvir meu nome, quando é você quem diz.

Saber ouvir é uma virtude que poucos têm.
Um processo de comunicação construtivo é fazer quem lhe escuta se sentir valorizado.
Pergunte a eles o que pensam e escute com atenção suas respostas. Jamais fale às pessoas como num monólogo.
Ninguém tem saco de ficar escutando uma pessoa que não dá espaço para outros opinarem.
Saber ouvir é uma virtude que poucos têm. Não é à toa que nascemos com duas orelhas e apenas uma boca…

CARTA DE SOCORRO




A quem ainda pode me ouvir,
Aos que ainda sentem a terra sob os pés,
Aos que ainda se lembram que sem natureza não há futuro:


Socorro!


Eu sou a Caatinga.
Sou o único bioma exclusivamente brasileiro.
Nasci do calor, cresci na escassez, floresci na resistência.
Durante séculos, abriguei povos inteiros, curei feridas com minhas raízes, alimentei famílias com meus frutos, e dancei com o vento seco sob o sol ardente.
Mas hoje, estou morrendo.


Tenho sido queimada, arrancada, esquecida.
Espécies que guardava como tesouros — como o pau-ferro, a baraúna, o umbuzeiro, o mororó, o juazeiro e o mandacaru estão sendo levadas embora, uma a uma.
Meus filhos verdes, meus espinhos de proteção, meus galhos retorcidos de luta, estão sendo transformados em cinzas, carvão e silêncio.


Me chamaram de pobre, de seca, de lugar sem vida.
Mas nunca perguntaram o quanto dei de mim para que a vida sobrevivesse aqui.
Nunca olharam com carinho para o que fui capaz de sustentar, mesmo com tão pouco.


Eu sangro em silêncio, mas agora grito: me recatinguem!
Me curem.
Me deixem respirar de novo.


Não quero virar lembrança em livros didáticos.
Não quero ser só nome em relatório de extinção.
Quero ver de novo as folhas do umbu se abrindo depois da chuva.
Quero ouvir o barulho das ararinhas-azuis que quase não existem mais.
Quero acolher de novo o vaqueiro, o sertanejo, o viajante.


Peço socorro aos cientistas, aos agricultores conscientes, às escolas, aos jovens, aos povos originários e tradicionais. Peço socorro a quem ainda me reconhece como vida.


Plantem o que sou.
Ensinem quem fui.
Preservem o que restou.
E devolvam-me o que me tiraram: o direito de continuar existindo.


Eu sou a Caatinga.
E eu ainda resisto — se vocês resistirem comigo.


Com dor e esperança,
Caatinga a voz esquecida do sertão.

Machuca muito ouvir palavras tão duras de quem a gente mais ama.

'É uma sensação tão boa fazer sorrir quem a gente ama. Se você parar de ouvir tanto os outros e acreditar mais em você, pode ter certeza que irá sorrir muito mais...'

O saber ouvir é tão divino e transcendente.
É um ato de entrega e desapego que diz mais sobre quem ouve do que sobre quem está ali, falando e compartilhando sua alma.

CARTA DE SOCORRO


A quem ainda pode me ouvir,
Aos que ainda sentem a terra sob os pés,
Aos que ainda se lembram que sem natureza não há futuro:


Socorro!


Eu sou a Caatinga.
Sou o único bioma exclusivamente brasileiro.
Nasci do calor, cresci na escassez, floresci na resistência.
Durante séculos, abriguei povos inteiros, curei feridas com minhas raízes, alimentei famílias com meus frutos, e dancei com o vento seco sob o sol ardente.
Hoje, estou morrendo.


Tenho sido queimada, arrancada, esquecida.
Espécies que guardava como tesouros — como o pau-ferro, a baraúna, o umbuzeiro, o mororó, o juazeiro e o mandacaru — estão sendo levadas embora, uma a uma.
Meus filhos verdes, meus espinhos de proteção, meus galhos retorcidos de luta, estão sendo transformados em cinzas, carvão e silêncio.


Me chamaram de pobre, de seca, de lugar sem vida.
Mas nunca perguntaram o quanto dei de mim para que a vida sobrevivesse aqui.
Nunca olharam com carinho para o que fui capaz de sustentar, mesmo com tão pouco.


Eu sangro em silêncio, mas agora grito: me recatinguem!
Me curem.
Me deixem respirar de novo.


Não quero virar lembrança em livros didáticos.
Não quero ser só nome em relatório de extinção.
Quero ver de novo as folhas do umbu se abrindo depois da chuva.
Quero ouvir o barulho das ararinhas-azuis que quase não existem mais.
Quero acolher de novo o vaqueiro, o sertanejo, o viajante.


Peço socorro aos cientistas, aos agricultores conscientes, às escolas, aos jovens, aos povos originários e tradicionais. Peço socorro a quem ainda me reconhece como vida.


Plantem o que sou.
Ensinem quem fui.
Preservem o que restou.
E devolvam-me o que me tiraram: o direito de continuar existindo.


Eu sou a Caatinga.
E eu ainda resisto — se vocês resistirem comigo.


Com dor e esperança,
Caatinga a voz esquecida do sertão.


Emmanuel.limap

Era noite e o mundo pesava
nas costas de quem tenta ouvir
corações doentes.
Desfiando palavras gentis,
busquei nos recados secos
algum sinal de quem amou.

Mas, em vez da voz que acolhia,
vieram silêncios e madrugadas mudas,
palavras de quem já não lembra
o amor que curava o meu cansaço.

Penso se o tempo soubesse parar,
se eu tivesse escolhido o silêncio
no momento da dor,
teria guardado pra sempre
aquele “Oi amor” que, só de chegar,
fazia tudo leve,
em um mundo onde peso era somente saudade.

Meu erro foi querer entender,
quando a resposta já era ausência.

Agora, tudo o que restou
foi a vontade
de ter ido mais cedo
para morar no abrigo breve
de uma última memória feliz.

Quem sabe ouvir em silêncio tem muito a dizer sem dizer uma única palavra.
🕊

Quem fala muito dificilmente consegue se ouvir.
🕊

Quando você precisa ouvir a voz de quem ama, mas está longe da mulher tão desejada, tenha paciência: em breve ela vai descobrir o quanto você a ama.