Quem Domina sua Lingua
Não quero que os sinos
dobrem por mim, por ti
ou por quem quer que seja,
Antes que seja tarde,
te peço que escute
e guarde este poema:
Não use de critério
seletivo incluindo uns
e excluindo outros
presos de consciência,
Gente como você
me deixa farta
e sem paciência;
Cada um dos presos
de consciência tem
o seu contributo,
No momento o quê
realmente importa
é a salvação
até de quem
não se importa,
E como indicou o General
que foi preso injustamente
no dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito:
A reconciliação é a única porta,
para quem sabe ler a Natureza
enviou o sinal de que isso
tem que ocorrer agora ou agora.
As liberdades públicas
estão sendo suprimidas
porque há quem reduza
a pandemia ao tamanho
de uma simples gripezinha:
Só que ambas podem
nos matar se você
está mal alimentado,
E por vias das dúvidas
fica em casa porque
não quero ver
a tua vida naufragar,
Não deveria ser assim,
mas por falta de
autocontrole barreiras
estão sendo impostas
nas cidades do meu Estado.
Não deveria ser assim,
mas sinto um aroma
pesado neste continente,
espero que conosco
não ocorra nada de errado.
Não deveria ser assim,
por falta de controle
há uma silenciosa
precarização
dos sinais da Internet
e bloqueio de contas
de utilidade pública
nas redes sociais.
Não deveria ser assim,
Governos, oposições
e sociedade civil
entrando em choque
ao invés de juntos
combater o inimigo invisível.
Não deveria ser assim,
onde estão presos
o General que está preso
injustamente há dois anos,
a tropa e os presos de consciência
estão proibidas as visitas,
e não se sabe nem
sequer se estão
a receber alimentação,
muitos não têm
provas cabais
e os quê têm em casa
oa frágeis demais,
todos já deveriam
ter sido devolvidos
para o aconchego do lar em paz.
Não há notícia de liberdade
para quem não deveria
ter sido aprisionado,
Nestes tempos
drásticos de uma
pandemia que
ninguém sabe até
agora como vão parar.
Tenho escrito poemas
todo o dia para uma
Pátria e uma tropa
que não são minhas,
Mas nas minhas
veias correm toda
a América Latina,
Não consigo este
sofrimento ignorar.
Onde estão presos
os cidadãos a tropa,
e o General
que ainda está
preso injustamente,
não corre ar,
há carência material
em todos os sentidos,
E nem se sabe
se há comida
suficiente para
todos se alimentar.
Peço perdão
pela insistência,
não consigo parar
de pedir pelos
presos consciência,
Devolvam
cada um deles
para o aconchego do lar.
Uns erroneamente
querem saber
quem entregou
o General que
nenhum crime cometeu,
Eu quero mesmo é
saber quem foi que
caluniou o General,
Manter uma pessoa
presa sem nada ter
como provar é crime;
O General segue
preso há dois
anos injustamente,
Muito trágico saber
que há quem pode
algo fazer em prol
da Justiça florescer,
mas por medo
prefere ficar calado.
O General segue
preso há dois
anos sem receber
nem ao menos
um direito decente,
Manter os ouvidos
os olhos e o coração
fechados aos fatos
é triste e indecente;
O General segue
preso sem ter
recebido o acesso
ao menos à uma
audiência preliminar.
Deus, não é possível
que ainda não há
quem nos escutem,
a indiferença é uma
das piores semeaduras.
Andam jogando
sem dó e
nenhuma piedade
brincam com a vida
de quem preso
está por pensar
diferente
nos calabouços
e sótaos deste
nosso continente.
Quase todos estão
sem acesso à justiça,
e isso sempre
e sempre assusta.
Sem me preocupar
com pertencimento,
e tampouco parte
da história fazer,
porque conheço
a própria história,
ato, letra e arte
capazes de
ocupar a eternidade
oferto versos
de consciência
indômita ao Universo.
Quase todos estão
neste inconscientes
que neste continente
há uma juventude
presa em massa,
mas para uns o quê
importa é o Carnaval:
Não que não
se tenha direito ao riso,
com folia também
se denuncia
o autoritarismo,
só quero é que
tenha ciência disso;
Rogando o tempo
todo pela liberdade
plena da tropa castigada
e do General que já
deveria estar solto,
lamento há quase
dois anos de injusta prisão
desde o dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito,
porque quem se dedica
para a libertação pacífica
de todo um povo sempre valorizo.
É véspera de Ano Novo,
e não consigo sentir
o perfume da liberdade,
Versejo como quem
grita aos quatro ventos
sem ser escutada;
E mesmo assim
com esperança
e fé na possibilidade.
É impossível fingir
que não escutei
reivindicações
pela liberdade
dos presos políticos
que mais uma vez
foi procrastinada;
Dói ver gente
que por ela não
estão fazendo nada.
Há sindicalistas,
nove comuneros,
gente campesina,
militares e gente
de todo o jeito,
e vozes resistindo
o quê os corações
não se calam
neste continente
que foi invadido
por radicalismo;
E me espanta que
há quem se assuste
porque conto tontos
e outros fatos
pedindo pela libertação
de todos e do General.
Passou um mês
do massacre
de Sacaba:
ninguém foi preso
e quem sabe
da verdade
não abre a boca,
Não se indigna
ou não demonstra
por medo
de represália
de ser mais
um desaparecido,
Um sobrevivente
sem salvo-conduto
ou simplesmente
se tornar mais
um preso político.
Não importa
onde esteja
se é na quermesse
em prol das vítimas
de Senkata ou até
mesmo na igreja,
O autoritarismo
vai te aprisionar
quando você
não permite
a sua dignidade
ele sequestrar.
Muitas histórias
sem fim nesta
Pátria imensa
para contar e recontar,
Não se sabe nem
o porquê e nem
quando vão soltar
a tropa e um General
presos injustamente
e não há notícias
nem de esperança
para este Natal,
Da poesia sigo
sendo o último
soldado até o final.
Sou o verbo
que denuncia
abertamente
na boca do
jovem tenente.
Nesta Pátria
há quem
nela durma
e que se
desencontra
na esquina
do destino
indiferente
ou conivente.
Não me importo
nadar contra
a corrente,
vou escrevendo
nas páginas
da vida
que estou
descontente
porque estão
arruinando
o General,
e acho que
nem sei mais
o quê é poesia.
Anseio libertar
a tropa mesmo
sem ter a ideia
de como fazer,
só sei que não
há mais tempo
a perder,
o maltrato
rompeu todo
o limite humano.
Vitor Meireles
Vitor Meireles é o teu nome,
mas quem te pintou com
atlânticas cores foi Deus,
Terra da minha gente linda
da Reserva Duque de Caxias,
e da minha gente imigrante
que veio fazer do Brasil
um país ainda mais gigante.
Vitor Meireles, preciosa,
teu nome era Forçação
onde os Rios Faxinal
e Palmitos se encontram
ali nasceu a nossa
História de amor e paixão,
tens em ti a reserva poética
que mais me fascina
as araucárias que sempre
fazem parte da minha vida.
Vitor Meireles é o meu amor,
com tudo o quê abriga
e a força desta gente que ergueu
uma cidade com alma bonita,
a cada verso e o baile
da Mata Atlântica poética
só aumenta a cada dia
a minha fascinação por esta terra.
Bom Jesus do Oeste
Bom Jesus do Oeste,
nasceste Linha Gaúcha
e o teu nome consagra
a quem se deve
toda a mais grata prece.
Bom Jesus do Oeste
tu és filha gentil dos caboclos,
e desta História todos
admiram, a gente reconhece
e virou o destino de povos.
Bom Jesus do Oeste,
tu és reconhecida pelas tuas
matas, cachoeiras e belezas,
e deste caminho de ternuras
o meu coração está entregue.
Bom Jesus do Oeste
amo a tua gente amável,
vou onde o vento do Oeste
a araucária ainda venera,
és fortuna brasileira e poética.
Nos terrenos baldios
da vida há muralhas
constantemente caindo.
Há quem não sossegue,
e vai lá no muro para
peticionar e escreve.
No chão caindo ou não,
sempre haverá gente
que vive sem coração.
As liberdades estão
ameaçadas e confirmadas
por prisões políticas
que seguem ignoradas.
Se você não consegue
entender a gravidade,
acha que tudo não passa
de poética bobagem:
não precisa discutir.
Cruze os teus braços,
aguarde pela tua vez,
quando ela chegar não
vai adiantar reclamar,
porque aqui não vou estar.
Eu sei bem
quem eu sou,
e que em dias
normais quem
veste calças
escreve poesias
para inquietar
e em outros dias
quem veste saias
escreve poesias
para perturbar.
Quem possui
pensamentos
de libertação,
quem é poeta
não é liderado,
me leve a sério:
o autoritarismo
mora ao lado.
Quem nasceu
herdeiro de um
vero legado,
sabendo que há
prisões politicas,
jamais seguirá
em frente e calado.
Não se
deve creditar
em quem
não presta,
o quanto
se empresta,
sempre
se torna 'munição política'
contra todo um povo.
Eu canto para não
morrer de desgosto,
pois já não é
segredo que há
flores no calabouço.
Nos enganam
o tempo todo,
não há notícias
dos generais
e da tropa,
é quase derrota
do processo de paz.
Há mais de uma
ironia helicoidal
com o desabrochar:
um escândalo brutal.
Quem sabe
o caminho
das pedras,
não cede
ao peso
das intrigas.
Não se cala,
sai em busca
Não entrega
a alma muda.
Quem sabe
a hora e o
quê falar,
é que deve
bem nessa
roda entrar.
Não dá jamais
motivo algum
ao diver(gente)
manter-se fervente.
Ainda mais se
ele tiver nas mãos
as vidas de pessoas
como a gente.
Porque precisamos
palavras de maciez
e de esperança,
para no futuro
não perdermosa confiança.
Pensar diferente é um Direito Humano. Condenar ou constranger quem pensa diferente é um prelúdio para a escalada de violações de Direitos Humanos.
O silêncio é
uma pena
capital
aos poetas,
Pergunte
aos xamãs
A quem
pertence
A magia
das letras.
Calar a quem
quer que seja,
Nos incomoda,
e muito!
Das correntezas
nós somos
O barulho,
Não vamos
parar de falar,
Até a liberdade
voltar a seu
Devido lugar.
O silêncio além
de tudo é
Uma provocação
que nos endoida
Tal qual
se tira o diabo
Para dançar:
Você não vai
mais comer,
E nem dormir
Até nos escutar!
Quem deseja
o livramento,
Não discute,
não guerreia,
Canta doce
a melodia
pela libertação,
Sigo em poesia
e na oração,
Para livrar-te
da injusta prisão.
Os meus versos
são livres
Nas estrofes
atormentadas,
De ti e dos outros
as notícias estão
silenciadas.
E mesmo se eu
quisesse calar:
Não posso
me silenciar!
São 41 dias
e mil agonias
Ninguém
sabe o quê
de ti fizeram
E aonde
você foi parar.
Durante
a espera
convicta
destes
trinta dias,
Não há
quem
não pare,
De querer
de você
notícias,
Não há
quem não
se perca
no tempo,
Porque muito
é o silêncio,
Um preso
de consciência
pertence a todos,
Por Humanidade
até a Família dele
já nos pertence,
O humanitarismo
que nos reune
em lealdade,
Nos faz uma
grande Família
pela liberdade.
Todos os dias venho
revisitando os meus
poemas como quem
recorre à inspiração
como o general com
o terço na mão em
oração e de joelhos
dobrados no chão,
assim sou eu firme
contra a repressão.
Posso não falar da
maneira adequada,
pois diante daquilo
que venho sabendo
não há como ficar
ausente e calada,
sobrou até para
o Thor e a Arpa.
Faço questão de
não agradar o rei,
vivo indomável
contra ao que
é devastador,
falo o que deve
ser sempre dito;
soube de notícias
que suicidaram
o vereador,
jamais farei loas
ao que é opressor.
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