Quem Domina sua Lingua
JÁ NÃO SOU EU MESMA!
Quem mim conhecia , hoje não mim conhece mais. Afinal nem eu mesma mim conheço.
Ando sem rumo, sem expectativas, essa solidão q mim consome já mim possui por inteira, já não sou eu mesma.
Em cada lugar que Jesus passou ele transformou a vida de quem encontrava... Precisamos também transformar a vida de quem está a nossa volta!
Ganhar Milhões...
Quem na vida milhões ganha;
tem hábito de julgar;
que a mui trabalhar, se deve!...
esquecendo-se sem manha;
que há cá tanto trabalhar;
com vencimento tão leve.
Esquece da escravidão;
que a tantos de nós, apanha;
neste viver de roubar!...
que a tantos rouba o tostão;
essa sim, cheia de manha;
sugando-os até matar.
Esquece-se de ajudar;
O tanto necessitar;
de tantos de nós milhões!...
pra lhes reduzir chorar;
por de comer lhes faltar;
por só ganharem tostões.
Esquece, se for jumento;
que se de tal se esquecer;
tanta gente vai matar!...
por nem pra medicamento;
o seu tão pobre render;
por o roubarem, chegar.
Que pena, é que assim pense;
quem os tantos milhões ganha;
com seu pouco trabalhar!...
pois por ele, a morte vence;
sempre que um de nós apanha;
enquanto ele anda a estragar.
Com profunda mágoa;
Onde é que eu falhei?!...
Por ter que ir morrer;
Quem me dera ver;
Meu pobre nascer;
Pra a tal inverter!
Ond’ é que eu falhei?!
Neste mundo triste;
Em que me formei;
Será que a tal viste?!
Muito trabalhei;
Meu curso, acabei;
Mas não me encontrei;
Pra que me formei?...
Procuro trabalho;
Comigo mui ralho;
Encontro, nem alho;
Onde afinal falho?...
Pois não vejo emprego;
Isso a ti, não nego!...
Mas só desemprego;
Será desapego?...
Mas que mundo triste;
Onde o mal insiste;
E o bem, mal existe;
Será que o não viste?...
Tu que a mim fizeste;
E tudo a mim deste;
Vendo quem me veste;
Pensas que sou peste?...
Não sei que fazer;
Para me entreter;
Por ter que ir morrer;
Será bom viver?...
Oxalá tal seja;
Mas eu, que a tal veja;
Pois só vejo inveja!...
Tal bem, me deseja.
Pois por ir morrer;
Quem me dera ver;
Meu pobre nascer;
Pra a tal inverter!
Com profunda preocupação;
Que saibamos dar o devido valor à quem está ao nosso lado hoje, para não termos que amargar uma saudade amanhã. Fale hoje o que tiver pra falar, sinta hoje o que tiver que sentir. Amanhã?; amanhã pode não chegar, e tudo se findar.
É estupidez dar amor à quem não sabe amar. Dar valor à quem tudo dá um preço.
Não perca seu tempo com gente assim. Segue teu caminho e não olha pra trás.
Não há nada que te prenda no teu passado, a não ser as lições que aprendeu. Então, aperta o passo... o futuro é logo ali.
Ainda que meu lado trouxa goste de você, não dou um passo sequer atrás de você. Não mais. Quem manda na poh@ toda agora sou eu, não o meu lado trouxa.
Te falei por diversas vezes, que se você fosse embora da minha vida, não teria mais para quem voltar, pois não estaria mais aonde me deixou... você não acreditou e pagou pra ver; tá aí o preço. Soube que disse que tá doendo. Espero que doa pra sempre. Foda-se!
Quem vive no mundo, sem ter uma pessoa para amar, é como uma ilha inóspita perdida no meio do oceano.
A vida é teatro, pra ser levado à sério! Quem assim não procede corre o risco, de cair na sonolência mais profunda onde o som é inaudível, a visão invisível, e o toque impalpável...
Não maltrate quem quer que seja;
O mal de hoje, encontrará a quem te trate no futuro.
Nara Nubia Alencar Queiroz
Quem sabe nos encontremos de novo
vítimas do acaso
Nessas ruas sem saída
dessa cidade que dormia
Labirinto de pedras e asfalto
Cobertos por tetos frágeis mas nada transparentes
Amanhã ou mês que vem
Procuramos um novo dia
Procuramos uma saída
Sol na palma da mão
E o violão,
desenvolvendo mais uma canção
Juntos só nós e as estrelas
Nós e o universo
tão sozinhos mas tão cheios de mistério
Luzes de calor
Luzes do céu
Nossas asas nos distanciam do aranha-céu
Pessoas nos sugam
E as cidades com suas grades,
ajudam
Fugir daqui é sensação de vento
Vento forte rompendo o cimento
Os estilhaços acenderam a chama que vem do centro
Nos perdemos naquele labirinto
nas ruas desalinhadas
Nos prendemos com cinto,
com ideias amarradas
Nos perdemos nas calçadas,
nos sinais, nos tijolos
Estamos construindo barreiras pelos solos
Nos perdemos no som,
nas faixas e na multidão
Nos perdemos em mais um vagão,
vagamos sem destino sem olhar pro coração
Nos perdemos em portas
Portas que não abrem
Nos perdemos no preto e no cinza,
esquecendo do verde e do azul da brisa
Óculos escuros mesmo sendo de dia,
escondemos o que o coração não via
A roupa de grife nos cobria,
jogando fora nossa carta de alforria
Marchem soldados,
temos cabeças de papel
Nossos olhos foram cobertos,
tampados por um véu
Ninguém parou pra ver o céu
Estamos muito ocupados cumprindo nosso papel
Marchem soldados,
temos o peito de aço
Coração controlado que não lembra do abraço
Corpo linchado
Soldado pau-mandado,
Foi mandado pra vala
sem nem ser notado
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