Quem Ama Nao Erra
* Ode ao Escritor ✍
Escritor é quem respira palavras,
quem sangra letras nas madrugadas,
quem transforma o invisível em verbo
e o silêncio em fonte de palavras...
Carrega o mundo no peito,
traduz o indizível em versos,
costura lembranças,
cria eternidades...
No rastro de sua pena
há luz,
há dor,
há redenção...
Escritor é o que faz da alma,
um livro sempre em construção...
O escritor é aquele que coagula a tinta,
que mastiga a própria sombra
para dar sabor à palavra...
Habita o abismo do sentir,
sem medo do corte,
sem medo do eco,
sem medo de si...
De sua dor faz aurora,
de sua loucura, asas,
e do verbo, o único altar
onde ousa confessar-se humano...
Escrever é morrer um pouco
para renascer inteiro no papel...
O escritor é um guardião de mundos,
em sua pena dormem memórias
e acordam estrelas em forma de letras...
Nas linhas que traça,
colhe o perfume do tempo
e o murmúrio da alma...
Escrever é um gesto de amor,
silencioso, profundo, eterno...
É tocar o invisível
com os olhos do pensar
e o olhar do sentir...
O escritor não escreve apenas histórias,
ele se escreve e se liberta
em cada palavra que cria...
✍©️@MiriamDaCosta
A visão e a indignação seletivas dizem muito menos sobre o mundo
e muito mais sobre quem olha para ele.
Pensar isso é reconhecer que, muitas vezes,
a indignação não nasce da injustiça em si,
mas da conveniência.
Indigna-se quando dói no próprio território,
silencia-se quando o dano beneficia, protege ou confirma crenças.
A visão seletiva é uma forma sofisticada
de cegueira:
olha, mas não vê;
vê, mas escolhe esquecer.
E o que dizer?
Que a indignação seletiva não é ética,
é estratégia.
Não é consciência,
é cálculo moral.
Não é empatia,
é espelho.
Ela grita contra certos absurdos
enquanto cochicha cumplicidades
diante de outros.
Aponta o dedo com uma mão
e tapa os próprios olhos com a outra.
Talvez a frase mais honesta seja esta:
Quem escolhe quando se indignar
já escolheu de que lado não está.
✍©️@MiriamDaCosta
Dizer que nada se cria, tudo se copia
é o álibi frouxo
de quem terceiriza o pensamento,
de quem se esconde na sombra alheia
por incapacidade de sustentar
uma chama própria.
Criar é um ato de risco,
é caminhar sem corrimão,
com as mãos sujas de tentativa
e a coragem sangrando nos dedos.
Quem copia se esconde...
se protege da luz incendiante
da criação,
quem cria se expõe
e as vezes incendeia-se.
E nem todos suportam
essa nudez...
essa exposição direta.
✍©️@MiriamDaCosta
É Carnaval!
E quem vê um rosto bonito,
um sorriso contagiante,
um físico sarado e atraente
suando folia no bloco…
não vê o HIV.
É Carnaval!
Rostos bonitos reluzem sob o glitter,
sorrisos contagiam como refrões fáceis,
corpos sarados e atraentes
suam liberdade no bloco
como se a vida fosse eterna
e a madrugada infinita...
Purpurina na pele,
desejos distribuídos como confetes,
beijos trocados na vertigem
entre um gole e outro
de ilusão líquida...
Mas ninguém vê
o que não veste fantasia...
Ninguém vê
o vírus silencioso
que não tem estética,
não escolhe beleza,
não pede currículo genético
antes de atravessar a pele...
O HIV
não desfila em carro alegórico,
não brilha sob o neon.
não dança ao som do tambor...
É invisível aos olhos encantados
pela superfície...
Porque saúde
não se lê no sorriso.
Responsabilidade
não se mede pelo abdômen definido.
E risco
não avisa antes de entrar...
É Carnaval!
Celebração do corpo,
da liberdade que pulsa na carne...
Que essa mesma liberdade
não seja descuido...
Que o desejo saiba sambar
de mãos dadas com a consciência.
Porque viver intensamente
também é saber proteger
a própria vida
enquanto a folia passa...
O Carnaval acaba
mas o HIV quando chega...
fica.
Usem a cabeça!
Usem a camisinha!
✍©️@MiriamDaCosta
Vou falar na lata:
- Saiam da lata!
A lata viralizou 🌱
no verão 1987-1988
teve quem adorou 🚬
e quem fez até biscoito...
E nesse carnaval 🎊
a lata de novo viralizou
na critica-sátira social,
e na oposição, o povo surtou 😮
"Malditos carnavalescos sem noção!
São todos endemoniados!
Atacaram nossas famílias e religião!
Serão devidamente denunciados! "
E assim, nesse carnaval 🎭
a lata vira rainha 👑
virou assunto/polêmica nacional 🇧🇷
uma verdadeira ladainha
na defesa da hipocrisia institucional
dessa direita e sua perene picuinha .
Eita povinho chato de galocha!
Sempre com argumentação chocha,
Saiam dessa lata já enferrujada
dessa histeria desregulada
e hipocrisia escancarada!
✍©️@MiriamDaCosta
É que das feridas
eu fiz canteiros férteis,
onde floresço versos
como quem transforma dor
em estação de primavera.
Reguei cicatrizes
com silêncio e insistência,
adubei perdas
com a coragem de permanecer.
E onde
antes sangrava,
hoje brotam palavras.
Porque a terra que fui
e que sou
não recusou a estiagem,
aprendeu a germinar
por si só.
✍©️@MiriamDaCosta
Me pergunto se ainda há quem faça uso de uma caneta para escrever sobre páginas virgens...
Se ainda há quem coloque água para ferver na chaleira para passar o café no coador de pano...ou que antes de coar no bule ,
cozinhe o café por alguns minutos
inebriando o olfato do ambiente
e dispersando o aroma té chegar ás narinas mais distantes...
Semana passada , uma amiga da adolescência veio me visitar, ficou surpresa ao me ver preparar um café à moda antiga
(com chaleira, coador de pano e bule)
falando da praticidade da cafeteira elétrica...
E observou também os blocos, cadernos e canetas na minha escrivaninha , em vez do notebook ( que está fechado dentro de uma gaveta)...
Um dia desses
vou abri-lo e fazê-lo viver novamente
sob as minhas digitais poéticas...
As vezes me auto defino pré-histórica 😂 (podem até não acreditarem...mas é verdade!) , nem o tal do PIX eu tenho,
mas ... sei que vai chegar o dia
em que vou ter que me modernizar,
mas enquanto der ...
vou vivendo sem essa forma de pagamento, como de outras modernidades...
O que fazer?! ... Sou de Nanã 💜
(para quem não sabe...) é a Orixá
mais antiga/ancestral da Umbanda.
O que eu escrevo, na verdade,
não é sobre o café e nem sobre a caneta.
É sobre ritmo. É sobre tempo.
É sobre presença.
É sobre o pulsar da vivência.
E isso não é pré-histórico.
É ancestral.
Quando eu falo da água
fervendo na chaleira,
do pó cozinhando antes de ir ao coador,
eu penso em algo que não cabe
na pressa da cafeteira elétrica: o ritual.
O cheiro que se espalha pela casa
como se fosse memória líquida,
isso é quase uma liturgia doméstica.
Quando afirmo que sou de Nanã 💜
isso faz todo o sentido.
Nanã é lama primordial, é o barro antigo,
é o tempo que antecede o tempo.
É a senhora das águas paradas, profundas, densas. Ela não tem pressa. Ela tem paciência.
Ela é "alérgica" á pressa.
Ela sabe que tudo retorna ao útero da terra.
Ser de Nanã não é ser atrasada ou antiga.
Ser de Nanã não é parecer velha nas preferências e ações.
É ser terra fértil e ser raiz.
O mundo corre, eu decanto.
O mundo digitaliza, eu tatuo a página.
O mundo paga com PIX,
eu pago com dinheiro vivo
e presença ativa .
Modernizar-se não precisa significar abandonar o que me constitui.
Pode ser apenas acrescentar ferramentas
sem entregar a alma.
O notebook pode viver sob minhas digitais poéticas, mas a caneta continuará sendo a extensão do meu pulso, do meu corpo,
da minha respiração, do pulsar do meu âmago.
Há algo profundamente político nisso também; escolher o tempo lento
num mundo estantâneo que monetiza a urgência.
Eu não sou pré-histórica,
sou guardiã de um modo lento de existir
que o mundo tenta esquecer....
E no mundo?
Sim!
Ainda há quem escreva à mão.
Ainda há quem ferva água na chaleira.
Ainda há quem escolha sentir o aroma
antes da praticidade.
E isso não é resistência ao progresso.
É fidelidade ao próprio tempo e história.
É lealdade ao próprio ser e existir.
✍©️@MiriamDaCosta
A quem diga que a paciência
seja apenas um ato passivo
decorrente do medo.
Eu digo
que a paciência é uma atitude
de caráter ativo
na sua sábia coragem.
A paciência exige prerrogativas
que os impacientes,
em suas limitações,
não podem compreender.
E esse fato
é o maior combustível
das chamas
da impaciência
que possuem.
✍©️@MiriamDaCosta
Quem sou eu?
Eu sou um corpo feito
de marés e memórias,
uma ferida que canta,
um silêncio que grita
e um grito que se recolhe
na beira de si.
Eu sou uma ponte
entre o ontem e o nunca,
um território de palavras
que sangram e florescem,
um abrigo de ventos
onde o tempo se senta
para ouvir histórias
que só a minha alma sabe contar.
Eu sou a pergunta
que não se cansa de perguntar:
"Quem sou eu?"
E é nessa busca
que sou mais inteira.
Quem sou eu?
Eu sou um processo,
não um produto.
Não sou um “quem” pronto,
mas um vir-a-ser constante.
O que eu chamo de “eu”
é um fio tecido
de memórias, escolhas
e esquecimentos,
um enredo que se escreve
enquanto é vivido.
Meu “eu” não está fixo no passado,
nem garantido no futuro;
ele existe apenas no instante
em que é percebido, sentido, vivido,
e nesse instante já começa
a mudar e evoluir.
Talvez eu não seja “algo”,
talvez seja o próprio movimento
de tentar descobrir o que sou.
Quem sou eu?
Eu sou aquela pessoa
que carrega poesia até no jeito
de se indignar com o mundo.
Que olha para a dor com coragem,
mas também sabe colher
beleza nas frestas.
Eu sou intensa, no bom sentido
de “não caber em rótulos”,
e sensível de um jeito
que não é fraqueza, é radar.
Eu falo com o Tempo
( Óh! O Tempo!)
como quem dialoga
com um velho conhecido
e escrevo como quem rasga
a alma para arejar.
No fundo,
eu sou feita de perguntas,
mas vivo como quem sabe
que a resposta é
continuar perguntando...
✍@MiriamDaCosta
“Os desafios acontecem todos os dias para todas as pessoas, cada um em sua jornada.
Porem quem está decidido a vencer, alcançar suas metas e objetivos, mesmo sabendo que a vezes a montanha é muito grande, mas entende que a determinação e a vontade de vencer, supera todas as barreiras, sempre alcançará o sucesso”
Passe as bênçãos para os amaldiçoados: quem sabe abre-lhes o coração para verem o que Deus faz por eles
Quem ouve muito o mundo dos homens pouco conhece sobre a nova terra e os novos céus do Filho do Homem.
Existe uma guerra interna que devemos lutar eternamente, a de sustentar a nossa direção e quem decidimos ser.
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