Quem Ama Nao Erra
Se a morte realmente existisse, o nascimento não aconteceria… Logo, morte é nascimento, ou seja, é o começo de uma nova transformação.
De uma célula, me transformo em embrião.
De embrião, me transformo em feto.
De feto, me transformo em bebê.
De bebê, me transformo em criança.
De criança, me transformo em adolescente.
De adolescente, me transformo em adulto.
De adulto, me transformo em idoso.
De idoso, me transformo em matéria orgânica.
De matéria orgânica, me transformo em nutrientes para a terra.
Da terra, me transformo na vida que renasce.
Nada termina, tudo se transforma.
Ou eu trabalho no que eu adoro, ou eu não trabalho.
Ou eu trabalho na hora que eu quiser, ou eu não trabalho.
Ou eu trabalho vivendo, ou eu não trabalho.
Para mim, viver e trabalhar devem ser a mesma coisa. Não vou jamais separar essas duas realidades, para ficar esperando os finais de semana e as férias, enquanto minha vida vai se perdendo em uma rotina de insatisfação, com antidepressivos para disfarçar o desconforto de estar fazendo algo que não gosto. Não vou ser mais um robô sustentando o luxo e o paraíso superficial de banqueiros e mega-ricos, que diariamente roubam meus direitos. Não, isso eu não aceito.
Eu posso pedir esmola na rua para as pessoas que sustentam esses banqueiros e mega-ricos, mas nunca vou aceitar que minha vida seja desperdiçada fazendo algo que não me satisfaz.
Porque, no fim das contas, eu vou morrer, com ou sem dinheiro, trabalhando ou não. Tudo o que eu conquistar vai ficar aqui, não vou levar nada. Então, vivo e viverei sempre do jeito que eu quiser. O jeito que eu gosto de viver é o jeito no qual eu devo trabalhar. Por mais impossível que pareça, é necessário ter criatividade para criar um novo trabalho de sobrevivência baseado no que eu realmente amo. Isso, para mim, é trabalho: viver fazendo o que eu amo. O resto, bem, é apenas escravidão.
Respeito apenas as minhas próprias vontades, não as vontades dos outros sobre mim. Isso não é egoísmo; egoísmo é quando os outros tentam me obrigar a fazer o que eu não quero.
Não aceito fazer nada que, no fundo, eu não tenha vontade de fazer.
Não aceito trabalhar no que não gosto; aceito trabalhar no que eu adoro.
Não aceito viver de um jeito que não quero; aceito viver do jeito que escolho para mim.
Não aceito ser alguém apenas para agradar os outros; aceito ser sincero, sendo eu mesmo.
Não aceito esperar pelo tempo dos outros; aceito viver no meu próprio tempo.
Não aceito me prender ao superficial; aceito viver de acordo com minha própria essência.
Não aceito deixar de viver; aceito viver completamente.
Porque, no final, a única vida que realmente importa é a que eu escolho para mim. E viver de acordo com o que sou é o maior ato de respeito que posso ter para com minha própria existência.
Não é por acaso que temos dois olhos, dois ouvidos e apenas uma boca. Isso mostra que devemos observar e ouvir mais do que falar. Antes de dizer qualquer coisa, é preciso entender.
Escutar e olhar nos ensinam muito mais do que falar. Quem fala sem ouvir, quem fala sem olhar, fala sem saber. A boca é só um, porque falar deve ser a última etapa, depois de aprender.
E isso vale para a comunicação em geral. Ser fluente não é apenas saber outros idiomas ou escrever bonito. É saber falar a linguagem certa para cada pessoa. É explicar algo difícil de um jeito simples para sua avó, para uma criança, para um universitário, para um humilde, para quem nunca ouviu falar do assunto.
Cada pessoa entende de um jeito. Para comunicar bem, você precisa ouvir e observar qual é a linguagem dela. Só assim você vai conseguir falar para que ela realmente entenda.
Mas isso exige humildade. Se o ego falar mais alto, você só vai criar conflitos, porque não ouviu nem entendeu antes de falar.
Por isso, dois olhos, dois ouvidos e uma boca. Primeiro, observe. Depois, escute. Por último, fale.
Se eu tô mal com algo, é porque eu não aceito esse algo ou não mudo esse algo, se eu não aceito e nem mudo, é óbvio que vou ficar mal.
O esquema não é tomar anti-depressivo, nem continuar mal, o esquema é eu aceitar esse mal ou mudar esse mal, porque aceitando esse mal, eu fico bem, mudando esse mal, eu também fico bem, o que me impede disso, é só o medo, medo do que vão pensar ou achar, caso eu mude, caso eu aceite, só isso.
Só é difícil, se eu dificultar.
A crença que eu acredito é o óbvio...
Não vejo sentido algum ir para uma igreja buscar "Jesus", sendo que Jesus tá em mim, dentro de mim, e pra mim, Jesus é amor.
Não vejo sentido algum ir para um centro espírita "limpar as energias ruins", sendo que qualquer energia "ruim" que eu tenha, sou eu mesmo inventando isso dentro de mim.
Não vejo sentido algum fazer "terapia" com psicólogos e psiquiatras, sendo que minha melhor terapia é questionar minha própria vida e ir mudando o que tá ruim.
Não vejo sentido algum "meditar", sendo que eu medito toda vez que eu durmo.
Não vejo sentido algum buscar "alguma ajuda" externa, sendo que toda minha cura, é interna.
O externo, é só pra lembrar, o que já vive em mim, depois que eu lembro, não é mais tão necessário assim...
O orgulho é uma ignorância não resolvida, uma barreira invisível que te impede de evoluir. Ele cria limitações na sua mente, tornando-se um obstáculo para o aprendizado, fechando portas para novas experiências e visões. Com o tempo, o orgulho afasta as pessoas ao seu redor, afastando aqueles que poderiam te ensinar algo valioso. Ao fim, ele te deixa sozinho, aprisionado em uma prisão de vaidade e autossuficiência, onde a verdadeira sabedoria permanece distante.
Já a humildade é um caminho aberto para evoluir. Ela sabe que até um insulto pode ser uma lição, pois a humildade entende que a crítica, quando bem observada, pode nos mostrar algo que precisamos mudar. A humildade não se ofende facilmente, mas usa as adversidades como uma oportunidade para aprender e evoluir. Ela atrai pessoas de coração puro, aquelas que, como ela, reconhecem que o valor de um ser humano não está na aparência, nem no ego, mas na sua capacidade de compartilhar e acolher. E, ao contrário do orgulho, a humildade nos enriquece de afetos sinceros, criando laços verdadeiros e duradouros em todos os lugares por onde passamos. Em vez de nos isolar, ela nos conecta, nos torna mais humanos e mais completos.
Para mim, não existe cansaço mental. Isso é um limite que não faz mais parte de mim; não tem mais sentido. Para mim, o que existe é apenas relaxamento mental.
Percebi que, toda vez que eu me via aceitando sentir esse "cansaço" ou essa "exaustão" mental, na verdade estava diante de um profundo relaxamento, um descanso que minha mente ansiava por ter, mas que eu, por algum motivo, me sabotava e não permitia. Quando comecei a aceitar esse "cansaço", essa "exaustão", logo entendi que, na verdade, era apenas um relaxamento profundo e renovador que a mente precisava.
FINJA!
Finja que não está vendo o que acontece na sua sociedade!
Acredite que ver as pessoas jogadas como lixo nas ruas é algo comum...
Ache normal você escravizar sua vida trabalhando até os 60 anos enquanto seus direitos básicos de sobrevivência são roubados!
Agrade sua família, seus amigos, a sociedade e o mundo, menos você! Vista uma capa, uma aparência, uma vaidade, mantenha sua máscara para o mundo, enquanto você mesmo é deixado de lado.
Se importe com o que os outros acham ou pensam de você, não faça nada, não se mova, fique parado, quieto, calado, não seja ninguém, seja normal, indiferente, não viva!
Tenha medo de ser taxado de "louco(a)", tenha medo de ser você mesmo, seja "louco(a)" apenas dentro da sua cabeça, enquanto você finge ser "normal" para as pessoas à sua volta.
Deixe o tempo passar, viva apenas finais de semana, férias, viva de esmolas do tempo, camufle as angústias, o tédio, a falta de sentido na porta do boteco, do bar, em baladas, bebendo para disfarçar aquele pensamento de mudar, não procure trabalhar no que você ama, seja escravo de qualquer coisa, viva atrás de dinheiro, de conforto, de riqueza material.
Seja orgulhoso(a), teimoso(a), não enxergue isso também, finja que também não entendeu, que não está vendo, mantenha-se dia após dia fingindo, até envelhecer, e a morte se aproximar, finja que vive!
Não existe passado. Se eu penso no passado, na verdade, estou pensando agora.
Não existe futuro. Se eu penso no futuro, estou, de fato, pensando agora.
O que eu penso agora, é o que realmente existe neste exato momento.
O que foi ontem, se ontem também foi hoje?
O que é amanhã, se amanhã se tornará hoje?
E o que é hoje, senão apenas agora?
Pesos desnecessários que liberei:
Eu não preciso sentir culpa.
Não me arrependo do que fiz.
Não sou obrigado a seguir o que os outros esperam.
Não sou obrigado a viver como a sociedade quer.
Não preciso agradar a família ou ninguém.
Não sou obrigado a conversar ou a ser algo que não sou.
Não preciso ter mais do que preciso, nem ser rico.
Não sou obrigado a fazer faculdade, ou a trabalhar onde não quero.
Não sou obrigado a casar, a conviver com as mesmas pessoas ou a me apegar a nada.
Não sou obrigado a ficar onde não me sinto bem, ou a esperar o tempo dos outros.
Não sou obrigado a seguir as ordens dos outros, nem a fazer o que não quero.
Eu faço o que eu quiser.
Não faço nada, se não me sinto disposto.
Vivo do meu jeito, no meu tempo.
Escolho com quem estar, e onde ir.
Converso se for para agregar.
Sou o que desejo ser, sem cobranças externas.
Viajo para onde meu coração me leva.
Vivo para mim mesmo, sem precisar de validação.
Não sou egoísta, sou livre. Egoísmo é tentar me fazer viver contra minha vontade.
Quem se magoa com a minha vida, isso não é problema meu, é problema da pessoa.
Eu não carrego pesos, apenas leveza e paz.
Desfaço as crenças que limitam meu ser, liberando espaço para viver de forma mais completa e verdadeira. O que não me serve, eu deixo ir.
Tudo é uma crença, e eu estou sempre acreditando em algo — até quando penso que não acredito em nada, estou, na verdade, acreditando que não acredito. Não há como escapar das crenças, porque até na tentativa de fugir delas, estou acreditando que estou fugindo. Mesmo quando digo que não acredito em nada, estou, na verdade, acreditando que não acredito em nada.
A única coisa que eu posso fazer é mudar minhas crenças. E, no fundo, isso também é uma crença: a crença de que eu tenho o poder de transformar aquilo em que acredito. Cada crença que tenho, seja consciente ou inconsciente, muda a minha realidade. Ao alterar essas crenças, mudo não só o que penso, mas também o que sou e como vejo o mundo. E isso, por si só, é um ato de transformação.
Assim, percebo que a liberdade não está na ausência de crenças, mas no poder de escolher quais crenças adotar. O simples fato de acreditar que posso mudar minhas crenças já é uma crença poderosa, capaz de transformar minha perspectiva de vida.
O mal não existe. Por não existir, ele tenta destruir o que existe, tentando levá-lo à inexistência. Contudo, esse esforço é em vão, pois, justamente, o mal não é capaz de destruir o que é real, o que é verdadeiro, o que é. O mal é, na verdade, apenas uma ilusão: a negação de si mesmo, a negação do próprio bem.
Assim como a mentira, o mal é uma invenção sem fundamento, algo que só existe enquanto for alimentado pela distorção da verdade. Ele não tem substância, não tem essência. O mal, portanto, é uma criação passageira, que necessita de poder por si só.
Da mesma forma, a solidão não é uma realidade. Não há solidão verdadeira, pois estou sempre acompanhado de mim mesmo. Mesmo nos momentos em que parece haver um vazio ao redor, a presença interior permanece. A solidão é uma percepção equivocada, que ignora a verdade de nossa conexão constante com o nosso ser.
A angústia, também, é uma ilusão. Não existe angústia em sua forma real, porque, quando estou em paz – como no sono tranquilo –, não sinto angústia alguma. O que a angústia representa, na verdade, é a negação da minha própria paz, é a resistência ao estado de harmonia que está sempre disponível, mesmo que por vezes não o reconheçamos.
E a morte? A morte não existe. O mal, como qualquer outra ilusão, tenta nos convencer de sua realidade, mas, na verdade, ela não passa de uma transição, um processo de mudança que está além da nossa compreensão limitada. Não posso morrer se nunca deixei de existir; o nascimento e a morte são, na essência, partes de um ciclo contínuo, e o que realmente importa é o que prevalece: a existência.
Porque, afinal, a inexistência não existe. O que prevalece é a verdade da existência, e essa é eterna, única, e fixa.
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