Quem Ama Nao Erra
Minha dança Hinokami Kagura não é mais com a katana, mas com o lápis e o papel. E, nesta dança, não existe inimigo capaz de me parar.
Homem que teu pai não te ensinou a ser
O roteiro que herdas não te cobra o centro do palco,
nem que a tua sombra devore o fôlego da tua casa.
A tua força repousa no exato instante em que recuas.
Quando o teu ciúme não forja o ferro da fechadura,
e o teu passo, cruzando a soleira,
deixa de ser o prenúncio da tempestade.
Despede-se da armadura do falso herói.
A guerra real é o brinde mudo na roda dos teus,
o sorriso de canto que afia a lâmina,
o pacto covarde servido no copo.
Entenda:
Todo golpe na carne germina antes.
Brota na senha exigida na penumbra,
no tecido medido pelos teus olhos,
no cerco invisível que o teu orgulho ergue.
Ela não busca o teu escudo;
exige apenas que recolhas a espada.
O respeito é a fronteira sagrada
que o "não" desenha no chão.
Cospe a desculpa que fantasia de afeto a tua obsessão.
A carne maior que ostentas não é direito de posse,
é o altar da tua própria covardia quando usada para subjugar.
E aceita, de uma vez por todas:
A vida de uma mulher não é vidro
para o peso dos teus escombros quebrar.
Autoria e Proteção Intelectual:
Autor: James Richard Ferreira Pantoja
Pseudônimo: KANGAL
© Todos os direitos reservados. A reprodução, adaptação ou difusão deste texto sem a menção explícita da autoria constitui infração legal.
A obreira dos sonhos
Obra poética
Rosimeire não cortava apenas tecidos. Com a bênção de Jesus, moldava memórias, alinhavava expectativas e sonhos.
Entre bainhas, fechos e o estalar da tesoura, suas mãos calejadas transformavam retalhos nos amanhãs que o Senhor já previa.
Cada ponto guardava oração, cada nó, fé e resiliência, cada peça pronta, uma promessa cumprida. Enquanto a vista alheia enxergava apenas pano, eu via o Mestre entrelaçando com Rosimeire o nosso destino.
Com agulhas incansáveis, sustentou a casa, enfrentou a usura do tempo e cerziu, no amor de Cristo, as rasuras do caminho.
Talvez conduzisse o traçado das estrelas sob a luz do Evangelho que a norteava, pois as mãos de Rosimeire não moldavam apenas roupas: vestiam a alma de graça e acertavam a fé ao corpo.
Autor: James Richard Ferreira Pantoja
Pseudônimo: KANGAL
Césio 137 — Não Tão 137!
Em meio ao eco do noticiário, lá estava eu na aridez do hospital.
A pele ardendo em chamas, fogo invisível que corroía a estrutura dos meus ossos.
Vieram as náuseas, mas nada se comparava ao estigma e ao olhar de pavor que vinham daquela multidão.
A dor maior, contudo, foi o desapego:
saber que perderia o contorno dos meus cabelos.
Nem a morfina ou o fentanil davam jeito. Ah, meus lindos cabelos...
Castanhos, reluzentes, cintilavam à luz da noite.
O que omitiram sobre o fascínio daquele pó azul era a exaustão mórbida que cobria o corpo.
Vomitar as próprias entranhas na apatia do silêncio...
A radiação era um golpe tão denso
que anestesiava os sentidos antes da ruína.Tontura, dor de cabeça, o colapso — tudo chegou depois, em ritmo lento.
Engraçado.
De todo esse caos, restou apenas uma réstia de luz:
a memória daquele dia, eu e você,
na serenidade da praia do rio.
Senti, enfim, uma paz absoluta.
Obrigado por ser a minha última lembrança de amor.
Autor: James Richard Ferreira Pantoja (Pseudônimo: KANGAL)
Se o bem ou mal existem eu não posso responder, más, talvez o véu que rompa a morte possa transcender.
_KANGAL
Às vezes, a vida não está pedindo que você seja forte; está pedindo que você pare de insistir no objetivo que já perdeu o sentido ou apenas se revelou uma ilusão.
Não se esforce para fazer os outros rirem, para não acabar sendo confundido como alguém qualquer e, para não perder a estima dos seus conhecidos.
_Autor: James Richard Ferreira Pantoja
Não busque culpados pelos seus erros, são apenas seus, você têm o poder de mudar aquilo que não está de acordo com o que deseja.
_KANGAL
O ser humano não inventou o tempo; inventou formas de medi-lo — o tempo é a dimensão pela qual a mudança se revela.
_KANGAL
As labaredas não desapareceram. Transformaram-se. O fogo que antes parecia destruir tornou-se direção, presença e força para continuar. Já não queima para reduzir tudo a cinzas. Queima para iluminar o próximo passo.
Eu não carrego títulos e não governo terras. Meus passos não deixam marcas profundas no chão, e os dias que vivo são tecidos com os mesmos fios invisíveis que vestem a rotina de qualquer um. Se o mundo mede a grandeza pelo barulho dos aplausos, eu sou o mais completo silêncio. Minha voz desaparecerá com o vento, e a história não fará pausas para registrar a minha passagem. Mas há uma verdade oculta na minha pequenez: eu decifrei o mistério do tempo. Enquanto muitos buscam a imortalidade na pedra fria dos monumentos, eu a encontrei no calor de um instante presente. Consegui a proeza de contemplar o milagre de existir sem a necessidade de ser visto. Em um mundo febril por aplausos, meu maior triunfo foi o de ter vivido com uma entrega absoluta, amando cada aurora e cada silêncio com a integridade de quem sabe que o agora é o único infinito que nos cabe. E, para o meu espírito, essa quietude preenchida sempre foi a eternidade inteira.
Reno Fioraso
A falta de conhecimento faz às pessoas buscarem recursos alternativos, não julgo. Nem todo mundo tem o direito ao saber!
A cortesia atrai aproveitadores — ainda mais se você não possui nada a oferecer além da sua companhia.
O mundo não ficou cinza por falta de cor; ficou cinza por excesso de anestesia. Recuse-se a adormecer. Sentir, lutar e resistir ainda é o único jeito de acender o mundo, às emoções é o que trazem sentido a vida.
- Relacionados
- Textos de amizade para honrar quem está sempre do seu lado
- Frases de quem sou eu para status que definem a sua versão
- Poemas que falam quem eu sou
- Mensagens de amizade para valorizar e celebrar quem sempre está ao seu lado
- Poemas Quem Sou Eu
- Frases de Raul Seixas para quem ama rock e poesia
- Frases de Amor Não Correspondido
