Quem

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Minhas escolhas são guiadas pela imaginação, porque é nela que mora a liberdade de ser quem sou."

Pureza é para poucos, gratidão para quem sabe valorizar, e perdão para quem compreende a simplicidade de perdoar.

⁠Qual o problema? — perguntou o problema, com a calma de quem não carrega o peso da resposta.

Não há obstáculos na mente de quem está determinado a vencer.

A vitória tem a beleza de quem lutou para conquistá-la.

A vitória caminha ao lado de quem acredita nela.

A verdadeira ascensão não é para quem tem pressa, mas para quem tem visão.


No imobiliário, nos negócios e na vida, não basta vender: é preciso criar valor que ecoa para além da transação.

Sou quem virou, homenageou,
Pra agora tomara, virará.
Sem homenagem, sem ninguém,
Partiu que ninguém viu.


Básico e ocupado, predestinado,
Fuga da manhã amanhã.
Escuro de fim muro,
Mostrou, começou e terminou...

O mundo se curva, a quem insiste em caminhar mesmo contra o vento.

O verdadeiro amor não nasce da necessidade, mas da escolha de compartilhar a vida com quem se aprecia de verdade.

Para nós, não há quem faça as coisas mais erradas, do que os
outros!

O luxo é silêncio. Quem tem grandeza a sério não precisa de gritar."

"Você, que suja o espelho? Se não tiver quem limpe... o que você vai fazer? para se enxergar na sua própria sujeira."

Quem aprende a perder tempo com propósito, descobre que nunca desperdiça com um instante.

Vida bela e tranquila, para quem a procurou.

Abro o livro como quem abre uma cela
e a gramática entra com chaves de prata.
"Existo", diz o guarda. Eu assinto e, sem notar,
já aceitei que existir é estado.


Pergunta primeira, feita em voz de ponte:
quem fala quando digo "eu"?
Ato que cintila ou coisa que permanece?
Nomear é pôr moldura onde só há clarão.


Repito: penso.
E o verbo, inquieto, não se deita em camas de mármore.
Ele passa. Ele acontece.
O sujeito que o monta é aparição, não peça de museu.


No jogo de linguagem, a regra é simples e feroz:
"existir" cobra documentos de continuidade,
pedem-se sinais de reidentificação,
pedem-se cicatrizes que atravessem anos.


Mas o pensar não traz carteira;
traz pulso.
A cada batida ele inaugura um quem,
um rosto-em-ato que se desarma com o próprio eco.


Olha a armadilha:
quando digo "existo" após "penso",
troco o brilho pelo bloco,
confundo faísca com minério.


Se existir é ser algo, dize que algo és sem congelar o rio.
Dize quem retorna intacto do atravessamento.
A palavra "eu" acena, mas não garante o passageiro;
é índice, não monumento.


Releio e o leitor que sou me contradiz com elegância:
cada leitura me inventa um autor anterior.
Logo, o eu que decide entender é posterior ao entendimento,
e o entendimento, anterior ao eu que o celebra.


A gramática faz truques.
Transforma atos em estados, eventos em essências.
É ventríloqua do ser:
põe voz de mármore no que é água.


Heráclito entra, enxuto:
o nome é margem, o ser é curso.
Quem bebe duas vezes no mesmo "eu"?
Quem devolve a gota ao desenho antigo?


Então aperfeiçoo o silogismo como quem desarma um dispositivo:
se penso, há presença sem propriedade,
há comparecimento do sujeito-em-ato,
há luz que não promete estátua.


Daqui não se segue substância,
segue cena.
Não se prova o dono, prova-se o surgimento.
O cogito é bilhete de entrada, não escritura do terreno.


E se me pedem definibilidade, aponto o necrotério das narrativas:
o corpo já cessou, logo o relato pode fixá-lo.
No arquivo, sim, há estados;
na vida, há verbos.


Portanto, conduzo-te pelo corredor das palavras
até a célula onde "existo" queria trancar o ato.
Abro a porta pelo lado do uso e deixo o ar entrar:
o que havia ali era só o brilho do acontecimento.


Conclusão, escrita na água com letra firme:
penso, logo apareço.
Sou em ato, não como estado.
Cogito, ergo fluo.


– Daniel A. K. Müller

A imaginação voa longe, a quem almeja conquistar alguma coisa, seja ela adaptada ou construída do zero, passamos diversos momentos pensando no que vai ser o melhor para todos e acabamos descobrindo a espera. Que é saudável para a construção de um grande negócio.

Aprovação social compra-se com obediência. Inteligência conquista-se com distância.
Quem não compreende limita-se o padrão da maioria.
Na conformidade, refletir pouco e agir sem consciência.

⁠Eu sou um poema sem fim. E sem ter quem leia para criar fim.

Liana Ferraz
Um prefácio para Olívia Guerra. Rio de Janeiro: HarperCollins, 2023.

Dentro de quem acredita, o futuro já começa a nascer.