Quem
Depois do seu corpo,
a sua casa,
é o lugar mais sagrado,
que existe...
Cuidado, com quem e o que,
você leva para dentro,
da sua casa!
A grande questão não é voltar a ser o que éramos antes do tombo. Não. A sacada é entender quem a gente pode se tornar agora, depois de carregar as cicatrizes e passar pelos naufrágios. Olhar no espelho e não lamentar o que foi perdido, mas enxergar o que ainda dá pra construir. E quer saber? O sol volta. Sempre volta. A dor passa, o peso some e, sem perceber, você está rindo de novo, sentindo de novo, vivendo de novo. Porque é assim que funciona, meu caro: a gente cai, quebra, esfarela. Mas, no fim, levanta. E segue. Trincado ou remendado, mas segue.
Defende teu sonho com a garra de quem sabe
que o mundo é feito de muros,
mas o coração, de pontes.
Então, vai lá, se afasta do caos,
deixa a lista de "tenho que" pra lá por um tempo.
Viver é alinhar o teu mundo de dentro
com o mundo que você cria lá fora.
Ela é mais bonita
Mais gostosa
Mais nova que você
Quem vai querer uma mulher velha e feia como você?
Deixou ele como recado em sua caixa postal
A decisão
Quando tudo parece não está de acordo com o que desejamos.
Pensamos em desistir de quem amamos
Pensamos em ser o melhor caminho
Partir ...
Mas basta um olhar sincero e toque com carinho que todas as certezas já são incertas
Como viver sem aquele amor ? Como viver sem aquele cheiro dos lábios encostando em seu rosto?
Certamente eu estou presa e quero e preciso dessa prisão:porque uma coisa é óbvia meu amor é todo seu e você é a luz dos meus dias.
Quem engana quem escolheu viver só pra você, não vai te respeitar ou te amar.
Você sendo escolhida, você será a próxima vítima.
Zélia Gamel 💞
Amor você sabe o que é dormir abraçado ao seu próprio corpo? e saber que quem você ama o faz nesse momento mas no corpo de outra ?
Chora chora todos os dias de saudades desse alguém? E saber que você não significa nada pra ele e quanto machuca saber que não saída a ser esquece-lo não ter nenhuma outra opção.
Não você não sabe amor
Nada do que dizem sobre você é capaz de definir quem você é. Absolutamente nada. O que precisamos aprender é a olhar nossa bagagem com respeito, mesmo que ela esteja repleta de erros, equívocos ou escolhas questionáveis. É nossa responsabilidade dizer "não" a quem usa esses erros do passado para definir o que somos ou o que seremos. Aprender é um processo de construção que nunca termina. A vida sempre nos permite continuar seguindo, organizando o que precisa ser ajustado. Portanto, não se deixe abalar por quem não conhece sua história, suas dores, sua jornada, e não sabe o quanto você caminhou até aqui.
MANIFESTO DE QUEM TRABALHA PELO TODO
Por Diane Leite
Eu não trabalho para lados.
Eu não defendo bandeiras.
Eu não sirvo a partidos, nem a religiões.
Eu trabalho para o TODO.
Porque tudo o que divide, é controle.
E tudo o que é controle, é prisão.
Partido divide.
Religião afasta.
Ritos criam muros.
E eu sou ponte.
Não estou aqui para ser símbolo de grupo algum.
Estou aqui para ser canal de algo maior.
De algo que inclua e liberte.
Eu trabalho por inclusão, não por conveniência.
Pelo coletivo, não pela aprovação.
Pela verdade, mesmo que doa.
Pelo TODO, mesmo que custe.
Não me curvo à seletividade emocional.
Não me silencio por alinhamentos ideológicos.
Não me vendo por aceitação social.
Sou sensível.
Sou estrategista.
Sou mãe atípica.
Sou essência em movimento.
E o meu compromisso é com o que é justo, inteiro, verdadeiro.
Se uma árvore queima, eu grito.
Independente de quem esteja no poder.
Se alguém é excluído, eu acolho.
Independente de quem esteja aplaudindo.
Se algo dói no mundo,
é comigo também.
Eu não vim para agradar.
Eu vim para unir.
Carta de Cura (não enviada) – Para quem me feriu e eu ainda estendi a mão
Autoria: Diane Leite
Eu esperava de tudo, menos de você.
Justo você, que dividiu mesa, risadas, confidências.
Justo você, que conheceu minhas dores e ainda assim decidiu cutucá-las por trás.
Eu não precisava saber o que você falou — eu senti.
Mas mesmo ferida, eu não me curvei.
Eu me levantei.
E escolhi te lembrar, com educação e firmeza, de tudo o que já fiz por você.
Sem cobrar.
Só para que você mesma enxergasse que o que você está tentando destruir foi parte do que eu te dei com amor.
Eu não sou melhor por isso.
Mas sou maior.
Maior que a mágoa, maior que o ego, maior que a vontade de revidar.
Você me ensinou, sem saber, a ser mais forte.
E eu te ensinei, sem querer, que luz não se abafa com sombra.
Quando o Cuidado é um Abraço em Si
Autoria: Diane Leite
Há quem ache que ser firme é ser duro. Que ter razão exige calar o outro. Que posicionar-se é gritar mais alto. Mas há uma força muito mais rara — e muito mais corajosa: a de se manter gentil mesmo quando é preciso discordar.
Quando você escolhe falar com cuidado, mesmo diante da insegurança do outro, não é só o outro que está sendo acolhido. É aquela criança dentro de você — a que foi ignorada, desacreditada, mal compreendida — que está sendo finalmente ouvida.
É como se, ao falar com doçura com o mundo, você sussurrasse para sua alma: "Eu vejo você. Eu acredito em você. Eu te protejo agora."
E isso muda tudo.
Porque, no fundo, cada gesto de ternura é uma chance de reparar o passado — não só o seu, mas o de quem está diante de você também.
A gente não precisa diminuir ninguém para mostrar que tem valor. O erro das pessoas é achar que só há espaço para uma verdade. Mas o mundo é feito de muitos caminhos, muitos ritmos, muitas dores. Não somos ilhas. Somos pontes.
Precisamos uns dos outros para tudo. Para o pão na mesa, para o cuidado no hospital, para o sorriso no dia difícil, para chegar ao destino. Cada ser humano carrega uma peça do que sustenta a vida.
Por isso, respeitar o outro é respeitar a si. E se posicionar com amor é honrar não só a própria verdade, mas a dignidade de todos que cruzam o seu caminho.
No fim, quando você cuida do outro com gentileza, mesmo na divergência, você está, na verdade, cuidando da parte mais valiosa dentro de você: a sua integridade.
Hoje é um sábado qualquer. Ou não.
Talvez, para quem passa os olhos por essas palavras, seja só mais um sábado entre tantos.
Mas para mim, é o sábado em que eu reconheci — de forma lúcida, amorosa e irrevogável — o meu valor.
Entendi o meu tamanho. Entendi a minha mente. Entendi a mulher que habita em mim — inteira, complexa, vibrante.
Fui ensinada, como tantas de nós, a caber. A suavizar. A calar.
Mas hoje, com a alma limpa e o coração desperto, eu não aceito mais diminuir o que é grande por natureza.
Por muito tempo fui a melhor da sala, da turma, do curso.
E ainda assim permiti, por insegurança emocional ou por tentativas de pertencimento, que outros editassem minhas regras internas.
Hoje, essas regras são minhas novamente. E me pertencem com doçura e firmeza.
Não estou falando de beleza estética — isso o tempo leva.
Estou falando do que fica: da mente construída com livros, da psique forjada entre estudos e experiências, da emoção que pulsa com consistência e entrega.
Meu valor está no que vibra quando eu entro em um lugar. Está na minha consciência afetiva, na minha capacidade de sentir e de pensar ao mesmo tempo.
Porque sou o tipo de mulher que não finge não ver.
Sou o tipo de mulher que sente. Que pressente. Que interpreta o silêncio, o subtexto, os olhares que dizem o que a boca não teve coragem.
Que entende o comportamento afetivo de quem valida com gestos ou afasta com ausências.
E mais do que isso — sou o tipo de mulher que, mesmo quando ama, escolhe a si mesma.
A minha paixão é pelo que me expande.
A minha conexão é com o que vibra na mesma frequência: sensorial, intelectual, emocional.
A minha alma não cabe em caixinhas, nem aceita lugares em que precise se diminuir para ser aceita.
E é por isso que digo a você, mulher:
Se olhe. Se perceba. Se escute.
Entenda que ninguém é obrigado a te amar.
Mas você é, sim, responsável por se amar todos os dias.
Ninguém é obrigado a gostar do que você faz.
Mas você é, sim, responsável por reconhecer o poder do que faz nascer de você.
Escolha estar onde você é bem-vinda.
Escolha ficar onde há afeto verdadeiro, validação mútua, presença sincera.
E se precisar ir — vá com ternura, mas vá inteira.
Porque o mundo só muda quando nós, mulheres, paramos de nos moldar a ele…
E passamos a moldá-lo com o que somos.
Autoria: Diane Leite
Há quem chame de vício.
Eu chamo de fuga.
Fuga de si, dos abismos internos que não tiveram coragem de atravessar.
Vícios não são só substâncias — são pactos silenciosos com a autossabotagem, com personagens frágeis que fingem força, com sombras que cresceram demais porque receberam atenção demais.
Eu sei o que é isso.
Eu já estive ali: no precipício da compulsão, no limite entre o alívio momentâneo e a destruição silenciosa.
Mas um dia — e esse dia sempre chega para quem decide — eu olhei no espelho e entendi: ninguém virá me salvar.
Ou eu me levanto, ou viro pó.
Troquei minha compulsão pela escrita.
Pelas palavras que curam, pelas ideias que constroem, pelo trabalho que transforma.
Troquei o vazio pelo propósito.
E entendi, com a brutalidade da vida vivida, que ninguém me deve nada.
Quem me ama, fica.
Quem escolhe partir, que vá em paz.
Eu não imploro, não suplico, não me diminuo.
Aprendi que o outro só pode me ferir uma vez.
Depois disso, se continuo sangrando, o punhal já é meu.
Quem se agarra ao passado arrasta correntes.
Quem se liberta, voa.
E eu escolhi voar.
Deixo as pessoas livres para serem quem quiserem ser — mesmo que isso signifique escolherem não ser comigo.
Porque o amor verdadeiro não suplica: oferece.
E se não for recebido, segue inteiro.
No fim, quem mais precisa do meu amor sou eu mesma.
E esse amor, hoje, é inegociável.
Não carrego mais monstros — só cicatrizes que me lembram do quanto fui forte.
A vida não é sobre vencer todos os medos, mas sobre não deixar que eles decidam quem você vai ser.
E eu decidi:
Vou ser farol.
Não âncora.
Ilumino.
Mas não prendo.
Diane Leite
A Coragem Brutal de Renunciar
Autoria: Diane Leite
Há quem passe a vida na superfície: nadando em águas mornas, colecionando convites, embalado pelo coro uníssono das vozes que dizem o que fazer, como ser, quem amar.
Mas há quem um dia, em silêncio, desfaz o nó do pertencimento frágil. Rasga as vestes sociais, recolhe os excessos, e com as próprias mãos começa a cavar a terra escura do próprio ser.
A renúncia, então, não é ausência — é semeadura.
Os outros, à margem, observam e, incapazes de decifrar o rito, dizem: “está deprimido”. Não compreendem quem troca os salões iluminados pela escuridão fértil das cavernas interiores.
Enquanto eles se perdem em laços efêmeros, você finca raízes invisíveis, penetra camadas onde a luz social não alcança, mas onde o calor do fogo primordial pulsa.
Sim, é um processo solitário, árido, sem plateia nem aplauso. A psique sangra, o coração se despede da validação, a alma abre mão das distrações que anestesiam.
E então, na crueza desse deserto, você vê: aqueles que um dia se alimentaram da sua presença, mal se lembrarão do seu nome quando sua fonte cessar. São nômades afetivos, transitam de alma em alma, sem raízes, sem peso, sem memória.
Por isso, escolhe-se. Escolhe-se dar tudo, mas não aos que sugam e seguem; dá-se tudo ao tempo, ao legado, àquilo que permanece depois que o corpo se desfaz e a voz se cala.
O que se planta na escuridão brota quando a estação é outra. Não se antecipa colheita. Não se exige flor fora do tempo. Apenas se confia na dança secreta da germinação.
Não se trata de dinheiro, de fama, de medalhas efêmeras. Trata-se de um pacto com o eterno: erguer, com a força do próprio sacrifício, uma ponte invisível entre o que se é e o que ficará.
Na superfície, tudo é espuma que o vento dispersa. Mas nas profundezas… ali, onde poucos suportam mergulhar, jazem as pérolas que só o silêncio encontra.
Renunciar é, pois, um ato de brutal coragem: negar-se ao apelo do fácil, resistir à corrente do imediato, entregar-se à lapidação lenta e silenciosa da própria alma.
Não existe conexão autêntica sem antes diluir os laços falsos. Não existe amor real sem antes quebrar o espelho da ilusão. Não existe pertencimento profundo sem antes atravessar o exílio.
Se for para dar tudo, que seja para deixar uma rachadura na eternidade, um fio tênue que ligue sua existência a algo maior do que os aplausos e os nomes passageiros.
No fim, há apenas uma escolha: ser mais uma folha levada pelo vento ou ser raiz que rompe a pedra.
E você escolheu ser raiz.
Transbordar
Por Diane Leite
Aproveite o tempo com quem vibra com você,
Nem que seja consigo mesma, sem temer o porquê.
Estar só não é solidão, é se redescobrir,
Que você, sozinha, é inteira para existir.
Solidão é não saber abraçar a própria essência,
É esquecer que a felicidade mora na consciência.
Que tudo ao redor é reflexo do amor,
Que já habita em você, como o mais puro calor.
Transborde no que faz sua alma dançar,
No trabalho que ama, no riso a ecoar.
Na comida que traz memórias de infância,
Sabores simples, carregados de lembrança.
O dinheiro é caminho, mas nunca destino,
Pode levar, proteger, mas não é divino.
Sem abraço apertado, sem cafuné verdadeiro,
Tudo que brilha vira um vazio passageiro.
Quem seguraria sua mão se tudo sumisse?
Quem ficaria ao seu lado, mesmo que o chão ruísse?
O amor de alma preenche o que é essencial,
Faz do beijo um voo e do abraço, a paz universal.
Memórias afetivas, nem todo ouro pode comprar,
São feitas de perrengues, de risos a compartilhar.
Quem te amou quando você era só esperança?
Quem lutou ao seu lado, acreditando na dança?
A gratidão é a chave, o mais puro sentimento,
Reconhecer o amor genuíno é um alinhamento.
Quem ignora isso, com o coração empedrado,
Leva consigo um fardo pesado e amargurado.
No final, nada levamos deste mundo finito,
Só o amor que doamos e o bem que é infinito.
Deus observa quem vive com verdade e intenção,
E recompensa com paz quem segue o coração.
Então, viva com verdade, amor e gratidão,
O que importa é quem tocou sua alma e coração.
E ao orar pelos que escolheram caminhos tão frios,
Você transborda amor, vencendo seus desafios.
Amar Quem Não Sabe Ser Amado
Amar é um sonho que a vida nos conta,
Uma busca que o coração nunca desaponta.
Dos pais, dos amigos, dos laços primeiros,
Até o amor que nos toma por inteiro.
Ah, o amor, tão doce e tão voraz,
Ele nos eleva, nos traz a paz.
Depois, nos derruba, nos faz chorar,
E pensamos que sem ele, não dá para ficar.
Mas a vida ensina, a dor vira lição,
Descobrimos a força dentro do coração.
Sobrevivemos ao que parecia final,
E o amor renasce, mas de forma especial.
Amar alguém com medo de amar,
É caminhar num fio, é se desequilibrar.
É lutar contra sombras que vêm do passado,
E oferecer luz a quem vive no cerrado.
Mas há quem rejeite, quem não saiba acolher,
Quem veja no amor um fardo a temer.
E você, que ama com tanta verdade,
Se vê preso entre a dor e a saudade.
O amor é seu, é chama que aquece,
Mas amar sem retorno te enfraquece.
E então, com o tempo, você vai entender,
Que amar a si mesmo também é viver.
Guardar o amor em uma caixinha pequena,
Onde ele repousa, onde a alma serena.
Pois insistir em quem se recusa a enxergar,
É esquecer que também é preciso se amar.
Com empatia, escolha a si,
E permita que o outro encontre o que há de si.
O amor, eterno, no peito guardado,
Será sempre luz, nunca apagado.
Sou farinha do mesmo saco de quem me viu modificar com a idade, e transformou-se comigo, superando as dificuldades do caminho e prosseguindo lado a lado, compreendendo que ainda que os roteiros sejam distintos, permanece aquela linha invisível ligando os mundos...
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