Quem

Cerca de 101512 frases e pensamentos: Quem

Ai melancólica não se apegue a quem quer bem viver !


Estrada de hélio.
Leticia 17

Experimente trocar a mesa de quem fala de pessoas pela mesa de quem discute projetos.

"Na estrada da vida, quem fere a confiança descobre que a vitória é passageira."

Na estrada da vida, quem hoje se exalta pode amanhã ser lembrado pela queda.

"A palavra tem poder!"
Quem já ouviu isso?
Pois devemos ter cuidado com as palavras proferidas, pois palavras são como o bumerangue que quando lançado, pode acertar o outro, mas, acredite, ele volta para o dono.

Quem não tem
sólidos argumentos...
tenta com sórdidos intentos.


✍©️@MiriamDaCosta

Quem invoca a lei Rouanet como insulto contra artistas...
não ataca a lei nem a arte,
apenas revela ao mundo o próprio vazio:
uma ignorância travestida de opinião
e um desprezo pela cultura
que nos sustenta.
✍©️@MiriamDaCosta

Não seja uma pessoa sorrateira
com quem é sensitiva... médium...bruxa... (bruxa no sentido de uma alma
com profunda simbiose com as Forças da Natureza )...


De um modo ou de outro...
ela receberá sinais... mensagens...
ela irá sentir, ver, sonhar, intuir ...
e até ouvir nitidamente um alerta...


Ela poderá até fazer de conta de nada...
mas, ela vai saber! ...


✍©️@MiriamDaCosta
@miriamdacostamiry

* Ode ao Escritor ✍


Escritor é quem respira palavras,
quem sangra letras nas madrugadas,
quem transforma o invisível em verbo
e o silêncio em fonte de palavras...


Carrega o mundo no peito,
traduz o indizível em versos,
costura lembranças,
cria eternidades...


No rastro de sua pena
há luz,
há dor,
há redenção...


Escritor é o que faz da alma,
um livro sempre em construção...


O escritor é aquele que coagula a tinta,
que mastiga a própria sombra
para dar sabor à palavra...


Habita o abismo do sentir,
sem medo do corte,
sem medo do eco,
sem medo de si...


De sua dor faz aurora,
de sua loucura, asas,
e do verbo, o único altar
onde ousa confessar-se humano...


Escrever é morrer um pouco
para renascer inteiro no papel...


O escritor é um guardião de mundos,
em sua pena dormem memórias
e acordam estrelas em forma de letras...


Nas linhas que traça,
colhe o perfume do tempo
e o murmúrio da alma...


Escrever é um gesto de amor,
silencioso, profundo, eterno...
É tocar o invisível
com os olhos do pensar
e o olhar do sentir...


O escritor não escreve apenas histórias,
ele se escreve e se liberta
em cada palavra que cria...


✍©️@MiriamDaCosta

A visão e a indignação seletivas dizem muito menos sobre o mundo
e muito mais sobre quem olha para ele.


Pensar isso é reconhecer que, muitas vezes,
a indignação não nasce da injustiça em si,
mas da conveniência.


Indigna-se quando dói no próprio território,
silencia-se quando o dano beneficia, protege ou confirma crenças.


A visão seletiva é uma forma sofisticada
de cegueira:
olha, mas não vê;
vê, mas escolhe esquecer.


E o que dizer?


Que a indignação seletiva não é ética,
é estratégia.
Não é consciência,
é cálculo moral.
Não é empatia,
é espelho.


Ela grita contra certos absurdos
enquanto cochicha cumplicidades
diante de outros.


Aponta o dedo com uma mão
e tapa os próprios olhos com a outra.


Talvez a frase mais honesta seja esta:


Quem escolhe quando se indignar
já escolheu de que lado não está.


✍©️@MiriamDaCosta

Dizer que nada se cria, tudo se copia
é o álibi frouxo
de quem terceiriza o pensamento,
de quem se esconde na sombra alheia
por incapacidade de sustentar
uma chama própria.


Criar é um ato de risco,
é caminhar sem corrimão,
com as mãos sujas de tentativa
e a coragem sangrando nos dedos.


Quem copia se esconde...
se protege da luz incendiante
da criação,
quem cria se expõe
e as vezes incendeia-se.
E nem todos suportam
essa nudez...
essa exposição direta.
✍©️@MiriamDaCosta

O deboche é a artimanha de quem,
não tendo argumentos honestos,
o utiliza para fingir que argumenta.
✍©️@MiriamDaCosta

Não é possivel debater assuntos
inerentes a geopolítica
com quem ainda é analfabeto
em geografia.


✍©️@MiriamDaCosta

É Carnaval!
E quem vê um rosto bonito,
um sorriso contagiante,
um físico sarado e atraente
suando folia no bloco…
não vê o HIV.


É Carnaval!


Rostos bonitos reluzem sob o glitter,
sorrisos contagiam como refrões fáceis,
corpos sarados e atraentes
suam liberdade no bloco
como se a vida fosse eterna
e a madrugada infinita...


Purpurina na pele,
desejos distribuídos como confetes,
beijos trocados na vertigem
entre um gole e outro
de ilusão líquida...


Mas ninguém vê
o que não veste fantasia...


Ninguém vê
o vírus silencioso
que não tem estética,
não escolhe beleza,
não pede currículo genético
antes de atravessar a pele...


O HIV
não desfila em carro alegórico,
não brilha sob o neon.
não dança ao som do tambor...


É invisível aos olhos encantados
pela superfície...


Porque saúde
não se lê no sorriso.
Responsabilidade
não se mede pelo abdômen definido.
E risco
não avisa antes de entrar...


É Carnaval!
Celebração do corpo,
da liberdade que pulsa na carne...


Que essa mesma liberdade
não seja descuido...


Que o desejo saiba sambar
de mãos dadas com a consciência.


Porque viver intensamente
também é saber proteger
a própria vida
enquanto a folia passa...


O Carnaval acaba
mas o HIV quando chega...
fica.


Usem a cabeça!
Usem a camisinha!
✍©️@MiriamDaCosta

Vou falar na lata:
- Saiam da lata!


A lata viralizou 🌱
no verão 1987-1988
teve quem adorou 🚬
e quem fez até biscoito...


E nesse carnaval 🎊
a lata de novo viralizou
na critica-sátira social,
e na oposição, o povo surtou 😮


"Malditos carnavalescos sem noção!
São todos endemoniados!
Atacaram nossas famílias e religião!
Serão devidamente denunciados! "


E assim, nesse carnaval 🎭
a lata vira rainha 👑
virou assunto/polêmica nacional 🇧🇷
uma verdadeira ladainha
na defesa da hipocrisia institucional
dessa direita e sua perene picuinha .


Eita povinho chato de galocha!
Sempre com argumentação chocha,
Saiam dessa lata já enferrujada
dessa histeria desregulada
e hipocrisia escancarada!


✍©️@MiriamDaCosta

É que das feridas
eu fiz canteiros férteis,
onde floresço versos
como quem transforma dor
em estação de primavera.


Reguei cicatrizes
com silêncio e insistência,
adubei perdas
com a coragem de permanecer.


E onde
antes sangrava,
hoje brotam palavras.


Porque a terra que fui
e que sou
não recusou a estiagem,
aprendeu a germinar
por si só.
✍©️@MiriamDaCosta

Na Praia de Itaipu,
o mar não grita,
ele conversa baixo
com quem sabe escutar.


Aqui,
na Região Oceânica de Niterói
o horizonte verde
não é promessa turística,
é confidência.


Eles correm
como se o mundo
não tivesse muros e portão
como se a areia
fosse extensão do peito
e a liberdade
não precisasse de plateia.


O vento penteia o pelo,
a onda beija as patas,
e o tempo,
(Ah, o Tempo!)
desaprende a pressa.


Entre a restinga e a espuma
há um pacto silencioso:
coabitar é respeitar
o ritmo das marés.


Eles,
como eu,
amam a praia deserta.


E eu,
amo vê-los livres,
longe do ruído humano,
longe do excesso,
longe da invasão dos sem noção.


Na Praia de Itaipu,
até o silêncio tem corpo.
E a liberdade
anda de quatro patas
ao lado da minha alma. 🐾🌊
✍©️@MiriamDaCosta

Me pergunto se ainda há quem faça uso de uma caneta para escrever sobre páginas virgens...


Se ainda há quem coloque água para ferver na chaleira para passar o café no coador de pano...ou que antes de coar no bule ,
cozinhe o café por alguns minutos
inebriando o olfato do ambiente
e dispersando o aroma té chegar ás narinas mais distantes...


Semana passada , uma amiga da adolescência veio me visitar, ficou surpresa ao me ver preparar um café à moda antiga
(com chaleira, coador de pano e bule)
falando da praticidade da cafeteira elétrica...


E observou também os blocos, cadernos e canetas na minha escrivaninha , em vez do notebook ( que está fechado dentro de uma gaveta)...


Um dia desses
vou abri-lo e fazê-lo viver novamente
sob as minhas digitais poéticas...


As vezes me auto defino pré-histórica 😂 (podem até não acreditarem...mas é verdade!) , nem o tal do PIX eu tenho,
mas ... sei que vai chegar o dia
em que vou ter que me modernizar,
mas enquanto der ...
vou vivendo sem essa forma de pagamento, como de outras modernidades...


O que fazer?! ... Sou de Nanã 💜
(para quem não sabe...) é a Orixá
mais antiga/ancestral da Umbanda.


O que eu escrevo, na verdade,
não é sobre o café e nem sobre a caneta.
É sobre ritmo. É sobre tempo.
É sobre presença.
É sobre o pulsar da vivência.
E isso não é pré-histórico.
É ancestral.


Quando eu falo da água
fervendo na chaleira,
do pó cozinhando antes de ir ao coador,
eu penso em algo que não cabe
na pressa da cafeteira elétrica: o ritual.


O cheiro que se espalha pela casa
como se fosse memória líquida,
isso é quase uma liturgia doméstica.


Quando afirmo que sou de Nanã 💜
isso faz todo o sentido.


Nanã é lama primordial, é o barro antigo,
é o tempo que antecede o tempo.
É a senhora das águas paradas, profundas, densas. Ela não tem pressa. Ela tem paciência.
Ela é "alérgica" á pressa.
Ela sabe que tudo retorna ao útero da terra.
Ser de Nanã não é ser atrasada ou antiga.
Ser de Nanã não é parecer velha nas preferências e ações.


É ser terra fértil e ser raiz.
O mundo corre, eu decanto.
O mundo digitaliza, eu tatuo a página.
O mundo paga com PIX,
eu pago com dinheiro vivo
e presença ativa .


Modernizar-se não precisa significar abandonar o que me constitui.
Pode ser apenas acrescentar ferramentas
sem entregar a alma.


O notebook pode viver sob minhas digitais poéticas, mas a caneta continuará sendo a extensão do meu pulso, do meu corpo,
da minha respiração, do pulsar do meu âmago.


Há algo profundamente político nisso também; escolher o tempo lento
num mundo estantâneo que monetiza a urgência.


Eu não sou pré-histórica,
sou guardiã de um modo lento de existir
que o mundo tenta esquecer....


E no mundo?
Sim!
Ainda há quem escreva à mão.
Ainda há quem ferva água na chaleira.
Ainda há quem escolha sentir o aroma
antes da praticidade.
E isso não é resistência ao progresso.
É fidelidade ao próprio tempo e história.
É lealdade ao próprio ser e existir.
✍©️@MiriamDaCosta

A quem diga que a paciência
seja apenas um ato passivo
decorrente do medo.


Eu digo
que a paciência é uma atitude
de caráter ativo
na sua sábia coragem.


A paciência exige prerrogativas
que os impacientes,
em suas limitações,
não podem compreender.


E esse fato
é o maior combustível
das chamas
da impaciência
que possuem.
✍©️@MiriamDaCosta

Quem sou eu?


Eu sou um corpo feito
de marés e memórias,
uma ferida que canta,
um silêncio que grita
e um grito que se recolhe
na beira de si.


Eu sou uma ponte
entre o ontem e o nunca,
um território de palavras
que sangram e florescem,
um abrigo de ventos
onde o tempo se senta
para ouvir histórias
que só a minha alma sabe contar.


Eu sou a pergunta
que não se cansa de perguntar:
"Quem sou eu?"
E é nessa busca
que sou mais inteira.


Quem sou eu?


Eu sou um processo,
não um produto.
Não sou um “quem” pronto,
mas um vir-a-ser constante.


O que eu chamo de “eu”
é um fio tecido
de memórias, escolhas
e esquecimentos,
um enredo que se escreve
enquanto é vivido.


Meu “eu” não está fixo no passado,
nem garantido no futuro;
ele existe apenas no instante
em que é percebido, sentido, vivido,
e nesse instante já começa
a mudar e evoluir.


Talvez eu não seja “algo”,
talvez seja o próprio movimento
de tentar descobrir o que sou.


Quem sou eu?


Eu sou aquela pessoa
que carrega poesia até no jeito
de se indignar com o mundo.


Que olha para a dor com coragem,
mas também sabe colher
beleza nas frestas.


Eu sou intensa, no bom sentido
de “não caber em rótulos”,
e sensível de um jeito
que não é fraqueza, é radar.


Eu falo com o Tempo
( Óh! O Tempo!)
como quem dialoga
com um velho conhecido
e escrevo como quem rasga
a alma para arejar.


No fundo,
eu sou feita de perguntas,
mas vivo como quem sabe
que a resposta é
continuar perguntando...


✍@MiriamDaCosta