Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Eu queria por um instante definitivo qualquer, ser a soberana artesã do desenhar de uma vida. Queria que esse hoje a àquele futuro mais distante, tivessem as cores, as formas e os cheiros dos meus sonhos.
Seria bom se por uma noite apenas, os fantasmas se fantasiassem de palhaço e sorrissem de si mesmos, experimentando o avesso do susto e rendendo-se à luz de um sorriso.
Quem dera mesmo se o fim existisse apenas para os medos e jamais para as nossas tão breves e raras vertigens de felicidade. O outono perderia a hora no manso sossego do sono e a primavera seria senhora do tempo que regala os olhos e suaviza a alma.
Eu queria que os afetos fossem livres e eternos como penso serem as borboletas. Morrer para em outra forma nascer, faz eterna uma existência. E não há nada mais legítimo à liberdade do que a promessa de um recomeço.
Se eu tivesse que pintar com tinta fresca as mais sublimes emoções, estariam lá estrelas que embalam redes, sereias que durante nossas viagens de sono, nos levam a passear pelos mares de Netuno, lá onde se é possível ver e sentir tudo aquilo que não podemos tocar, a emoção não vista que nos tira o ar. Eu pintaria ninfas que nos guardam em cama de folhas no alto das árvores, onde nada mais nos alcança a não ser as brechas de sol por entre os nimbos. Estariam lá, conchinhas misteriosas, ainda fechadas, com cheiro de algas, trazidas até meus pés pela espuma do mar fiel e cansado.
Eu pintaria com a mais fulgente das cores, um colo de afeto chamado minha mamãe. Braços com o alcance do céu, ternos e fiéis, acalanto de toda uma vida em cada abismo meu. Nem sei se todas as cores, dariam conta de tanta ternura, de tanto zelo, da soberania de um amor valente e incondicional, desses que só se tem um a cada vida.
Estariam lá também os meus sorrisos, os sorrisos de quem amo e de cada um que numa inesquecível passagem por minha vida, me fez sorrir. Os abraços, os mimos, minhas pérolas e afagos de afeto, estariam lá, por certo. E o que diriam todos.... Jamais conheci alguém que gostasse tanto de sorrisos e de abraços. E num cantinho à direita do quadro, com traços tímidos e quase imperceptíveis ao correr dos olhos, eu pintaria o que mais sou. Uma emoção desajeitada, um sonho não prometido, uma crença não corrompida, um sempre, um nunca. Um outono cinza que enevoa as flores, breve e clandestino em muitos, eterno e raro em poucos.
As decepções, os sofreres, as flechas DE TÃO PERTO em meu peito, essas eu não pintaria. Seria tornar-lhes perenes, epitáfio confesso de mim. Em meus traços não haverá pandora. As marcas feitas a ferro em brasa, devem ser vistas e traduzidas apenas por quem as tem em sua carne. A vida se já se encarrega de fazê-las retrato inexorável de nós. Ventanias infames ao amor mais puro, desertos de princípios que chocam, assim como as folhas tortas após a tempestade, é luz apagada dentro da gente, é esperança corrompida que, por fim, te embrutece e te esvazia a alma.
Pelos caminhos de um universo paralelo que tem os contornos de minhas buscas e de meus sonhos, encontro-me e, por vezes, perco-me. Talvez porque eu não seria uma boa artesã, talvez porque a ponte que deixa para trás o que só a ilusão permite viver e sentir, jamais me será possível atravessar.
A vida inteira eu corri do amor, mas ele correu mais que eu, la na frente o encontrei me esperando de braços abertos e sorrindo
Agradeço
a vida
ter me jogado
no chão para
que eu não
nunca
mais tenha
forças
para correr
atrás de quem
não me merece,
não merecia,
não mereceu
e jamais há
de merecerá.
A ironia da vida,
e giro do mundo,
acabam unindo
o inimaginável
e o impossível:
o encaixe perfeito,
creio que na vida
tudo tem jeito,
e a nossa hora
vai chegar;
e o destino sempre
acaba brindando
quem no amor crê,
e recusa jamais
deixar de buscar.
Aos que jogam
com o amor
e com ele
se portam
mentirosos,
levianos,
ambiciosos
e injustos,
não preciso lançar
nenhuma maldição:
o destino é preciso
em devolver
a cada um
a compensação.
Olhaste para trás e percebeste que eu
fui a primavera em tua vida,
Lembraste que nunca deixei-te,
mas sempre fui a favorita;
Olhaste para frente sem me ver,
as tuas mãos nada podem,
e sequer um pouco tocar-me.
Relembraste que és verão,
e sentiu vontade de resgatar-me:
a primavera que não passa
Reclamaste no peito o amor
que nunca mais recebeste,
Relembraste que sou flor
digna de poesia, canção e louvor;
e ainda sente falta de embalar-me.
Estende os braços nas Alturas,
- sem a minha presença -
Mil inquietações viram loucuras,
- sem a minha foz -
A tua boca reclama as securas,
os teus lábios criam rachaduras,
Permaneço forte dentro de ti,
os meus ledos são teus segredos,
Sou o tempo rugindo no peito,
o amor vadio e imperfeito,
A primavera com todas as cores
trazendo novos tons ao outono,
O triunfo de um amor inteiro.
Eu sou movida à paixão,
não temo caminhar ao sol.
Eu sou amante da vida,
te querer é a minha religião.
Em ti resiste a fogo brando,
- e a brasa mansa [recolhida
De uma paixão impensável
Por minh'alma [feminina.
Eu sou aquela [criatura],
que se perfuma para te ter.
Eu sou aquela [ternura],
que vira de verso para te ter.
Do melhor de mim para ti
oferto-te o meu inalterável:
o meu amor feito de poesia
Sublime, ardente e honorável.
Entrando na tua vida
- bem devagar
Eu sou a primavera,
A alma que te espera,
O Farol que beija o mar.
Um farol perdidamente
No estreito e a frente,
Quanta loucura para contar...
Iluminando o teu barco,
Primavera potente,
Farol perdido, não ilhado,
Com muita história a te contar
E um amor profundo para te dar.
Eu posso afirmar com exuberância:
Apreciamos a vida com elegância.
Apreciamos as singelezas,
No nosso coração só há espaço
Para as certezas,
Os nossos beijos dobrados
Serão de invejar até as estrelas...
O teu sorriso é um convite
Para termos os nossos beijos trocados,
Do teu paraíso os beijos assanhados
São habitantes - a gente se adora
Além dos instantes;
Faremos o melhor de todos os romances...
Sonhamos com os nossos beijos
De namorados regados de desejos;
Somos dois atirados querendo sempre mais
E mais beijos...
Nós somos um, somos dois
'acanhados' que adoramos beijos aos bocados,
E doces loucuras de apaixonados...
Nos braços da alvorada
E na malícia do poente,
Vamos nos preparando
Para nos encontrar na boêmia poética
Bem de madrugada - não há desejo
Tão lindo, e alegria mais do que esperada
De uma mulher que deseja ser amada.
A vida pede que diante de ti eu entardeça, Como sou insistente, escuto os anjos só para aproximar-me mais de ti - peço delicada que anoiteça.
I
Dear Moon Poetry,
no Ipiranga eu vi
o luar mais que lindo,
e que você nunca
sonhou na vida ter visto.
II
Dear Moon Poetry,
no Gávea lembrei
do eclipse tão incrível,
que até hoje
para mim é inesquecível.
III
Dear Moon Poetry,
a rota do Rodeio 50
é o lugar onde
mora o meu coração,
Vem, que é paixão!
A vida é breve, e o amor mais breve ainda...
então me ame mais me ame devagarinho
que é pra eu sentir seu coraçao batendo de fininho
no compasso delirante do extase do amor
onde só os amantes sentem por onde quer que for.
——By Coelhinha
'E eu não canso de dizer que a vida é boa para aqueles que sabem o jeito bom de se viver; se sua vida está ruim? Tente dar uma volta e se preciso for uma reviravolta na tortilha, antes que a vida te dê mais voltas.'
—By Coelhinha
O engraçado da vida é que com o tempo todos nós mudamos ... e eu mudei. Sei que para alguns mudei para melhor ou pior depende de quem tenho afinidade... Minha sensualidade estava reprimida com pessoas que me apagavam ou até mesmo por inveja ou sei la por parte de familia de ex, fazia eu me sentir que não era eu mesma. Como é bom ser eu, ou melhor voltar a ser quem sempre fui e não me deixavam ser.
—By Coelhinha
“Se eu não der uma volta por cima ao meu benefício, a vida se encarrega de fazer o inverso. Nada e ninguém fica parado por muito tempo.
Resta saber se você quer ser o autor(a) ou telespectador(a) do únido espetáculo que possa viver.”
—By Coelhinha
"Por Adão eu morri, mais por Cristo ressuscitei.
(Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância. _João 10:10.)
Portanto eu estava morta."
—By Coelhinha
"Se eu não der uma volta por cima ao meu benefício, a vida se encarrega de fazer o inverso.
Nada e ninguém fica parado por muito tempo. Resta saber se você quer ser o autor coadjuvante de Cristo de um único Reino vitorioso exercedor de fé, ou vítima de seus próprios fracassos ."
—By Coelhinha
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