Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Breve deixarei este mundo, não porque desprezo o que tenho, mas porque anseio por quem me espera.
Minha maior herança não está nesta terra — está na glória com Cristo.
Por mais que eu ame esta vida… minha alma grita pelo céu.
Trecho do livro Lá em casa
Uma prisão sem fiança,
Desafio sem recompensa…
Que não me falte a presença
De quem tenho confiança;
Que não me doa a lembrança
De quando era diferente;
Eu sei que daqui pra frente
Ou eu morro, ou envelheço
E a velhice é o começo
Do fim da vida da gente.
(Savio Vinicius)
Não tenho pressa… Por ora, apenas permito-me compreender que encontrei, finalmente, o esconderijo desse tal de vazio.
MENINO DOS OLHOS LINDOS
Menino dos olhos lindos,
por que não olhas pra mim?
Não tenho a cor dos teus olhos
mas minha boca é de carmim...
Estes teus olhos bonitos
me causam grande euforia.
Não queres ver de pertinho
sua boca colada na minha?
Por isso na orla morena da praia calada e só,
Tenho a alma feita pequena, livre de mágoa e de dó;
Sonho sem quase já ser, perco sem nunca ter tido,
E comecei a morrer muito antes de ter vivido.
Sinto que já não tenho mais forças para lutar, que sorrateiramente os meus dias vão chegando ao fim. E tudo aquilo que tanto me esforcei para conseguir, de nada mais servem para mim.
O tempo me tirou pessoas em que eu amava, e aos poucos esse há de me consumir também, pode parecer estúpido, mais lhe digo com toda certeza que nunca estamos preparados para isso.
Faria qualquer coisa para voltar atrás e viver tudo novamente. Consertar todos os meus erros, fazer tudo aquilo que deveria ser feito e que por algum motivo, não fiz.
Somente quando se aproxima do fim é que compreendemos a fundo o quanto a vida passa depressa. Isso me faz olhar para trás e relembrar de todos os caminhos que optei por percorrer, e fico me perguntando como seria se eu tivesse mudado a direção.
Quão bom seria se tivéssemos uma vida para aprender e uma outra apenas para ser vivida, assim erraríamos bem menos, cientes de que o preço pago pelos nossos erros as vezes costuma ser caro de mais e nos faz perder aquilo que é de maior importância para nós.
Tenho me questionado, constantemente, se seria o tempo principal personagem em uma trama onde o final se resume a básicamente libertar-se de um sentimento ou se a maior parte disso provém de uma aceitação de nós mesmos em precisar nos vermos livres de algo que aos poucos, vai se tornando inalcançável aos nossos desejos.
Tenho me questionado se a dificuldade estaria em simplesmente não querer ou em entender que seja necessário.
Chega a ser difícil pensar em desistir de algo que apareceu do nada e que após um longo período evitando qualquer coisa similar a aquilo, era chegado o momento em que evitar já não era mais possível enquanto a vida se encarregava de tornar as coisas mais significativas e emocionantes. Algo único, mas que obviamente, gostaríamos que se repetisse quantas vezes fossem possíveis. Algo que estava ali, que ficou por pouco tempo, mas que estava ali e que não pensamos em nenhum momento que em alguns instantes seria apenas uma lembrança.
Tenho me questionado sobre a necessidade em mudar, em buscar pelas mudanças a cada dia. Em afrontar cada indicio de rotina e reduzir qualquer chance de se perder naquilo que em algum momento será o principal motivo de todas as nossas reclamações. A necessidade em entender todo e qualquer convite que a vida nos faz para viver algo novo, atentar-se a cada um dos sinais, até mesmo nos mais óbvios e irrelevantes ao primeiro olhar.
Tenho me questionado sobre desejar algo que constantemente habita os meus sonhos e pensamentos mas que eu sei estar se esvaindo da minha realidade. Algo que eu queira ter por mais tempo, mas que a mim talvez não mais pertença ou que de certo nunca pertenceu.
Tenho me questionado se realmente as coisas mais óbvias são as menos prováveis de se acontecer e se as experiencias mais interessantes são aquelas que vão ter menos duração.Mesmo com a intensidade que elas aconteçam, a sensação será sempre a de não querermos nunca que elas acabem. Ou que talvez elas acabem mesmo, sendo essa a ordem natural da vida, mas que ao menos elas durem tempo suficiente para que no exato momento em que se forem, o sentimento seja o de felicidade, não tristeza. Felicidade em ter vivido aquilo e ter absorvido tudo que de melhor aquele momento tinha para oferecer e não se sentir triste com a sensação mais certa de que ainda havia algo para acontecer. Que experiências assim possam perdurar entre os segundos e acabarem ,não pelos receios humanos ,mas sim pela eficiência da vida em saber a hora certa de vivermos outras.
No fundo tenho um desejo mórbido por sofrer, pois felicidade nada mais é do que o findar de um sofrimento, portanto, há pouco inconsciente, o q busco não é a felicidade pura e simplesmente e sim uma maneira de sofrer para alcançá-la sempre
Tenho pavor de gente que se faz de santa! Sabe aquelas pessoas que costumam dizer positivamente aquilo que lhe favorece e negativamente aquilo que prejudica os outros? Tenho verdadeiro horror à esse tipo de gente. Nada como poder errar, perder a direção, fazer suas próprias vontades, viver sua vida intensamente e da maneira que achar melhor sem precisar tentar prejudicar ninguém pra se sentir melhor do que os outros. Adoro poder olhar no espelho e ver que erro sim, sou torta sim... mas não "me faço" e sou feliz por ser assim. A pior coisa que se pode fazer não é cometer erros na sua própria vida e sim jogar erros na vida alheia pra encobrir os seus. Que cada um cuide de si, que cada um possa fazer suas escolhas e vivê-las sem se preocupar com a dos outros, sem cuidar da vida de ninguém e principalmente sem projetar em ninguém suas frustrações, suas vontades reprimidas e seus preconceitos. Que bom seria se cada um cuidasse do seu rabicó!
Tenho medo do que nunca vi
Do que nuca senti
Medo de chorar, de rir.
De ver, de ser, de querer ser.
Perco-me no nada, e insisto em
procurar.
O que nunca vi, nem senti.
Procuro o que nunca chora, nem rí.
O que nunca foi visto, nunca foi,
nunca quis ser.
O medo é meu pior inimigo?
Ou meu melhor amigo?
Às vezes tenho medo de tentar
E não conseguir.
Às vezes tenho medo de perder o que
me faz sorrir.
Sim, no fim, é a isso que tudo se
resume.
O medo é inicio, meio e fim.
É o que nos cega, o que nos da à
visão.
É o que nos faz ver onde não há
O que nos faz ver além do que há.
Não sou um príncipe. Não tenho castelo, nem carruagem. Mas não preciso de nada disso pra tratar bem uma mulher.
A CULPA FOI DO VENTO,
QUE NOS FEZ APROXIMAR
A CULPA AGORA É DA VONTADE
QUE TENHO DE TE BEIJAR
NUMA PAREDE DE GELO
EU ME FUI ENCOSTAR
ESPERANDO A TUA VONTADE
DE NELA ME EMPURRAR
PERGUNTASTE SE QUERIA COMPANHIA
FIQUEI SEM SABER COMO RESPONDER
RESOLVI DIZER COM IRONIA
FAZ AQUILO QUE TE APETECER
A CULPA FOI DO VENTO
QUE NOS FEZ APROXIMAR
A CULPA AGORA É DA VONTADE
QUE TENHO DE ME ENTREGAR
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