Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Quanto mais sobre este assunto eu ponho-me em reflexão, mais nítida torna-se a minha conclusão que aconselhar o que não fazemos, demonstrar indiferença ao que perdemos, dizer o que pessoalmente não diríamos ou fingir estarmos em momento de diversão totalmente felizes quando não estamos para chamar atenção, fingir sermos o que não somos ou termos o que não temos para obter aprovação social, fingir sentir o que não sentimos ou fingir estarmos no presente momento onde não estamos é o que agora chamamos de publicação
Nem a morte valeria
Hoje eu poderia morrer, morrer pra te punir
outrora já pensei que minha morte
seria também morte para ti.
contudo, agora não é bem assim,
creio que nunca fui tão importante
como erroneamente imaginei
não vejo mais paixão nos teus gestos
nem desespero em tuas reações
quando sofro a angústia mortal do abandono.
há um egoísmo cruel em tua liberdade recente
quando por amor te dei alforria
não tenho mais parte contigo em teu paraíso
nem no teu inferno.
e aquele encanto do amor da juventude
inexoravelmente se apagou
como estrelas na eternidade cósmica
no apogeu vigoroso do meu querer, da minha empatia,
hoje não somos nem metade do que fomos um dia
mesmo se poeta eu fosse, como Dante, jamais saberia
descrever a tua atroz indiferença em poesia.
Eu sou violento ao escrever, quando estou indignado, mas a minha caneta só emite tinta preta, não sangra.
Quem deve sangrar são os estúpidos fazendo força para entender o que digo..
EU PEÇO ARREGO
Eu peço arrego,
Por amor a Deus,
Perdoem a minha presunção
Por me achar maior que Nero
Um imperador moderno
Como dono do inferno
Quase pus fogo na nação.
Eu peço arrego,
Não quero outra opinião
Eu desisto de ser Deus
Não sou chefe,
Já me diz o cidadão
É povo quem decide
Quem escolhe como líder
Nesta grande procissão.
Eu peço arrego,
Tenho as mãos sujas de sangue
Sou culpado pela morte
De milhares de irmãos
Sou culpado,
Por fraudar creche e escola
Onde faltam luz e pão.
Por favor eu peço arrego
Não me levem pra prisão
Foi delírio, foi descaso
Foi engano, foi de fato a posição
Que fez subir tão alto
Não sou mito, sou falso arauto
Que propaga a falsidade
Junto com a corrupção.
Eu peço arrego,
Pois tenho medo
De ser vítima da revolta
De um povo engando
De ser morto no teatro
Onde ópera trágico-cômica do asfalto
Já tomou a direção.
Encantado eu sigo sem descanso
minha lira afinada só destoa
como Nero eu a quero e não alcanço.
Sua boca quando abre me desarma,
me acalma o seu canto de sereia.
Quero tudo que sair de tua alma,
teu perfume de nardo me embriaga
me afagae prende em tua teia.
**Se Eu Morresse Hoje**
Se eu morresse hoje, quem sentiria?
Minha mãe, com lágrimas que rasgam o tempo,
meus filhos, crescendo sem o calor das minhas mãos,
minha mulher, habitando noites longas e vazias,
dois ou três amigos, mais lentos no amanhecer da saudade.
E o mundo?
Seguiria, indiferente, como após a queda de uma folha.
Mas eu?
Eu sofreria o peso do inacabado:
poemas interrompidos, abraços que não dei,
a linha invisível que une início e fim,
cortada abruptamente.
Morrer hoje seria mais que ausência.
Seria um adeus ao que não vivi,
um vazio gritante do que não foi entregue.
E talvez, no último suspiro,
eu compreendesse que viver
é um texto sem fim,
escrito no escuro do tempo.
Minha Presunção
Na poesia e na escrita,
Se acaso eu tivesse uma meta,
Uma ambição insana,
Não seria superar Homero,
Nem Shakespeare, nem Cervantes.
São mitos e lendas,
E há sempre uma sombra de dúvida
Quanto a se existiram de fato.
Mas há um espírito,
Um poeta maior que Dante,
Que não se alcança facilmente.
Seu eco de loucura fascinante
Ecoa além dos sonhos ou delírios,
Um poeta que é a soma de todos eles.
Eu, se fosse poeta,
Ou quem sabe um louco,
Em meus devaneios,
Só almejaria uma coisa:
Escrever como um tal Fernando,
Um esquizofrênico consciente,
Que, em meio à solidão,
Se superou e deu vida a tanta gente.
Um homem que, fragmentado,
Se multiplicou em vozes e versos,
Fez de sua dor uma constelação,
E do vazio, um universo.
Se eu fosse poeta,
Ou então um sonhador perdido,
Minha presunção seria esta:
Ser digno de ser chamado
Uma sombra,
Um eco de Pessoa.
Meu erro
Eu tirei a armadura para te abraçar e sentir com a minha alma o seu calor inundando meu corpo... E você, me destruiu no meu engano, me derrotou no meu território: dentro do meu peito.
A única coisa que eu sei,
é que a minha ignorância
humana, é a medida
suficiente para saber, que eu
não sei absolutamente nada,
do que julgava saber.
Eu vejo muita gente,
Todavia não conheço ninguém.
Nem a minha sombra não sei de onde vem.
Quando tento me socializar, pareço que vim do além.
Nesta minha escuridão não há nada de ingratidão.
Não há ódio nem rancor.
Não há nada, senão o meu louvor.
Jiquiriçá, minha Jiquiriçá,
Linda é a tua história
A ti minha gratidão
Por aqui eu nascer.
132 anos de existência
Contados de várias maneiras
De todas as cidades do Brasil
Para quem te ama
Tu não és a última
Serás sempre a primeira.
Todos os dias eu aumento a minha coleção memorial palavras de sabedoria, lendo apenas com fé, alegria e santidade, a Palavra de Deus.
A minha sombra aparece todas as vezes que eu reconheço que Jesus é o Sol da justiça de Deus sobre a minha vida.
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