Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida

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Eu não sou o tipo de pessoa que guarda rancores.
Mas também não sou o tipo de pessoa que abraça as decepções.

Inserida por marjilaagostini

"Você está sóbria, mas as pessoas insistem em te embriagar.
Uma dose de estereótipos, alguns goles de "melhore, não está bom".
Por favor, não quero, não sirva, cansei.
Elas chegam com garrafas cheias e enchem o seu copo.
"por que você não muda isso?", "se eu fosse você mudaria aquilo".
Acho que vou vomitar. Não aguento tanta ignorância.
Por isso prefiro estar só e sã."

Inserida por marjilaagostini

"Não poderia eu, viver em meio a este pequeno globo terrestre, sem desejar a imensidão. Quero mais, quero além. Sendo eu, uma pessoa feita de sonhos, não poderia caminhar por este mesmo solo frio e sem vida. Voar, mas por onde? Se mesmo as nuvens fossem de algodão, poderia até deitar sobre elas e repousar. Dizem que devia ter calma, colocar os pés no chão e não desejar tão alto. Mas não seria eu se não sonhasse mais que o possível. "

Inserida por marjilaagostini

Éramos mais de um. Nunca estive só. Estávamos sempre em sintonia. Que seria de mim sem meu eu-lírico? Que graça teria uma vida sem que eu pudesse narrar, desenhar, interpretar? Estive em completa ilusão, em completa solidão até me encontrar em uma folha de papel. Pude então saber mais sobre mim. Pude mostrar mais sobre mim. Cá comigo, meus pensamentos, meus desejos, minhas invenções e uma insaciável vontade de escrever.

Inserida por marjilaagostini

Carta para você
Vou ser breve. Não vou gastar tempo com "olá” ou explicações. Você me conhece, ás vezes perco a paciência.
Não posso mais mudar. Se é que você me entende.
Essas roupas já não me cabem mais.
Eu já fui todas as pessoas que você queria que eu fosse, agora quero ser eu.
Cedi, cedi mais de mil vezes, e não é exagero.
Quero que me compreendas. A partir de agora, neste mesmo instante, eu vou voltar pro meu mundo. Vou colocar os meus pés de volta ao chão.
Ainda que te deseje perto de mim, cabe à você me aceitar incondicionalmente.
Ou soma ou some.
Vou gostar mais de mim sabe? Cansei do seu egoísmo. Cansei de agradar.
Que Deus me livre de me tornar uma pessoa egocêntrica, mas acho que o que eu peço é pouco. É o básico. Reciprocidade.
Então me despeço agora, deixando aqui o meu aviso. Sim, um aviso, não é uma pergunta, não é um pedido. E um grande beijo à você.

Inserida por marjilaagostini

Ai que vontade de sorrir mais alto, subir no salto, dançar ao som de um rock bom.

Inserida por marjilaagostini

Se você passa eu fico assim, sorrindo pra mim, contando os passos pra perto de ti.

Inserida por marjilaagostini

Tudo o que precisa saber de mim, é que intensidade é o meu sobrenome.

Inserida por marjilaagostini

Eu sei, eu perdi um pouco o sentido, eu desbotei feito tecido envelhecido. Mas dentro de mim ainda existe eu.

Inserida por marjilaagostini

Ás vezes criamos armaduras em nós mesmos e nem percebemos.

Inserida por marjilaagostini

Eu vou rir alto, eu vou chorar até inchar os olhos, eu vou surtar com algo bobo, logo depois me arrepender e pedir perdão. Eu vou amar verdadeiramente e me decepcionar também. Mas eu vou ser intensa, mesmo que isso me custe algumas dores, porque é quem eu sou. Sem tempo pra sentimentos fracos e mornos.

Inserida por marjilaagostini

É bem provável que você não seja aquilo que os outros vêem. Não cabe a você ficar tentando provar nada.

Inserida por marjilaagostini

Quanta injustiça em um mundo imperfeito. O ser humano como um todo, só poderá viver a essência do amor quando estiver em outra dimensão.

______Vida & Liberdade_
❤🌹

Inserida por marcelio912

Na escuridão quando nada pode com nitidez se ver, é quando muito pode com clareza se enxergar !

Inserida por ManolloFerreira

Caatinga
~ Conjuntura Ambiental ~


A Mata Branca…
À sombra da mais rubra flor amarela em brilho
Emana-se em vida ao proferir da época
Porquanto se quiseras verde estiveras cinza
De quando se fizeras cinza estiveras verde
Por consequente for do tempo estar
Revelando-se em essência o colorir em traço
À bruta pedra a se brotar em seiva
Implodindo em cores a ascender ao tom
Entoada na macambira, no umbuzeiro, no mulungu,
Na umburana, na catingueira, na faveleira, no umburuçu, na flor roseira do mandacaru,
Na carreira ligeira da cobra corredeira, do tatu, do teiú, do calango, do preá, do caititu, no voo rasante da coruja buraqueira, do carcará do nambu…
Do bem-te-vi,
Quem bem te quis te ver por lá…
Na caatinga a se pronunciar…
Bem-te-vi feliz por estar
Emoldurada num cenário de riqueza, força, vivacidade e beleza…!

Inserida por ManolloFerreira

O poeta não é frio, nem é quente
Não é bicho, nem é gente
Não é louco, nem normal
Não é singular, nem plural
... O poeta é o que ‘deverasmente’ sente.

Inserida por ManolloFerreira

Eu...!


Não sou tudo aquilo que algumas pessoas esperam encontrar em mim, mas sou tudo isso que acredito ser quem sou !

Inserida por ManolloFerreira

Meio Ambiente
~ Ofegante Por Viver ~


Raios de sol... Lua a cintilar...
No frio... Ao calor...
A fauna
A flora
Respira!
Biodiversidade
O vento... No ar...
A terra em água... Riachos... Rios... Ao mar
Animais
Vegetais
Micro
Macro
Ser vivo
Respira!
Ecossistema em existência
Num sopro do tempo inspira
A andar
A nadar
A voar
A rastejar
A vegetar
Na natureza em perseverança do não pra vida expirar
Num mundo por esperança a fecundar
A gerar
A criar
A plantar
A preservar
O meio ambiente
A respirar...

Inserida por ManolloFerreira

~ Brincando De Ser Criança ~

Brincando de sorrir,
De correr, de pular, de voar
Brincando de aprender
De fazer fazendo, de criar
Brincando de imaginar,
De desenhar a vida
De colorir o mundo
De se pintar
Brincando de faz de conta
Brincando de se contar
De viajar, de interpretar, de inventar.
Brincando de ser criança
Na brincadeira do brincar...

Inserida por ManolloFerreira

Um Enterro, E Um Defunto Que Nada Tem Para Se Lembrar...!


!... Um defunto bem arrumado, um caixão bem modelado, flores belas e perfumadas, velas em castiçais a flamejar... Chororô, um aperto de mão, um abraço de consolação... Consternação...!
... De boca em boca, surgem versões de como o defunto morreu... Foi assim... Foi assado... Foi de morte morrida... Foi de morte matada...
_ Era gente boa !
_ Era boa gente, mas...
... No agora descomedido vão da sala de estar, repousa o defunto, alheio a tudo e a todos: Aos pesares, aos choros, as preces, ao valor e modelo das vestes e do caixão, ao perfume e a beleza das flores em sua coloração, à luz e ao calor das velas em meio ao corpo falecido na escuridão... Forma-se um aglomerado, gente que entra, gente que sai, gente que junta, muita gente, sussurrando, chorando, rezando, ‘curiando’...
... O velório estende-se pela noite... Café, chá... Cachaça...!
Uma fogueira surge em apelação a uma reunião para quem da noite vai velar... Um gole de cachaça aqui, outro acolá, alguém conta uma piada... Risos... Mais alguns goles aqui, outros goles acolá, mais algumas piadas a se contar... Gargalhadas !... E um defunto sozinho, no descomedido vão da sala de estar, sem ninguém a contemplar...
... Dorme a noite, esvai-se o entusiasmo, esvazia-se a fogueira em fumaça e cinzas, surge o dia, e novos personagens chegam para a próxima cena encenar.
... Castiçais vazios, flores murchas, um defunto, um caixão, mais abraços de consolação... Consternação... !
De boca em boca, surgem versões de como o defunto morreu... Foi assim... Foi assado... Foi de morte morrida... Foi de morte matada...
_ Era gente boa !
_ Era boa gente, mas...
... Sai o enterro, segue o cortejo, de mão em mão é levado o caixão, rezas e choros sonorizam a tristeza, atraindo pessoas conhecidas do defunto, ou não. Seguindo em procissão, norteia-se o destino do desafortunado ao arrastar dos pés a poeira o chão.
À distância, um pequeno cemitério é de se ver: Cruzes e catacumbas a se elevarem em prece. Ao chegar, pronta já é de estar, uma cova cavada, sem o uso das mãos, sete palmos medidos sem medição...
De boca em boca, por mais uma vez, surgem versões de como morreu o defunto... Foi assim... Foi assado... Foi de morte morrida... Foi de morte matada...
_ Era gente boa !
_ Era boa gente, mas...
Um alvoroço se faz na última hora de o defunto enterrar... Era gente discutindo, era gente rezando, era gente chorando, era gente gritando, que o defunto errado estava, com a cabeça pra frente, com os pés pra trás, que dos pés se fazia a entrada, que dos pés também se fazia a saída... Era gente discutindo, era gente gritando, era gente rezando, era gente chorando, era gente enterrada, era gente enterrando, era gente morrendo, era gente vivendo... Foi-se um Enterro, E Um Defunto Que Nada Tem Para Se Lembrar.

Inserida por ManolloFerreira