Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida

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Eu não tenho medo de censura, mas morro de medo de burrice.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Eu jamais terei vergonha de ser brasileira porque não tenho vergonha de ter sido assaltada. A vergonha pertence ao delinquente, e não a vítima.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tarifa de Arte Postal

⁠Só não faço isso
porque poder e dinheiro
eu não tenho,
e se isso acontecesse
seria como sementes
de Pau-Brasil
espalhadas ao vento:

Ah! Se eu pudesse
enviaria poesia
e arte nos Correios
todo dia mesmo
que não chegasse
no destino final.

Juro que não faria
nenhuma queixa
porque estariam
cumprindo a missão
de se tornarem
utopia por toda
a parte de fazer
da arte e da poesia
ainda maiores
do que elas são.

Poesia e Arte
devem encontrar
sempre novas rotas
para que alcancem
as mãos generosas
dos meus irmãos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O verdejante Juvevê
acena como um poema
acariciado pelo vento,
Eu tenho pensado
em nós a todo momento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Você achou que
eu estava distraída,
Não tenho vocação
para ser iludida,
Perdeste a cabeça
quando achava que
comigo tudo podia,
Sou capaz de ver
até o quê não quero:
a própria Salomé
e flor do mistério.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Para você eu tenho
Canjica de Doce de Leite,
um pedido insistente
para Santo Antônio de Lisboa,
porque amor que é amor
não precisa de enfeite,
é só questão de cuidado
e carinho com o amor da gente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Meu pai morreu jovem,
não tive tempo
para conhecer o herói,
eu só tenho isso
para a memória
que foi compartilhado
pelos demais
e o apego à tradição campeira
do Rio Grande do Sul
no meu coração poético.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠De Olímpia do afamado
Festival Nacional do Folclore,
Daqui de Rodeio eu tenho notícia,
Tenho nas minhas letras
algo de poesia romântica e folclorista,
Sim, desta minha terra muito bonita
que é a Capital Estadual dos Trentinos
que pertence aos caminhos turísticos
do nosso Valeu Europeu Catarinense.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nesta linda Bahia
confesso ao Ipê-preto
um segredo de amor,
Eu sei que ao menos tenho
ele para me escutar
do mesmo que escrevo
os meus sentimentos
em Versos Intimistas
cheios de sonhos e desejos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se eu quiser escrevo qualquer estilo de poesia. Como eu só tenho compromisso comigo, eu escrevo aquilo que quero e me faz sentir confortável. Não detenho a palavra e tampouco a poesia. Querer ser poetisa absoluta eu considero obsessão. Quem me define como poetisa na verdade é o leitor. A poesia é uma maneira de resistir...

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No vigésimo quinto dia do ano em Rodeio

No vigésimo quinto dia do ano
em Rodeio, eu tenho na beleza
e no acolhimento deste belo
Médio Vale do Itajaí o sossego
perfeito e o espelho que devo
ser na vida mesmo quando
as circunstâncias não andam
correspondendo aquilo
que mereço e para mim desejo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Eu tenho a paz
dos Butiazeiros
carregados,
e as delícias
dos apaixonados.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Eu não tenho vergonha de escrever poesia, tenho vergonha do que o corretor do telefone faz comigo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tenho orgulho de ser brasileira e se eu nascesse de novo e de novo, pediria a Deus para voltar como brasileira. Nada o quê fazem contra o meu país desfaz o meu sentimento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Eu tenho noção que as minhas opiniões num mundo onde todos têm razão não fazem o menor sucesso.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Eu leio sobre tudo. Tenho amigos e contatos de todas as matizes de pensamento.
Porém, eu me declaro conservadora sem ser hipócrita e sem ser tirânica, ser conservadora é preservar os princípios básicos da convivência em sociedade de tal maneira que se permite interagir de maneira harmoniosa com variadas culturas.

Ser conservador é tudo menos ser mal educado, preconceituoso e hostil, mas infelizmente existem sempre aqueles que gostam de subverter os valores e os conceitos em prol da vaidade e do ego.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Testemunha daquilo
que eu não vi
ao mundo tenho que
fazer esse relato:
ecoou o som do
berimbau quebrado,
no chão o Moa
foi estirado por
causa das doze
facadas de um
sujeito autoritário.
Avança a violência
política programada,
só não vê a verdade
aquele que não quer:
avança o plano da
instalação de um
regime de exceção,
engulo a seco o meu
receio por ser mulher.
Implacável é a dor
pátria que sinto no
meu peito que ecoa
a indignação contra
os repressores dos
dois lados que com
ambas as retóricas
tornaram o diálogo
quase impossível
impedindo que o
povo unido encontre
o melhor caminho.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No meio das madrugadas
como esperasse notícias
eu tenho acordado
desde o dia vinte e quatro
de fevereiro quando
a Rússia invadiu a Ucrânia.

As notícias que espero
nunca mais irão chegar
porque não passam apenas
de um código genético
da memória que levo
nas veias de quem nunca
mais na vida vai voltar.

A sucessão de calúnias,
as mentiras e as chamas
do Porto de Mykolaiv,
falam muito sobre tudo
aquilo que deveria ter
sido detido desde o início.

O Batalhão e o povo
foram levados de Mariupol
para uma área ocupada,
e até agora ninguém mais
sabe de nada qual será
o resultado deste jogo,
e todos assistem no sofá.

Chamam de proteção
aos civis desocupar uma
área pela guerra ofendida,
mas eu chamo pelo nome
que deve ser dado porque
o povo foi é sequestrado.

As cartas que nos Correios
de Mariupol chegavam
elas nunca mais irão chegar
porque ali virou necrotério,
e quem foi sequestrado
provavelmente terá chance
na vida a liberdade voltar.

Muita gente não fingiu
que não viu que a mentira
imperial desde o início
foi criada para invadir,
torturar, roubar e matar,
e o tirano segue sem parar.

Não posso fechar meus
olhos, os meus ouvidos
e minha boca porque
em nome do respeito
da minha inteligência
não posso fingir que nada
disso e muito mais não vi.

Tive o meu eu interpelado
por um alguém que disse
deixe o inimigo forte
enfrentar o inimigo fraco,
prefiro é que esta guerra acabe
e voltem para o seu quadrado.

Não gosto de cultivar ódio
em qualquer circunstância,
quando a História é muito
ruim não há como contar
suavemente e se ninguém
parar aquele ordinário
qualquer um será invadido.

Luhansk, Donetsk, Kherson,
Simferopol, Sevastopol,
Severodonetsk e Irpin,
e tantas outras neste inferno
sem hora para ter fim
sendo muralhas da civilização.

Se o mundo vier a esquecer
escrevi o máximo que pude
para este capítulo não apagar,
e tudo o quê pude apreender
com este ensinamento duro
admito que cresci ao menos
para mais esta História recordar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As pessoas reclamam,
a irmã reclama,
Os amigos reclamam,
todo mundo reclama,
E eu que não tenho nada
a ver com a História também,
Devemos ser solidários
para o nosso próprio bem.

Enquanto reclamo fico
contando e recontando tepuis,
e assim tem sido desde
dois mil e dezoito pouco
depois da prisão injusta
que o General preso continua
passando por pelo aumento
de restrições ainda mais
fortes junto com outros
presos de consciência
em Fuerte Tiuna.

Ah, eu sou a voz da minha
Mãe que pela vida
do velho tupamaro e pelo
Esequibo também reclama,
Não se esqueçam disso,
dele que está passando
por greve de fome há mais
de vinte dias e com a vida
em perigo porque
a Justiça não dá ouvidos

O quê é de política é de política,
E o quê é de direito
de recuperação territorial
É de direito
de recuperação territorial;
Em vez de quedas de braço
inúteis já deveriam ter
feito a reconciliação nacional.

E no Yuruani-tepui
do Esequibo Venezuelano
os meus versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
(contando tudo isso e mais um pouco)
e nos outros onze tepuis habitam.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Do centro da roda do Bambelô
ouvi você batucando,
eu tenho certeza que é amor,
Meu bonito Zambê,
O Bambelô tem o DNA
do Coco e do Batuque,
E eu te quero sem censura
e sem nenhum truque;
Você vem sem eu precisar
chamar porque colado
no meu coração é o teu lugar.

Inserida por anna_flavia_schmitt