Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida

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O belo é o supérfluo, o que não tem o seu fim em si, a flor da vida.

A maioria dos biógrafos empenha-se em explicar a obra a partir da vida, quando o correto é exatamente o contrário: trata-se de explicar a vida a partir da obra.

O bem-estar na vida obtém-se com o aperfeiçoamento da convivência entre os homens.

A vida é pobre demais para não ser também imortal.

Se ficarmos reparando os defeitos das outras pessoas nunca iremos participar da vida, pois vamos nos contentar com as nossas desculpas.

Não sei como é a vida de um patife, nunca o fui; mas de a de um homem honesto é abominável.

Agimos como se o conforto e o luxo fossem os requerimentos principais da vida, quando tudo o que precisamos para nos fazer felizes é algo pelo que ser entusiástico.

Nós só vivemos contradições e para as contradições; a vida é tragédia e luta perpétua sem vitória e sem esperança de vitória; ela é contradição.

O que se aprende na juventude dura a vida inteira.

À medida que a vida e os anos nos maltratam, aprendemos finalmente a conhecer-nos. Mas, nessa altura, já não vale geralmente a pena estabelecer relações.

Sombra de árvore -
Até mesmo a companhia de uma borboleta
É karma de uma vida anterior.

O verdadeiro prazer da vida é viver com gente que nos seja inferior.

A amizade é o porto da vida.

A vida é prazer ou nada. Gozemos hoje, ninguém conhece o amanhã.

Todo o enigma da vida está fechado na cabeça de uma formiga.

Uma vida bem escrita é quase tão rara como uma bem vivida.

Você não conseguirá acrescentar uma única hora ao curso da sua vida por andar tão ansioso.

Com os seres vivos, parece que a natureza se exercita no artificialismo. A vida destila e filtra.

A vida é fictícia, as palavras perdem a realidade. E no entanto esta vida fictícia é a única que podemos suportar. Estamos aqui como peixes num aquário. E sentindo que há outra vida ao nosso lado, vamos até à cova sem dar por ela. Estamos aqui a matar o tempo.

O hábito é que me faz suportar a vida. Às vezes acordo com este grito: - A morte! A morte! - e debalde arredo o estúpido aguilhão. Choro sobre mim mesmo como sobre um sepulcro vazio. Oh! Como a vida pesa, como este único minuto com a morte pela eternidade pesa! Como a vida esplêndida é aborrecida e inútil! Não se passa nada, não se passa nada. Todos os dias dizemos as mesmas palavras, cumprimentamos com o mesmo sorriso e fazemos as mesmas mesuras. Petrificam-se os hábitos lentamente acumulados. O tempo mói: mói a ambição e o fel e torna as figuras grotescas.