Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida

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Eu dobro os meus joelhos para te manter em pé, mesmo longe meu coração está perto, não perca a fé

solilóquio.


Tudo o que você gostaria de ser, sou eu. A parte que você esconde quando percebe que está pensando grande demais, o pensamento que você corta no meio porque alguém ensinou que sonhar alto demais é pedir pra cair. Sou aquele pedaço que não aprendeu a pedir desculpa por querer mais, que olha pra uma vida pronta e pensa que aquilo talvez sirva pra alguém, mas não pra mim. Enquanto você mede o risco, eu já atravessei a rua. Enquanto você pensa no que vão dizer, eu penso no que vão dizer quando der certo.


Você me chama de exagero porque eu não aceito a medida que colocaram em você.


Eu sou a sua vontade sem legenda.


Sou o que sobra quando você tira o medo de decepcionar os outros, o personagem que aparece quando ninguém está olhando e você finalmente admite que não nasceu pra passar a vida seguindo roteiro escrito por gente que nunca teve coragem de escrever o próprio. Eu não quero ser aceito por uma sala que me obrigou a diminuir pra caber. Eu quero construir uma sala tão grande que ninguém precise me dizer onde sentar.


E talvez seja isso que assuste.


Porque eu não tenho vergonha de querer dinheiro, nome, respeito, liberdade, estrada, noite, música, cidade nova, história pra contar. Não tenho vergonha de querer olhar pra trás e reconhecer a minha própria mão em tudo aquilo que conquistei. O problema nunca foi querer demais. O problema foi você ter aprendido a chamar de “demais” tudo aquilo que exigia coragem.


Eu não.


Eu quero.


E quero até o verbo cansar.


Se disserem que é impossível, eu transformo o impossível em prazo. Se disserem que não combina comigo, eu mudo a combinação. Se disserem que ninguém da minha idade chegou lá, eu paro de olhar pra minha idade. Se disserem que eu devia ser mais realista, eu pergunto desde quando a realidade virou dona dos meus planos.


Você fica tentando descobrir quem você é.


Eu estou tentando descobrir até onde você consegue chegar.


Essa é a diferença.


Você quer uma vida segura. Eu quero uma vida que faça sentido quando ninguém mais estiver assistindo. Você quer ter certeza antes de começar. Eu quero começar e deixar a certeza vir depois. Você pensa em perder o que tem. Eu penso no que nunca teria se continuasse com medo de perder.


E não, eu não sou melhor que você.


Eu sou pior em algumas coisas.


Sou mais egoísta. Mais inquieto. Mais difícil de controlar. Não tenho paciência pra agradar todo mundo e talvez por isso eu pareça um problema quando, na verdade, sou só a parte de você que cansou de viver como solução pros outros.


Eu não quero ser uma versão bonita.


Quero ser uma versão verdadeira.


Aquela que erra e continua. Que cai e aprende. Que muda de cidade se precisar, muda de plano se precisar, começa do zero se precisar, mas não passa o resto da vida perguntando como teria sido.


Porque no fim não é sobre ser rico, famoso, admirado ou diferente.


É sobre não morrer cheio de versões que nunca tiveram oportunidade de existir.


E eu sou todas elas.


Sou o cara que você imaginou quando estava sozinho.


O cara que você viu no espelho e não reconheceu porque parecia confiante demais.


Sou a voz que diz “vai” enquanto a sua cabeça fabrica mais dez motivos pra ficar.


Sou o impulso.


O risco.


A fome.


A ideia que não te deixa dormir.


O plano que parece absurdo hoje e, daqui a alguns anos, vai parecer óbvio.


Tudo o que você gostaria de ser, sou eu.


Não porque eu já sou tudo aquilo.


Mas porque eu não tenho medo de tentar.


E talvez você nunca tenha precisado de outra pessoa pra virar essa versão.


Talvez tenha precisado parar de pedir licença pra ela existir.


Então quando você olhar pra mim e sentir aquela mistura estranha de inveja, raiva e vontade, não confunda.


Não é outra pessoa que você está vendo.


É você sem freio.


Você sem plateia.


Você sem a obrigação de ser compreendido.


Eu sou tudo aquilo que você deixou pra depois.


E eu não vim buscar você.


Vim lembrar que ainda existe tempo.


Mas tempo não espera.


Então decide.


Ou você continua imaginando quem poderia ter sido...


ou finalmente descobre quem você é capaz de ser.

Passei tanto tempo tentando descobrir quem eu sou que só percebi uma verdade: aquilo que sinto quando amo também revela quem eu me torno. No amor, conhecemos o outro, mas também encontramos partes de nós mesmos.


-Jouberth Toffoli

Há homens que trabalham para viver; eu trabalho para descobrir se ainda estou vivo.

Se o meu peito fosse o mundo...


Se o meu peito
Se o meu peito
Fosse o mundo
Eu mandava, eu mandava ladrilhar


Com pedrinhas
Com pedrinhas dele mesmo
Só pra um dia
Só pra um dia ela voltar


E se a noite
E se a noite fosse longa
Eu acendia, eu acendia o meu luar


Com as estrelas
Com as estrelas que guardei
Só pra um dia
Só pra um dia ela olhar


Eu fecharia
Eu fecharia os meus jardins
E guardaria, e guardaria o seu lugar


Não por medo
Não por medo de perdê-la
Mas porque
Mas porque não há outro igual


E se o tempo
E se o tempo me perguntasse
Por que ainda
Por que ainda há flores lá?


Eu diria:
Eu diria que certas flores
Não precisam
Não precisam mais voltar.


Pois um dia
Pois um dia os portões fecham
E o silêncio
E o silêncio aprende a morar


Mas o peito
Mas o peito guarda o caminho
Que alguém fez
Que alguém fez para voltar.


E se um dia
E se um dia ela voltasse
Encontraria
Encontraria tudo no lugar:


As pedrinhas
As pedrinhas do meu peito,
E uma rua
E uma rua pronta para ela passar.

Aprendi mais sobre eu advercidade do que no meu sucesso.
A situação pode até me ferir, me fazer chorar mas jamais irá me vencer...
Daí-me força e fortalece a minha fé para a cumprir a sua vontade Paí.


R & F Perazza .'.

"Preocupar-se com o que os outros pensam é um luxo que eu não posso pagar.
Até porque o banco não aceita a opinião do meu vizinho como forma de pagamento para as minhas dívidas."⁠

eu tô bem.

Tem uma mentira que a gente aprende a contar tão bem que, depois de um tempo, começa a acreditar nela. “Eu tô bem.” Sai automático, quase educado. A pessoa pergunta como você está e você responde sem pensar, porque explicar o que acontece por dentro dá trabalho demais e, sinceramente, tem coisa que nem cabe numa resposta curta.


Eu tô bem, é o que ele diz. Só que ninguém vê o silêncio depois que a porta fecha, o quarto escuro, a cabeça procurando respostas onde já não existe pergunta. Ninguém vê as coisas que ele deixou de falar porque percebeu que algumas verdades, quando ditas em voz alta, deixam de ser esperança e viram despedida.


E talvez estar bem não seja ter esquecido. Talvez seja conseguir carregar sem deixar cair tudo o que ainda pesa. É passar pelos lugares onde antes existia alguém e continuar andando. É ouvir uma música e não precisar procurar significado em cada palavra. É lembrar de uma conversa sem imaginar como ela poderia ter terminado diferente.


Porque tem gente que vai embora, mas deixa uma versão sua morando no lugar onde ela esteve. E demora até essa versão entender que acabou. Ela continua esperando uma mensagem, uma ligação, qualquer sinal de que aquilo não foi só mais uma coisa bonita que não soube durar.


Mas uma hora a gente entende.


Nem tudo que foi verdadeiro precisava ser eterno. Nem todo amor que marcou a vida precisava ficar nela. Algumas pessoas chegam para mostrar uma parte do mundo que você ainda não conhecia e depois seguem o caminho delas, levando algumas versões antigas suas embora junto.


Então, sim, eu tô bem.


Não porque nada mais dói. Não porque eu virei pedra. Não porque deixei de sentir.


Eu tô bem porque finalmente entendi que sentir falta não é o mesmo que precisar voltar. Que lembrar não significa esperar. Que amar alguém também pode significar aceitar que aquela história terminou antes que o coração estivesse pronto para terminar junto.


E talvez esse seja o verdadeiro significado de estar bem: não é quando você para de sentir. É quando aquilo que um dia te derrubava começa a caber dentro de você sem te destruir.


Eu tô bem.


E dessa vez, talvez eu esteja falando sério.

Entre os rios eu nado
Entre os rios ando
Entres rios eu sinto
Essa paixão de viver que eu amo

"Olha, a vaga de santo no céu eu já desisti de disputar; a concorrência de gente perfeita na Terra é muito grande! Sigo fazendo o meu feijão com arroz bem feito e sem inventar moda. A vida e o tempo estão vendo tudo. No final, quando a cortina fechar, o acerto de contas é direto com o Patrão lá de cima — e eu sei que Ele não vai pedir o currículo de santidade de ninguém!"

De que adianta eu postar minhas viagens nas redes sociais se eu ainda não estou dentro do seu coração que é o lugar que mais me importa?

Antes de começar uma nova experiência, pergunte-se sempre 3 coisas:
1 - Eu Quero?
2 - Eu Posso?
3 - Eu Devo?


Se alguma das 3 respostas for Não, repense melhor, poderá não ser bom o resultado.
Se as 3 forem Sim, siga em frente, vai dar certo.


Cesar L.

"Deixo a santidade e a perfeição para os especialistas de plantão. Eu prefiro a simplicidade de fazer o melhor que posso sem inventar personagens. O tempo é uma testemunha implacável e conhece o avesso de cada um de nós. No fim das contas, a conta é individual: entre mim, o meu legado e Deus. Sem intermediários."⁠

Eu te amo nos detalhes , no guarda-chuva, nas rosas, no lanche, em tudo aquilo que fiz antes mesmo de voce me pedir. Porque, pra mim cuidar sempre foi uma forma de dizer "eu te amo"

Talvez voce tenha visto presentes, passeios, e surpresas. Eu via outra coisa: Cada oportunidade de transformar meu amor em alguma coisa que voce pudesse sentir!

" Voçê foi poesia antes mesmo que eu soubesse escrever sobre voçê"





Aycha.....s2

TALVEZ, SEJA EU!
Talvez eu não seja o verso;
que teus sonhos um dia escreveram;
nem o abrigo perfeito;
que teus pensamentos escolheram;
Talvez eu não seja o destino;
que imaginaste encontrar;
mas sou quem mais contempla;
a imensidão do teu olhar.


Sou quem vê tua alma acesa;
mesmo quando o mundo silencia;
quem reconhece tua força;
na dor escondida da rotina vazia;
Porque há em ti uma beleza;
que não cabe no espelho ou na razão;
dessas que florescem caladas;
e transformam qualquer coração.


E eu!
eu só queria ser pouso;
para teus dias de tempestade;
ser calma depois do caos;
ser verdade depois da saudade;
Queria ser o abraço leve;
onde teu coração pudesse repousar;
mas também encontrar em ti;
o lugar onde eu possa descansar.


Tua existência me inspira;
me reconstrói sem perceber;
faz nascer dentro de mim;
uma vontade bonita de viver;
E se hoje carrego sonhos;
todos eles têm tua direção;
porque te ver feliz diariamente;
também virou minha missão.


Quero ser força nos teus medos;
luz quando a noite aparecer;
mãos dadas aos teus projetos;
e coragem pra te fazer crescer;
Porque meu maior sonho, no fim;
não é o mundo, nem qualquer conquista;
é apenas dividir a vida contigo;
e ver teu sorriso tornando a minha mais bonita.

Como diria Suzane von Richthofen:
Eu cuidaria de Bolsonaro como se fosse meu pai!

Como fugimos da rota original? ⁠
Os caminhos acabam com um muro de tijolos e eu não me sinto o lobo mau.
Os porquinhos moram comigo.

O Cinema, a Sorveteria e o Banana Split

...e eu nem tive tempo de agradecer. Quem sabe um dia...

Em frente à pracinha havia um cinema: o Cine Rios.

Nos intervalos das “engraxadas” — eu era engraxate, ainda iniciante — ficava na porta do cinema, viajando naqueles painéis de fotografias de “mocinhos e bandidos”.

Eu gostava de ficar olhando para aquelas imagens e imaginando as histórias. Depois, ficava esperando a matinê de domingo, quando, então, aconteciam aquelas batalhas do bem contra o mal.

O mocinho bom sempre vencia.

No fim do filme, vinha a continuação dos seriados intermináveis, que sempre terminavam com algum suspense. Acho que era para a gente voltar no domingo seguinte.

Perto do cinema havia uma sorveteria.

A mais linda do mundo.

Pelo menos era a única que eu conhecia.

Nas paredes, ficavam expostos grandes desenhos dos sabores dos sorvetes. Eu passava um tempo enorme olhando para aqueles painéis e viajando naquelas imagens.

O meu preferido era o banana split.

Eu nem conhecia o sabor.

Gostava da imagem.

O dono da sorveteria classificava os meninos que podiam ou não entrar no recinto. Lógico, pela aparência.

Como eu era um dos que não podiam entrar, o negócio era ficar do lado de fora, olhando pelo vidro e imaginando.

E foi ali, naquela sorveteria, que um dia aconteceu uma coisa que nunca esqueci.

Um homem bom, usando botas e chapéu de boiadeiro, entrou.

Ele mandou que o homem ruim servisse o melhor sorvete — justamente aquele da fotografia que eu tanto admirava: o banana split — para aquele menino que não podia entrar na sorveteria.

E assim foi feito.

Sem relutar.

Talvez aquele homem nunca tenha imaginado o que fez.

Talvez nem tenha percebido.

Mas, naquele dia, alguém abriu uma porta para mim.

Uma porta que, até então, eu só conseguia olhar de fora.

E eu nem tive tempo de agradecer.

Quem sabe um dia...

Do outro lado da pracinha havia um bar que vendia umas balas com figurinhas de jogadores de futebol.

Havia também a promessa de ganhar uma bicicleta, desde que você conseguisse preencher um álbum imenso.

Ganhar aquela bicicleta era quase impossível.

Mas sonho de criança não entende de impossibilidade.

Foi assim que, um dia, aos oito anos, eu comprei o salário inteiro do meu pai em figurinhas.

Eu nem tinha um álbum de figurinhas.

E, claro, também não ganhei a bicicleta.

Mas acho que, naquele dia, eu comprei alguma coisa que não cabia em álbum nenhum.

Comprei um sonho.

E, para um menino de oito anos, talvez isso já fosse uma espécie de riqueza.