Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
APOSTILA (11-4-1928)
Aproveitar o tempo!
Mas o que é o tempo, que eu o aproveite?
Aproveitar o tempo!
Nenhum dia sem linha...
O trabalho honesto e superior...
O trabalho à Virgílio, à Mílton...
Mas é tão difícil ser honesto ou superior!
É tão pouco provável ser Milton ou ser Virgílio!
Aproveitar o tempo!
Tirar da alma os bocados precisos - nem mais nem menos -
Para com eles juntar os cubos ajustados
Que fazem gravuras certas na história
(E estão certas também do lado de baixo que se não vê)...
Pôr as sensações em castelo de cartas, pobre China dos serões,
E os pensamentos em dominó, igual contra igual,
E a vontade em carambola difícil.
Imagens de jogos ou de paciências ou de passatempos -
Imagens da vida, imagens das vidas. Imagens da Vida.
Verbalismo...
Sim, verbalismo...
Aproveitar o tempo!
Não ter um minuto que o exame de consciência desconheça...
Não ter um acto indefinido nem factício...
Não ter um movimento desconforme com propósitos...
Boas maneiras da alma...
Elegância de persistir...
Aproveitar o tempo!
Meu coração está cansado como mendigo verdadeiro.
Meu cérebro está pronto como um fardo posto ao canto.
Meu canto (verbalismo!) está tal como está e é triste.
Aproveitar o tempo!
Desde que comecei a escrever passaram cinco minutos.
Aproveitei-os ou não?
Se não sei se os aproveitei, que saberei de outros minutos?!
(Passageira que viajaras tantas vezes no mesmo compartimento comigo
No comboio suburbano,
Chegaste a interessar-te por mim?
Aproveitei o tempo olhando para ti?
Qual foi o ritmo do nosso sossego no comboio andante?
Qual foi o entendimento que não chegámos a ter?
Qual foi a vida que houve nisto? Que foi isto a vida?)
Aproveitar o tempo!
Ah, deixem-me não aproveitar nada!
Nem tempo, nem ser, nem memórias de tempo ou de ser!...
Deixem-me ser uma folha de árvore, titilada por brisa,
A poeira de uma estrada involuntária e sozinha,
O vinco deixado na estrada pelas rodas enquanto não vêm outras,
O pião do garoto, que vai a parar,
E oscila, no mesmo movimento que o da alma,
E cai, como caem os deuses, no chão do Destino.
Viagem de um vencido
Noite. Cruzes na estrada. Aves com frio...
E, enquanto eu tropeçava sobre os paus,
A efígie apocalíptica do Caos
Dançava no meu cérebro sombrio!
O Céu estava horrivelmente preto
E as árvores magríssimas lembravam
Pontos de admiração que se admiravam
De ver passar ali meu esqueleto!
Sozinho, uivando hoffmânnicos dizeres,
Aprazia-me assim, na escuridão,
Mergulhar minha exótica visão
Na intimidade noumenal dos seres.
Eu procurava, com uma vela acesa,
O feto original, de onde decorrem
Todas essas moléculas que morrem
Nas transubstanciações da Natureza.
Mas o que meus sentidos apreendiam
Dentro da treva lúgubre, era só
O ocaso sistemático de pó,
Em que as formas humanas se sumiam!
Reboava, num ruidoso burburinho
Bruto, análogo ao peã de márcios brados,
A rebeldia dos meus pés danados
Nas pedras resignadas do caminho.
Sentia estar pisando com a planta ávida
Um povo de radículas em embriões
Prestes a rebentar, como vulcões,
Do ventre equatorial da terra grávida!
Dentro de mim, como num chão profundo,
Choravam, com soluços quase humanos,
Convulsionando Céus, almas e oceanos
As formas microscópicas do mundo!
Era a larva agarrada a absconsas landes,
Era o abjeto vibrião rudimentar
Na impotência angustiosa de falar,
No desespero de não serem grandes!
Vinha-me à boca, assim, na ânsia dos párias,
Como o protesto de uma raça invicta,
O brado emocionante de vindicta
Das sensibilidades solitárias!
A longanimidade e o vilipêndio,
A abstinência e a luxúria, o bem e o mal
Ardiam no meu Orco cerebral,
Numa crepitação própria de incêndio!
Em contraposição à paz funérea,
Doía profundamente no meu crânio
Esse funcionamento simultâneo
De todos os conflitos da matéria!
Eu, perdido no Cosmos, me tornara
A assembléia belígera malsã,
Onde Ormuzd guerreava com Arimã,
Na discórdia perpétua do sansara!
Já me fazia medo aquela viagem
A carregar pelas ladeiras tétricas,
Na óssea armação das vértebras simétricas
A angústia da biológica engrenagem!
No Céu, de onde se vê o Homem de rastros,
Brilhava, vingadora, a esclarecer
As manchas subjetivas do meu ser
A espionagem fatídica dos astros!
Sentinelas de espíritos e estradas,
Noite alta, com a sidérica lanterna,
Eles entravam todos na caverna
Das consciências humanas mais fechadas!
Ao castigo daquela rutilância,
Maior que o olhar que perseguiu Caim,
Cumpria-se afinal dentro de mim
O próprio sofrimento da Substância!
Como quem traz ao dorso muitas cartas
Eu sofria, ao colher simples gardênia,
A multiplicidade heterogênea
De sensações diversamente amargas.
Mas das árvores, frias como lousas,
Fluía, horrenda e monótona, uma voz
Tão grande, tão profunda, tão feroz
Que parecia vir da alma das cousas:
"Se todos os fenômenos complexos,
Desde a consciência à antítese dos sexos
Vêm de um dínamo fluídico de gás,
Se hoje, obscuro, amanhã píncaros galgas,
A humildade botânica das algas
De que grandeza não será capaz?!
Quem sabe, enquanto Deus, Jeová ou Siva
Oculta à tua força cognitiva
Fenomenalidades que hão de vir,
Se a contração que hoje produz o choro
Não há de ser no século vindouro
Um simples movimento para rir?!
Que espécies outras, do Equador aos pólos,
Na prisão milenária dos subsolos,
Rasgando avidamente o húmus malsão,
Não trabalham, com a febre mais bravia,
Para erguer, na ânsia cósmica, a Energia
À última etapa da objetivação?!
É inútil, pois, que, a espiar enigmas, entres
Na química genésica dos ventres,
Porque em todas as cousas, afinal,
Crânio, ovário, montanha, árvore, iceberg,
Tragicamente, diante do Homem, se ergue
a esfinge do Mistério Universal!
A própria força em que teu Ser se expande,
Para esconder-se nessa esfinge grande,
Deu-te (oh! Mistério que se não traduz!)
Neste astro ruim de tênebras e abrolhos
A efeméride orgânica dos olhos
E o simulacro atordoador da Lua!
Por isto, oh! filho dos terráqueos limos,
Nós, arvoredos desterrados, rimos
Das vãs diatribes com que aturdes o ar...
Rimos, isto é, choramos, porque, em suma,
Rir da desgraça que de ti ressuma
É quase a mesma coisa que chorar!"
Às vibrações daquele horrível carme
Meu dispêndio nervoso era tamanho
Que eu sentia no corpo um vácuo estranho
Como uma boca sôfrega a esvaziar-me!
Na avançada epiléptica dos medos
Cria ouvir, a escalar Céus e apogeus,
A voz cavernosíssima de Deus
Reproduzida pelos arvoredos!
Agora, astro decrépito, em destroços,
Eu, desgraçadamente magro, a erguer-me,
Tinha necessidade de esconder-me
Longe da espécie humana, com os meus ossos!
Restava apenas na minha alma bruta
Onde frutificara outrora o Amor
Uma volicional fome interior
De renúncia budística absoluta!
Porque, naquela noite de ânsia e inferno,
Eu fora, alheio ao mundanário ruído,
A maior expressão do homem vencido
Diante da sombra do Mistério Eterno!
Versos d’um exilado
Eu vou partir. Na límpida corrente
Rasga o batel o leito d’água fina
- Albatroz deslizando mansamente
Como se fosse vaporosa Ondina.
Exilado de ti, oh! Pátria! Ausente
Irei cantar a mágoa peregrina
Como canta o pastor a matutina
Trova d’amor, à luz do sol nascente!
Não mais virei talvez e, lá sozinho,
Hei de lembrar-me do meu pátrio ninho,
D’onde levo comigo a nostalgia
E esta lembrança que hoje me quebranta
E que eu levo hoje como a imagem santa
Dos sonhos todos que já tive um dia!
Pela janela do ônibus, eu vi a deusa do inverno chegando lentamente lá pelos lados do horizonte, semi encobrindo com os seus véus de névoa, os navios que aguardavam na barra como eu aguardo o aportar em melhores dias, que vislumbro através dos nevoeiros da minha ansiedade!
Eu sei que você se importa. Segue em frente, claro. Finge que não te incomoda. Sorri. Ri. Finge que se diverte, mas continua a doer, não continua? E não da pra fingir que a dor não te incomoda. Porque se dói, dói. E não para de doer enquanto a gente finge que não sente mais. Mas continua fingindo, ou então assume. Assume que dói e enfrenta a dor, porque um dia passa e você nem se lembra mais. Fingir dói mais, porque você sofre em dobro, sofre pra sorrir e sofre pra não chorar. Mas enquanto finge, você não demonstra que dói, e dói menos pro seu orgulho, porque orgulho todo mundo tem, e machuca bastante ter o seu ferido. Então levanta a cabeça, finge. Finge que você é bom em fingir.
Eu pensei que as coisas fossem especiais, os dias, eu imaginava que fosse acontecer algo diferente nesses últimos meses, mas eu estava errado, como sempre, nada acontece. As coisas são sempre normais, nesse jogo da vida de procurar, mas só encontra quem tem sorte, essas coisas que não são planejadas, elas simplismente acontecem, não tem motivos nem mágicas. Histórias, amores, paixões, vínculos e sentimentos, são apenas obras de nossas mentes, pessoas que vão embora e voltam, amores perdidos, desconfio que nada disso seja real, se for embora, foi, e se voltou, bom.. muito bom.. mas nada nem ninguém ajuda voce a fazer voltar, essa "ordem natural das coisas" talvez nao exista. Talvez o universo seja assim, se acontecer, aconteceu e se não aconteceu dane-se, o Universo nao liga, não está nem aí, ele só está lá, e os planetas continuam girando, as estrelas continuam brilhando, você acha que as coisas vão parar por suas lágrimas? por suas saudades? apague essas idéias de sua mente. As coisas são assim, não há nada de especial nem de fantástico, as coisas só acontecem por acontecer.
Eu quero a nossa foto em preto e branco, quero meu cabelo desarrumado, e o seu despenteado, quero uma tarde em um lugar tranquilo. Noites em claro, e filmes antigos.
Você me pediu para mim se afastar de você mas eu não consigo
eu sei que você gosta de mim você nem disfarça o seu jeito de me olhar você tem um jeito diferente de me tocar volta pra mim..
Tem horas que eu não quero continuar. Não, isto não é nenhum mimimi suicida. Eu só queria que as coisas ruins parassem de acontecer e gostaria de me sentir feliz como me senti aquela vez.
Eu a amei como jamais fui amada.
Sabe... Eu não aprendi o amor com ninguém, nunca tive um exemplo se que desse tal sentimento, no entanto eu soube dar o que não recebi, soube expressar, gritar, o que nunca ouvi.
Como uma garota mimada, tola, eu acabei me iludindo com esse tal: Felizes para sempre.
Logo eu que sempre planejei ser diferente, um tanto independente... Acabei por depender de Amor.
Dentre os meus maiores prazeres eu prefiro aquele que, sob a Lua cheia, o vento e uma taça de vinho branco, ponho os meus ouvidos nas melodias cantadas em latim e imagino como seria perfeito se você estivesse ali comigo.
Só vou te fazer uma pergunta
Você me ama?
Se você me ama eu sempre te amarei
Se você não me ama eu com esse amor, morrerei
Eu quero crescer. Juro, quero mesmo. Quero aprender línguas que não sei. Quero conhecer novas culturas, povos, lugares. Quero me desapegar do velho. Quero não me fechar para as mudanças e para o novo. Quero dar amor, afinal, é ele a grande essência da vida. Quero não acumular rancores nem alimentar mágoas. Quero aprender a me pedir desculpa. Quero abandonar algumas saudades. Quero aprender a conviver com o que não posso modificar. Quero me mover mais e mais e mudar o que está ao meu alcance. Quero pouco e quero muito. Quero nada e quero tudo. Quero esquecer o que precisa ser esquecido. Quero nunca deixar de sorrir. Quero aprender a descascar laranja. Quero perder o medo de trovão. Quero ir. E vir. Mas nunca, nunca mesmo, deixar de sentir. (Clarissa Côrrea)
Sem pressa. Sem virgulas. Sem ponto final. Sem brigas. Sem separação. Sem mágoa. Sem dor. Somente amor, por favor.
Sempre existe quem nunca vai te abandonar.
É isso. Que no final lá esteja escrito: ‘Ela viveu a vida que quis.’
“Muitas vezes, nada era dito ou feito, e nós não nos frustrávamos porque não esperávamos mesmo, realmente, nada.” ( Caio F. Abreu)
Por um milésimo de segundo eu fechei os olhos e sent
Eu sei, foi Deus quem deu você pra mim, e só Ele pode te tirar de mim. Deus me deu você, e pediu pra eu cuidar, pra eu amar… e eu sei que no momento certo Ele vai te querer de volta, pois do mesmo jeito que sentimos saudades quando perdemos alguém, Ele também sente… Espero que, quando isso acontecer, Ele me dê forças o suficiente para eu entender que você estará bem, ao lado Dele, e que agora Ele é que vai cuidar de você. Enquanto isso eu te amo intensamente, e agradeço à Deus por mais um dia com você na minha vida.
Para todas as pessoas que eu amo.
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