Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
O mistério das rosas
negras convidam
a pensar na vida,
nunca com elas
tive contato aqui
nesta América do Sul,
onde disseram que
o melhor amigo
de um líder em exílio
havia sido atropelado
por viatura militar,
e agora ninguém
mais sabe ou deseja
de fato confirmar.
Terra adorada
repletada de presos
de consciência,
desaparecidos
e notícias lançadas
para torná-la
antro de ofensas
e de divergencias,
não consigo prever
um destino melhor
se nestes vícios
houver persistência.
E percebendo cada
cena que se passa
neste continente,
construindo um
poemário de minha
total responsabilidade
e que o General não sabe:
por ele e pela tropa
venho pedindo
todo o dia a liberdade.
Tão precioso e raro
quanto marfim,
O nosso amor bravo
cruzou obstáculos
da vida e do tempo,
E hoje se confirma
o leal sentimento
que forte nos uniu,
e sempre se celebra.
A vida não para,
é fato que tudo
muda ou emuda,
e até em quem
nada deve
colocam uma culpa.
É poesia corrida
junto com o povo
fugindo das tanquetas
na Praça Itália,
e grito de socorro.
É corda de guitarra
pedindo para que
parem de matar
as nossas crianças,
e isso não é drama.
É ficar sem saber
quando chegará
a libertação
do General
que preso
não deveria estar
sem da tropa
jamais se olvidar.
É ter a consciência
que o que se passa
no Haiti no jornal
não vai passar,
e que há pouca
gente pelos quarenta
caídos se indignar.
Não vai mais
adiantar nessa
e em qualquer
outra vida
se esconder,
Muita gente
está a te observar;
Vão te capturar
da mesma forma
que escreveste
o teu currículo
com ouro negro:
A fortuna do povo
foi feita para
ninguém tocar.
Você e outros
ainda insistem
em mal usar
o nome do General
para se escudar,
Vejo desde longe
a guerra suja
e a manipulação.
O General ainda
continua preso
há poucos meses
de fazer dois anos
completos do dia
treze de março
que ele foi levado
injustamente
em plena reunião
ordeira e pacífica,
evidente tem sido
a falta de justiça
e de compaixão.
Por medo ou
cumplicidade,
Vejo muita
gente calada
neste tempo
que passa,
Posso nesta
vida muito
perto do que
é muito pouco.
Gradativamente
a imigração
vem fazendo
nova a sua vida.
E sem poder
fazer nada
nesta Pátria
protegida
pelo Condor,
Sei que há
um General
uma tropa
e o seu povo,
Todos vítimas
de mais de uma
prisão arbitrária.
Paulatinamente
a reivindicação
vem crescendo
todo o santo dia.
O General está
aprisionado
desde o dia
treze de março
do ano de dois
mil e dezoito,
De um hotel
ele foi levado
no meio a
uma reunião
pacífica;
Na Justiça
não ocorreu
audiência
preliminar
E mal deixaram
da saúde ele
se recuperar,
Só Deus mesmo
sabe como ele está.
Há um preso
que a irmã
idosa por
ele clama,
Não importa
o quê ocorreu
lá atrás,
A vida pede
é que todos
de uma vez
por todas
aprendam
olhar com
uma mirada
reconciliadora
lá para frente,
Espero em
Deus que
do coração
deste povo
jamais seja
apagada na
vida a chama.
Existe ainda
muita gente
para o mundo
nos dar conta,
e histórias
sobrenaturais
para a gente
se assombrar:
Um General
está com
câncer
na garganta,
E há gente
que finge não
se espantar.
Tem um preso
desaparecido
que todo
o dia a Mãe
pede para
não ficar
sozinha até
saber onde
o filho está,
Algo diz que
o coração
de Mãe no
fundo já
sabe qual
é a resposta.
Da Trindade
dos Generais
que estão
presos em
Fuerte Tiuna
não se sabe
quando irão
os libertar,
Clamo por
eles até
onde a voz
não se esgota
e a esperança
da mesma forma.
A vida do General
que foi preso
injustificadamente
no dia treze de março
em meio a uma
pacífica reunião
há mais de um
ano e meio
requer cuidado,
E até agora mais
nada sobre ele
nos foi noticiado,
E estes versos
ardem pelos abraços
não dados pelas
filhas no pai exausto.
Com as amazônicas
cinzas aqui deixo
o meu lamento
para que nada caia
no esquecimento,
Em mim dói um
continente inteiro
só de saber
o quê foi feito
com as minhas irmãs
que foram vítimas
de exploração
em Trinidad e Tobago.
Não generalizo
a culpa porque
ninguém pode
ser responsável
por aquilo que
não fez e nem
por aquilo que você
entendeu de errado:
Deixo claro que para
cada direito violado
haverá sempre um
lamento para que
o crime não
seja banalizado,
A vida Warao a cada
dia se encontra num
circuito mais delicado.
A Epifanía
que jamais
ninguém
na vida apaga,
É sinal que
nos impele
por quem sofre
nos sótãos,
calabouços
e com a privação
vivenciada
pela periferia.
O Império não
obterá vitória
seja por fogo
ou discórdia.
A minh'alma
poética como
um luciérnaga
insiste e busca
por notícias
dos Generais
que estão presos
injustamente
em Fuerte Tiuna.
Enquanto uns
desfilam egos
e afastando
a verdadeira paz.
Nos lábios está
o grito do povo
para que nos
SALVEM a VIDA
do último General
a cavalo preso
INJUSTAMENTE
desde o dia
treze de março
do ano passado
em meio a uma
pacífica reunião
por um grande
país pacificado.
A clarinetista moça
foi libertada sob a
triste condicional
de estar subjugada,
o crime dela só
foi desabafar
na hora errada,
e por sentir demais
por todos como
poeta não é difícil
imaginar que já
está proibida
a minha entrada.
Do General não
se sabe
mais nada,
tenho feito um
esforço tremendo
para que esse
silêncio não
deixe a minha
alma envenenada.
Dizem sem ver
há mais de dois
meses que em
GREVE DE FOME
ele se encontra,
e a inconformidade
de minha parte
tomou conta,
estou aborrecida
de uma maneira
que tu não fazes
idéia e nem conta.
A Pátria vizinha
não é segredo
para ninguém
que não é minha,
mas o hemisfério
também me é,
latino-americana
nasci, sou
e consciente
de que bendito
é o povo
que reinvidica
pela vida de
cada um de
seus guerreiros.
Fazendas invadidas
pela ELN colombiana,
o homem da terra
vai perdendo
na vida a confiança.
Com mais de poema
que tragam
notícias do General
preso injustamente
e a esperança
de ver a Nação
vizinha pacificada.
Até peito recobrar
o sonho de liberdade
é preciso perdoar
de verdade,
Para se reconciliar.
De povo para povo
sem arremedo
para quebrar
os grilhões do ego
e vencer o medo
do futuro,
É por isso que
me importo e escrevo.
Dizem sem provar
que no Inferno
de cinco letras
as amadas
estão presas,
Se foi intriga ou não,
por poesia aqui
estão na esperança
que alguém por
elas estenda a mão.
A pior ilha
que se pode
exilar alguém
nessa vida
é a da intriga.
Dizem histórias
sem nada provar,
quero ver
essa gente parar.
Desde a maldita
prisão sem
a verdade
esclarecida,
A cada dia
só vejo
o aumento
da injustiça.
Agora dizem
que levaram
o General
para La Orchila.
Meu bem,
a vida ensina
quem se permite
o discipulado,
e não se omite
de vivê-lo;
porém, existem
sempre aqueles
que não querem
o aprendizado,
e vivem julgando
sem consequência
e sem prova a tropa.
Não é suficiente
a complexa
exigência de
clareza necessária
na comunicação
direta porque
ela pede que
a mensagem
seja exata
como a tabuada.
Para que essa
insana rotina
não nos castigue:
deixo nas sagradas
mãos da poesia
que da linguagem
figurada se encarregue,
mas não esqueço
de se objetiva
ao dizer o sofrimento
que o General vem
passando na pele.
Ir ao quê interessa
levo como sempre
como regra absoluta
e excelência para
não deixar dissipar
o quê deve ser dito
em nome do que
sempre há o quê
comunicar quando
o bom senso falta,
e o quê é de verdade
se cala na multidão.
Um ano e um dia,
a luz vem sendo
restabelecida
assim como
a água,
a vida do povo
foi sabotada,
Ainda não
cessou a agonia,
por não ter
nenhuma notícia.
Há um povo que
não se entende:
conspirações,
agressões
e desaparecimentos,
não consigo
culpar o Governo
o tempo todo;
embora eu reconheça
que a emoção
me deixa fervente;
ademais cabe
as pessoas
aprenderem
a se controlar,
e os desafios superar.
Não sei como
se encontra
o General,
só sei que
a última
imagem era
de um homem
visivelmente
adoecido,
pois pela
grave injustiça
ele foi ferido
há um ano
e um dia
vítima de intriga,
não sei como
ele tem estado,
e nem sei
quem é o seu
novo advogado.
Versejar feito
de lama,
água, fogo
e luto,
tentando
entender
porque
nessa vida
ninguém
se previne.
Centenas
de almas
sacrificadas,
para lágrimas
ainda não
inventaram
barragens
de contenção.
Só sei que
dez estrelas
escapuliram
de várias
mãos;
dobraram
os sinos,
caiu a noite
e já não sei
mais o quê
escrever,
só sei que
o meu peito
não para de doer.
Nos terrenos baldios
da vida há muralhas
constantemente caindo.
Há quem não sossegue,
e vai lá no muro para
peticionar e escreve.
No chão caindo ou não,
sempre haverá gente
que vive sem coração.
As liberdades estão
ameaçadas e confirmadas
por prisões políticas
que seguem ignoradas.
Se você não consegue
entender a gravidade,
acha que tudo não passa
de poética bobagem:
não precisa discutir.
Cruze os teus braços,
aguarde pela tua vez,
quando ela chegar não
vai adiantar reclamar,
porque aqui não vou estar.
Uma vergonha
Que na vida
Não passarei:
É a de prestar
Continência
À bandeira
Do Império
Porque nasci
Descalça,
Brasileira
E ao poder
Não me
Agarrarei,
Na minha
Áurea tenho
O hemisfério.
Não repito
Lema do
Passado,
Não aplaudo
Quem entoa
Tão pesado
Fardo exaurido:
'Brasil ame-o
ou deixei-o',
Na minha
Alma tenho
O indígeno
E o mistério.
No meu peito
Está escrito
Com o brilho
Das estrelas
Do céu da Pátria,
Com o verde
Das matas,
Com o amarelo
Das nossas
Riquezas,
E com o
Amazônico
Azul do mar
Que com toda
A mística
Consigno:
Brasil ame-o
ou ame-o.
Força que há muito
Tempo na vida sabe
O quê é esta batalha,
Em cesta de palha
Se criou e cresceu.
Não é nenhum pouco
Uma 'cigarra' humana,
Pelos direitos reclama
De quem a ofendeu.
No barco não quer
Estar porque é sereia,
E nem aceitaria o seu
Bobo convite porque
Dele quer sobreviver.
Não foi correto o quê
Foi feito com ela,
Não haverá chance,
Não há mais lance.
Porque de longe ela
Não precisou largar
A mão de ninguém,
Sozinha se cuidou
E não vai embarcar.
Não aceita grosseria
Nem em alto tom,
Não se curva a tirania,
Não dança esse som.
Existem momentos
Na vida que não
Permitem que tudo
Seja a nossa maneira.
Liberta toda a poesia
Retida na alma llanera,
Retira os grilhões
Da gente prisioneira.
Sacode de si a poeira
Típica do poder,
Que afasta a gente
Que a ti lhe queira.
Revela a grandeza,
Busca na atitude
Reconciliada a tinta
Mais fina e dourada.
A tempestade passa,
Só não abra a mão
Da escrita honrada
Do teu nome
Na História da Pátria,
Fazendo livre
Toda e qualquer
CONSCIÊNCIA.
Não paro
o reclamo,
a liberdade
conclamo.
O injusto
contra o
General
que foi
da vida
retido,
por ele,
e por toda
a História
quieta
não fico.
O quê não
deveria ter
acontecido
que seja
resolvido
O guardião
anunciou
que a
liberdade
avança,
por ele
e pelos
que estão
na mesma
condição,
nutro a
esperança.
O voto que
o pesadelo
nunca mais
se repita foi
por mim na
História dito.
Passagem do Inverno
para a Primavera,
É o quê deveríamos
nos permitir sempre
que a vida nos exigir,
Ser a festa total
dos pastores
nômades
que se celebra,
Afastando sempre
que necessário
a escuridão,
Cumprindo sem cessar
a mensagem
da Ressurreição,
Abrindo a porta da prisão
para quem tem consciência
Ao eleito caminho voltar,
Não é segredo para ninguém
que o Cordeiro perfeito
Por mistério foi entregue,
para que os pequenos
ninguém mais os maltrate
ou os sobrecarregue.
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