Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida

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Aurora do Inverno

Em cada inverno, frio e fundo,
Há um broto em verde canto.
Sob o gelo, quieto o mundo,
Pulsa um coração de encanto.

Por trás do véu da noite escura,
Risos de luz se desvelam.
A aurora, doce e pura,
Com seus raios nos revelam.

Não há dor que não se acabe,
Nem noite que não termine.
A esperança é como um cravo
Fura o asfalto e nos redime.

Por mais densa que seja a sombra,
O sol nascente a desfaz.
A vida é sempre uma onda
Que retorna, leva e traz.
RPC 12/06/2025

Roberval Pedro Culpi

Amanhã,
quando aparecer a madrugadora aurora
de roseos dedos,
farei uma última libação
a essa terra
de largos caminhos.

Vixe!
É a soca da soca.
É a saideira no bar da Dri.
São 4h30min e a aurora de róseos dedos repousa.
Meus olhos faíscam.

Era noite.
O bóreas não soprava.
O céu de púrpura que estava
parecia uma aurora surreal.
Chovia estrelas.

A dor é como a noite que precede a aurora.
Sem a escuridão, o nascer do sol seria apenas rotina,
mas depois das trevas, cada raio de luz se torna milagre.
Assim é a alegria: ganha profundidade quando já provou da ausência,
brilha mais forte porque sabe o que é a sombra.

Dia


Fisga no peito o som da concha,
Serpenteia o ser na aurora.
Da fuga – desespero;
Da fisgada – refúgio;
Da penumbra – assombro;
Do escombro – reencontro.
Lá fora a chuva e o girassol
No olhar o brilho do sol
E todo um amarelo de náusea.
No óculos gotículas de lágrimas
E todo um papel vazio.
Sem poema,
Sem prosa…
O nada.

Nos dias de aurora, as noites são mais longas.

Entre espadas, corregos e estradas.
Noite perfeita no nosso país.
Somos iluminados, pela aurora,
Que outrora brilha além do mar

Quando chegamos ao fim da noite, encontramos sempre a aurora.

No Silêncio da Aurora

No silêncio que antecede a aurora,

Ou no murmúrio que a tarde implora,

Um coração se abre, sem receio,

Desvendando um mundo em doce anseio.



Flores desabrocham em cada linha,

Versos que dançam em leve carícia,

Emoções que pulsam num mar profundo,

Refletindo a alma, o belo, o mundo.



E quando a noite se aninha mansa

O céu se veste em pura harmonia

Nós olhos brilha a esperança

E a alma descansa... em calmaria

Última Dose de Ilusão
William Contraponto


No espelho trincado da aurora,
Risquei meu nome com batom vencido.
Cada verso é uma estrada que chora,
Cada amor, um contrato rompido.


Apaguei cigarros com promessas,
Tatuando no peito um talvez.
A vida servida em mãos avessas,
Brindando ao silêncio outra vez.


Fui poeta de bares esquecidos,
Dos que cantam verdades tortas.
Minha alma é um quarto sem ruídos
Com mil portas e todas mortas.


Já vendi meu relógio ao futuro
Pra não ter que explicar o passado.
Hoje ando com o tempo mais duro
E um coração quase penhorado.


Se menti foi por pura ternura,
Se fugi, foi da zona de guerra.
Mas há sempre uma certa amargura
Naquilo que a gente mais erra.


Não me espere com flores na mão,
Me receba com vinho barato.
Que eu ainda componho a canção
Que ninguém cantou no teatro.

Na aurora clara, o pássaro canta,
Seu peito vibra, a alma encanta.
Mas na gaiola, o som se esvai,
Um grito mudo que pelo vento se vai.


As asas pedem um céu azul,
O voo livre, do horizonte ao sul.
Cada grade é uma lágrima presa em si.
Roubam-lhe o sol, a natureza.


Liberdade é vida, é voar muito além,
Sentir o vento, o mundo também.
Que as gaiolas se abram, deixando todos partir
Pois o pássaro nasceram para voar e existir.”

São os homens como a relva que brota na aurora, germina e brota pela manhã, mas a tarde murcha e de noite seca.

⁠Procura-se....
a liberdade perdida na aurora do próprio descobrimento!!!

Um Canto na Aurora

⁠Um relâmpago no céu noturno
Ilumina o caminho inseguro,
Sob o tempo mais soturno
O pensamento teme o futuro.

A espera é pela manhã chegar
Para que tal apresente algum alívio,
A esperança está na tempestade cessar
E seguir sem nenhum sonívio.

O deleterio recôndito dispensado
Já não pode aludir e contagiar,
O pássaro da aurora despertado
Fez seu canto para o céu clarificar.

Todo pretérito acuou-se na soleira
Em resultado do interlúdio ambientado,
No tempo corrente não é coleira
Apesar de arquivo a ser consultado.

No lume abastecido de percepção
Uma presença é reconhecida,
É o pássaro auroral na recepção
Que canta dando boas vindas.

William Contraponto

Seu perfume invade a aurora, trazendo lembranças esquecidas, revivendo sonhos e emoções vividas. Pulsa desejos escondidos. Arde na aurora dos meus sonhos, refugiando-se no meu ser.

Não teima em resistir ao amanhã,
pois cada aurora é convite à transformação.
Deixa que a luz rompa as correntes da sombra,
abandona o peso do silêncio sem construção.


Melhorar é ato de coragem,
é sopro divino que não conhece pecado.
Liberta-te da prisão invisível,
abre as portas do coração ao inesperado.


Vem, deusa felicidade,
teu nome é chama que acende horizontes.
Trabalhemos juntos por dias mais claros,
longe das ruínas de um mundo arcaico e ferido.


O amor não conhece fronteiras,
não se curva a muralhas nem barreiras.
No porto, um barco nos chama,
com velas erguidas ao vento da esperança.


Vomos navegar sem rumo,
rumo à própria essência da alegria.
Sem bússola, sem capitão,
apenas o destino guiado pelo coração.


Deixa o barco nos levar,
onde o tempo se dissolve em paz,
onde o mar é espelho da eternidade,
e o amor é o único mapa que jamais se perde.
Estamos encontrando nós de nós para nós

Cada um de nós...

Ao romper do cordão umbilical, na aurora, sentimos pela primeira vez o sopro da vida.
Nós, olhos marejados entre abertos e quantas reflexões metafóricas aquele momento representa para nós, para a nossa vida, para nosso cerne, para nós como indivíduos. O romper com um vínculo onde estávamos nutridos, acolhidos, debruçados em um ambiente de paz, onde cada dia, mês, nos preparava para enfrentar tudo aqui fora.
E o dom da vida, sermos escolhidos por tamanha dádiva em partilhar deste plano. Onde se perde esse sentido? Onde falha nossa natureza genuína? Em que momento nos desviamos do caminho? E quando foi que nos perdemos de nós mesmos? Onde está cada um de nós? No nosso íntimo, estamos apenas vivendo ou sobrevivendo? Nutrindo dores ou amores?
Seres tomados pelo ego, pela empáfia, esquecendo a empatia e o acolhimento.
Do milagre da vida partimos para uma selva, para uma batalha por sobrevivência. Para tentarmos obter êxito em questões que muitas vezes, não há ganhador, para ferirmos a pele, para machucar a alma. Alimentados por uma batalha interna invisível, visceral.
Sem florear a existência apenas com promessas de momentos vindouros. Mas, em situações o caos instaurado a essência humana vai minando, drenando o pouco de humanidade que ainda nos resta.
Cabe e vale o entendimento do que somos, para que viemos e onde estamos. Nosso propósito é iluminar vidas, cada uma de forma única. Com a maturidade, e em um estado de espírito lógico, afugentando-se do que não agrega. Mesmo bombardeados de informações contrárias na atualidade.
Mesmo em meio ao ruído do mundo, ainda existe aquela essência que nos nutria no cordão umbilical: viver, sentir, amar, cuidar.
Bem-vindo à vida.


Por: Guilherme Teixeira

A Menina Vitória
No brilho dos olhos, traz a aurora,
Caminha com passos de quem sabe onde vai.
Pequena no tamanho, mas grande agora,
A menina Vitória nunca se retrai.
Seu nome é promessa de superação,
É riso que vence qualquer tempestade.
Leva a esperança em cada canção,
E vive a vida com pura verdade.
Não é só um nome, é o seu destino,
De conquistar mundos, de ser o que quiser.
No rastro que deixa esse ser tão divino,
A menina floresce e se faz mulher.
Que a força do nome te guie o caminho,
Com flores, abraços e muito carinho.
Pois em cada gesto, em cada memória,
Brilha o sucesso da menina Vitória.

A aurora da mente é poderosa, de cego pelas mentiras do mundo, o inválido passou a enxergar, pelas mãos e palavras do Grande Mestre (Jesus).
Ó Senhor de todo o conhecimento.