Que Saudade dos meus 15 anos
DEZ VEZES MAIS
Antes de te conhecer eu já te amava
hoje te amo dez vezes mais
nos meus sonhos eu já te buscava
hoje minha realidade tem amor voraz
por teu amor qualquer coisa eu faço
me atiro do abismo
porque sei que vou cair nos seus braços
o destino foi traçado pra nos dois
divido minha cama
do jeito que agente se amar
não deixamos nada pra depois
Antes de te conhecer eu já te amava
hoje te amo dez vezes mais
nos meus sonhos eu já te buscava
hoje minha realidade tem amor voraz.
Antônio Luis Compositor
30/07/2015
SOU NADA SEM DEUS
Ninguém funciona sem Deus #11;
só ele realiza os sonhos meus,
Deles nunca vou desistir
todo dia oro e peço a Jesus cuida da minha vida e conduz
Esses sonhos que eu tenho aqui
Se entregue aceita a Jesus
Só vive a verdade alegria e luz,#11;
Ele te transformar ele te quer
Ele te aceita se você quiser
basta usar a fé.#11;
basta usar a fé.#11;#11;
Sou nada sem Deus #11;
sou apenas um grão #11;
em meio a multidão,
Sou o pó da terra
Por isso poço chamar
Em te vou confiar
Sei que ele nunca erra
Só existe uma janela
Que conduz a vida eterna
Conheça esse caminho
Que é o nosso Jesus
Que não me andar sozinho.#11;#11;
Compositor Antonio Luis
Voz e violão Nelsinho
Eu sou mas o que sou ninguém se importa ou conhece,
Meus amigos desistiram de mim, como uma memória perdida.
Sou o consumidor das minhas próprias mágoas.
Elas ascendem e desaparecem em chão estéril,
como sombras em dores delirantes de um amor sufocado.
E ainda assim eu sou, eu vivo
Minhas decisões são demoradas porque eu nunca as tomo baseadas em emoções, mas quando meus sentimentos chegam ao um acordo com minha razão elas são sensatas e definitiva.
A minha biografia são minhas palavras, meus lábios dizem exatamente o que está registrado em meu livro de visita. Quer me conhecer? Observe tudo aquilo que eu digo. O meu sim é sim, o meu não é não...
Nossos sonhos não pode ser intermediados por ilusões ou fantasias. Se meus sonhos são utopias ou visões imaginárias eu não sei. Mas em meus devaneios, mesmo que eu ouça vozes contrarias, jamais deixarei de caminhar. Pois eu sou impulsionado por uma força chamada fé. É ela que torna meus sonhos reais.
[...] Que meu corpo sente e meus olhos falam o quão grande é esse amor que sinto por você...
Quando estamos conversando e juntos as horas voam ...
Queria poder parar o tempo pra que durasse pra sempre nossos momentos juntos...
Amo Amar Você Amor ...
" Talvez os meus erros, são os seus erros.
Mudar o nosso ponto de vista é a mudança que se faz necessária ..."
“Constelação não me bastava, eram duas as que brilhavam cintilantes sob meus olhos, mulheres de corpo e alma.”
“Acostumei-me à cínica banalidade da vida - meus olhos trêmulos vêem monstros em vestes angelicais, a maldição dos cegos apaixonados.”
“Na pintura, notei algo ainda mais cativante que as cores que embriagavam meus olhos, a ilimitada ingratidão humana.”
“Em meus olhos estarrecidos, assisti a este amor adormecido que, abraçou-me à sinestesia e, deixou minh'alma ao crivo, desta fria e nada amável poesia.”
"São as marcas da obesidade (...)" - Desprezo sussurrado lúgubre em meus ouvidos, e por fim, não mais cauterizada, a chaga desabrocha órfã, em silêncio.
Ressurreição
Naquela praça
Entreguei meus medos
Quietos
Em segredo
Esperei que me amasse
Amassado
Sem medo de perder a viagem
Oferecia-te tudo
O amor maior no mundo
Já não era dádiva dos deuses
(…)
Minha dor cativa
Logo
Tornou-se luto
E a carne
Já fria
Ganhou vida
Na igrejinha de São José.
Para Isac Silva do Nascimento, na Praça da Paróquia de São José;
Araraquara, 19 de novembro de 2021 (25 anos do autor).
Um dia de cada vez
A terra seca sob meus pés
não é menos dura que o peso do dia.
O corpo ainda aprende a habitar-se,
a não exigir mais do que pode,
a suportar o silêncio sem o entorpecimento do esquecimento,
a segurar o fruto da liberdade que insiste em escorrer pelos dedos.
Já fui campo sem cerca,
onde a ânsia galopava sem freio.
Uma chuva que não rega,
e apenas fere a raiz.
Hoje sou roça semeada
na paciência do tempo,
esperando que algo brote.
Há uma fome que não se vê,
uma sede que não é de água.
Elas gritam no calor do meio-dia,
na solidão dos olhos que evitam encontros.
Mas eu, com mãos calejadas,
mesmo após uma década,
aperto o arado do instante
e traço linhas que só o amanhã saberá decifrar.
Sei que as marcas do passado
não se dissolvem como o barro das unhas.
Elas permanecem, silenciosas.
Mas, enquanto o sol nasce,
me permito regar o presente.
Um dia de cada vez.
E isso, por agora, basta.
De como me inventei
Passei meus dias em meio às coisas miúdas.
Aprendi com as borboletas a carregar nas costas o mundo,
e com os pingos da chuva, a fazer serenata no chão.
A torneira aberta dos céus
jorrava horas inteiras de poesia,
e eu, menino sem bicicleta,
inventava que as palavras tinham rodas.
Brincava de crescer pelos olhos,
onde cabia o universo e um pé de grama.
Ensinava o absurdo a se acomodar no meu quintal:
uma pedra virava amiga,
uma nuvem, brincadeira de adivinhar.
Enaltecer os ordinários era meu jeito
de me desconhecer um pouco por dia.
As frustrações, eu punha no varal.
Torcia minhas tristezas até o último soluço
e pedia ao sol que secasse tudo antes da próxima chuva.
Porque a chuva sempre volta,
mas as tristezas, se bem secas, viram outra coisa:
lençol para embalar sonhos
ou sombra fresca para esquecer o calor.
Assim fui me criando,
com as faltas vestidas de beleza
e com os vazios repletos de poesia.
Nunca esperei o fim chegar,
porque quem vive de esperar
não interage com o presente,
nem cresce pelos olhos.
Escolhi viver assim:
de mãos dadas com o invisível,
sendo mais do que sou.
Ou sendo menos.
Afinal, quem precisa de muito
quando tem o céu inteiro dentro de si?
Manifesto analógico
Caminho ao contrário da pressa digital.
Meus pés fazem questão de tropeçar.
Gosto de esbarrar nos nomes,
perder o rosto e achá-lo na lembrança.
Lembrar os números e discar.
Deixar a voz ferver no ouvido sem acelerar o áudio.
Não quero que um robô faça o que minhas
mãos ainda tremem para fazer.
Escrever torto, borrar o caderno, errar sem a
opção de apagar.
Minha mente é ilógica, se perde no meio da
frase porque está ocupada sentindo.
Fora do trabalho, me divorciei do virtual.
Não confio o que amo às nuvens —
nuvens não sabem ficar.
Mudam de forma, trocam de nome,
desaparecem sem se despedir.
Voltei a imprimir memórias,
fazer backup na gaveta,
guardar fotos para que o tempo não as engula.
Escrever cartas com minha letra,
imprimir no texto minha personalidade.
Não tenho pressa de chegar a lugar algum.
Dificilmente chegarei ao dobro dos anos de hoje.
O destino já não me interessa tanto quanto o caminho.
Quero o que importa perto.
Quero ter rabiscos nas margens dos livros,
esperando o reencontro com minha versão mais ingênua.
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