Que Saudade dos meus 15 anos
SEM AMOR
Um dia, quando me ver passar nesse mundo
Todos esses que agora não enxergam
Os meus ais, as minhas lidas, que me restam,
Serei eu de amor notado e profundo?
No caminhar dessa estrada, sou moribundo
Que vagueia sussurrando aos que passam:
"Viram um velho sem amor e tão imundo
A suplicar os corações dos que não prezam?"
Não tem ninguém a responder nem a notar!
E eu me vejo a um reflexo murmurar:
Nesse caminho, dos meus ais, ninguém sorriu!
Já cansado, e a desistir da longa estrada
Vou sonhando pela longa madrugada
Sem quer notar o meu amor, que ninguém viu.
Pensar demais
Por que sempre penso em tudo?
Cada ação exige lógica, como se meus passos devessem seguir uma trilha invisível. Nunca há o vazio, nunca há silêncio. Sempre algo. Sempre ecos.
Perdi noites de sono, afogado em pensamentos que não me deixam partir.
Por que sempre penso em demasia?
Minha mente constrói labirintos, planeja possibilidades como quem tece uma teia infinita. Tenho uma memória afiada—e às vezes, isso é uma maldição.
Por que não posso ser só um cara normal?
Agir por agir, sem que algo me perturbe os sentidos, sem que cada palavra dita pareça um cálculo arriscado.
Falar com uma garota deveria ser simples, mas há sempre um nó na garganta, um peso invisível nos ombros.
Por que não sei o que fazer com o amor?
Sinto, e talvez sinta de volta—ou talvez queira sentir. Mas o medo vem primeiro, como um véu sobre a coragem.
O que dizer, onde ir, o que ela vai pensar?
Minha mente nunca dorme, sempre gira, sempre analisa.
E eu?
Eu só queria respirar sem pensar a cada suspiro.
Todos os meus sentimentos estavam em "equilíbrio", quando meu orgulho se sobrepôs, acabei perdendo meu amor. Achei não ser uma perda significativa no começo, mas com o tempo, que os sentimentos tentavam se equilibrar novamente, a perda do meu amor pesava cada vez mais. Eu contava mentiras para mim mesmo para amenizar a dor que eu sentia, mas só depois de ver com meus próprios olhos o meu amor, fui capaz de aceitar que te perdi.
Eterna Aflição
De quem herdei o dom, de ser poeta?
Herdei dos meus caminhos arredios
Todo poema que da humanidade resta
Fragmentado em profundos versos vazios…
Herdei dos meus antepassados os arrepios!
Herdei das gerações dos deuses da guerra
Toda derrota e desgraça da face da Terra,
As ameaças obscuras e os cruéis calafrios…
Ó arte sublime do sentimento de amor,
Se és poesia, por que herdaste a dor,
Dissimulada no meu sereno sorriso??!!
Herdei da minha infância uma esperança!
Herdei do meu mundinho de criança
Um semblante de paz de um paraíso!!
Perdido no caminho não estou
Deus abriu os meus olhos e falou:
A Verdade prevalecerá
Renascido no Espírito Santo estás!
Tudo o que me comprometo a fazer é um currículo vivo de quem eu sou. Assim, meus passos sempre serão um rastro inquestionável do que, para mim, significa sucesso.
Os lábios da noite
Os lábios da noite beijaram meus sonhos, sussurrando carinhos. Com o batom da saudade escrevi poesia, desnudando desejos. Na aurora da paixão abri meu coração, deixando ir embora a sofrível solidão...
Élcio José Martins
Como um pássaro que voa por natureza,
meus versos vêm a mim com destreza,
palavras que são fortes em pureza.
Amor que pulsa e arde em minha alma,
fruto da mente, nascido de uma calma,
sonhos florescem, guardados como palma.
Sol que fez a terra fértil e nos aquece,
esse tempo de primavera, o frio esquece,
amores antigos, lembranças aqui aparecem.
Título: Atrelei a ela.
Os meus gostos, atrelei a ela,
mas quando o ódio veio, não pude mais usá-los.
Cada um trazia uma memória,
seria como reviver algo já enterrado.
Ao usá-los, era como cavar o que já não falávamos,
ressuscitando algo que nem sequer buscávamos.
Reanimando amores que já estavam apagados,
o melhor seria esquecer do passado.
"Se meus olhos tiirassem fotografias, e todas elas seriam sobre você.
Decorei teu sorriso de lado, de cima, pra baixo.
Fiz molduras com teu abraço.
Pintei quadros com teus beijos..
Desenhei uma vida inteira com teus desejos.
Se meus olhos pudessem tirar fotografias…
Ahh amor...
Já gravei você por toda a minha vida."
Meus pais me ensinaram a ser gente boa com todos, respeitar, ser leal e nunca mentir.
A vida vem e diz:
"Seja tão somente recíproco",
ou vai só se lascar.
Ambos têm razão, mas a vida tem me
seduzido mais, a cada dia!
VERSOS MARGINAIS
Meus versos não servem para você
Sujeito seco
Para olhos mudos
E coração sem júbilo
Se não és maleável
Não leia meus pensamentos
Porque meus versos derretem.
Porque a vida não é apenas viver
Eu não preciso métrica nem rima
Ou notas retilíneas
Para compor meu poema
Porque andar sempre em linha reta
Se perde nas curvaturas da vida.
prejuízos, aprendizados, liras ouvidas enquanto
meus ouvidos lhe ouviam e guardavam palavras de amor.
Me disseram que quem ama mente
mas se o amor é uma mentira então queimem minhas
poesias, como queimei as suas no dia em que tu me
fez um merda, de repente.
Eu queria que as ondas sonoras das palavras que você falou não chegassem nos meus ouvidos.
Não me prendo ao que esta geração chama de "normal". Escolho honrar meus pais, permanecer firme na fé e espalhar amor, como Deus ensina. Meu propósito é guiar, servir e resgatar vidas, até o fim de meus dias.
Fecho os olhos
Tudo esquecido
Numa terra
Distante dos meus sonhos
De vontades e intenções
Tudo perdido
Num lugar
Distante de mim
Uma viagem sem volta
Num amor sem fim
Que abraça a alma
Na poesia da vida.
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