Que meus Pes me Levem

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O Que Me Faltou
A vida passou diante dos meus olhos
como um trem que nunca esperei pegar.
Eu estava ocupada demais
cuidando, sustentando, sendo porto
para todos que precisavam ancorar.
Disseram que vivi plenamente,
que fiz o que quis,
que eu devia ser grata.
Mas ninguém viu
o silêncio que ficou em mim
quando o aplauso acabou.
Há um cansaço que não vem do corpo,
vem da alma que sempre se doou
e raramente foi escolhida.
Um vazio sem nome,
essa falta que não grita,
mas dói.
Nunca me senti amada —
não de verdade.
Sempre havia uma explicação,
um motivo justo,
uma história bem contada
para a ausência do afeto.
E eu segui.
Mesmo faltando.
Mesmo tentando entender.
Mesmo sorrindo para não incomodar.
Sigo…
com essa coragem silenciosa
de quem aprendeu a viver
sem receber o que mais desejava:
um amor que ficasse.

— Zeni Muniz

Senhor,
Trago-Te os meus sonhos amarrotados...
Não para que Tu os alises, mas para que me ensines a alisar!

Não há coisa mais derrotante na vida e terrível aos meus olhos... do que o abuso a idosos e a crianças de qualquer tamanho.

"Deus disse haja luz e houve, meus amados irmãos, servimos a um Deus que está acima de tudo e tem tudo sob controle em suas mãos."

Meus olhos cevam-se
enquanto devoro palavras.


Ler é nutrir a alma
faminta de sentido
num mundo que a esquece
à míngua.
✍©️@MiriamDaCosta

⁠Meus maiores mestres em minha vida, me ensinaram pouca coisa mas de forma instigante e visionaria, semearam em meu espirito e em minha mente, uma avida curiosidade para que eu fosse buscar conceitos e ir aprender mais sobre o assunto. Parece me que os verdadeiros mestres não dão as respostas exatas mas ensinam o aprendiz, a busca-las e responde-las.

“Deus, eu te peço misericórdia pelos meus atos.
Que minhas palavras não sejam armas, mas pontes.
Livra-me da mentira que nasce do ego e do silêncio que foge da verdade.
Que eu fale quando for para curar,
cale quando for para não ferir,
e que a verdade que sair da minha boca venha temperada com amor.


Não permita que eu use a fé para julgar,
nem a razão para machucar.
Endireita meus caminhos, corrige minhas intenções
e faz de mim alguém que reflita a Tua luz
não só no que diz, mas principalmente no que vive. Amém.”

Deus é meu melhor amigo.
É com Ele que falo das minhas tristezas, dos meus amores e das minhas dores.
Quando componho, é o primeiro a ouvir.
Em silêncio, Ele me fortalece e caminha comigo em tudo o que luto para construir.

Oxalá que os meus inimigos soubessem que eu estou orando por eles, para que ainda em vida, Deus os torne Seus amigos.

No palito se derrete o picolé; na cruz, os meus pecados.

Eu desejo a morte, a morte dos meus pecados,
porque se eu viver com eles, serei condenado.

Com meus olhos valorizo a vida, com minha fé valorizo
a minha alma e com Cristo, valorizo a minha salvação.

A LIVRARIA SARAIVA É LOGO ALI!


Durante mais de duas décadas em São Paulo, um dos meus refúgios preferidos era a Livraria Saraiva da Avenida Paulista. Não era apenas um passeio: era um lugar onde eu respirava melhor. Gostava especialmente dos dias de lançamento. Caminhava entre estantes, observava o movimento, sentava de longe e ficava olhando os escritores assinando livros, dedicando palavras, recebendo leitores. Aquilo me parecia grandioso, quase mágico. Eu me sentia parte daquele cenário, mas apenas como espectador. Para mim, estar do outro lado da mesa ainda era um sonho distante.
O mundo girou, o sonho mudou de lugar e em 2013, voltei para Carlópolis.
Logo nesse retorno, fui presenteado com um momento inesquecível: o lançamento do livro “Os Pioneiros”, da escritora Dona Helena Ribeiro de Proença, mais conhecida como: minha mãe. Ver sua obra escrita a mão aos 84 anos ganhar forma pública, reunir pessoas e provocar emoções, foi um marco.
Ali, algo mudou dentro de mim.
Pela primeira vez, aquele sonho de ser escritor começou a parecer possível.
Então, minhas histórias deixaram o silêncio da mente e ganharam corpo na insistência diária da escrita. Houve muito estudo, leituras vorazes, dois livros por mês.
Até que, após cinco anos, parecia tudo pronto. Mas não estava. Veio a pandemia, o tempo suspenso, o medo, mais três anos de espera e reescritas.
Enfim, em 2024, “A Saga dos Cataventos – O Mal Nunca Dorme” estava impresso. Veio a noite do lançamento: taças erguidas, amigos reunidos, abraços demorados, páginas autografadas, flashes e encontros, digno dos lançamentos na editora Saraiva. O mesmo encanto, mas em outra dimensão, outro universo.
Ao olhar para o meu livro pronto, vi um universo se abrindo e entendi que não bastava escrever: era preciso abrir caminhos. Do meu auto¬lançamento nasceu a Editora Café Literário, nada mais que um caminho para textos que pediam luz. Em um ano, vieram dois frutos: Devaneio – Um passeio pelos sentidos, de Lu Barone, e Ecos – O som das emoções, de Maria Rita de Oliveira Bezerra. Obras incríveis, delicadas, profundas, que falam do que mora dentro. Junto com os livros vieram mais noites de lançamentos, mais lágrimas sinceras e a certeza de que a literatura, quando partilhada, se multiplica.
Ao capitanear essas noites incríveis, vendo a alegria vibrando nos rostos, as celebrações, os discursos embargados, senti que havia algo maior ali. Pesquisei nos grupos de escritores que freqüento e descobri que em toda a região, as noites com o brilho e o glamour dos grandes centros, só existe em Carlópolis. Um luxo raro, íntimo, impossível de medir. Um gesto de amor à literatura. Um orgulho para a nossa cidade que não tem preço.
Sim, ainda há pouco incentivo e muito silêncio.
Mesmo assim, diante de telas que hipnotizam e da descrença que se espalha, a Editora Café Literário segue firme.
A parte boa é que em 2026 teremos mais lançamentos, mais noites de encontros, mais celebrações, mais abraços, mais historias compartilhadas.
Confesso: ainda somos poucos, quase invisíveis, porém intensos.
Enquanto a pressa governa e a falta de cultura se multiplica, escolhemos o gesto lento da palavra, o calor do abraço e a permanência da literatura.
Se um dia busquei encanto entre prateleiras famosas, hoje sei: criamos aqui o nosso próprio templo dos livros, a nossa própria Livraria Saraiva, viva, próxima e cheia de histórias.

Meus sonhos se enrolam como fios de lã mal tricotados. Às vezes puxo um fio e desfaz tudo que fiz. Outras, consigo transformar em manta para me cobrir. A habilidade é saber quando parar de puxar. E aprender a tricotar com as mãos que tenho.

ORGANIZAÇÕES MARGINAIS

A violência dos meus olhos parece ser nada de mais
Eu entendo o terror que afasta meu sonho
Um dia sou feito de perdão
No outro sou feito de aço

Tudo depende de onde estou
Desde sempre armado até os dentes
Porque eu tenho voz
Porque vivo entre esse ódio contra a minha paz
-
Enquanto você fala do efeito perigoso que essa vida tem
Eu lhe mostro o caminho da corrupção
Num pais para poucos cidadãos

Antes mesmo de nascer sou considerado um individuo qualquer
O feitiço do Estado está na cor da pele
Então faço minha lei contra as grades confessionais
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Do paraíso ao inferno, seja bem-vindo ao Rio de Janeiro
Terra das organizações marginais
Do inferno ao paraíso, seja bem-vido ao Rio de Janeiro
Fronteira das organizações marginais
Do paraíso ao inferno, seja bem-vindo ao Rio de Janeiro
Inferno das organizações marginais
Do inferno ao paraíso, seja bem-vido ao Rio de Janeiro
Paraíso das organizações marginais
-
O surto absoluto
Enquanto posso ouvir um jovem gritar
O asfalto é quente e estou acima de 50 graus
Desperdiçando minha vida pelo sucesso de não existir
Como tantos outros iguais a mim
Nos destruímos em nome de algum poder
-
Cada lágrima nas sombras da morte
São diamantes na lama
Não espere a luz através da escuridão
A fé que enganamos pertence ao velório de alguém
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Talvez, jovens demais para morrer
Velhos demais para viver
O crime é sua cicatriz...
Nessa guerra para bandidos e policiais
-
Do paraíso ao inferno, seja bem-vindo ao Rio de Janeiro
Terra das organizações marginais
Do inferno ao paraíso, seja bem-vido ao Rio de Janeiro
Fronteira das organizações marginais
Do paraíso ao inferno, seja bem-vindo ao Rio de Janeiro
Inferno das organizações marginais
Do inferno ao paraíso, seja bem-vido ao Rio de Janeiro
Paraíso das organizações marginais

® Carlos Alberto Blanc

A linha de chegada
O coração ofegante a cada passo.
A estrada cada vez mais pequena aos meus olhos, foscos.
Tanto para frente quanto para trás.
Não importa a direção que se olha
Quando tem que se medir a distância.
Um centímetro do meu nariz.
Ouço o canto do pássaro e imagino um lindo chafariz.
Estou correndo contra o tempo
Nem contra, nem a favor.
Usando as ferramentas que tenho
Eu apenas vou.
Ainda não cheguei.
Estou aqui agora.
E logo estarei lá.
Outrola.....

“Deixo meus pensamentos falarem sozinhos, não vou agir no impulso quando minhas atitudes se baseiam em uma mistura de fantasia e tragédia”.

"Posso fechar meus olhos, posso controlar minha boca, mas não posso silenciar meus ouvidos."

“Quando quero sumir com uma pessoa, tiro ela dos meus pensamentos.”

"Vivo sempre agitado porque o vinho estimula os meus neurônios lerdos."