Que meus Pes me Levem
Uma madrugada como outra qualquer, afoguei-me em lágrimas, pensando sobre a vida e todos os meus conceitos...
O medo e o desespero tomaram conta da minha alma por horas, não encontrava saída para os meus pensamentos, nem conclusões concretas a respeito dos meus conceitos e preceitos, então peguei um papel e uma caneta, foram 6 folhas de sentimentos passados a limpo,na esperança de conseguir organiza-los,e deu certo,não achei explicação pra tudo o que sinto e penso,mas consegui acalmar a alma,consegui organizar meus pensamentos.
Ao final das seis folhas escrevi assim:
É bom desabafar, escrever é mais que uma simples terapia, é um encontro com a alma
É ouvi-la e passar para o papel o que ela grita, é buscar no seu íntimo, sentimentos escondidos.
São esses sentimentos escondidos que nos perturbam inconscientemente e conscientemente.
Sentimentos esses de covardia, fragilidade, mágoas, rancor...
Escrever pra mim é deixar de ser dominada por esses sentimentos e passar a administra-los de forma com que eles não venham a me autodestruir psicologicamente,
É dar conforto a alma, é a busca pela paz interior, pelo ponto de equilíbrio.
Ao final das minhas palavras e do meu desabafo literário, consigo sentir a minha alma mais leve, quem sabe até curada, mesmo que momentaneamente...
As lágrimas já não escorrem mais no rosto, e o sono já vem vindo...
À você,
que ronda meus sonhos,
que preenche meus pensamentos,
que purifica o meu amor.
À você, a mais bela dentre as outras.
À você, minha angelical inspiração.
Um dia claro você sumiu perante aos meus olhos, ao cair da noite veio como fogo ardente e provocativa devastando todos os meus desejos e sonhos que tinha por você, mas nunca veio ao meu encontro.
Ainda vejo nossa história em cada música que ouço. Minha vida e meus dias se resumem em olhar suas fotografias e te imaginar aqui de novo (como se já estivesse).
Perdi você num passado não muito distante porque continuamente brigo com ele nos meus dias atuais, me recuso a tentar, não posso perdê-lo mais uma vez.
Meus dias São como espelhos
que refletem o que eu não quero ver,
Eu vejo imagens do passado monstrando
O futuro que eu não desejo viver.!
Sem você
Sentimentos feridos coração partido,
Sem você, sem você.
Meus sonhos são pertubados,
meus sentimentos abalados,
vivendo apenas por viver,
como viver bem sem você?
Se é uma lição eu ja aprendi,
se é um castigo eu compriendi.
mas não me deixe viver,
tanto tempo assim sem você.
se algum dia resolver me perdoar
eu farei de tudo pra sempre ficar,
com você, somente com você.
A alegria se vai e a tristeza logo vem.
e talvez dessa forma eu nunca fique bem.
sem você, sem você.
Coração partido minha alma chora.
E com os sonhos perdidos a alegria vai embora.
Sem você, sem você.
Sempre sai o sol da manhã novamente.
As estrelas no céu nunca ficam ausentes
mas eu não posso dizer o mesmo de você
e sendo assim como posso viver?
tanto tempo sem você.
Nenguém suportaria tanta dor,
E eu não sou diferente meu amor.
por favor tente entender
é muito tempo pra mim sem você, sem você.
Pasando por tudo isso eu aprendi,
pasando por isso eu percebi.
Que não precisava te perde pra ver.
O quanto amo você.
Pra escapar dessa prisão do amor,
eu teria que ser forte mas não sou.
não sou capaz de sobreviver
sem voce,é muito tempo sem você.
Quando eu disser que estou bem, olhe nos meus olhos, ai você vai perceber se eu realmente estou, ou se apenas finjo estar..
Imagens
que teimam em passar
por meus olhos.
Passados palpáveis,
presentes.
Coisas e coisas.
Outros oráculos
para dizer mesmas lágrimas...
Me sinto dono de anafada pança
nesse prefácio de ano.
Meus olhos faíscam ígneos reflexos
de infundada ira.
Urge agir.
Eu só quero que, meus obstáculos se tornem minhas felicidades e minha consciência se torne meu ponto de descanso.
Penne Rigate, um copo de tinto. Outro domingo de solidão aprisionado em meus domínios. Onde andará minha princesa pálida?
Voltando pra casa com uma chuvinha acariciando meus ombros. A terra molhada exala vapores e nostalgia.
O plantel sorri.
Nesse mundo natural de conveniências eu gosto mesmo é dos meus companheiros.
Daqueles que me acompanham até nas trevas, nos dias não iluminados, quando tudo é lágrima e os olhos já não brilham mais.
Quando o interesse se ausenta, surge o amor. Que faz permanecer os verdadeiros, não por motivos carnais ou materiais, mas sim pelo simples toque das mãos dadas e o olho no olho.
