Que meus Pes me Levem
Não importa a crise, eu sei que Tu me amas
E não deixará os meus pés encontrar o caminho de dor
Por causa desse amor
Tristeza sem causa
Não sei o motivo,
Parece que um buraco se abre
sob meus pés,
E nada mais faz sentido
A vida, os meus sonhos,
O motivo eu digo que não sei,
Mas é apenas uma desculpa,
No fundo sei.
Eu já não sinto as minhas mãos, os meus pés ou qualquer outra coisa
É como se a morte viesse buscar o meu exterior
Me perturba não sentir mais a dor da existência,
Me angustia ter somente o frio da morte como meu cobertor.
Eu anseio pela partida,
Olho sempre pra trás pensando no meu possível futuro de vitórias
E acabo esquecendo de toda turbulência do meu presente
Já não tenho forças,
Na verdade
Eu já não tenho nada
Meus objetivos são tão vazios quanto os meus sentimentos
E as minhas companhias são apenas as vozes que gritam inquietantemente
Estou perdida e já não quero me encontrar,
Estou cansada
E anseio apenas pelo sono eterno
Vago friamente pelos cantos, desejando apenas o meu final
Meus pensamentos já se sucumbiram ao vazio
E os meus olhos,
Cada vez mais cerrados,
Doem a cada alvorada
Rogo pelo dia em que estarei
Quieta,
Pálida,
Morta
Rogo pelo dia em que o silêncio se tonar-se-á real
Como tanto almejei
Rogo para que o meu desejo mais egoísta se concretize,
Pondo fim ao meu desalento
Me dói não conseguir sentir nada além de ânsia,
Enquanto aqui escrevo o meu escárnio
E assim encerro o meu mantra infinito,
Em que anseia pelo seu fim eterno.
Caminho sobre calçadas
cinzas e quentes que
fervem os meus pés e o sol
quente de um novo janeiro
ilumina e incendeia o céu e
meus pensamentos.
O sentimento quente
de pensar em você é mais
forte e insuportável,
todos os meus
vazios já estão
queimados.
As pontas dos meus dedos
caem em cinzas enquanto escrevo
este, pensando em você vou me
queimando e queimando e
isso dói.
A fumaça sobe
por entre sombras de
cortinas velhas e o vento
úmido de agosto
empurra pra cima o que
sobrou.
Estou sentado
e olho distante os
efeitos que o tempo
e você fervendo e queimando
deixaram em mim,
você, o tempo e a distância
se afastam.
"Hoje acordei por volta das cinco horas só para encharcar os meus pés com o orvalho da manhã e poder trazer flores logo cedo para vocês".
rojanemary <3
Ascendi ao amor
Numa estradinha cercada de pinheiros altos eu caminhava com os meus pés na areia respirando aquele ar puro e cheio de essências renovadoras,
a cada passo uma sensação empolgante tomava conta de mim,
deslumbrado com a vista ao redor comecei a correr curioso em saber quanta beleza ainda iria se apresentar,
ouvi o canto dos pássaros aumentar, percebi a leveza das folhas caindo com doces movimentos orquestrados, senti o meu coração falar comigo,
Então! Vindo em minha direção, vi aquele vestido branco iluminado pelos raios solares se aproximar,
um sorriso discreto se abriu como uma rosa ao ficar a dois metros dos meus olhos, pude sentir o clima nascendo, percebi as batidas do coração dela se alinhando com as batidas do meu, flutuei na beleza do momento,ascendi ao amor.
insegurança me acompanha como em uma dança,e dança estabanada pisando eu meus pés, tropeçando quase me fazendo cair,errando os passos fazendo com que eu me sinta desconfortável em continuar a coreografia, tentando não errar porém é inevitável está muito difícil quase impossível acompanhar esses passos,talvez eu precise de mais espaço,e comigo a insegurança criou laços...e aos poucos foi me consumindo e a capacidade de fazer algo sem me auto questionar foi sumindo,comecei acompanhada pela insegurança mas agora a insuficiência me puxou para uma dança,uma dança mais formal e complicada,a insuficiência dançando e eu lá parada,uns passos mais complexos e eu não seria capaz,de acompanhar a insuficiência a cada passo que ela faz,então eu estou sendo arrastada...continuo a acompanhar a insuficiência mesmo sem saber de nada,e de repente sou surpreendida por um puxão e agora quem está a dançar comigo é a depressão
LEMBRANÇAS
Nas horas em que bate uma incerteza,
em que meus pés não pisam com firmeza,
eu busco, pai, a força dos teus passos.
Como se eu fosse ainda uma criança
que tenta caminhar... treme... balança...
mas sabe que ao cair, cai em teus braços.
Nas horas em que eu erro (e eu erro tanto)
para acalmar as dores do meu pranto
eu tento recordar cada lição...
E então, como num toque de magia,
eu volto a ver o olhar que corrigia
e a ouvir a voz que dava o teu perdão.
Nas horas em que eu busco mais coragem,
ao reencontrar, na mente, a tua imagem,
com ela, os meus temores eu reparto.
E eu sinto que tu segues ao meu lado
me protegendo, como no passado,
afugentando os monstros do meu quarto...
Pai, eu cresci... E o teu menino agora
não pode te chamar sempre que chora
e nem pedir teu colo quando cai.
Porém eu sou, no mundo das lembranças,
a mais feliz de todas as crianças
por ter um grande amigo, herói e pai!
Aonde meus pensamentos me leva, meus pés não alcança.
Mais vejo tudo com o poder de tudo que nós criou.
Que os meus pés sejam
sempre desviados do
caminho do mal, e que
de longe os meus olhos
possam enxergar, todos
aqueles que intentam
contra minha vida.
"Tenho as costas largas. Lacei meus pés na arruda. Risquei o chão com a espada de São Jorge e fugi para o deserto."
Eu passei tanto tempo pra pisar melhor sobre os meus pés. Eu lutei tanto pra sorrir novamente e olhar pro céu e ver beleza nas coisas, pra me achar merecedora de mim mesmo. Não posso e não vou admitir ninguém me intoxicar com a sua covardia. Sinto muito, mas eu prefiro o silêncio e a paisagem do vazio que dividir meus sentidos com quem não respeita um ser humano.
Já engoli a seco os meus sentimentos várias vezes e a maioria delas foi por eu ter sentidos por pessoas que não mereciam e por haver falta de reciprocidade. Mas preciso confessar que engolir uma melancia inteira teria sido melhor, mais fácil e menos doloroso.
Posso sentir a paz dentro do meu peito,
Um caminho, dessa vez, com jeito.
Os meus pés descalços tocaram no chão, e eu senti uma nova emoção.
Não de angustia, mas sim, paixão.
Aqui eu posso ficar, me entregar ao vento,
renovando tudo por dentro.
-Dudu.
