Que Deus Tenha meu Pai
Com tanta má-fé se valendo do nome de Deus — invocá-Lo publicamente, em breve, causará mais Dúvida que Devoção.
Quando o Sagrado vira instrumento, ele deixa de elevar e passa a encobrir.
Palavras que deveriam consolar, orientar e transformar, tornam-se escudos retóricos, usados para blindar interesses ocultos, justificar excessos e maquiar as más intenções.
Não é a fé que se esvazia por si só — é o uso indevido dela que corrói sua credibilidade diante dos olhos atentos e, sobretudo, dos decepcionados.
A repetição desse gesto — invocar Deus em vão, em discursos vazios de prática — cria um ruído muito perigoso: quanto mais se fala em nome d’Ele, menos se percebe Sua presença nas atitudes.
E então nasce a dúvida…
Não a dúvida honesta, que busca compreender, mas a desconfiança cansada, aquela que já não acredita.
A fé, que deveria ser ponte, passa a parecer palco.
E quem assiste, pouco a pouco, se afasta.
E se continuarmos dando palco aos que usam o nome d’Ele e da Igreja para se esconder, aparecer e se promover, muito em breve seremos os culpados por um fenômeno ainda mais grave: transformar o Livro mais lido e menos vivido no mais evitado do mundo.
Porque não há nada mais contraditório do que uma mensagem de amor sendo transmitida por atitudes de vaidade, exclusão ou manipulação.
A incoerência não apenas enfraquece o discurso — ela o invalida.
E quando isso se repete o suficiente, o problema deixa de ser quem distorce e passa a ser também quem assiste, aplaude ou silencia.
Talvez o maior risco não seja a perda da fé, mas a banalização dela.
Quando tudo se diz em nome de Deus, nada mais parece vir verdadeiramente d’Ele.
E nesse excesso de vozes, a essência — silenciosa, exigente, transformadora — vai sendo soterrada.
Resgatar o sentido do sagrado talvez exija menos declarações públicas e mais coerência privada.
Menos exposição, mais vivência.
Porque a fé que resiste não é a que se impõe em vozes estridentes, mas a que se revela, discretamente, naquilo que se faz quando ninguém está olhando.
Com tanta má-fé se valendo do nome de Deus para se esconder, aparecer e promover, muito em breve os Religiosos e Cidadãos de bem nos cobrarão muito mais cuidado do que os Criminosos Assumidos.
Porque o criminoso assumido, ao menos, costuma carregar consigo a honestidade brutal da própria escolha.
Não tenta se vestir de virtude enquanto negocia a dignidade alheia.
Nem sobe em púlpitos para transformar crueldade em moralidade, nem tampouco usa discursos de fé para anestesiar consciências e justificar violências.
O problema mais perigoso da hipocrisia nunca foi apenas mentir.
Foi transformar a mentira em instrumento de autoridade.
Quando alguém usa o nome de Deus para lucrar, manipular, perseguir, humilhar ou destruir reputações, não está apenas cometendo um erro individual.
Está contaminando símbolos coletivos de confiança.
Está fazendo com que pessoas honestas passem a ser recebidas com desconfiança antes mesmo de abrirem a boca.
E esse talvez seja um dos danos mais profundos da má-fé travestida de moralidade: ela sequestra a credibilidade de quem vive sua fé de forma sincera, silenciosa e ética.
A sociedade aprendeu a identificar muitos criminosos pelos seus atos.
O desafio contemporâneo é perceber aqueles que aprenderam a performar bondade enquanto praticam violência social, emocional, política ou até espiritual.
Porque existe algo particularmente muito perigoso em quem faz o mal convencido — ou tentando convencer — de que está defendendo o bem.
E então nasce um paradoxo duro demais: pessoas comuns começam a baixar a guarda diante de criminosos assumidos, mas elevam suas defesas diante daqueles que se apresentam como “cidadãos de bem”.
Não porque a Fé, a Religião ou os Valores Morais sejam problemas, mas porque parte dos que os utilizam transformou essas bandeiras em esconderijos convenientes para interesses pessoais.
No fim, talvez a crise não seja de religião, nem de moralidade.
Talvez seja de coerência.
Porque o mundo nunca precisou de gente perfeita pregando superioridade.
Precisou — e ainda precisa — de pessoas decentes o suficiente para não usar Deus como álibi para aquilo que jamais teriam coragem de assumir sem Ele.
Áspide
Deus mora nos detalhes; o diabo, porém, nas distrações...
Do alto sublime em queda, ou fuga da irídia?
a quem sabe em outono semblante,
agora, fulgente capataz.
Caíste...
em terra vultosa,
destronada, quedante em dor,
tal homem, fulcror impingente,
ou serpente, sedante, a ruína?
DAS PRENDAS DO LAR.
A MÃE DE FAMÍLIA
É UM CRITÉRIO PERFEITO.
QUE DEUS DEU AO MUNDO
COMO BELO ENSEJO.
Se continuarmos dando palco aos que usam o nome de Deus e da Igreja para se esconder, aparecer e se promover, muito em breve seremos os culpados pelo livro mais lido e menos vivido se tornar o mais evitado no mundo.
A Bíblia nunca precisou de marketing para ser relevante.
Ela sempre precisou de pessoas dispostas a vivê-la.
O problema não está na Palavra, mas na incoerência de quem a utiliza como escudo para os próprios interesses.
Quando a fé vira espetáculo, o púlpito vira palco.
Quando o Evangelho é usado para alimentar egos, conquistar seguidores ou proteger reputações, Cristo deixa de ser o centro e passa a ser apenas um pretexto.
E cada escândalo, cada manipulação e cada demonstração de religiosidade vazia afastam pessoas que, muitas vezes, nunca rejeitaram Jesus — apenas se decepcionaram com aqueles que diziam representá-Lo.
O maior testemunho da Igreja nunca foi sua influência, seu tamanho ou seu poder, mas sua capacidade de amar, servir e viver aquilo que anuncia.
O mundo não precisa de mais discursos inflamados; precisa de vidas que reflitam o caráter de Cristo.
Talvez seja hora de pararmos de aplaudir personalidades e voltarmos a seguir o Mestre.
Deixarmos de defender homens e começarmos a defender a verdade.
De entendermos que o Reino de Deus não cresce pela fama de seus pregadores, mas pela fidelidade de seus discípulos.
Que a nossa preocupação não seja preservar imagens, mas preservar o Evangelho.
Porque a Palavra de Deus continuará sendo perfeita.
A pergunta é: quando as pessoas olharem para nós, elas terão vontade de conhecê-la ou motivos para evitá-la?
Só
se acostuma com o Deserto
quem não tem sede de Deus.
Há Desertos que não foram feitos para nos destruir, mas para nos revelar…
Lugares de silêncio, de espera, de ausência de respostas, onde tudo aquilo que antes parecia suficiente perde o sentido.
No Deserto, descobrimos que não é a falta de coisas que mais dói — é a falta de Direção, de Esperança, de Presença.
E, pasmem, talvez seja justamente por isso que algumas pessoas se acostumam com o Deserto.
Acostumam-se com a aridez da alma, com a distância de Deus, com orações que deixaram de ser sinceras e com uma fé que se tornou apenas hábito.
Aprendem a sobreviver onde deveriam estar clamando por água.
Adaptam-se à ausência quando deveriam sentir saudade da Presença.
Só se acostuma com o Deserto os que não têm sede de Deus.
Quem tem sede não consegue fazer morada na escassez.
Quem ainda deseja Deus não se conforma com uma vida espiritualmente seca.
Pode até cansar, pode até chorar, pode até atravessar noites longas sem compreender os caminhos do Senhor, mas continua buscando.
Porque quem tem sede de Deus não procura apenas o fim do Deserto — procura a Fonte.
Talvez o seu Deserto não seja um castigo.
Talvez seja o lugar onde Deus está arrancando de você a dependência de tudo aquilo que não pode saciar sua alma.
Talvez o silêncio esteja ensinando você a ouvir.
Talvez a espera esteja fortalecendo sua confiança.
Talvez a escassez esteja mostrando que algumas coisas que você chamava de necessidade eram apenas distrações.
O perigo não está apenas em passar pelo deserto.
O verdadeiro perigo é perder a sede enquanto ainda estamos nele.
Que Deus nos livre do conformismo de chegar ao ponto de chamar de normal aquilo que um dia nos fez clamar por socorro.
Que Ele preserve em nós uma sede santa, uma inquietação que não permita que nos acomodemos longe da Sua presença.
Porque o coração que ainda tem sede continua procurando.
E quem continua procurando Deus pode até atravessar o Deserto, mas não permanecerá nele para sempre.
A sede pode ser muito dolorosa, mas também é prova de que a alma ainda sabe onde está a Fonte.
Que Deus livre os “Imbatíveis” de serem abraçados pela mesma Depressão que só abraça os Dramáticos!
Talvez haja uma ironia bastante dolorosa nessa frase.
Como se a Depressão tivesse preferência por quem chora, por quem reclama, por quem demonstra fragilidade.
Como se aqueles que sorriem, trabalham, resolvem problemas e parecem carregar o mundo nas costas fossem naturalmente protegidos dela.
Infelizmente não são.
A Depressão não pergunta quem é forte.
Não consulta currículo, conta bancária, posição social, número de amigos ou quantidade de conquistas.
Ela pode alcançar justamente quem aprendeu a esconder tão bem as próprias dores que ninguém percebe quando o sofrimento chega ao extremo.
Talvez seja por isso que precisamos desconfiar um pouquinho dessa palavra tão admirada:“Imbatível”!
Há pessoas que passaram tanto tempo sendo fortes para os outros que esqueceram que também tinham o direito de desabar.
Pessoas que transformaram o “está tudo bem” em uma espécie de uniforme.
Pessoas que aprenderam a sorrir quando queriam pedir socorro.
E, enquanto alguns são chamados de dramáticos porque falam sobre o que sentem, outros são elogiados pela resistência — até que o silêncio deles se torne definitivo.
Precisamos parar de romantizar a invulnerabilidade.
Ninguém é imbatível o tempo inteiro.
Todo ser humano precisa, em algum momento, de colo, escuta, cuidado e ajuda.
Pedir ajuda não diminui ninguém.
Chorar não transforma ninguém em fraco.
Muito pelo contrário: “Reconhecer que precisamos de ajuda pode ser o pontapé que o problema precisa!”
Falar sobre depressão não é fazer drama.
E reconhecer que a própria mente está cansada pode ser, justamente, um dos principais atos de coragem.
Que Deus nos livre, portanto, não apenas da depressão, mas também da arrogância de acreditar que sabemos quem está sofrendo apenas pela maneira como essa pessoa se apresenta.
Porque, às vezes, quem mais diz “eu aguento” é justamente quem mais precisava ouvir:
“Você não precisa aguentar tudo sozinho.”
"O caminho da pornografia e da violência gera dor, mas a graça de Deus oferece perdão, pureza e uma nova vida."
"Nenhum jovem está longe demais para o alcance do amor de Deus; a oração constante é a chave para a libertação."
Tão cedo voltaremos a ver luz solar,
só sei que a noite será longa,
e o Deus da Guerra acordou,
para dançar pelos hemisférios da Terra,
que até o Muricizeiro balançou;
Não sabemos a que horas tudo terminará
- ou se algum dia realmente terminará.
Agora, vem prá perto, me deixa ensinar
como se observa o céu a qualquer hora,
Não estamos em tempos de nos descuidar,
o desamparo que nos encontramos
só podemos contar é com o nosso olhar.
Não nego que o coração permanece
apaixonado mesmo depois deste tempo todo,
ansioso e obcecado para te pertencer,
para que leve sensualmente em sua mente,
e igualmente encantado no seu coração;
sou seu destino que não pode ser esquecido,
você virá em breve para caminharmos lado a lado.
Nem antes, durante ou depois,
nunca haverá outro Deus
que não seja o nosso Criador,
Em mim para Ele há um
autêntico roseiral de amor,
Quem disser o contrário
é apenas um mero inventor.
O nosso Deus majestoso
é o que origina e dá
forma à todo o tipo de vida,
A Lua Crescente que inspira
e ao amor além dos trinta dias
escrito como autêntica poesia.
Ele é o nosso perdoador,
e o único dominador
dos exércitos que existem
que subjugam os povos
aos piores tipo de dor,
Crer n'Ele garante a proteção
e a vitória ante a qualquer destruidor.
Revisitar a fé em Deus,
Sem esquecer seus princípios,
Colorir a visão com arte,
Entender que não fazer Sol
também faz parte,
Adoçar a palavra
com poesia e serenidade,
Cultivando o jardiminterior da liberdade.
Quando o ódio acampa,
não se esqueça que para tudo
sempre existe esperança.
Deus nos ergue das profundezas
e da condição aberrante
existencial de criatura,
creio n'Ele de maneira profunda.
Repudio existencialmente
a máxima literária que um dia
foi escrita por uma pluma sofrida:
"El corazón humano es un ángel caído".
Mary Shelley, lado a lado,
com a morte teve convívio,
e com ela escreveu o seu destino.
Com os olhos e o coração
voltados para Deus
e o Hemisfério Celestial Sul,
Sempre recebo borboletas
como as melhores companhias,
A minha voz empresto sempre
a quem precisa nesta vida.
Livros, papel, caneta e poesia,
forte ligação com a Natureza
e com a minha Pátria nativa,
A influência indígena sempre
mantenho viva desde pequenina:
Assim fui, sou e sempre serei,
mantenho inquebrável esta grei.
Do jeito que está o mundo,
só consigo pedir a Deus:
--- Um melhor "Dia das Mães"
a cada novo segundo
do jeito poético e profundo.
O meu brio encontra o seu,
ambos pantaneiros,
concedidos pelo nosso Deus:
vivemos tempos alvissareiros.
Durante a descida dos andores,
todos com beleza adornados,
os corações batendo feito tambores
ao som do cururu, todos animados.
Com as mãos mergulhando
São João no Rio Paraguai,
eu de Corumbá e você de Ladário,
o meu coração apaixonado,
morando contigo lado a lado.
Contigo não tem sido diferente:
estamos morando um no outro,
ainda protegidos de toda a gente,
esperando o dia certo para anunciar
que viveremos só de amor imparavelmente.
"Sabem aqueles que vivem falando em Deus e em Jesus o tempo todo? Alguns deles (à menor desavença) revelam-se mesmo filhos do 'Outro'! "
Frase Minha 0040, Criada no Ano 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Não gosta de mim? Então, vá reclamar com Deus (acreditando nEle ou não). Ele é o maior responsável por eu estar aqui, alhures e algures!"
Frase Minha 0209, Criada no Ano 2008
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
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