Quase Morto
Achei que meus demônios estavam quase derrotados
Mas você ficou do lado deles e os libertou
Eles sabemos meus segredos e não vão me deixar em paz
Crônica de Passeio
Como de sempre, passear tem sido meu predileto no final de semana. Quase sempre a casa da minha amiga tem sido a vítima do meu passeio. Dessa vez foi o contrário terrível. Neste final de semana tive mesma idéia de sempre, pude chegar a casa da amiga, mas a recepção dessa vez foi ao contrária com a de sempre. Sempre que eu chegasse a sua casa, a primeira coisa eram beijinhos seguindo assim o sumo como o lanche. Habituei por ser habituado. O contrário foi palco da semana, levantou se briga que até hoje não entendo qual foi o motivo. Quando procurei saber dela, só vinha como resposta o nada. Epha, desisti. A minha desistência do passeio criou abalo no coração dela. Estou pensando em não voltar, mas ela implora de modo que eu volte a tomar o passeio pra sua casa. Nem sei se voltarei. Mas única coisa com que estou convicto é de que estou apaziguado e esperando que Deus me apaniguar.
Por Félix Mutombo, àquele abraço.
É curioso observar como a palavra "universo" tem sido cada vez mais utilizada quase como um sinônimo de "Deus", enquanto "energias" é frequentemente empregada para descrever o resultado de forças espirituais. Essa substituição de terminologias reflete um afastamento das crenças cristãs, ao mesmo tempo em que se adota cada vez mais a filosofia da Nova Era.
Quando eu era pequeno, ver a minha mãe sofrer, sem poder ajudá-la, me levava ao desespero e quase à loucura. Meus desenhos da época — eu desenhava dia e noite — tinham um tema recorrente: um homem maduro e forte, com uma barba muito preta, socorria um bebê, um cachorro, uma velhinha em apuros. Eu queria ser esse homem, é claro. Mas, na ocasião, tudo o que eu podia fazer pela minha mãe — ou por quem quer que fosse — eram micagens para fazê-la rir por uns momentos. Até hoje tento aliviar os sofrimentos das pessoas por meio de piadas. Às vezes consigo.
Não aceito papel de má. E boazinha é um apelido quase feio. Fico no meio termo. A virtude não me atrapalha e o improvável sempre me aceita.
Se fizer rir as pessoas, desperta-lhes a atenção, podendo depois falar-lhe de quase tudo o que quiser.
Tudo era tão difícil
Quase que impossível
E eu não entendia nada
Num dia de tristeza,com papel e uma caneta
Eu dei sentido as palavras
Eu quase fiz o que eu queria
Eu quase tive algo que eu podia
De novo esse quase, esse sempre, esse nada
Comigo nessa longa e tortuosa estrada.
Profundo amor
Foi assim meio sem querer
em uma noite fria sem luar
quase sem estrelas que o meu
olhar crusou com o teu.
Não sabia teu nome mas
teu rosto estava claro na minha
mente eu clamava por um
reencontro.
Foi assim meio sem querer
que descobri teu nome
foi assim meio sem querer
que me apaixonei por você.
Foi assim meio sem querer
que declarei todo meu amor
deixei mais claro que o diamante
foi assim querendo muito
que te digo eu te amo.
Os livros - é o remédio que eu sempre receito e quase sempre dá um resultado razoável. Ponho em jogo o egoísmo humano, e lembro-me de que sempre há-de consolar a nossa dor o espectáculo da dor dos outros...
Quem és Tu Mulher?
Sou quase como vocês homens.
Sou guerreira, justiceira,
cumpridora de meus deveres, mas
desconhecida de meus direitos.
Sou a mulher que traz o odor de cebola nas mãos;
também sou a mulher que traz o aroma de uma flor na pele.
E sou a mulher que transpiro e derramo suores.
Quem és tu mulher?
Sou tua mulher;
sou tua mãe,
sou mãe de teus filhos,
sou tua namorada,
sou tua amiga,
sou mulher.
Trago no olhar as lágrimas de um sofrimento e de uma dor,
também transpareço neles o brilho de uma felicidade.
E demonstro no sorriso o sentimento de uma perda e
ao mesmo tempo o valor de uma conquista.
Mas quem és tu mulher?
Sou mãe,
sou advogada,
sou médica,
sou faxineira,
sou mulher-da-vida,
sou professora.
sou também a flor que encanta seu jardim,
a estrela que ilumina o seu céu, mesmo em noites de escuridão.
Eu sou mais do que mulher...
Sou a flor de seu jardim,
que espera ser regada pela água da sua fidelidade;
que espera ser condimentada pela sua confiança e
que espera ser colhida por suas mãos cheias de Amor.
Mas quem és tu homem?
Quase todos acham que eu sou normal; mal sabem que posso ser um psicopata hibernado, à espreita de um disparo do gatilho da psicose reversa!
Inclino-me a afirmar quase como regra que uma história para crianças de que só as crianças gostam é uma história ruim. As boas permanecem.
Às vezes você me pergunta
Por que é que eu sou tão calado
Não falo de amor quase nada
Nem fico sorrindo ao teu lado.
ARRUMANDO A MALA
Repensando em quase tudo
ou até mesmo em quase nada
resolvi mudar de vida...
ou sei lá, uma nova vida
Olhei ao redor perdida
sem saber... por onde?
avistei logo uma mala
com alças fortes
tinha que ser um plano certeiro
Busquei dentro do meu ser
toda dose de humildade
armazenei esperanças
embalei todos os sonhos
e na mala acomodei
Dosando e medindo
peguei do carinho, uma porção
mais uma pitada de emoção
tintas de todas as cores
para pintar nova tela
Esta mala tem que estar repleta
de amor em tom maior
doses de aceitação
frascos de doação
Rebusquei mais ainda,
cataloguei todos os amores,
para não me enganar
entre os vindouros
Faltaram ainda
alguns genéricos
que talvez deva trocar
por autênticos
nada de similares
quero garantir o êxito
de todo investimento
Selecionei peças e objetos
ousei de cores exóticas
livros de auto-ajuda
muitos papéis em branco
e canetas para rabiscar
Vou colher ainda no caminho
toda sorte do mundo
alegria de criança
crença de todos os fiéis
doses de paciência
Com certeza vou aportar
numa ilha da fantasia
num mundo encantado
Que me faça feliz
