Quase Morto
Esquece-se a dor, a tristeza, a perda e o sofrimento. Esquece-se quase tudo. Ficam as luzinhas de Natal, os movimentos triunfantes, os movimentos de júbilo e glória, como fotografias resgatadas num álbum que se abr com prazer.
[...]Preciso que todos entendam, que meu sorriso é quase um sacríficio, e que nenhum beijo meu vai ser promessa, ou proposta. Hoje eu quero, assim, sei lá, beber por beber, gostar sem gostar, me perder um pouquinho, pra ver se perco aquele amor também.
Amar e Ser Amado
A vida é uma constante seqüência de escolhas, algumas quase sem importância no rumo do futuro. E outras que irão mudar a vida pra sempre.
Impossível saber qual é a escolha certa 100% das vezes, mas é possível saber qual escolha não queremos para nós.
Afinal até que ponto vale a pena lutar por aquilo que se quer. Não sob o ponto de vista da perseverança. E sim do tempo perdido, desperdiçado em um batalha da qual o objetivo é utópico.
Isso é muito perceptível no amor. Todo mundo “sabe” que quando se ama de verdade, tudo deve ser feito em nome deste. Uma vez que tudo vale a pena por um grande e verdadeiro amor.
Diz-se que o amor não é um sentimento em que se troca, e sim de se doar. Dar sem pensar em receber, pelo simples fato de ver a outra pessoa feliz. E isso acontece.
Porém esqueceu-se de mencionar que o ser humano nasce e morre sozinho. É um ser por natureza egoísta. E como tal, necessita de um retorno, um reconhecendo do seu sentimento.
E isso muitas vezes é impossível, e aí vem uma questão.
O verdadeiro amor é real quando acontece sozinho, incompleto?
Onde existe a relação, do ser que ama de verdade e do ser que é verdadeiramente amado. Ao invés de o ser que ama e é amado verdadeiramente.
O que então deve ser feito, amar incondicionalmente, mesmo sem a certeza de que, presente ou futuramente, esse sentimento não possua retorno. Ou lutar para expurgar um sentimento que é oferecido a quem não o valoriza.
Não se vem a esse mundo para amar, vem-se para ser feliz. E a forma mais simples e perfeita para isso é amando e sendo amado. Uma relação completa e não algo fracionado ou ínfimo escondido muitas vezes por frases clichês de...As pessoas nunca amam da mesma maneira e intensidade.
Baboseira.
Aspectos de personalidade perfeita, e outras dezenas de adjetivos é algo fundamental.
Mas sentir-se amado pela pessoa que se dedica este forte sentimento é essencial.
Ninguém quer ser meio feliz, meio apaixonado, meio amante, meio especial. O ser humano que por completo, viver a intensidade desse sentimento importante, especial e único.
Sentir a pessoa se doar, preocupar-se, lutar seja pouco de vez em quando ou muito diariamente. Isso tudo para sentir a sensação de ser amado. Uma certeza singular de que alguém perde o sono por você, e que sua presença é algo tão especial que faz com que muitas vezes respirações sejam perdidas.
Enfim, após saber-se tudo isso. Vem o mais difícil de tudo. Tomar a atitude de tirar da sua vida uma das pessoas mais especiais para você. E resistir ao terremoto de saudade que irá bagunçar os pensamentos. E não perder a consciência que o mais importante para você é ser feliz..
"O que era pra ser uma simples amizade vira um amor quase platônico. Mas nem sempre isso é recíproco. Nessa fase, você costuma ficar neurótico, perder noites de sono e olhar pro nada quando deveria estar prestando atenção em alguma coisa importante. Então começa a prestar atenção em cada detalhe e o fato da pessoa em questão dividir uma casquinha de sorvete com você é o suficiente para você pensar que é correspondido."
Quando estou quase saciando meus desejos mais ocultos e proibidos, acordo! Nem em sonho você é possível pra mim.
- Faria quase qualquer coisa por você - respondeu Simon, baixinho - Morreria por você. Sabe disso. Mas mataria alguém, algum inocente? E que tal muitas vidas inocentes? E o mundo todo? É realmente amor se chega ao ponto de precisar escolher entre a pessoa amada, e todas as outras vivas do planeta, e escolher a pessoa? Isso é... não sei, isso sequer é um tipo de amor moral?
- Amor não é moral ou amoral - disse ela - Simplesmente é.
- Eu sei - disse Simon.- Mas as ações que executamos em nome do amor, estas são morais ou amorais.
Às vezes você tem quase que morrer por dentro, para se erguer de suas próprias cinzas e acreditar em si mesmo e amar a si mesmo para se tornar uma nova pessoa.
Sombras mal projetadas de pessoas e valores desta sociedade podre, hipócrita, às vezes quase me convencem de que meus valores são velhos, inadequados, românticos demais pra hoje em dia. Só que depois vejo que o problema não são meus valores ou eu em si, mas são tais pessoas que não merecem meus valores.
Encontrar alguém todo perfeito é quase impossível mas com certeza encontra se belas criaturas harmônicas com pedacinhos de rara beleza e virtudes inestimáveis.
Às vezes, simplesmente não é a gente. Parece difícil de entender, quase como se um
bloqueio emocional nos cegasse os olhos para a realidade e colocasse todas as
nossas expectativas em um universo realmente paralelo. O timing não é o mesmo, a
vontade de dividir uma coxinha com catupiry ou os lençóis recém-comprados não é a
mesma, ou apenas o sentimento não fixou morada nos dois corações da mesma
forma. Não é inconcebível compreender a situação quando é com a sua amiga, sua
prima, ou sua colega de trabalho. Então porque é tão complicado assumir que a
pessoa que a gente gosta não consegue retribuir o sentimento?
Nenhuma negação é ao acaso, assim de surpresa. As pessoas transmitem indícios
(bem claros inclusive) de que querem fazer parte da nossa vida ou não. E ao contrário
do que muita gente pensa, muitas vezes a situação acaba com o nosso coração
partido, mas não é por maldade do outro, é porque a gente insiste em permanecer
numa relação sabendo que não existe reciprocidade. Como quando você começa a
sair com um cara ou uma garota e da sua parte foi paixão à primeira vista, enquanto
da outra é apenas uma oportunidade de te conhecer mais profundamente e sim dar
uma chance para que um sentimento bacana floresça. Pode virar um amor desses
arrebatadores, como pode não passar de alguns beijos divertidos na noite. O ponto é,
a gente sente a troca de energias e de vontades, então porque cismar com um
relacionamento que está fadado ao fracasso?
É exatamente como a Summer e o Tom, do filme 500 dias com ela. Você pode ser a
melhor companhia do mundo, a pessoa mais divertida para se sentar num boteco,
com zero frescuras, extremamente carinhosa(o), totalmente curiosa(o) entre quatro
paredes, a nora ou o genro que qualquer sogra pediu a Deus, mas simplesmente não é
você. Não é você que faz o outro revirar os olhos quando suspira a palavra amor. Não
é você que o impulsiona a pegar aquele ônibus lotado, naquele trânsito infernal, só
para te dar um beijo de boa noite. Não é você que o faz vestir de papai Noel na festa
de natal da família, só para ganhar um sorriso de bônus. Não é você que faz o mundo
dele girar do avesso, dar cambalhotas, e saltos ornamentais, todas as vezes que o
cheiro do amor no travesseiro o relembra de que existe alguém no mundo com uma
essência tão compatível com a dele. Apenas, não é você.
Duro, frio, e talvez racional demais, mas é assim que precisa ser. Quanto mais a gente
se engana, se esconde da verdade, investe em uma parceria que é completamente
unilateral, maior o nosso desgaste, maiores as nossas expectativas, e maior o tombo
semanas depois quando dermos de cara com a pessoa que a gente escolheu gostar a
todo custo, desfilando na rua com os olhos brilhando ao lado de outro alguém. Na
hora não adianta se martirizar, bancar a traída, a iludida, e se questionar o porquê de
ser ela e não você segurando aquele abraço. Estava evidente depois de uns bons
meses de encontros casuais que ele não assumiria um compromisso mais sério.
Também estava óbvio quando ela se esquivava da festa de aniversário do seu amigo
de infância ou de qualquer outro evento que significasse uma proximidade sufocante.
Você sabia, só não queria aceitar e nesse caso o sofrimento infelizmente, foi opcional.
A beleza do amor, dos encontros de alma, da reciprocidade, é justamente o fato de
serem presentes gratuitos, pequenos acasos afortunados do destino. Quando se
precisa mendigar, comprar, barganhar de qualquer forma que seja esse livre-arbítrio
de ser, estar e permanecer, toda a relação perde o propósito. Amor é muito “bate ou
não bate”. Se os sentidos se abraçaram, que sorte a de vocês! Caso contrário, uma vodca, um chocolate, e uma mesa rodeada de amigos, por favor. Por mais pessoas
que se sintam em casa no nosso ninho, e menos devaneios loucos que nos impeçam
de ver além da curva da estrada. Que as permanências sejam sempre sinceras e que
nunca nos falte sabedoria para acolher o inevitável.
“Tom: Você nunca quis ser a namorada de ninguém e agora é a esposa de alguém…
Summer: Me surpreendeu também.
Tom: Acho que nunca vou entender. Quer dizer, não faz sentido.
Summer: Só aconteceu.
Tom: É, mas é isso que não entendo. O que só aconteceu?
Summer: Só acordei um dia e soube.
Tom: Soube o quê?
Summer: O que eu nunca tive certeza com você.”*
Por menos diálogos dolorosos como este, e mais coragem de sair pela porta quando
os sinos da partida soarem. Que assim seja.
*Diálogo entre Summer e Tom no filme 500 dias com ela.
No Natal passado, eu estava muito doente e quase morri. Não conto isso às pessoas porque elas ficam estranhas. Mas acho que você não ficará estranho.
Por quase noventa anos eu estive andando entre a minha espécie, e a sua... Todo o tempo pensando que estava bem sozinho, sem saber o que eu estava procurando. E sem encontrar nada, porque você ainda não estava viva! (Edward)
