Quase Morto

Cerca de 9984 frases e pensamentos: Quase Morto

⁠As maiores histórias, músicas e poemas de amor são contos hipotéticos revestidos de imaginação e esperança de um resultado fático análogo em uma realidade alternativa

Inserida por 1poetamorto

Parece que quanto mais me procuro, mais distante da minha realidade eu fico, mais distante dos meus objetivos, e mais romoto dos meus amores.

Inserida por poetamorto

E engraçado quando você finalmente encontra um filme que é exatamente como sua vida é percebe que o filme e um daqueles que você pularia só para ver o final

Inserida por Deadsoul21

⁠Eu amava fogo, então me envolvi em chamas. Mas as chamas não me amavam e me queimaram.

Inserida por pensandoNAmorte

⁠Eu te odeio, me ensinou a amar. Me fez querer morrer, para renascer contigo.

Inserida por pensandoNAmorte

⁠Situação triste. Perceber que a morte se tornou uma esperança.

Inserida por pensandoNAmorte

⁠A pior dor é ter que se afastar de quem ama, só para protegê-la.

Inserida por pensandoNAmorte

⁠Te vi nascer, te vi crescer. Você me viu morrer.

Inserida por pensandoNAmorte

Você é bonito demais para alguém que pensa tanto e é quase injusto pro mundo existir alguém com tanto das duas coisas que só se tem muito de uma só.

“E você não deve acreditar muito nessa ideia, pelas tantas vezes que eu quase fui, mas um dia eu vou, sempre foi assim. Mas deixa eu te contar um segredo: se eu for, eu não volto.”

Olhou em torno de si a manhã perfeita, respirando profundamente e sentindo, quase com orgulho, o coração bater cadenciado e cheio de vida.

Clarice Lispector
Triunfo. Revista Pan, 25 mai. 1940, n. 227.

Nota: Trecho do conto Triunfo, o primeiro da escritora publicado na imprensa de que se tem registro.

...Mais

de um rali que escapei
quase ilesa
um pouco de lama na alma
e olho injetado de dor
descobri novas marchas
co-pilota de planos que não tinha
tirei meu nome do mapa
e segui a trilha sozinha

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Poesia Reunida. Porto Alegre: L&PM, 1999.

Todos os dias eu quase te ligo, eu quase consigo ser leve e te dizer: “Ei, não quer ir no parque? A temporada está acabando…” Eu quase consigo te tratar como nada. Mas aí quase desisto de tudo, quase ignoro tudo, quase consigo, sem nenhuma ansiedade, terminar o dia tendo a certeza de que é só mais um dia com um restinho de quase e que um restinho de quase, uma hora, se Deus quiser, vira nada. Mas não vira nada nunca.

Um sopro, quase uma respiração, agitava os matagais.

Escuta - Ele disse, bem perto do meu ouvido, a boca vermelha no rosto pálido quase encostada na minha pele. Tive uma vontade quase incontrolável de beijá-lo outra vez. Era meio compulsivo, aquilo. Ou magnético, sei lá. Fluidos, odores imperceptíveis, vibrações. Que coisa era aquela que, independente da razão, atraía ou repelia as pessoas? - A gente precisa conversar. Eu fiquei pensando naquilo que aconteceu. Do livro: Onde andará Dulce Veiga?

Acontece-me às vezes, e sempre que acontece é quase de repente, surgir-me no meio das sensações um cansaço tão terrível da vida que não há sequer hipótese de ato de dominá-lo.

Fernando Pessoa
Livro do desassossego por Bernardo Soares. Lisboa: Ática, 1982.

Às vezes, sobretudo agora, verão e lua quase cheia, me surpreendo melancólico pelas noites a suspirar na sacada espanhola, com vontade de chorar. Choro quando consigo. Ou ouço Caetano cantando Contigo en la distancia, e choro mais. Não tenho pena de mim, mas por vezes sinto falta de amor. Fico sempre muito só.

Cansado, cansado. Quase não dormi. E não consigo tirar você da cabeça. Estou te escrevendo porque não consigo tirar você da cabeça. Hesito em dizer qualquer coisa tipo me-perdoe ou qualquer coisa assim. Mas quero te contar umas coisas. Mesmo que a gente não se veja mais. Penso em você, penso em você com força e carinho.

Sem medo da morte, porque esta quase história pertence àquele tempo em que amor não matava.

Pedem-me pouco, pedem-me quase nada. O terrível é que eu tenho muito para dar e tenho que engolir esse muito e ainda por cima dizer como delicadeza: obrigada por receberem de mim um pouquinho de mim.

Clarice Lispector
Varin, Claire. Línguas de fogo. São Paulo: Limiar, 2002.
Inserida por DAlma