Quase
OLHOS D'ÁGUA
Sempre que te olhava
No pranto
Quase como quebranto
Mais que feitiço
No teu olhar em derriço,
Nessa lágrima que brotava
Dos teus olhos d'água,
É que eu compreendi
De vez e a horas,
Que quando ris, choras,
Sempre que eu choro por ti.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 30-01-2024)
Rasguei meu coração na tentativa de estancar o sangramento do seu. Quando estava quase cicatrizando, voltou ao passado, àquela que te causou tanto sofrimento.
Deixando o meu ainda mais ferido do que antes, antes de ti, existiu outro coração de dragão que cuspiu fogo, abriu feridas sem dó e compaixão. Você veio numa versão ainda mais cruel.
E, às vezes,
o amor que nos salva por um instante...
é o mesmo que nos condena
por quase toda uma vida.
"A balança dos desejos
Quase nunca se tem equilíbrio
E é isso que torna
Mais intenso e prazeroso
A sua concretização".
Ser Amigo de Verdade
É aquele que sabe quase tudo sobre você
Sabe dos teus erros e dos seus acertos
É aquele confidente que não abria boca pra falar mal de você
Quando você vira as costas, ele só fala bem
E se for preciso entra num briga pra te defender
É aquele que te chama a atenção
É aquele do braço amigo, e o do choro de alegria pelas suas conquistas e o do choro de tristeza quando você se encontra no fundo do poço
É aquele que estende a mão pra você se levantar
E é aquele que só tem amor sincero pra te dar
As estrelas estilhaçam o céu,
A lua quase cheia amanhece a escuridão,
E desce sobre a terra um denso véu,
O prazer ente o acaso e a razão.
E o céu encobre o universo,
espargindo luzes faceiras,
reluzindo os amores controversos,
por debaixo de um denso véu de estrelas.
"Engraçado como Amar, é saber quase tudo sobre o gosto de um outro alguém, sem saber muito expressar o que você gosta;
Também quem ama com todas as forças prioriza a felicidade do outro, em vez da sua,
e assim a felicidade do outro se torna a sua.
É acreditar mais nas ideias de um outro alguém, do que na sua.
Amar, é doar-se a si mesmo, sem algo a esperar."
Erra-se, sabe, quase continuamente, esperando de
Não se fazer nunca tanto mal mas quantas vezes se cai
A vida, sabe, é um fio em equilíbrio e antes ou depois
Nos encontramos distantes em frente a uma encruzilhada
O PONTO DE NÃO RETORNO
A palavra "necessidade" expressa, com precisão quase sagrada, o grau de comprometimento que uma verdadeira mudança exige. Vinda do latim necessitas — formada por nec (“não”) e cedere (“ceder”) —, carrega em sua raiz a ideia do inadiável, do irrenunciável. Necessidade é aquilo que não recua, que não se curva, que simplesmente tem de ser. É o ponto de não retorno, onde não há mais espaço para escolhas confortáveis, apenas para a transformação inevitável.
ISAAC ORDOUS
Faz quase 50 anos,que eu estava num evento,muita movimentação,muitos olhares de muita gente,mas do meio da multidão,uma mocinha me olhou diferente, foi amor a primeira vista e paixão a perder de vista que até hoje estamos casados , juntos e misturados.
Eu já amei uma pessoa de coração vazio...
E quase fiquei sem o meu coração tentando preencher aquele vazio.
“Hoje te reconheço nas sombras do que foste. Doaste tanto que quase não restou nada. Agora, ao me preencher, percebo teu vazio. E nele, tua força.”
I. O fio invisível entre a razão e o abismo
Há um fio quase imperceptível que separa a sanidade da loucura. Ele não é feito de lógica nem de evidência. É tecido em silêncio, por forças que a consciência não domina e o juízo não decifra. Às vezes firme, às vezes tênue como névoa, esse fio nos atravessa. E todos nós, em algum momento, já o sentimos estremecer.
A sanidade é frequentemente confundida com controle, previsibilidade, coerência. Mas há loucuras que são apenas formas radicais de sentir. Sentir demais. Sentir o que o mundo não suporta nomear. Sentir o que escapa às categorias da razão domesticada. E há insanidades que nascem não do caos, mas do excesso de lucidez, quando a realidade se mostra em sua nudez crua e insuportável.
Nem toda loucura é ruína. Algumas são defesa. Outras, travessia. Há quem precise se despedaçar para sobreviver à rigidez do que é dito normal. E há quem se esconda atrás da sanidade como quem se fecha numa prisão segura, mas estéril.
A lucidez não é ausência de delírio. É a capacidade de dialogar com ele sem se perder. De acolher o que se rompeu sem rejeitar o que ainda sustenta. De habitar a própria mente como um território sagrado, mesmo quando os mapas falham.
No fundo, talvez sejamos todos dançarinos à beira do abismo. E o que nos salva não é o equilíbrio perfeito, mas a graça com que aprendemos a cair e voltar.
