Quanto Vale um Abraco

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O PESO DO MEU GRÃO DE AREIA


Vivo presa em um mundo que eu mesma criei,
Porque a vida concreta é difícil demais.
Aqui fora perco o controle,
Mas no meu avesso tenho liberdade.
Aprendi o caminho da fuga ainda na infância,
Para escapar de um cenário triste e destruidor.
Até hoje me escondo nessa dimensão paralela,
Mas o refúgio cobra o seu preço:
Esqueci como se encara o mundo real.
Hoje, cada grão de areia é uma rocha enorme,
Um obstáculo impossível de mover.
Sei que é autosabotagem ver a fuga como única saída,
Mas quando tudo desmorona,
Eu simplesmente volto a habitar os universos que invento.

"Árvores e seus diversos frutos, onde o tempo dita um ritmo. Capacidades de alterações expressivas, onde o conhecimento se mescla nos pensares humanistas."

"Pensei nas deficiências, e fui ler um livro que estava sobre a mesa. Então percebi minhas dificuldades, onde as cópias apresentavam deficiências quase iguais."

​Deus sempre dá um jeito de nos parar, mas a gente, sendo inocente, demora muito tempo para enxergar, para enxergar.
— Nildinha Freitas

"Constelações em um universo de instabilidades, mas as grandes navegações oscilavam no período detalhado. Cavalheirismo na antiguidade, onde a era das trevas se tornava vossas partes."

'O TEMPO APAGA LEMBRANÇAS '


Chega um tempo ...
Que nos esquecemos
Das tristezas e pessoas
Que não se lembram da gente.
Gente de natureza, com
Profunda e grande frieza,
Que um dia nós amamos ,
Com todo amor e delicadeza .


Porém tudo um dia se acaba,
Deixamos de sentir saudade ,
E passamos amar, aqueles
Que nos abraça e nos afaga,
E Cuida da gente com amabilidade .


O tempo apaga lembranças ,
Da-nos motivos para seguir em frente ,
Uma grande mudança ,
Rumo a uma nova vida ,
Uma nova história ,
Com felicidade e alegria ,
Sem nos lembrar
Daquilo que nos feriu outrora.


Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservados sob a Lei -9.610/98

' SONETO DE UM GRANDE AMOR '


Nosso amor será infinito a todo momento
De ti cuidarei com carinho e encanto
um amor entre sonhos e esperança
Com lealdade respeito e confiança


Vamos viver esse amor com alegria
Todos os dias, em harmonia
Gritar para o mundo ouvir nosso amor
Na vasta imensidão com todo fervor


Um amor vivido entre razão e paixão
Sentindo a chama ardente do amor
Na suavidade de uma linda canção


Que nosso amor, seja uma paixão vivida
No mais profundo de nosso interior
Unindo nossas almas em uma só vida


Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservados Sob a Lei -9.619/98

WILLIAM CONTRAPONTO
Biografia de um poeta, pensador e comunicador independente


William Gogolenko Risther, conhecido artisticamente como William Contraponto, nasceu em 2 de julho de 1987, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Brasileiro, de ascendência familiar ucraniana e eslava, com raízes germânicas, construiu uma trajetória que aproxima literatura, comunicação, participação social e reflexão sobre a condição humana.


A escolha do nome William Contraponto representa mais do que uma identidade artística. Traduz uma maneira particular de compreender o mundo: pela contraposição de ideias, pelo questionamento das certezas e pela disposição de examinar diferentes perspectivas. Sua identificação como Poeta-Reflexivo expressa a união entre criação literária e pensamento crítico.


Origens e história familiar
A história familiar de William possui raízes na Europa Oriental. Seu avô paterno, Mykola Gogolenko, nasceu em 1934, na região de Ternopil, na Ucrânia. No contexto das consequências da Segunda Guerra Mundial, passou pela Alemanha, onde permaneceu por aproximadamente três anos em alojamentos vinculados à assistência da UNRRA, antes de emigrar para o Brasil, em 1948.


A trajetória de sua família reúne elementos da história migratória europeia do século XX, marcada por deslocamentos, reconstrução da vida e adaptação a uma nova realidade.


Essas origens integram sua história pessoal e constituem parte de sua identidade familiar e cultural.


Maurício Rodrigues Lucas: o amor, a memória e a dimensão humana
Nenhuma biografia de William Contraponto estaria completa sem mencionar Maurício Rodrigues Lucas, conhecido carinhosamente como Maumau, seu companheiro de vida e uma das pessoas mais importantes de sua trajetória pessoal.


A história dos dois começou em 16 de dezembro de 2012, quando se conheceram em uma tarde de domingo. O relacionamento, construído ao longo dos anos, atravessou separações, reencontros, amadurecimento e uma convivência que se consolidou oficialmente em união estável, registrada em cartório em 2017.


Foram aproximadamente quinze anos de uma história marcada por afetividade, companheirismo e experiências compartilhadas.


Maurício não ocupou apenas o lugar de companheiro. Representou uma referência afetiva, uma presença importante nas decisões e na vida cotidiana de William. O próprio autor reconhece que Maumau era uma parte essencial de sua existência, alguém que, em suas palavras, representava metade de si e também seu freio diante de determinadas situações.


A relação entre ambos possuía suas particularidades. William, assumidamente ateu, e Maurício, que preservou sua identidade católica mesmo depois de se afastar de antigas referências espiritualistas, encontraram maneiras próprias de respeitar suas diferenças. Essa convivência também se expressa na homenagem que William mantém em casa, com imagens religiosas, crucifixo e terço, não como manifestação de sua própria crença, mas como respeito à memória e à identidade espiritual de Maurício.


Em 26 de setembro de 2026, Maurício faleceu, aos 37 anos, após enfrentar uma grave doença oncológica. Sua partida representou uma transformação profunda na vida de William.


O luto passou a integrar não apenas sua experiência pessoal, mas também sua expressão literária. A memória de Maurício, os momentos compartilhados, a saudade e a necessidade de compreender a ausência tornaram-se elementos de reflexão e elaboração artística.


Entre as homenagens idealizadas por William está o projeto de preservar a história de Maumau por meio da literatura, incluindo a possibilidade de um livro dedicado a ele, reunindo poemas e textos sobre o amor, a convivência e a memória.


O nome Maurício Rodrigues Lucas passou a ocupar um lugar permanente na história pessoal e afetiva do poeta.


Essa dimensão revela algo importante sobre William Contraponto: por trás do escritor que questiona a existência, a sociedade e as certezas humanas, existe alguém que também escreve a partir do amor vivido e da experiência irreversível da perda.


Maurício não é apenas um capítulo da biografia de William. É parte da história que William continuará carregando e transformando em memória, palavra e literatura.






Formação pessoal e construção de consciência
William desenvolveu sua visão de mundo a partir de experiências pessoais, observação social, leituras e reflexão independente.


Sua trajetória intelectual não foi construída dentro de uma formação acadêmica em Filosofia, mas por meio de um processo autodidata, de interesse multidisciplinar e aprofundamento continuado.


Entre suas referências estão Jean-Paul Sartre, Albert Camus, Friedrich Nietzsche e Diógenes, além de escritores, músicos e pensadores latino-americanos.


Também passou por experiências religiosas distintas. Foi médium espírita e pai de santo de Umbanda, tendo exercido funções de liderança religiosa. Posteriormente, afastou-se das crenças espiritualistas e religiosas, assumindo uma posição ateísta, fundamentada na reflexão crítica e na ausência de convicções sobre a existência de entidades transcendentes.


Essa mudança é apresentada pelo próprio autor não como uma simples ruptura religiosa, mas como parte de um processo de amadurecimento de sua consciência.


O início da escrita
Sua relação com a literatura começou por volta dos 16 anos, quando publicou um primeiro texto em jornal local.


A partir daí, passou a desenvolver uma produção contínua de poemas, letras, artigos e reflexões. Durante aproximadamente 22 anos, escreveu e acumulou material antes de se lançar à publicação de livros.


Nesse período, compartilhou sua produção em diferentes espaços da internet e em publicações impressas regionais.


Em 2007, também desenvolveu atividades ligadas à comunicação comunitária. Posteriormente, manteve o projeto digital Sistema Clandestino, entre 2008 e 2014, antes de consolidar sua presença sob a identidade William Contraponto.


Sua trajetória editorial, portanto, não começou com a publicação de livros, mas com muitos anos de produção independente.


Comunicação, liderança e participação social
Além da literatura, William possui uma história de participação comunitária e atuação pública.


Foi presidente do Grêmio Estudantil Francisco Canquerini e participou da organização de iniciativas culturais e comunitárias em Águas Claras e Viamão.


Na Associação Cultural de Radiodifusão Comunitária Morro Grande, exerceu funções de segundo e primeiro secretário. Na Associação Águas Claras, atuou como diretor do Departamento da Juventude e primeiro secretário.


Na comunicação, idealizou e apresentou o Programa do Contraponto, transmitido pela Rádio Comunitária Tradição, posteriormente identificada também como Nova Tradição.


Sua atuação inclui aproximadamente quinze anos de experiências relacionadas à comunicação comunitária e à participação em movimentos sociais, inclusive na defesa dos direitos da população LGBTQIA+.


Também trabalhou como articulista em jornais regionais, abordando assuntos relacionados à cultura, política, diversidade e questões sociais.


Em 2006, recebeu uma Moção de Reconhecimento da Câmara de Vereadores de Viamão, no Rio Grande do Sul, por sua atuação comunitária.


A identidade literária: Poeta-Reflexivo
A literatura de William Contraponto transita entre a poesia existencial, a reflexão filosófica e a crítica social.


Sua escrita não procura necessariamente produzir conforto emocional. Em diferentes momentos, assume um caráter provocativo, questionador e introspectivo.


O autor trabalha temas como existência, liberdade, tempo, memória, consciência, desigualdade, relações humanas, finitude e autonomia.


Entre suas influências encontram-se Sartre, Camus, Nietzsche e Diógenes, além de referências culturais e artísticas como Frida Kahlo, Pepe Mujica, Joaquín Sabina, Silvio Rodríguez e Allen Ginsberg.


Sua expressão literária também se aproxima da tradição poética latino-americana, com produções em português e espanhol.


A definição Poeta-Reflexivo procura estabelecer uma identidade própria, sem reivindicar títulos acadêmicos ou enquadramentos institucionais. Trata-se de um autor que reconhece na poesia um espaço de criação, mas também de elaboração do pensamento.


Obras publicadas
Sua produção editorial reúne livros digitais e projetos literários independentes.


Entre os títulos de sua bibliografia estão:


Com Todas as Letras.


Entre Promessas, Bréus e Aurora.


Sombras que Pensam.


Tramas do Tempo.


Lucidez Sem Atalho.


Regimes do Real.


Existir Sobre o Solo.


Breves Considerações Reflexivas.


Consciência do Desamparo.


A Trilogia Existencial, formada por Entre Promessas, Bréus e Aurora, Sombras que Pensam e Tramas do Tempo, representa um dos conjuntos mais significativos de sua produção.


Também desenvolve projetos de organização e ampliação de sua obra, incluindo reflexões reunidas em Pensar-se em Contraponto — Um Autotratado em XIII Pontos.


Sua produção está presente em plataformas como Google Play Livros, Amazon Kindle e Clube de Autores, além de seu espaço oficial na internet.


Circulação e reconhecimento
A trajetória de William Contraponto foi construída predominantemente por iniciativa própria, sem depender de grandes estruturas editoriais ou investimentos institucionais.


Sua produção alcançou espaços independentes de publicação e divulgação literária, entre eles o portal Poemas del Alma, onde poemas seus receberam destaque.


Também possui registro de presença em material educacional relacionado à diversidade na educação, disponibilizado pelo EduCapes, com referência à sua produção poética.


Em 2026, recebeu indicação à Menção Honrosa do Club Latinoamericano de Poesía (CLP), pelo conjunto de sua obra, com previsão de reconhecimento em novembro daquele ano.


Essas experiências integram o percurso de um escritor que procura ampliar a circulação de sua produção por meios independentes e digitais.


Vida pessoal e dimensão humana
Por trás da identidade literária existe um indivíduo cuja trajetória também foi atravessada por experiências afetivas, perdas, desafios e transformações pessoais.


William atribui importância às relações humanas, aos vínculos afetivos e à memória. Sua compreensão da existência não está limitada à elaboração intelectual: passa também pelas experiências concretas que modificam a maneira de compreender a vida.


O amor, a convivência, a ausência e o luto são dimensões que passaram a ocupar espaço importante em sua escrita mais recente.


Essa dimensão pessoal aparece como parte de uma literatura que não separa completamente o indivíduo de suas experiências. A reflexão nasce também daquilo que se vive, das relações construídas e das situações que exigem uma reorganização da própria compreensão do mundo.


Uma trajetória em construção


William Contraponto representa uma experiência de produção literária independente que reúne poesia, comunicação, participação comunitária e pensamento crítico.


Sua trajetória não se caracteriza pela busca de enquadramento em uma escola literária específica, tampouco pela pretensão de estabelecer um sistema filosófico definitivo.


O que procura construir é uma identidade autoral reconhecível, sustentada por uma produção continuada e por uma perspectiva própria sobre a existência e a sociedade.


Seu nome artístico sintetiza essa proposta: o contraponto como possibilidade de questionar, confrontar, comparar e pensar além das respostas estabelecidas.


William Contraponto não pretende ser a voz que encerra uma discussão. Pretende ser uma voz que acrescenta outra perspectiva a ela.


Sua trajetória permanece aberta, assim como sua produção. Afinal, para quem faz da reflexão uma atividade permanente, a obra nunca está inteiramente dissociada da própria transformação humana.


William Contraponto — Poeta-Reflexivo. Arte e Pensamento.


“Eu não vendo palavra. Eu ofereço uma perspectiva.”

"Energias que modulam o SNP, mas tempo que dispersa as energias de um SNC. Subconsciente ativado, nas crenças de um passado submisso."

“Quando um Mestre do Reiki abandona os estudos por acreditar que já sabe o suficiente, transforma sua conquista em um limite para o próprio crescimento.”

“A conquista de um título não encerra o aprendizado; amplia a responsabilidade de continuar aprendendo.”

O Que Dois Passageiros Me Revelaram Sobre o Brasil
Hoje foi, sem dúvida, um dia muito especial para o motorista de aplicativo Peregrino Nino Carneiro. Uma daquelas manhãs em que uma simples corrida se transforma numa história que merece ser contada.
Eram precisamente 6h30 quando recebeu uma chamada para buscar um passageiro no bairro Santa Felícia, na região noroeste de São Carlos, a 2,5 quilômetros de distância. O destino seria o Jardim Tangará, na Zona Leste da cidade.
Ao chegar, percebeu que eram dois homens. Depois dos cumprimentos, observou o nome registrado no aplicativo e perguntou:
— Pelo seu nome, Alejandro Arocha, imagino que não seja brasileiro. Qual é a sua nacionalidade?
— Sou cubano — respondeu o passageiro.
— De Havana?
— Não. Sou de Santiago de Cuba, uma cidade no sudeste da ilha, próxima à Sierra Maestra, uma das regiões montanhosas mais importantes do país.
— Deve ser uma cidade muito bonita! E o seu companheiro, como se chama?
— Andrés Martínez — respondeu o segundo passageiro.
— Também é cubano?
— Não, sou venezuelano, de Maracay, uma cidade próxima às montanhas e às belas praias de Choroní e Cata, a cerca de 120 quilômetros de Caracas.
O motorista, que sempre encontrou nas conversas com seus passageiros uma oportunidade de conhecer o mundo, ficou entusiasmado.
— Mas como dois homens de países diferentes acabaram se conhecendo aqui em São Carlos?
Alejandro sorriu:
— Por coincidência! Conheci Andrés num posto de combustíveis onde costumo tomar café e comer pão de queijo. Percebi pelo sotaque que ele não era brasileiro. Começamos a conversar e descobrimos que morávamos na mesma rua, no Santa Felícia!
A curiosidade do Peregrino aumentava a cada quilômetro.
— Posso fazer algumas perguntas? Escrevo uma coluna literária chamada *Diário de um Motorista*, na qual registro histórias de passageiros. Acredito que vocês tenham muito a contar.
— ¡Desde luego! — respondeu Alejandro.
— Não entendi! — confessou o motorista, sorrindo.
— Claro que sim!

— Então, Alejandro, o que o trouxe ao Brasil?
O cubano respirou fundo antes de responder:
— Sou dentista, filho de dentistas. Meus pais também exercem a profissão. Em Cuba, eu ganhava o equivalente a cerca de setenta reais por mês. Meus pais recebiam praticamente a mesma coisa. Era muito difícil sobreviver. Minha mãe ainda cozinha num fogão a carvão, porque, onde mora, a energia elétrica é extremamente irregular.
Fez uma pequena pausa e continuou:
— Com o pouco dinheiro que consegui juntar, viajei até o Suriname. Depois, atravessei o Rio Oiapoque numa pequena embarcação e segui por caminhos difíceis até Macapá. Foram muitas horas de viagem, medo e incerteza. Quando chegamos, procuramos a Polícia Federal para solicitar refúgio e regularizar nossa situação. Fomos bem acolhidos. Depois vim para São Carlos, onde já viviam outros cubanos.
O motorista ouviu atentamente. Conhecia, pela própria experiência, a dor de deixar a terra natal, mas percebia que cada imigrante carregava motivos e dificuldades diferentes.
— E você, Andrés? O que o trouxe ao Brasil?
O venezuelano respondeu com a voz carregada de emoção:
— Minha história também é muito triste. Perdi meus pais depois de um conflito envolvendo a casa que nossa família possuía na praia de Choroní. Meu pai era engenheiro da PDVSA, a companhia petrolífera venezuelana. Ganhava bem e sonhava em passar a velhice naquela casa, ao lado da minha mãe. Mas a situação do nosso país foi piorando durante os governos de Chávez e Maduro. Nossos sonhos acabaram destruídos.
Por alguns instantes, o silêncio tomou conta do carro.
— Eu sou engenheiro mecânico — continuou Andrés. — Moro no Brasil há cinco anos e sou profundamente grato pela acolhida que recebi.
A corrida aproximava-se do destino, mas o Peregrino ainda tinha uma última pergunta:
— Que conselho vocês dariam aos trabalhadores brasileiros?
Alejandro respondeu:
— Costumo perguntar aos meus colegas: vocês conseguiriam fazer o caminho inverso ao que fiz, deixando o Brasil para tentar sobreviver em Cuba? Pensem nisso!
Andrés completou:
— Valorizem a liberdade, o trabalho e as oportunidades. Lutem por uma vida melhor enquanto podem. Um país precisa cuidar do seu povo, não apenas prometer que vai cuidar.
Aquelas palavras fizeram o motorista refletir. Afinal, quantas vezes deixamos de valorizar aquilo que temos até conhecermos a realidade de quem perdeu quase tudo?
Ao chegar ao destino, antes de se despedir, o Peregrino disse:

— Meus amigos, também sou imigrante. Saí de Portugal e cheguei ao Brasil em 1977. Sei o que significa deixar a família, os amigos e as nossas raízes. Mas aprendi que a coragem não está apenas em partir. Está, sobretudo, em recomeçar.
Agradeceu aos dois pelas histórias e desejou-lhes felicidade na nova terra.
Enquanto seguia para a próxima corrida, uma reflexão não lhe saía do pensamento:
*Há pessoas que atravessam fronteiras em busca de uma vida melhor. Outras, mesmo vivendo em liberdade, ainda não perceberam o verdadeiro valor de poder escolher o próprio caminho.*
Naquela manhã, o motorista havia percorrido poucos quilômetros pelas ruas de São Carlos. Mas, pelas palavras de dois passageiros, viajara até Cuba e Venezuela, conhecendo histórias de sofrimento, coragem e esperança.
E confirmou, mais uma vez, uma das suas maiores convicções: *não precisamos percorrer o mundo inteiro para conhecer suas histórias. Às vezes, basta abrir a porta do carro e saber ouvir.*
*Peregrino Nino Carneiro*

⁠As mulheres não precisam de um dia no ano para serem lembradas, elas necessitam, nos outros dias, não serem esquecidas.

A amizade quando passa do ponto dificilmente encontra um retorno.

Todo o mundo tem um Deus, mas somente o teu Deus tem o mundo todo.

"Erupção de um vulcão adormecido, mas o tempo não cultivava vossas uvas. Pressões descritas por Isaac Newton, na eterna maçã que caía no infinito."

"Physis de um período pré-socrático, onde os segundos demonstravam as mudanças de estados. Id que ativa os instintos, na infinita árche de um tempo vivido."

O alimento da alma se consegue através da conduta de cada um. Só depende de você, como o seu é digerido.

A religião é um tema que se divide em vários cleros e cada um em sua linguagem própria, mas que falam do mesmo assunto, que é a criação, o criador e os mensageiros, sempre com a finalidade de levar até nós, a evolução interior através da fé.

O canto dos pássaros é a sinfonia para todos que apreciam um som afinado em todos os seus acordes. Melodias criadas através da liberdade na natureza para harmonizar seu interior e elevar-te ao grande Maestro dessa orquestra.