Quanto Vale um Abraco
"Há pessoas que vão embora levando apenas as malas. Outras esquecem um inverno inteiro pendurado no cabide da sala."
A dor de um braço quebrando não termina no instante em que o osso cede.
Existe o estalo.
Existe a carne tentando entender o que aconteceu.
Existe o corpo inteiro procurando uma posição onde a dor diminua, mesmo sabendo que nenhuma posição resolve.
Mas existe uma outra dor.
Aquela que ninguém vê no raio-X.
Aquela que fica quando você percebe que alguém foi capaz de olhar para você e escolher a violência.
E então não é mais só o braço.
Quebra alguma coisa por dentro.
Quebra a sensação de segurança.
Quebra a confiança.
Quebra aquela parte ingênua que ainda acreditava que certas pessoas simplesmente não seriam capazes de atravessar determinados limites.
E existe a humilhação.
Aquela sensação miserável de estar ali, machucada, vulnerável, tentando juntar os pedaços enquanto quem fez aquilo talvez siga respirando como se tivesse apenas atravessado mais uma esquina.
Você se sente pequena.
Sozinha.
Às vezes, até suja de uma culpa que não é sua.
Como se o corpo violentado carregasse também a vergonha da violência.
Mas não.
A vergonha não é minha.
Nunca foi.
O lixo não sou eu.
Lixo é quem precisa destruir o corpo de outra pessoa para se sentir grande.
Lixo é quem transforma força em covardia.
Lixo é quem levanta a mão porque não possui argumento, caráter ou humanidade suficientes para permanecer de pé diante de alguém.
Eu estava sozinha quando a dor chegou.
E talvez essa tenha sido uma das partes mais cruéis.
Porque há momentos em que a gente gostaria de ter alguém segurando nossa mão, dizendo que vai passar, dizendo que aquilo não aconteceu porque merecíamos.
Mas ninguém deveria precisar de uma testemunha para provar a própria dor.
Eu sei o que senti.
Eu sei o que ouvi.
Eu sei o que meu corpo suportou.
Eu sei o que quebrou.
E sei também que existem ossos que médicos conseguem colocar no lugar, mesmo que demore.
A alma é mais complicada.
Ela não recebe gesso.
Não existe cirurgia para devolver imediatamente a confiança.
Não existe remédio capaz de apagar a imagem da covardia.
Então eu vou ter que reconstruir.
Devagar.
Com raiva, talvez.
Com lágrimas também.
Com dias em que vou me sentir forte e outros em que vou me sentir um lixo por uma violência que nunca foi minha.
Mas vou reconstruir.
Porque aquele homem conseguiu quebrar meu braço.
Não conseguiu decidir quem eu sou.
E talvez essa seja a primeira coisa que eu precise aprender novamente:
eu não sou o que fizeram comigo.
Eu sou a mulher que sobreviveu ao que fizeram comigo.
E isso muda tudo.
Um recomeço nem sempre chega acompanhado de uma grande descoberta.
Às vezes, começa com uma decisão simples:
Hoje eu começo.
E desta vez,
o passado não precisa autorizar nada.
“Se um dia você não conseguir encontrar palavras, não conseguir me procurar, não souber por onde voltar... ainda existe uma coisa que pode me alcançar"...
🎵
Histórias escritas
Existe um dom quase mágico
em transformar palavras em mundos.
Uma frase pode abrir uma porta,
um parágrafo pode atravessar séculos,
e algumas poucas linhas
são capazes de criar vidas
que jamais existiram...
Mas que, de algum modo,
passam a existir dentro de nós.
Escrever é possuir o infinito nas mãos.
É poder escolher outros caminhos,
inventar outros destinos,
dar aos personagens
as vidas que o mundo real lhes negou.
Em cada história,
nasce uma versão diferente da realidade.
Um universo onde o impossível acontece,
onde o tempo pode voltar,
onde encontros podem durar,
onde despedidas podem ser adiadas
e onde até o destino
pode ser desafiado.
Talvez seja esse o verdadeiro encanto
das histórias escritas:
não criamos apenas mundos.
Criamos possibilidades.
E enquanto houver alguém disposto a escrever,
nenhuma história precisa terminar de verdade.
Ela pode renascer em outra página,
em outro tempo,
em outro coração.
Porque algumas histórias
não são feitas apenas para serem lidas.
São feitas para nos lembrar
que também poderíamos existir
em outras versões de nós mesmos.
Amor ou ódio, apreço ou desprezo, respeito ou indiferença: cada um receberá de mim aquilo que merece. Afinal, a vida tem uma regra simples — cada um colhe exatamente aquilo que decide semear.
- Jelson Tavares
04/09/26
O Beijo:
O encontro de dois lábios sedentos querendo praticar um esporte radical que traz adrenalina e aventura, dentro de uma enorme sensação de prazer!!!
Ponto de vista de um cidadão comum: pra montar um STF sem amarras políticas nem religiosas, o candidato teria que ter no mínimo 60 anos, seria escolhido e sabatinado por juristas sorteados pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ficaria no cargo por 10 anos, sem holofotes e sem outra fonte de renda.
Benê morais
Doe por amor.
O espírito não precisa de um rim, mas o gesto de doar pode aliviar a dor e prolongar a permanência no plano físico de quem ainda tem uma caminhada a cumprir.
Doe por amor. Faça o bem hoje, sem esperar nada em troca.
Cada ato de solidariedade ilumina o caminho de quem recebe,
e fortalece a luz de quem doa.
Bezerra de Menezes.
“Quem entende e sabe conviver com as pessoas do seu universo certamente tem dentro de si um universo de sabedoria feito de respeito, atenção, zelo, altruísmo, caridade e paciência”
Ney P. Batista
Apr/27/2021
“Cativar alguém e depois abandonar é o mesmo que conquistar um objeto de desejo e depois deixá-lo à parte por perda de interesse”
Ney P. Batista
Jul/12/2021
“Até posso compreender um analfabeto, mesmo o funcional; Mas o analfabeto midiático, desse quero distância”
Ney P. Batista
Apr/09/2022
“Um olhar diz tanto… Precisamos saber ouvir o que ele nos diz e também usá-lo para expressar nossos sentimentos, uma vez que palavras proferidas podem causar tanto desentendimento”
Ney Paula B.
Quando se perde um ente querido.
Nesse momento de imensa dor, se faz necessário lembrar que é preciso compreender e saber adaptar-se à “impermanência da vida” - o que significa ter uma clara compreensão de que tudo na vida é transitório, inconstante e que em algum momento todos a deixaremos. Embora seja muito difícil aceitar essa realidade, temos que estar preparados para um dia enfrentá-la, tendo uma perfeita consciência dessa inevitabilidade.
Outrossim, é fundamental buscar o consolo do SENHOR, pelo Espírito Santo, acreditando que os que morreram em Cristo sempre estarão bem.
Lembrem sempre dessa verdade que alguém, noutro tempo, disse:
“Não há sofrimento na Terra que o Céu não possa curar.”
Ney Paula B.
Tanto tempo juntos que parece que ficamos, cada dia, mais parecidos um com o outro. Olho pra ela e é como se estivesse de frente a um espelho. Muito mais que isso é que nossos espíritos se fundiram e desapareceram portanto o “meu” e o “dela”, agora é o “nosso” espírito.
Obrigado SENHOR por ter-nos selados para a eternidade.
Ney Paula B.
“Na vida é preciso ter cuidado com o “sim” que damos… para que não seja fruto de um descuido do “não”. É que podemos, sem ponderar, aquiescermos a sugestões ou convites que podem nos levar por caminhos não compatíveis com aqueles aprovados pelo SENHOR, o que certamente irá desagradá-Lo.”
Ney Paula B.
Viver não é lutar para ter… É esforçar-se para ser, ser um virtuose em coragem, justiça, autocontrole, relacionamentos e sabedoria.
-Coragem para enfrentar e saber lidar com os constantes reveses da vida e a inevitabilidade da morte.
-Justiça para não permitir-se aquiescer ao que não é moral, ético. Não ser indulgente com erros recorrentes e ser imparcial em seus julgamentos.
-Autocontrole para ser capaz de dominar as próprias emoções ou os impulsos decorrentes dessas emoções e também ter domínio dos desejos, apetites e paixões.
-Relacionamentos para saber cativar e deixar-se cativar, usar de empatia, generosidade e paciência.
-Sabedoria para fazer boas escolhas e saber distinguir o certo ao errado e o que é fundamental ao que é importante.
-Luz para que onde chegues a paz de Cristo Jesus seja sentida.
Ney Paula B.
Na rica literatura bíblica de sabedoria, o Rei Salomão nos ensina que há um tempo determinado para cada propósito debaixo do céu: “há tempo de nascer e tempo de morrer”(Eclesiastes 3:1-2). No entanto, a mesma tradição nos alerta em Provérbios que nossas escolhas diárias têm o poder de gerar vida ou morte (Provérbios 18:21). A verdadeira sabedoria não está em antecipar o fim, mas em honrar o tempo presente. Gastar a mente com a certeza da finitude é inverter a ordem das estações; é escolher o inverno na primavera da vida. Portanto: “Pensar na morte não é perda de tempo — é perda de vida."
Autor: Ney Paula Batista
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