Quanto Vale um Abraco

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Desistir de você e ir embora foi um ato de coragem. Ou fui covarde?
Doeu...
É triste deixar quem se ama, mas ficar séria não me amar
Seria cruel comigo e com você.
Essa é a parte dolorosa., sentir e ter que sufocar, tentar esquecer, fingir que não dói. E como está doendo.
Queria que você fosse o último, que nossa estrada fosse longa, que estivéssemos sempre juntos, ainda que fisicamente longe. Que toda mágoa fosse breve. Que fosse leve a nossa caminhada, ainda que pesasse a gente não desistiria do nós...
Que nossa vontade fosse livre.
Queria que pudesse me escolher sempre. E mesmo que eu seja minha, eu sempre seria tua. Mas, não foi assim..

"A história não é um círculo sem fim, mas uma sinfonia que caminha, nota por nota, para o seu acorde final."

Victoria
não é apenas um nome que carrega
a ideia de vitória, é um símbolo que atravessa
o tempo, uma força que não envelhece
um eco que resiste aos séculos
e seu nome não passa, ele permanece e seus exemplos não morrem, se multiplicam.
Victoria é referência para quem ainda acredita que ser moral, leal e digno não é fraqueza, mas coragem.
É o tipo de nome que não se pronuncia apenas com a boca, se respeita com a vida.

Deus não te tira de um lugar sem tirar o seu coração antes.

Uma Gota de Leitura permite um acesso incrível a uma Praia de Literatura e assim começa um Mar de Aventura que corre para um Oceano de Cultura.

Cada um de nós que aqui chega, sobrevive e convive, mas não supervive.

Uma decisão pessoal se trata de algo que depende de um ato individual e intransferível.

Existem determinados livros que encaminham um grupo para um dogma, em seguida lhes mantém numa doutrina e quando despertam estão no domínio.

Um ato se traduz num fato, que talvez se torne um telefato, também conseguiria estar um interfato ou até mesmo num parafato.

Estamos no época da fonética na qual inventamos um telefone que trouxe um interfone que avançou para um parafone.

Vi no ato um rato com um gato junto com um pato que estavam usando um par de sapato que pertencia a um novato de fato.

Em nível intermediário da nossa gramática nós temos um texto, que se inicia num prétexto, que segue para um contexto, depois vai para um intertexto, logo vem um teletexto, que em breve pula para um paratexto, chegando até um póstexto.

Historia, não drama

Minha ansiedade me acompanha
como um ruído constante,
um alerta que nunca desliga,
e junto dela
o medo de exagerar,
de sentir demais,
de parecer dramática
por simplesmente sentir.

Ela nasceu cedo.
Entre olhares atentos demais,
expectativas grandes demais,
e a sensação de que sentir
era sempre exagero.

Cresci ouvindo
que tinha tudo.
Casa, cuidado, conforto,
um berço chamado de ouro
— como se isso anulasse
qualquer vazio que coubesse em mim.

Quando doía,
não era dor:
era drama.
Quando eu reclamava,
era vitimismo.
Aprendi cedo
a engolir sentimentos
antes que alguém dissesse
que eu estava exagerando.

Meus irmãos gritavam mais alto,
quebravam mais coisas,
ocupavam mais espaço.
O do meio, o mais difícil,
recebeu colo em excesso,
atenção dobrada,
como se o amor fosse um prêmio
para quem dá mais trabalho.

E eu?
Fiquei quieta.
Aprendi a merecer afeto
sendo fácil.
Sendo compreensível.
Sendo grata.
Mesmo quando algo em mim
pedia socorro —
em silêncio.

Hoje, no amor,
minha ansiedade aparece
com cuidado demais,
palavras medidas,
e o medo constante
de ser intensa demais.

Não é ciúme,
é receio.
Não é cobrança,
é medo de perder.

Carrego um receio silencioso
de depender,
porque no fundo
ainda busco validação
como quem pede permissão
para existir
sem pedir desculpas.

Já disse a ele
sobre meu medo de abandono.
Não nasceu agora.
Veio de casa.
Veio das vezes em que fui ouvida
só quando não incomodava.

Tenho amor,
mas também tenho feridas.
Tenho entrega,
mas carrego alertas.
Não sei sempre explicar
nem organizar o que sinto,
e ainda assim
sinto —
mesmo com medo
de parecer dramática.

Não quero amar por carência.
Não quero ficar por medo.
Quero escolher.
Inteira.
Mesmo ainda aprendendo
a confiar
que meus sentimentos
não são exagero,
são história.

Eu não me vejo em você... o que eu vi foi um reflexo das minhas expectativas.

Flávia Abib

PEDIDO

Um simples pedido eu quero fazer
Fazer pra você o que eu não pude ter
Um pedaço de torta e uma xícara de café
Como a brisa e uma prancha de surf em meio à maré

São olhos encantadores que você tem
Boca que carrega um toque sutil
Vejo-me um dia como seu refém
E meu coração ficando pulsatil

Às vezes me pego sonhando
Com o estado de um breve outono
Pequenas estradas se enchendo
De flores secas e sem alento

O céu já não é mais o mesmo
É escuro como o fundo poço de um grande celeiro
Sem pássaros livres para voar
Sem vida e casa para morar

Perante a sua fragrância eu pude acordar
De um sonho sem forma e quase real
Mais eu pude recordar
Que estávamos em uma cidade conhecida como candeal

Um dia quero conhecer
Suas grandes artes e pequenas manias
E poder compartilhar com você
Minhas poucas sinfonias e harmonias.

Se um animal não representa perigo imediato e você não está morrendo de fome, matá-lo é absolutamente errado, uma clara demonstração de psicopatia.

A crença numa divindade pode ser filosoficamente válida; já as religiões não. Deus é um conceito separado da fé organizada, e o religioso típico é um analfabeto científico mergulhado em contradições lógicas.

Se for necessário, pare um pouco... Nem sempre chegar primeiro é sinônimo de fazer acontecer...

⁠" Existem pessoas que se tornam lendas, e existem lendas que se tornam pessoas, você é um desses Ozzy "

Poema : Rosas Secas


No refúgio de um tácito ataúde
D'onde qualquer sussurro traz espanto
Cujo lúgubre coloração de canto a canto
Consome o que restava da parca saúde


Esconde-se o putrefato cadáver pálido
Cujo olhar não mais se abre
À volta do pescoço segue a calabre
E a carne fétida traz o ventre esquálido


Cercado pela penumbra densa e mórbida
Aos grandes umbrais da vida finada
Cujas bocas seguem tão caladas
Na metamorfose da decadência sórdida


Aos balcões cinzentos que adormece
No frio cimento eternizados
Postos ao descanso contemplado
Onde a história se encurta e se esquece


Em frágeis ossos que viram poeira
Expostos ao tempo e ao lamento eterno
Mutações que agem no seu ventre interno
Definhando desta vida passageira


Revela o último sacrifício
De um espírito que no silêncio vaga
E das poucas palavras que propaga
Abundou da ganância como exercício


Ao flanco esquerdo então se nota o ramo
Que já fora adornado por diversas cores
Mas que hoje comporta enegrecidas flores
Junto a uma carta grafada em " Te amo "


Se vê então o que já foram lindas rosáceas
Outrora balsâmicas em figura crata
Mas que agora definham na gélida prata
D'onde se mostra lânguida como a cartácea


Sobre aquela lápide que guarda as vidas
Escrita está, no puro tom latim
Aquelas rosas secas, mortas ao carmesim
Um dia tiveram aroma e foram coloridas


Escrito por: Wélerson Recalcatti