Quanto Vale um Abraco
Tudo quanto possuis te parece pequeno; tudo quanto possuo me parece grande. O teu desejo é insaciável, o meu não. Olha a criança enfiando a mão num jarro de gargalo estreito tentando retirar as nozes e os figos ali contidos: se enche a mão, não a pode tirar, e põe-se então a chorar.
- Deixa algumas nozes e poderás tirar as restantes!
Tu também: deixa o teu desejo ir-se embora, não ambiciones muitas coisas, que algo obterás.
Quanto amargor fermenta-se no fundo da doçura, quanto desespero esconde-se na abnegação e quanto ódio mistura-se ao amor.
SONETO
O quanto perco em luz conquisto em sombra.
E é de recusa ao sol que me sustento.
Às estrelas, prefiro o que se esconde
Nos crepúsculos graves dos conventos.
Humildemente envolvo-me na sombra
que veste, à noite, os cegos monumentos
isolados nas praças esquecidas
e vazios de luz e movimento.
Não sei se entendes: em teus olhos nasce
a noite côncava e profunda, enquanto
clara manhã revive em tua face.
Daí amar teus olhos mais que o corpo
com esse escuro e amargo desespero
com que haverei de amar depois de morto.
Seu eu te pudesse dizer
o quanto te amo
Te daria grande prazer
e viverias nesse encanto.
Mas amar é meu segredo
O que nunca te direi
Pois sinto muito medo
E sei que te perderei.
Se soubesse compreender
O tamanho desse amor
Tu terias que entender
Que so quero seu calor.
Assim sigo meu caminhar
Te amando sem lei
E sempre a me perguntar
Aquilo que nem eu sei.
Nota: Glosa de uma quadra popular de Fernando Pessoa.
Quero poder sempre te amar e ouvir o quanto sou amada, quero poder acordar com você me enchendo de beijos ou simplesmente acordar pra ver o quanto é lindo você dormindo.
Mas há garotos que não percebem o quanto que uma pequena coisinha consegue machucar tanto uma garota.
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer.
Nota: Trecho de "O Guardador de Rebanhos", do livro "Poemas de Alberto Caeiro", de Fernando Pessoa (heterônimo Alberto Caeiro).
...MaisPorque, quanto a mim, sinto de vez em quando que sou o personagem de alguém. É incômodo ser dois: eu para mim e eu para os outros.
Quanto mais a gente amadurece, mais a opinião dos outros se torna irrelevante. Essa é uma coisa que a gente demora pra aprender na vida.
Toda a limitação, até mesmo a intelectual, é favorável à nossa felicidade. Pois quanto menos estímulo para a vontade, tanto menos sofrimento.
Nada tenho vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida vida, noves fora, zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
(Se é assim quero sim, acho que vim pra te ver)
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